LÍDERES RELIGIOSOS PROCURAM CONSENSOS À CRISE


DOm-Lampra-Cá


Líderes religiosos do país desdobram-se na busca de consensos à crise política e institucional instalada no país com o derrube do governo chefiado por Domingos Simões Pereira no passado dia 12 de agosto, pelo Presidente da República, José Mário Vaz.
Uma delegação de chefes religiosos da Igreja Católica, das comunidades muçulmana e Evangélica, reuniu-se ontem, 27 de agosto, com o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, depois de na quarta-feira se ter reunido  com o Chefe de Estado, José Mário Vaz.
O porta-voz deste grupo de líderes religiosos, Dom José Lampra Cá, Bisbo auxiliar da Diocese de Bissau, disse a’O Democrata que o encontro visa  ajudar a aproximar as “partes divirgentes”.
“Temos vindo a promover contactos com a direção do PAIGC para dar a nossa modesta contribuição na procura de soluções com menores efeitos colaterais e adversos para atual situação sócio-política que o país vive”, explicou.
O responsável da igreja católica garante que o grupo ainda vai entabular mais contactos com a classe política antes de avançar com a sua proposta para “uma solução airosa”, numa conjugação de esforços com todas as partes.
“Sentimos que o nosso país está um pouco doente, sentimos esse dever, como religiosos que somos, de poder dar uma mãozinha naquilo que é possível”, assinalou Lampra Cá, contudo excusou-se adiantar as propostas de solução que os religiosos defendem.
Todavia, Dom José Lampra Cá, o porta-voz dos chefes religiosos, disse ter pressentimento que, tanto da parte do PAIGC, como a do chefe de Estado existe a vontade de ultrapassar a crise.

BAN KI-MOON DEFENDE DIÁLOGO E REVISÃO DA CONSTITUIÇÃO DA GUINÉ-BISSAU

banki-moon-SG UNO



O secretário-geral das Nações Unidas pede aos dirigentes da Guiné-Bissau que “ponham de lado as diferenças” e apostem no diálogo e na revisão da Constituição para que o país avance.
“O diálogo político e a revisão da Constituição vão ser processos críticos. Peço aos órgãos de soberania que trabalhem juntos, ponham de lado as diferenças e criem uma relação construtiva”, lê-se no relatório semestral sobre a situação do país, a apresentar sexta-feira ao Conselho de Segurança, em Nova Iorque.
O relatório foi distribuído a 13 de agosto e ainda não inclui a demissão do Governo pelo Presidente da República, mas já aborda as clivagens políticas na Guiné-Bissau que conduziram à atual crise política.
No relatório elaborado pelo Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), o secretário-geral mostra-se “preocupado com as divisões políticas e sociais enraizadas nos partidos políticos e nas instituições do Estado”.
“Tais divisões continuam a comprometer a estabilidade duradoura e o desenvolvimento da Guiné-Bissau”, refere.
Logo a seguir, realça que “a cooperação entre órgãos de soberania é cada vez mais necessária por não existir na Constituição uma clara separação de papéis e responsabilidades”.
No documento, Ban Ki-moon faz referência ao seu envolvimento pessoal para tentar evitar a crise política que se antevia no início de agosto – quando o presidente do Parlamento anunciou a intenção de o Presidente da República, José Mário Vaz, demitir o Governo liderado por Domingos Simões Pereira.
“Eu pessoalmente contactei o Presidente Vaz e outros líderes regionais para realçar que os diferendos políticos na Guiné-Bissau têm de ser resolvidos de uma forma pacífica e construtiva”, refere.
No mesmo documento, a ONU volta a manifestar-se preocupada pela fragilidade da Justiça.
“A reforma do setor da Justiça é um pré-requisito básico para assegurar os direitos básicos aos guineenses e lutar contra o crime organizado, incluindo o tráfico de droga e de pessoas”, sublinha.
Contra todas as posições dentro e fora do país, o Presidente da República da Guiné-Bissau demitiu o Governo a 12 de agosto e designou como primeiro-ministro, no dia 20, Baciro Djá, vice-presidente do PAIGC.
O PAIGC, que venceu as eleições e tem maioria no Parlamento, acusou Vaz de cometer “um golpe palaciano” e sustenta que não havia razão para demitir o Executivo.
O Parlamento da Guiné-Bissau pediu na segunda-feira que o Supremo Tribunal de Justiça se pronuncie sobre as decisões do Presidente ao mesmo tempo que foi criada uma comissão de inquérito para averiguar da veracidade da alegada corrupção e outras ilegalidades invocadas por Vaz para destituir o Governo.

