PAIGC CONTRA PRESIDENTE POR CHAMAR MILITARES PARA ESCOLTAR DEPUTADOS EXPULSOS



O Comité Central do PAIGC aprovou hoje uma moção em que condena a posição do Presidente da Guiné-Bissau de solicitar uma escolta militar para deputados cujos mandatos foram suspensos na sexta-feira.
"O Comité Central, tomando conhecimento do facto, rejeita e condena liminarmente a ação do primeiro magistrado da Nação e responsabiliza-o por todas as consequências que daí possam advir", refere-se na "moção de responsabilização".
O documento foi entregue aos jornalistas à porta da sede do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), em Bissau, onde a reunião do Comité Central ainda decorre.
Na cópia distribuída, o órgão informa que, dos 256 membros presentes, todos votaram a favor, exceto um - fonte partidária disse à Lusa tratar-se do chefe de gabinete do Presidente, Octávio Lopes.
O partido expulsou esta semana os militantes que, na qualidade de deputados, inviabilizaram a aprovação do programa de Governo do PAIGC em dezembro e que ameaçaram fazer o mesmo na segunda votação, marcada para segunda-feira, levando à queda do executivo.
Na sequência, aquela força política e a respetiva bancada parlamentar apresentaram requerimentos para que os 15 parlamentares perdessem o mandato, decisão que foi tomada na sexta-feira pela Comissão Permanente da Assembleia Nacional Popular.
O partido pretende que, na votação de segunda-feira, os lugares sejam já ocupados por novos elementos.
Do grupo dos 15 fazem parte deputados que, em agosto, aceitaram fazer parte de um governo de iniciativa do Presidente da República, José Mário Vaz, em conjunto com a oposição do Partido da Renovação Social (PRS), dias depois de o chefe de Estado ter demitido o Governo do PAIGC, eleito em 2014.
No entanto, esse executivo seria considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal de Justiça da Guiné-Bissau, e uma nova equipa do PAIGC entrou em funções - lutando agora para manter a maioria (57 dos 101 lugares conquistados nas eleições) e fazer aprovar o seu programa.
De acordo com o PAIGC, alguns dos deputados que perderam o mandato na sexta-feira deslocaram-se hoje ao Leste do país, "sob forte escolta do Comando do Batalhão de Bafatá, por instrução do Estado-Maior General das Forças Armadas e por solicitação expressa do Presidente da República".
"Este ato constitui uma violação flagrante daquilo que devem ser as relações com as Forças Armadas, além de violar o sagrado dever" destas forças, acrescenta.
Na moção, o PAIGC pede "aos dirigentes, militantes, simpatizantes e ao povo guineense" que se mantenham "serenos, mas vigilantes", e apela às Forças Armadas para "continuarem distantes e isentas", relativamente aos assuntos políticos do país.
O partido "agradece e felicita" a comunidade internacional pela atenção e acompanhamento da situação e recomenda os seus representantes a manterem-se atentos e vigilantes, face a "mais este atentado à legalidade democrática".
Uma recomendação também dirigida à ECOMIB, força militar e policial de vários países vizinhos estacionada no país desde o golpe de Estado de 2012, com o propósito de estabilizar o país.
Lusa||conosaba

AFINAL: 15 DEPUTADOS DO PARLAMENTO DA GUINÉ-BISSAU QUE PERDERAM MANDATO (EXPULSOS DO PAIGC) ENTRARAM HOJE NO PARLAMENTO E OCUPARAM SEUS LUGARES



Os 15 deputados que perderam o mandato são: Abel Gomes, Adja Satú Camará, Adulai Bui, Amidu KeitaBacai Sanhá JúniorBaciro Djá, Braima Camará, Eduardo Mamadu Baldé, Isabel Buscardini,Manuel Nascimento LopesMaria Aurora Sanhá, Rui Diã de SousaSoares Sambú, Tcherno SanháTomane Mane.

Fonte: Clube De Ouvintes Da Rádio Jovem Bissau.

PRIMEIRO-MINISTRO DA GUINÉ-BISSAU, CARLOS CORREIA JÁ ESTÁ (DENTRO) NA ASSEMBLEIA NACIONAL POPULAR PARA DEFENDER O SEU PROGRAMA



A Guiné-Bissau arrisca-se a ver um terceiro governo cair em meio ano, caso o programa que vai hoje a votos não seja aprovado num Parlamento que vai ser palco anunciado do embate entre diferentes fações políticas.
O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), eleito em 2014 e que está no poder, tem 57 deputados, ou seja, tem a maioria na Assembleia Nacional Popular (ANP), composta por 102 eleitos, mas isso pode não bastar.
Um grupo de 15 deputados do PAIGC discorda da orientação do partido e absteve-se na primeira votação do programa de Governo, a 23 de dezembro, alinhando com a oposição e ameaçando voltar hoje a inviabilizar o documento, na segunda votação – o que implica a queda do executivo.
Braima Darame
Clube De Ouvintes Da Rádio Jovem Bissau\\Conosaba





SUSPENSA SESSÃO DO PARLAMENTO GUINEENSE QUE IA DECIDIR CONTINUIDADE DO GOVERNO



A sessão de hoje do parlamento guineense, em que estava em jogo a continuidade do Governo do PAIGC, foi suspensa devido a distúrbios provocados por alguns deputados.
O Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Cipriano Cassamá, alegou falta de condições para os trabalhos decorrerem depois de vários deputados interromperem a chamada (para verificação de quórum) com gritos e palmadas nas mesas.
Os distúrbios começaram quando, ao longo da chamada, começaram a ser chamados os nomes de novos deputados do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), destinados a ocupar o lugar de 15 parlamentares expulsos na sexta-feira pela Comissão Permanente da ANP.
A perda de mandato foi requerida pelo PAIGC depois de expulsar o "grupo dos 15" do partido por alegada traição, ao absterem-se na primeira votação do programa de Governo, em dezembro, e ameaçando inviabilizá-lo hoje - levando à queda do executivo.
Hoje, os membros que perderam os mandatos ocuparam os seus lugares e gritaram palavras de ordem dirigidas ao presidente da ANP, sendo acompanhados nos protestos pelos deputados da oposição do Partido da Renovação Social (PRS).
Antes de Cipriano Cassamá entrar na sala para conduzir os trabalhos, um dos membros da mesa já tinha tentado fazer a chamada, mas também sem a conseguir terminar.
Os trabalhos que estavam marcados para as 10:00 acabaram por só arrancar às 13:00, com o presidente da Assembleia a justificar o atraso com reuniões que decorreram durante a manhã.
Segundo explicou, houve uma reunião da mesa da ANP e uma conferência de líderes, mas, no hemiciclo, não foi possível ir além da chamada.
Não há indicação sobre quando deverá ser retomada a sessão.
No exterior, apesar de se juntarem algumas pessoas com palavras de ordem e cartazes de apoio às diferentes fações políticas, tudo decorreu com normalidade sob o olhar atento de elementos da polícia.

Lusa\\Conosaba

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...