Continua a polémica sobre a exploração de recursos naturais em Varela : Denunciados comportamentos «anormais e abusivos»



Bissau - A comissão de seguimento do dossier de exploração de areias pesadas de Varela continua a denunciar comportamentos que considera «anormais e abusivos» por parte da empresa russa Poto SARL, que está a explorar e a exportar areias pesadas de Varela.

Falando em conferência de Imprensa esta sexta-feira, 12 de Dezembro, João Alberto Djata, vice-Coordenador da referida comissão, denunciou que mais de 500 toneladas de areia já foram retiradas de Varela e transportadas de Nhiquim para Bissau, afirmando ainda que os recursos em causa estão no perímetro que se situa entre Bissau e Safim, região de Biombo. Neste sentido, Alberto Djata lançou o desafio ao Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, no sentido de se pronunciar sobre o dossiê em causa, assim como expressar a sua opinião sobre a exploração dos recursos minerais no país.
«A alavanca da economia do país está na agricultura, pesca e turismo» referiu, tendo afirmado que, com esta exploração, o turismo e outras potencialidades naturais do país poderão estar comprometidos no futuro, naquela zona do norte da Guiné-Bissau.
«Vamos avisar que estamos a preparar uma previdência cautelar junto do Ministério Público, para defender os interesses das populações daquela zona», disse o responsável.
Para o coordenador da comissão, Victor Sanha, o Estado guineense só tinha que confiscar as areias exploradas pela empresa russa, por não ter certificado de conformidade ambiental e estar a extrair e exportar areias, acusando a empresa de estar a explorar os recursos minerais sem que tenha criado o fundo de desenvolvimento local.

PARTIDO PDD PEDE AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, JOSÉ MÁRIO VAZ PARA NÃO SE INTERFERIR NOS ASSUNTOS DA GOVERNAÇÃO NA GUINÉ-BISSAU E DEPOIS, MANDA RECADOS AO GOVERNO GUINEENSE!



Presidente do PDD, Policiano Gomes e  sua Vice Presidente

Bissau, 18 Dez 14 (ANG) - O Partido Democrático para o Desenvolvimento (PDD), pediu hoje ao Presidente da Republica José Mário Vaz para não se interferir nos assuntos da governação, respeitando o princípio de separação de poderes.

O pedido feito em conferência de imprensa pelo Presidente desta formação política, Policiano Gomes.

Gomes disse que o Presidente da Republica deve exercer uma política de magistratura influente e positiva e não de controlo, para o bem da paz social e tranquilidade governativa e do pais.

O PDD elogiou e felicitou as autoridades nacionais pela forma como gerem a questão do Ébola no país, assim como a comunidade internacional pelo apoio prestado ao país para a prevenção.

Na conferência de imprensa que contou com a participação dos órgãos do PDD, foi feita uma apreciação dos seis meses de trabalho do actual executivo.

O presidente do partido disse que o balanço está a quem das expectativas. “0 poder de compra das pessoas e famílias diminuiu drasticamente em virtude do desemprego, do aumento dos preços de bens da primeira necessidade e da carga fiscal”, afirmou.

Policiano Gomes acrescentou que “a economia do país estagnou, e que há pouco dinheiro em circulação, as empresas estão endividadas, e que os bancos não têm confiança em atribuir créditos”.

Referindo-se ao sector educativo disse que se assisti a um desânimo geral dos alunos, pais e encarregados da educação e professores. “Escolas estão a funcionar a meio gás, com tetos a cair e professores por contratar”, referiu.

No que tange ao ministério de saúde, considerou que o banco de socorro do Hospital Nacional Simão Mendes “está muito aquém das suas responsabilidades e capacidade de atendimento”.

Policiano disse que um dos aspectos mais chocantes da governação “tem a ver com o reforço da partidarização, do nepotismo e clientelismo na administração pública”.

Acrescenta que as nomeações feitas “não obedecem a meritocracia mas sim ao puro clientelismo de favoritismo”.

No que se refere a energia, referiu que com “tanta propaganda e assinaturas de contratos” a situação esta na mesma. 

“Não se compreende. Num momento em que a EAGB chora devido a problemas de vária ordem, pagam salário excessivo à alguns dos seus dirigentes», disse.

Em relação a justiça, o presidente desta formação politica sem assento parlamentar disse que “nota se uma sufocação do sector que se mostra cada vez mais ineficiente”.

“A insegurança e violência aumentaram, sem que haja qualquer medida concreta para se proteger o cidadão e os seus bens”, declarou.

