Comunicado de Imprensa

Comunicado de Imprensa
O PAIGC registou com profunda revolta e vem por este meio denunciar e acusar o Procurador-Geral da República por mais uma acção não somente contrária e ilegal à luz da nossa Constituição e demais Leis que regem este país, como pela sua inequívoca demonstração de abuso de poder, manipulação, revanchismo e ignorância, ao tentar impedir a saída do país do camarada Eng. Carlos Correia, um consagrado e prestigiado Combatente da Liberdade da Pátria e até a sua ilegal e inconstitucional demissão, Primeiro-Ministro da República da Guiné-Bissau.
O PAIGC questiona o facto do Ministério Público ter enviado aos postos fronteiriços, nomeadamente no Aeroporto Internacional “Osvaldo Vieira” uma proibição de saída de alguns dirigentes do nosso Partido que integravam o demitido Governo Constitucional formado pelo PAIGC, enquanto vencedor com maioria absoluta das últimas eleições legislativas, sem que os mesmos, ao menos fossem já alvos de inquirição e de terem no mínimo processos elaborados com clara sustentação de terem cometido algum crime susceptível de verem os seus movimentos coagidos.
Não fora a pronta intervenção da UNIOGBIS no Aeroporto Internacional “Osvaldo Vieira” não seria possível o camarada 1º Vice-Presidente do PAIGC deixar Bissau rumo a Lisboa para onde se desloca para consultas médicas.
O PAIGC quer saber até onde o Senhor Procurador-Geral da República quer chegar com os seus desmandos e abusos de poder, assentes numa clara e intolerável violação das Leis que regem esta República forjada na Luta e proclamada pelo Combatentes da Liberdade da Pátria sob os auspícios do Partido de Cabral.
O PAIGC levará esta questão a todas as Instituições da República para conhecimento e as devidas acções subsequentes, o que não acontecendo será pelo Partido de Cabral entendido como um acto encomendado e concertado, facto que torna este caso mais grave na sua dimensão política, legal e administrativa. Outrossim, o PAIGC denunciará estas manobras irresponsáveis e indignificantes junto a todas as instâncias competentes ao nível nacional e internacional.
No plano nacional, o PAIGC chama a atenção do povo guineense para com este facto, que podem levar a consequências imprevisíveis e apela a todos os cidadãos com consciência patriótica e sentido de responsabilidade a retirarem as ilações que se impõem, de modo a que cada um de nós e em conjunto possamos assumir com coragem e frontalidade a condenação firme destas actuações ilegais e abusivas levadas a cabo pelo Ministério Público, sob a directa responsabilidade e comando do Senhor Procurador-Geral da República, António Sedja Man.
O PAIGC comunica a todos os seus dirigentes, militantes, simpatizantes e à grande maioria do povo guineense que se encontra do seu lado que nenhuma acção ou acto intimidatório farão recuar a Direcção do Partido na defesa dos superiores interesses do povo e da Nação guineense, pois nada nem ninguém nos fará desistir na senda da defesa da legalidade democrática, do Estado de Direito Democrático, na construção do progresso e do bem-estar e no pleno respeito e defesa dos mais elementares direitos do cidadão guineense. Ao mesmo tempo, a Direcção do PAIGC está unida, coesa e determinada a cerrar as fileiras para combater a tirania e a ditadura.
Bissau, 2 de julho de 2016
O Secretariado Nacional do PAIGC
Aly Hijazi
Secretário Nacional

BOAD VAI FINANCIAR CONSTRUÇÃO DOS TROÇOS RODOVIÁRIOS BULA MPAC E BUBA CATIÓ


Primeiro-ministro, Baciro Dja anunciou sexta-feira em São Domingos que BOAD vai disponibilizar cerca de trinta biliões de francos CFA para a construção dos troços rodoviários Bula Mpac no Norte e Buba Catió no Sul do país e ainda a UEMOA dispõe de dez biliões de francos CFA, para o investimento no sector de São Domingos e o montante será extensivo para alcatroar a estrada que liga à essa localidade à Varela.

“O lançamento da pedra para a construção das estradas será efectuado pelo PR José Mário Vaz.” Disse 

Baciro Dja que fazia uma digressão à zona Norte do país, afirmou perante os populares que os Governos do Domingos Simões Pereira e do Carlos Correia estabeleceram acordo de parceria com dois Bancos da capital, empréstimo para despesas extraorçamentais no valor de trinta e cinco bilhões de francos CFA, que o Estado guineense assume doravante como divida a pagar, que carece de fundamento jurídico porquanto não foi submetido ao Parlamento para apreciação, nem deu entrada no Tribunal de Contas e nem teve parecer da Procuradoria-geral da Republica, que está a este momento a dificultar o normal funcionamento do seu executivo. 

Por isso, O Chefe do Governo disse o facto obriga a perda de vinte dois bilhões de francos CFA para o apoio ao Orçamento-geral do Estado (OGE) para o ano 2016.