Fonte: Lusa

ONU NÃO PLANEIA CONCELAR AJUDA FINANCEIRA À GUINÉ-BISSAU


ONU


A Organização das Nações Unidas não planeia cancelar a ajuda financeira prometida à Guiné-Bissau, mas está preocupada com a participação dos outros dadores internacionais, disse à Lusa uma fonte do Conselho de Segurança.
“A ajuda não deve ser cancelada, mas existem muitas preocupações devido a esta crise”, considerou.
“Dentro destas muitas preocupações, uma das principais é que os dadores estarão muito relutantes em dar os fundos prometidos se sentirem que não podem confiar no novo governo ou recearem que vai existir instabilidade de novo”, acrescenta o mesmo funcionário.
A 25 de março, a Guiné-Bissau organizou com o apoio do Programa de Desenvolvimento da ONU e da União Europeia uma conferência de dadores em que foram prometidos 1,2 mil milhões de dólares em ajuda.
“Estas promessas foram feitas em apoio ao Plano Estratégico e Operacional do Governo para o período de 2015-2020”, especifica o último relatório elaborado pelo Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), divulgado a 13 de agosto.
“O plano do governo é uma base clara de reforma em áreas centrais como defesa, segurança, justiça e desenvolvimento económico e social que lança as fundações para uma estabilidade e desenvolvimento duradouro na Guiné-Bissau”, acrescenta o documento.
O Conselho de Segurança da ONU reúne-se esta sexta-feira à porta fechada com o Representante Especial para o país, Miguel Trovoada, depois do responsável informar publicamente a organização sobre a situação atual
Contra todas as posições dentro e fora do país, o Presidente da República da Guiné-Bissau demitiu o Governo a 12 de agosto e designou como primeiro-ministro, no dia 20, Baciro Djá, vice-presidente do PAIGC.
O PAIGC, que venceu as eleições e tem maioria no Parlamento, acusou Vaz de cometer “um golpe palaciano” e sustenta que não havia razão para demitir o Executivo.
O Parlamento da Guiné-Bissau pediu na segunda-feira que o Supremo Tribunal de Justiça se pronuncie sobre as decisões do Presidente ao mesmo tempo que foi criada uma comissão de inquérito para averiguar da veracidade da alegada corrupção e outras ilegalidades invocadas por Vaz para destituir o Governo.

Fonte: Lusa

Projeto para fortalecer administração do País recruta auditoria

Um projecto apoiado pelo Fundo Africano de Desenvolvimento para fortalecer a administração do Estado da Guiné-Bissau está a recrutar serviço de auditoria para avaliar a sua própria execução, anunciou o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).


A equipa deverá "expressar uma opinião profissional independente sobre a situação financeira do projeto em 31 de dezembro dos anos de 2014, 2015 e 2016 e garantir que os recursos disponibilizados foram e estão a ser utilizados para os fins para os quais foram concedidos", refere.

As firmas do setor podem candidatar-se até 15 de setembro.

O Projeto de Apoio ao Fortalecimento da Capacidade da Administração recebeu uma doação do BAD no valor de 10 milhões de euros

O projeto tem como objetivo melhorar a formação profissional nos setores da Administração e assim contribuir para a capacitação e modernização da administração pública.

Está previsto o apoio à criação da Escola Nacional de Administração (ENA), bem como apoio para melhorar o desempenho das direções económicas e financeiras do Estado.

O projeto está a cargo do Ministério da Educação da Guiné-Bissau.
 
 

 
 
 

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...