Dia dos Heróis Nacionais: DOMINGOS SIMÕES PEREIRA PROMETE FUTURO MELHOR AOS GUINEENSES

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O primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira prometeu ontem (terça-feira), um futuro melhor aos guineenses. O chefe de Governo falava à imprensa, depois da deposição de coroas de flores no túmulo do pai das nacionalidades guineense e cabo-verdiana, Amílcar Lopes Cabral no âmbito da comemoração do dia dos heróis nacionais (20 de Janeiro).
Simões Pereira que se fez acompanhar da sua esposa, Paula Costa Pereira, do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, General Biague Na N’Tam, do chefe de Gabinete do Presidente da República, Octávio Lopes e do Conselheiro Especial de Presidente da república, Braima Camará bem como de alguns membros do governo e dos corpos diplomáticos para a deposição de coroas de flores no mausoléu Amílcar Cabral e também nos túmulos de outros heróis nacionais sepultados na fortaleza de Amura (Estado-Maior General das Forças Armadas).
Em declaração a’O Democrata depois da deposição de coroas de flores, o primeiro-ministro pediu os ex-combatentes para terem a confiança e a esperança de que serão capazes de realizar os seus sonhos. Prometeu por um lado um futuro melhor para todos os guineenses, tendo acrescentado ainda que “este dia é um dia muito importante e especial para todos guineenses e assim rendemos homenagens a homens e mulheres que deram as suas vidas durante a juventude a fim de termos a nossa independência e liberdade”.
Assegurou que a data de 20 de janeiro deve sempre servir de uma ocasião de reflexão profunda dos guineenses. Por outro convidou a todos a fazerem esforços para continuar a obra que os combatentes sonharam e projectaram para a Guiné-Bissau.
Amílcar Lopes Cabral, é o fundador do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC) e foi assassinado em 20 de janeiro de 1973 em Conakry, durante a luta armada de libertação nacional que durou 11 anos.

JOSÉ MÁRIO VAZ REGRESSA SILENCIOSO AO PAÍS


O Presidente da República, José Mário Vaz regressou esta terça-feira ao país proveniente de Cotonou, capital da República do Benin, onde tomou parte na décima oitava Cimeira da União Económica e Monetária Oeste Africana-UEMOA, sem pronunciar nenhuma palavra à imprensa.
A Cimeira de Cotonou centrou-se sobre os progressos na implementação da iniciativa para a energia sustentável, a implementação da agenda da paz e segurança na UEMOA, a situação da segurança alimentar na União e as ações identificadas no relatório sobre o financiamento dos Estados membros da organização monetária sub-regional, notou o comunicado da presidência entregue ao Jornal O Democrata no Aeroporto Internacional “Osvaldo Vieira”.
De acordo com o documento, no final dos trabalhos da reunião, os Chefes de Estado e de Governos da UEMOA registaram com satisfação os progressos assinalados na implementação de diferentes projetos e iniciativas da organização desde a última cimeira realizada em Dakar (Senegal) em 2013.
A nota referiu igualmente que os Chefes de Estado e de Governos acolheram com grandes aplausos, as ações empreendidas pela união, através dos comités de Alto Nível encarregues dos dossiers relacionados com a Energia, Paz e Segurança, Segurança Alimentar e Financiamento de Economias.
Na mesma reunião foi adoptada um Ato Adicional referente ao pacto de Convergência, Estabilidade, Crescimento e de Solidariedade entre os Estados membros, refere o comunicado.
Em relação a este Ato Adicional, a conferência adoptou como uma das medidas mais importantes no quadro económico e financeiro, a declaração intitulada “preservar o nível de endividamento assegurando a qualidade e a sustentabilidade da dívida pública no seio da UEMOA”, lê-se na mesma nota.
Quanto a aspetos ligados à Paz e Segurança, os chefes de Estados e dos Governo da União Económica e Monetária Oeste Africana condenaram todo tipo de terrorismo e manifestaram a sua solidariedade para com os países e povos irmãos confrontados com atos terroristas, prossegue a nota.

O mesmo comunicado destaca que, à margem da Cimeira, o Presidente José Mário Vaz, recebeu em audiências separadas, o Governador do Banco Central dos Estados da África Ocidental – BCEAO, Tiémoko Meyliet Koné o presidente do Banco Oeste Africano de Desenvolvimento BOAD, Kristian Adovelande, sobre apoios necessários aos projetos de desenvolvimento na Guiné-Bissau.
José Mário Vaz reuniu-se igualmente com a comunidade guineense em Cotonou e com uma delegação de empresários locais ligados ao setor de energias renováveis interessados em desenvolver projetos nesta área no país, assinala a nota da Presidência guineense.