DOMINGOS SIMÕES PEREIRA OUVIDO NO TRIBUNAL MILITAR SUPERIOR

A tentativa frustrada de alegado golpe de Estado que vitimou mortalmente cerca de cinco militares guineense volta a ribalta.
A alegada revolta de alguns militares no assalto ao aquartelamento de Base Aérea de Bissau, vitimou mortalmente militares e alguns políticos se refugiaram nas instalações de embaixadas em busca de protecção de vida, por temerem de represália por parte dos militares, porque foram acusados na altura de colaborarem com os militares amotinados para derrubar o regime de General António Indja. 
Nesta linha, o Presidente do PAIGC, igualmente, PM deposto foi ouvido sexta-feira no Tribunal Militar para prestar declarações sobre a matéria. Pois, saiu no local como tinha entrado.  
“Ontem, tal como noticiado, compareci no Tribunal Militar para prestar declarações relacionados ao caso "21 de Outubro". Já muito se falou sobre a estranheza de todo o processo e, foi evidente o desconforto dos próprios agentes. Eu quero e agradecer a afluência dos amigos e apoiantes. Foi uma extraordinária manifestação de solidariedade e amizade, mas também prova de determinação em levar avante o projecto político que juntos estamos desenvolvendo. Se tal como parece, houver mãos de adversários dentro do PAIGC, aqui fica o meu conselho: vão a tempo de se absterem dessas práticas que só os levara a perdição. Um abraço a todos.” Disse DSP

GUINÉ-BISSAU OLHA PARA MACAU COMO PORTAL PARA INVESTIMENTO CHINÊS


A Guiné-Bissau debate-se com o impacto orçamental de uma suspensão da ajuda de parceiros de cooperação e, à semelhança de Moçambique, olha para a China como fonte alternativa de capital estrangeiro, através de investimentos, focando esforços de captação em Macau.

Apesar de ser dos países de língua portuguesa politicamente mais instáveis, a Guiné-Bissau é dos que apresenta actualmente previsões de crescimento económico mais elevadas – 4,8% em 2016 e 5% em 2017 – e é também um dos que tem maiores oportunidades, uma vez que, além de necessidade de infra-estruturas e recursos inexplorados (caso da bauxite), está inserido no mercado regional da África Ocidental.

A agricultura é a principal fonte de rendimento, em particular a produção de castanha de caju, sendo também uma das oportunidades de investimento identificadas.

O boletim de informação Africa Monitor Intelligence noticiou que um recente estudo técnico chinês veio confirmar a aptidão do país, em particular no que concerne aos solos, para a produção em larga escala de arroz, produto que o país actualmente importa para abastecer o mercado interno (cerca de 200 toneladas/ano).

O estudo, a que a Macauhub teve acesso, segundo a mesma fonte, aponta também a necessidade prévia de uma recuperação das planícies alagadiças (bolanhas) aptas para a orizicultura, a maior parte sem uso nos últimos anos ou votadas ao abandono.


O embaixador da China em Bissau, Wang Hua, tem vindo a salientar as excelentes condições climatéricas e de solos que a Guiné-Bissau tem para produzir e abastecer a sua população e reafirmou o apoio da China para a concretização desse objectivo.

“Falta muito trabalho para que a Guiné-Bissau atinja a sua independência alimentar e solucione o problema de fome no país”, adiantou em Maio, durante uma visita ao interior do país.

O novo primeiro-ministro guineense, Baciro Djá, recebeu o embaixador da China na semana passada, poucas semanas depois de tomar posse, tendo confirmado a participação do país na próxima cimeira económica entre a China e os países da África, que vai decorrer em Pequim ainda este ano.

Em Abril, a Guiné-Bissau recebeu pela primeira vez o “Encontro dos Empresários para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e o Países de Língua Portuguesa”, à margem do qual foi anunciado que a China Machinery Engineering Corporation (CMEC) vai construir, entre outras infra-estruturas, o novo Aeroporto Internacional de Bissau, alargar a antiga aerogare, construir o porto de pesca de Pikil, no nordeste da Guiné-Bissau, o porto de águas profundas em Buba, no sul, estradas, pontes e ainda habitação social.

Recentemente, a China ofereceu 250 postes de iluminação pública solar para serem instalados em diversos bairros e artérias de Bissau.

O país foi tema de um seminário organizado na semana passada pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), conjuntamente com o Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau).

O representante guineense no Fórum Macau, Malam Becker Camará, afirmou que Macau pode ajudar a internacionalização de produtos do seu país, enquanto a administradora do IPIM, Glória Ung, afirmou que “as empresas chinesas podem utilizar a Guiné-Bissau como plataforma e base para desenvolver a cooperação e o desenvolvimento com os outros países da África Ocidental, com vista a penetrar nos mercados regionais.” 

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...