A comunidade muçulmana sunita exige a expulsão dos xiitas no país

A comunidade muçulmana sunita na Guiné-Bissau, blasfemava sexta-feira em declarações públicas contra a presença de Shia no país e pediu sua expulsão.


De acordo com o presidente da Juventude Islâmica, Caramba Baio, "os xiitas são fundamentalistas perigosos" e sua presença é "uma ameaça à unidade e convivência pacífica entre os muçulmanos.""Os xiitas são contra os valores e os ensinamentos do profeta Maomé", disse, por sua vez, Ibraima Sanha, um membro do Conselho Islâmico Superior.Sanha pediu ao governo para expulsar os xiitas da Guiné-Bissau, um país com 55% de maioria muçulmana sunita no poder, de acordo com dados oficiais. O número de xiitas não está disponível, mas sua influência se reflecte no aumento do uso do véu pelas mulheres em locais públicos."Esta forma de exercício religioso deve ser combatido para evitar situações similares como o Iraque e a Síria", sublinhou os muçulmanos.Já em fevereiro, o Conselho Nacional Islâmica do Guiné-Bissau afirmaram sua oposição ao uso do véu em particular o véu integral. Seu presidente, Aladje Siradjo Bari, havia argumentado que essa prática não existe na profissão de fé islâmica e aconselhou seu abandono.Reagindo à declaração do Presidente da Juventude Islâmica, o representante dos xiitas no país, Helena Said, anunciou que iria apresentar uma queixa junto do Supremo Tribunal de Justiça.

Discurso de Carmelita Pires na Conferência da Juventude Partidária


 (Abril 2015)

Digníssimos Deputados,
Senhores Presidentes dos Partidos Políticos,
Caros Colegas, Membros do Governo,
Representantes da Juventude Partidária e Conferencistas,

Sinto-me imensamente grata por poder contribuir para a reflexão e debate de um tema de tão manifesta importância e actualidade: Juventude Partidária e Empreendedorismo.

O nosso futuro coletivo depende, em grande medida, da forma como encaramos o nosso meio ambiente social. Podemos encarar a realidade que nos rodeia como um dado adquirido, assumindo que somos apenas uma minúscula peça de uma enorme engrenagem. Talvez essa atitude seja comum e até justificável em países desenvolvidos, nos quais basta apenas continuar a olear a velha máquina. No entanto, bem conhecemos o estado de indigência a que inevitavelmente conduz uma visão estática da vida social, em países subdesenvolvidos, onde, pura e simplesmente, não há propriamente nada merecedor de ser conservado.
O imobilismo, promovido por uma classe política pouco interessada numa verdadeira mudança, pode provocar a total atrofia da capacidade de evolução positiva da sociedade.

Ora, SE NÃO HOUVESSE UM «BICHINHO» A ROER O HOMEM, nunca teríamos saído da Idade da Pedra. O mesmo «bichinho» atacou virulentamente Cabral, levando-o a recusar o reconhecimento e uma carreira de topo que o regime colonial lhe oferecia. PORQUÊ? Porque seria tornar-se colaborador na conservação de um regime que considerava radicalmente injusto e humanamente desadequado. Poderia ter escolhido outro caminho, entrando para o sistema com a intenção de o mudar por dentro? Talvez. Mas, por vezes, é necessária uma MUDANÇA RADICAL, na própria maneira como encaramos as coisas. Isto faz-me lembrar a competência especial desenvolvida por um peixe do nosso tarrafe: o SALTON. Se não conseguisse «dar o salto» morreria enterrado na lama!

TEMOS DE CONSEGUIR DAR O SALTO E PARA ISSO É PRECISO POR AS MÃOS NA LAMA.
O lema de campanha eleitoral do PUSD foi Pa Lantanda Nô Terra.
Na qualidade de Presidente do Partido, incentivo vivamente a população e, em particular, os jovens a assumir um papel cívico ativo, na condução dos seus destinos. INVECTIVO OS JOVENS A UMA VERDADEIRA MILITÂNCIA PARTIDÁRIA, que não se pode resumir a agitarem bandeirinhas em período eleitoral.

