O GOVERNO DEVE SER REMODELADO MAS O DSP DESTA VEZ NÃO CAI


A Republica da Guine-Bissau viveu uma semana tensa e muita agitada perante avanço ou recuo da continuidade ou não do executivo liderado por Domingos Simões Pereira, isso devido a falta de boa coabitação entre os órgão da soberania.
Facto que motivou uma paragem completa do país nesta quinta ferira 06 de Agosto em termos de actividade laborais só em reuniões, contactos e declarações.
Declarações essas ouvidas pela parte do senhor primeiro ministro, DSP, depois de ter reunido com os corpos diplomáticos acreditados no país e todos os lideres do 
partidos políticos que suportam o governo, num discurso onde acusou o PR de querer derrubar o seu governo. Contrariamente ao que sempre não teve antes revelado, o PR sempre tencionou e mantém a intenção de derrubar o governo, por isso é que o PR anda a dificultar e complicar todo o entendimento que podia reinar, com numeração de ponto de discórdia tais como:
  1. O PR diz continuar a não conhecer os resultados reais da mesa redonda e não aceita a explicação do governo.
  2. O Senhor PR quer participar ativamente na gestão dos recursos angariados.
  3. O PR entende que ainda estão no governo elementos que não colhem a sua aprovação, por penderem suspeitas de crime ou por outras situações.
  4. Inclusão no governo de elementos próximos ao PR.
  5. Mais recentemente foi incluído mais um ponto de discórdia: o regresso ao país do Contra-almirante José Zamora Induta, que o PR ser da responsabilidade do governo e tendo como propósito desestabilizar o país e o seu mandato.
No desdobramento de todos esses pontos o PM provou a intenção do PR na audição e consultas que iniciou com partidos, com e sem representação parlamentar.


Foi dessa forma, que o parlamento guineense convocou de imediato uma sessão parlamentar de urgência para debater sobre o estado da nação.
Depois de mais de dez horas de debate, a sessão encerrou com a aprovação, mais uma vez, de uma resolução de reforço de confiança ao executivo e particularmente ao seu líder Domingos Simões Pereira. Com recomendação de uma mexida profunda na equipa governamental.
É de sublinhar que enquanto decorre a sessão parlamentar de urgência, o movimento de sociedade civil mobilizou centenas de pessoas que estavam concentradas frente ao palácio da republica, numa vigília ao que designaram de protesto contra o derrube do governo e demonstração de solidariedade com o primeiro ministro Domingos Simões Pereira.

Com o discurso do DSP, debate parlamentar e a pressão do movimento da sociedade civil, culminou de imediato com a desconvocação da reunião do conselho de estado que vinha ser convocado pelo PR, que de certeza deviam abordar sobre a possibilidade da queda do governo.

Mais uma vez, o parlamento e o povo demonstrou a solidariedade e confiança na pessoa do PM.
E essa crise demonstrou uma discordância entre atitudes e as palavras do senhor PR, de acordo com o seu ultimo discurso dirigido ao povo no parlamento da republica.

Com intenções de ganhar mais energia e garras de confiança, o governo deve ser profundamente remodelado, mas desta vez o DSP não cai... Pelo menos é essa a vontade do parlamento e do povo guineense.

Cipriano Cassamá apela ao fim dos golpes de Estado

Líder do Parlamento da Guiné-Bissau 


O líder do Parlamento, Cipriano Cassamá, voltou a referir a necessidade de os dirigentes da Guiné-Bissau fazerem esforços no sentido de terminarem com golpes de Estado.

As declarações do responsável foram proferidas durante as comemorações dos 56 anos do massacre de Pindjiguiti, feriado nacional que assinala o assassínio de marinheiros e estivadores da Casa Gouveia, que reclamavam aumentos salariais.

Cassamá afirmou que a melhor forma de render homenagens «aos heróis e mártires de Pindjiguiti é promover a paz e o desenvolvimento económico do país».