"HÁ UMA GRANDE NECESSIDADE DE REESTRUTURAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS NA GUINÉ-BISSAU (...) PORTUGAL TEM UM LARGA EXPERIÊNCIA NESTE DOMÍNIO", DISSE O EMBAIXADOR PORTUGUÊS JUNTO DA ONU



Nova York - O Governo de Portugal está a estudar uma maior participação no processo de reforma das forças armadas da Guiné-Bissau. O país africano, que emergiu de um golpe de Estado realizado em 2012, começou consultas para reformular o seu aparato estatal de segurança após dar posse a um governo democrático em meados deste ano.

Em entrevista à Rádio ONU, o embaixador de Portugal, Álvaro Mendonça e Moura, disse que Portugal pode dar um grande contributo à formação de novos militares porque este é um domínio no qual a nação europeia tem "larga experiência."

"Há uma grande necessidade de reestruturação das forças armadas na Guiné-Bissau que, infelizmente, têm tido no passado um papel que, por vezes, colocou em causa a ordem institucional estabelecida. É preciso restruturar essas forças armadas, e é preciso formar novos oficiais. Portugal tem um larga experiência neste domínio e estará disponível dentro das medidas de suas possibilidades para participar neste esforço de formação das futuras forças armadas da Guiné-Bissau."

Em novembro, o novo primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, autorizou o início de consultas com militares guineenses sobre possibilidades de reforma ou aposentadoria de parte dos quadros atuais.

Em entrevista à Rádio ONU, Simões Pereira explicou que o processo devia ser transparente e claro nas suas ofertas e opções. Além disso, o chefe do governo guineense enfatizou que as famílias dos militares precisavam ser contempladas no pagamento dos benefícios caso os oficiais optassem pela reforma.

Além de Portugal, outros países como o Brasil também já demonstraram interesse na cooperação com o setor da segurança. Em entrevista à Rádio ONU, o embaixador do Brasil junto às Nações Unidas informou que a ministra da Defesa da Guiné-Bissau, Cadi Seidi, realiza visita ao Brasil este mês para discutir o tema com autoridades em Brasília.

«MENSAGEM DE NOVO ANO» MIGUEL TROVOADA ACREDITA NA TRANSFORMAÇÃO DA GUINÉ-BISSAU NUMA HISTÓRIA DE SUCESSO



Bissau, 18 Dez 14 (ANG) - O Representante Especial de Ban Ki-moon em Bissau, Miguel Trovoada pediu à todos os actores a manterem o espírito positivo e boas expectativas em relação ao futuro do país.
“A comunidade internacional tem vontade de colaborar neste processo , as Nações Unidas farão o seu melhor para apoiar ao povo da Guiné-Bissau e seu Governo na implementação de programas de reformas, trabalhar na organização da conferência de doadores e galvanizar a ajuda para fazer deste país uma história de sucesso”, disse o antigo presidente são-tomense em mensagem por ocasião do novo ano.
Trovoada avisa, entretanto que «agora, depende de todos os guineenses, aproveitarem a oportunidade, identificarem soluções para corrigirem os erros do passado e instalarem, progressiva mas definitivamente, um Estado de Direito» .
Considera que «2014 foi um ano importante para a Guiné-Bissau e para a presença da ONU no país».
Referiu que «no seguimento das eleições e do retorno à ordem constitucional com a tomada de posse do Presidente da República, do Parlamento e do Governo, as autoridades nacionais rapidamente deitaram mãos à obra com a elaboração do Plano Nacional do Governo que incide nas mais prementes necessidades da população, revendo os contratos actualmente assinados com o Estado e introduzindo uma estratégia de longo prazo para o país».
Mudanças essas, que segundo o antigo Presidente de São Tomé e Princípe «foram introduzidas nas Forças de Defesa e Segurança e no funcionalismo público com o objectivo de trabalhar para as reformas previstas e de tirar o país da letargia em que havia caído».
Por isso, acrescenta, os parceiros internacionais da Guiné-Bissau retomaram a sua cooperação com as autoridades e ainda novos acordos financeiros para o desenvolvimento estão em elaboração.
Estes parceiros, de acordo com o responsável máximo do UNIOGBIS, são chamados a participar na conferência internacional de doadores, agendada para princípios de 2015. 
Entretanto, Miguel Trovoada reconhece que avançar com as reformas propostas talvez não seja fácil porque alguns dos antigos e persistentes problemas do passado ainda estão presentes e adicionalmente agravados pela ameaça do Ébola.

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...