É no terreno, no sentir das populações, no convívio das suas dificuldades e desafios, que podem aprender positivamente a criar as vossas próprias convicções. É que EMPREENDEDORISMO NÃO SE RESUME AO CAMPO PROFISSIONAL. Empreendedorismo deve ser encarado, de uma forma mais banal, como uma atitude, de envolvimento positivo com a mudança que sonhamos ver implementada. Trata-se de encarnar a mudança, de deitar as mãos à obra, mesmo que para isso, seja necessário enterrá-las na lama. SONHAMOS, COMO CABRAL, QUE AS FLORES DA NOSSA LUTA VENHAM A SER MULHERES NOVAS E HOMENS NOVOS.

Compatriotas e Caros Jovens,
Permitam-me que recupere um slogan da campanha eleitoral do meu Partido, que consistia nos 3Cs. CAPACIDADE - COMPETÊNCIA - CONSISTÊNCIA.
O nosso país já viveu tempo demais centrado nos seus políticos.
Não basta pretender ter capacidade, como invariavelmente afirmam. É necessário também que se mostre competência na execução e que os resultados obtidos apresentem consistência.
Julgo que o paralelo entre empreendedorismo e militância é bastante feliz, aproveitando para felicitar os organizadores.
É que o empresário, à diferença do político, tem de reunir os 3C: não lhe basta, por exemplo, ser capaz e competente, se os seus resultados não tiverem consistência, pois é instantaneamente avaliado pelo mercado: se não ganhar dinheiro, pode abandonar a vocação. SERIA FÁCIL SE PUDÉSSEMOS CRIAR EMPREENDEDORES POR DECRETO. Mas se assim fosse, todos o fariam; de facto, é muito mais complicado. É toda uma aprendizagem, que vai da vontade de experimentar, à experiência e à confiança adquirida durante essa prática. É toda uma pedagogia do «impulso», da motivação para essa atitude pro-activa, que é necessário despoletar na juventude. Fazer-lhes sentir que podem criar o seu próprio lugar no mundo, se se esforçarem por isso.

HÁ QUE VALORIZAR A CAPACIDADE PARA ASSUMIR RISCOS, de reconhecer, no nosso imaginário social, o elevado estatuto daqueles que procuram VALORIZAR AS SUAS COMPETÊNCIAS, criando nichos de produtividade e de saber fazer capazes de gerar valor acrescentado, onde antes existiam apenas oportunidades por explorar.

A VITALIDADE DAS NAÇÕES MEDE-SE PELA QUALIDADE DO SEU EMPREENDEDORISMO E DA SUA CLASSE EMPRESARIAL. Já na política, precisamos desesperadamente de genuíno empreendedorismo ao nível da militância partidária, que se traduza numa melhor circulação da informação, fazendo chegar aos responsáveis políticos as autênticas aspirações do povo, como preconiza o espírito da Constituição guineense.
Desafio a Juventude do meu Partido a criar um NÚCLEO DE EMPREENDEDORISMO, a todos os níveis, de cuja reflexão e dinâmica o Partido e os próprios militantes possam vir a beneficiar.

Ainda neste contexto, gostaria de alertar para os riscos de uma visão do desenvolvimento assente na exploração desenfreada dos recursos naturais, pela forte dependência económica que cria em relação às flutuações das cotações das matérias-primas. Preferimos, à ganância de querer explorar e gerar receitas a qualquer custo, UM MODELO DE DESENVOLVIMENTO MAIS CONSCIENTE E HARMONIOSO, atento à igualdade de oportunidades, à coesão social e, por essa via, à sua sustentabilidade para as gerações futuras.

Compatriotas e Nossa Juventude Partidária
Não poderia terminar sem uma palavra de apreço para com a nossa Jovem diáspora. A coragem de partir para um país estrangeiro à procura de uma situação de vida melhor para nós e para a nossa família é já, em si, um grande ato de empreendedorismo. Desafiamos aquelas e aqueles que já o fizeram uma vez, que arrisquem de novo, que se interessem pelo destino da Guiné-Bissau, beneficiando-nos com toda a experiência que entretanto adquiriram, devolvendo-a ao serviço da terra.
Perante a enorme tristeza que sentimos quando vemos cenas como aquelas que se passam frequentemente em Lampedusa, ocorre-nos pensar: SERÁ ESTA A ÚNICA ESPERANÇA DA NOSSA JUVENTUDE? Não poderíamos canalizar toda essa energia, colocando o seu empreendedorismo ao serviço do país, onde tanta falta nos faz?