EMPRESA INDIANA ‘KIRLOSKAR’ PRETENDE INVESTIR NA PRODUÇÃO AGRÍCOLA E ÁGUA POTÁVEL

Daniel Gomes e Indiano 2015



O Governo da Guiné-Bissau através do ministério dos Recursos Naturais, assinou em Bissau esta terça-feira, 04 de agosto, um protocolo de parceria com a empresa indiana “Kirloskar Brothers Limited”. O acordo abrange os investimentos nos setores de agricultura, água potável e componente formação e capacitação dos quadros técnicos nacionais.
Rubricaram o acordo, o titular da pasta dos Recursos Naturais, Daniel Gomes e o presidente da empresa especializada na produção de arroz “Kirloskar Brothers Limited”, Sanjay Kirloskar.
Daniel Gomes assegurou, na sua comunicação à imprensa, que a parceria ora assinada irá ajudar no esforço que o Governo está a desenvolver  para auto-suficiência alimentar, designadamente na produção frutícola e hortícola.
“Esta empresa está a fazer um trabalho extraordinário no Senegal e que possivelmente até 2017 Senegal poderá chegar ao nível de auto-suficiência alimentar”, contou o governante.
O ministro informou que no início do trabalho a empresa indiana desembolsará uma quantia de dez milhões de dólares norte-americanos. Acrescentou ainda que a firma indiana poderá vir a adicionar 30 milhões de dólares para investir no país nas áreas referidas, contudo advertiu que para isso é preciso que o país tenha a capacidade de absorção do financiamento.
Contou neste particular que os trabalhos de produção agrícola terão início na zona leste do país, concretamente na região de Bafatá.
O presidente da empresa “Kirloskar Brothers Limited”, Sanjay Kirloskar contou que a sua visita ao país visa estabelecer acordo de parceria com o governo guineense. Explicou ainda que a sua empresa trabalha na produção de arroz no país vizinho (Senegal) já há oito anos, pretendendo também fazer o mesmo na Guiné-Bissau.
Presente na cerimónia, o ministro de Agricultura e Desenvolvimento Rural, João Aníbal Pereira, revelou que o ministério que tutela pretende produzir 50 mil hectares de arroz durante a presente campanha agrícola.
De referir que a empresa ‘Kirloskar Brothers Limited’, foi criada em 1888 está instalada em quatro continentes do mundo e começou a sua intervenção em África no ano de 1937. O presidente desta firma, manteve encontro com o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira e com os técnicos do ministério dos Recursos Naturais.
 

Manuel Alípio da Silva: “NOSSA PREOCUPAÇÃO NÃO É DERRUBAR O GOVERNO”

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O líder da Frente Democrática e porta-voz dos partidos políticos sem assento parlamentar, Manuel Alípio da Silva, afirmou esta quarta-feira, 05 de Agosto, que não pretendem derrubar o governo, nem opinar sobre o tal assunto.
O político falava à imprensa depois de uma audiência mantida com o Chefe de Estado, José Mário Vaz, que os convocou para analisar a situação política actual do país. Este é o primeiro encontro entre o Presidente da República com os partidos políticos sem assento no parlamento, que são no total 27 formações políticas.
O porta-voz de partidos políticos explicou na sua declaração  que as formações políticas sem assento no parlamento exigiram ao Chefe de Estado e continuarão a exigir a melhoria da performance da governação.
Relativamente a questão do derrube do Governo de Simões Pereira, explicou que “não há mecanismos concessionais e legais e o assunto debruçado com o Presidente da República é sobre o desenvolvimento da país e não sobre uma eventual crise”.
“Continuaremos a defender a estabilidade política do país, porque durante mais de quarenta anos não podemos continuar numa situação de turbulência política e muito menos em questões de desobediência institucional. Enquanto partidos sem assento parlamentar, infelizmente estamos em África e por isso, as nossas posições não são tomadas em consideração”, assegurou o político.
Frisou que os partidos políticos sem assento no parlamento desejam o bem-estar da população guineense e da geração vindoura, porque “já basta de tanta crise que sofremos e até, porque não é o derrube do governo que irá resolver o problema”.

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...