PRESIDENTE DO PAIGC APELA A CONSENSOS PARA O DESENVOLVIMENTO DO PAÍS

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O Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) Domingos Simões Pereira, fez um apelo esta terça-feira, 20 de Janeiro, para que haja consensos nacionais que tranquilizem a Guiné-Bissau.
«Vamos utilizar todas as nossas capacidades, as nossas competências e a nossa disponibilidade, no sentido de produzirmos consensos que tranquilizem o país, para que os guineenses compreendam as medidas governativas que estamos a tomar», disse Simões Pereira.
Falando à PNN durante a cerimónia de comemoração de 20 do Janeiro, Dia dos Heróis Nacionais que assinala a morte de Amílcar Cabral, o Presidente do PAIGC disse que se trata de uma formação política que sabe o que é governar, que passa pela tomada de decisões, e que muitas das vezes é preciso confrontar a realidade e alterar o quadro do nosso percurso, ainda que a realidade do país diga o contrário.
«Os nossos indicadores da saúde e educação indicam que devemos alterar a forma de estar na sociedade, e os nossos indicadores sociais responsabilizam-nos no sentido de criar uma sociedade mais justa e com mais desenvolvimento», referiu.
Apelando os dirigentes do partido a dedicarem-se às suas funções, reconhecendo que “em alguns momentos podemos não compreender uns aos outros, mas somos homens do Estado, cada um de nós deve compreender a sua responsabilidade, estamos onde estamos através do nosso partido, e em nome do PAIGC, quero garantir a todos que vai haver consensos para que possamos levar esta nossa obra para o objectivo desenhado», garantiu Simões Pereira.
O líder do PAIGC reafirmou a sua vontade em transformar a sociedade guineense, num processo que reconheceu não ser pacífico ou simples, admitindo que pessoas não vão estar de acordo com as suas decisões, porque tem contas a prestar ao partido depois da governação.
O presidente do PAIGC disse que os pensamentos de Amílcar Cabral, as suas heranças, devem ser o principal «combustível» para alimentar as grandes decisões e opções que foram desenhadas.
A cerimónia foi antecedida pela deposição de coroas de flores no Mausoléu Amílcar Cabral, junto da Fortaleza de Amura, na rotunda do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, assim como pela primeira vez na campa do Presidente da República João Bernardo Vieira (Nino), no cemitério Municipal de Bissau.

Fonte: PNN

GOVERNO GUINEENSE SUSPENDE "DE VEZ" GESTÃO DA ONG ITALIANA

Bissau - O Governo da Guiné-Bissau suspendeu a gestão da organização não-governamental italiana AHEAD no Hospital Raoul Follereau, principal unidade de pneumologia do país, alegando incumprimento do acordo que vigorava desde 2012, disse à Lusa fonte governamental.

A decisão foi tomada pela ministra da Saúde Pública guineense, Valentina Mendes, e vigora desde 13 de Janeiro, considerando a gestão da organização italiana "pouco transparente" e passando o Governo a coordenar e a dar resposta às necessidades do hospital.
Elisabeth Martins, directora-geral da unidade, nomeada pelo executivo, referiu que além da falta de transparência, a equipa que geria o hospital pautou o seu comportamento por falta de cooperação com os elementos ali colocados pelo Ministério da Saúde Pública.
"A AHEAD estava a gerir o hospital dentro do quadro de um acordo, mas este hospital não foi privatizado, pelo que é um estabelecimento de serviço público", realçou Elisabeth Martins, que acusa a equipa da ONG italiana, representada por quadros guineenses, de incumprimento em vários domínios.
De acordo com a directora-geral do Raoul Follereau, a organização italiana disse ter 25 milhões de euros para gerir o hospital durante cinco anos, disponibilizando 412 mil euros por cada ano com a alimentação, compra de medicamentos para doentes e manutenção do próprio centro, mas tal "nunca passou de promessas".
A AHEAD assumiu funções em Junho de 2012 a partir de um acordo rubricado com o então Governo de transição.
A directora do centro referiu que no início "estava tudo bem", mas a situação degradou-se o que, disse, tentou corrigir, sem sucesso.
"Neste hospital não se pode trazer comida de fora, mas às vezes fica difícil assegurar os doentes quando tomam os medicamentos sem comer. É que a alimentação começou a falhar em termos do menu (...), raras vezes se cozinhou carne no hospital", explicou Elizabeth Martins.

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...