Concluo apelando a todas e todos os guineenses no sentido de darem um especial valor social aos empreendedores, de se promover o respeito e a elevada consideração que lhes é devida. Isso faz parte da grande mudança que pretendemos para a nossa terra. Implica UM CORTE RADICAL AO NÍVEL DA MENTALIDADE PREVALECENTE, bastante perniciosa, para evitar que se insinue nas expectativas dos jovens, levando-os a acreditar que só terão futuro entrando para a política e para o aparelho estatal, perpetuando a cultura do proveito pessoal em detrimento da coisa pública.

É VITAL MOSTRAR AOS JOVENS QUE É POSSÍVEL E ALTAMENTE DESEJÁVEL UM COMPROMISSO.

É preciso abandonar a mentalidade que nos faz desmerecer as coisas e as pessoas da nossa terra.
A esperança de uma mudança autenticamente positiva reside na cooperação, na afirmação identitária e numa nova cultura política. E a insatisfação própria da juventude é o nosso maior trunfo para essa revolução tranquila!
Muito obrigada a todas e a todos pela vossa atenção.

(Oradora: Carmelita Pires, Presidente do PUSD.)


Parceria entre a CEDEAO e Instituto Civil da África Ocidental WACSI


Palestras destinadas a reforçar a parceria entre a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e do Instituto Sociedade Civil na África Ocidental (WACSI) estão previstos para começar em Accra na segunda-feira 13 de abril de 2015.


O Vice-Presidente da Comissão da CEDEAO Dr. Toga McIntosh Gayewea na cabeça de de uma delegação técnica chegará em Accra, no sábado 11 de abril à frente das discussões.Durante o evento de dois dias, as duas instituições vão buscar os meios necessários para construir a capacidade das organizações da sociedade civil (OSC) na implementação do Documento Estratégico da Comissão da CEDEAO e também assinar um Memorando de Acordo (MOA), em áreas de colaboração.

Como parte das actividades programadas, o OSC vai envolver o vice-presidente da CEDEAO em uma discussão interactiva que, em grande medida, vai aprofundar o seu conhecimento e compreensão da CEDEAO, em particular, uma vez que a organização está definido para comemorar seu 40º aniversário em maio deste ano.No início deste ano, o director executivo da WACSI Nana Asantewa Afadzinu, liderou uma equipe técnica para Abuja, Nigéria, altura em que, a CEDEAO e WACSI realizou uma ampla gama de discussões, identificados e acordados em várias áreas de colaboração.

EOWAS é um grupo sub-continental dos Estados Oeste Africano. Ele foi criado em maio de 1975, através do Tratado Lagos agora revisto, para promover essencialmente a cooperação económica e integração que conduz a criação de uma união económica na África Ocidental.

Com sede localizada em Abuja, Nigéria, a CEDEAO é composto por quinze membros seguintes; Benin, Burkina Faso, Cabo Verde, Côte d'Ivoire, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo.Em janeiro de 2007, a CEDEAO foi transformado de um Secretariado em Comissão chefiada pelo Presidente, coadjuvado por um vice-presidente e Treze comissários que estão actualmente a prestar liderança para a organização. A República do Gana é o actual Presidente da Autoridade.



Transportes maritimos

A Empresa de Navegação Madeirense, que pertence ao Grupo Sousa, acaba de adquirir a Portline - Transportes Marítimos Internacionais, o armador português que estava inserido no grupo económico do empresário macaense, Stanley Ho. 

Fundada pelo Governo Português em 1984, no quadro da reestruturação das empresas da Marinha de Comércio nacionalizadas em 1975, a Portline foi privatizada, posteriormente, em 1991. Actualmente opera catorze navios, doze graneleiros, dos quais onze Supra-max e um Capesize, e dois porta-contentores.

Através da firma Portline Containers International, S.A., assegura duas linhas regulares de carga geral e contentores, designadamente a Linha da Madeira, Leixões – Lisboa – Caniçal (Madeira) e a Linha da Guiver, Portugal – Canárias – Cabo Verde – Guiné-Bissau. No sector dos graneis a Portline Bulk International opera por todo o mundo, nos mercados do Atlântico, Indico e Pacífico, transportando, entre outras cargas, carvão, minérios, adubos e cereais. Recorde-se que, no ano passado, a Portline já tinha vendido à TMB – Terminal Multiusos do Beato, de Sebastião Figueiredo, a sua participação na agência de navegação Portmar e no transitário Portline Logistics.

A Empresa de Navegação Madeirense opera desde 1907 e é a mais antiga companhia marítima portuguesa, realizando linhas de transporte regular entre a Região Autónoma da Madeira e o Continente.


“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...