A Liga Guineense dos Direitos Humanos. Mais vale tarde do que nunca...

A Liga Guineense dos Direitos Humanos quer ver o antigo Presidente timorense e prémio Nobel da Paz, José Ramos-Horta, envolvido na resolução da situação de cinco cidadãos da Guiné-Bissau alegadamente retidos na Guiné Equatorial há mais de um ano.


Em nota dirigida ao antigo representante do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, a Liga pede a Ramos-Horta que interceda, na sua qualidade de ponto focal da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para a Guiné Equatorial, a favor dos cinco guineenses junto das autoridades de Malabo para que possam regressar a casa.

A Liga realçou o facto de os cinco guineenses terem sido apanhados no meio de uma disputa entre os sócios da empresa pesqueira que os contratou, mas que os abandonou à sua sorte no navio em que operavam.

No total eram sete guineenses envolvidos nesta situação, mas dois deles acabaram por regressar ao país, por meios próprios, e agora apelam às autoridades de Bissau no sentido de ajudarem os restantes a regressar a casa.

"Os referidos trabalhadores estão a enfrentar dificuldades de várias ordens, nomeadamente a fome, exploração económica, sendo certo que, nesta luta pela sobrevivência, estão expostos à mendicidade num território desconhecido", refere a nota da Liga Guineense dos Direitos Humanos a que a Lusa teve hoje acesso.

Na semana passada, fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Comunidades disse à Lusa que o assunto dos cinco guineenses retidos na Guiné Equatorial "estava a ser tratado".

OMS elogia parceria na preparação contra ameaça do ébola


(foto onu - Ayigan Kossy)

 

Celebra-se ontem 7 de abril o Dia Internacional da Saúde sob o lema "uma boa alimentação".


O representante residente da Organização Mundial da Saúde, OMS, Ayigan Kossi, que confirmou a relação entre a saúde e uma boa alimentação.

Contingência

Mas o responsável ressaltou o ébola como a questão proeminente este ano no país. Apesar de o surto não ter chegado à Guiné-Bissau, Kossi destacou os níveis de preparação que considerou aceitáveis. Uma missão internacional de apoio esteve no país em novembro e fevereiro últimos.

Mesmo sem o registo de casos suspeitos na Guiné-Bissau, o responsável afirmou que a vigilância deverá continuar.

Parceiros

Os êxitos deveram-se, em parte, ao sucesso na execução do plano de contingência proposto pela OMS na sequência dos primeiros casos identificados na vizinha Guiné-Conacri, disse Kossi. A iniciativa foi validada pelos parceiros do desenvolvimento sanitário e adoptada pelo governo.

O plano de contingência define as linhas mestras da acção das populações do país em relação a prevenção do vírus, sublinhou Ayigan Kossi.

Recursos Financeiros

Ele realçou, entretanto, o papel desempenhado pela OMS na mobilização dos recursos financeiros e materiais para fazer face a ameaça no país.

O representante afirmou ainda à Radio ONU que a sua organização foi a primeira a alertar o governo a accionar mecanismos para travar a progressão do vírus em direcção a Guiné-Bissau.

Coordenação

Kossi disse que o país recebe assistência com advocacia com vista a mobilização de recursos para poder executar as acções previstas no plano de contingência.

Recentemente, o governo guineense adoptou uma lista de verificações da OMS, com ações sob as quais deve ser conduzida a prevenção, revelou Ayigan Kossi. Ele é mentor da criação da Comissão Interministerial de Alto Nível para a Coordenação da Luta Contra o Ébola.

Ações em Curso

Apesar da situação do ébola continuar preocupante em países como a Libéria, Serra Leoa e Guiné Conacri, onde alguns casos foram reportados semana passada, melhorias significativas foram registadas.

Ayigan Kossi avançou porém que medidas preventivas contra a doença continuam bem activas na Guiné-Bissau. A OMS aponta que 25.228 pessoas foram infectadas pelo vírus que matou mais de 10.462 pacientes, esmagadora maioria dos quais na África Ocidental. 
Parceria

A OMS tem um plano de cooperação técnica bienal com o governo guineense que prevê melhorar a parceria, advogando para que a saúde conste entre as prioridades do governo.
A iniciativa prevê ainda que seja colocado à disposição do país os meios necessários ao combate as epidemias e doenças preveníveis, além de fazer com que o ambiente seja favorável à saúde.
(in:ONU) 

1.ª Conferência Nacional da Juventude Partidária

A juventude de diferentes formações políticas da Guiné-Bissau reúnem-se a partir desta sexta-feira, 10 de Abril, em Bissau, na sua 1.ª Conferência Nacional, revelou à PNN fonte da organização do evento.


A iniciativa, que vai juntar a Juventude Africana Amílcar Cabral (JAAC), organização jovem do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), a Juventude do Partido da Renovação Social (JPRS), a Juventude do Partido da Convergência Democrática (JPCD), e ainda a juventude do Partido Unido Social Democrata (JPUSD) e de outras formações políticas que participaram nas últimas eleições Legislativas guineenses.

O encontro de dois dias tem, entre outros objectivos, proporcionar aos futuros dirigentes do país um espaço de concertação com vista a identificarem os mecanismos socioeconómicos estruturantes de uma nova nação em progressão e estabelecer consensos básicos sobre os grandes desígnios nacionais do bem-estar, a serem prosseguidos por qualquer força política vencedora das eleições.

De acordo ainda com a organização desta reunião, cuja cerimónia de abertura vai ser presidida pelo líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, e cujo enceramento será dirigido pelo Presidente do Parlamento guineense, Cipriano Cassama, a classe juvenil disse pretender que os políticos sirvam ao Estado e não a si mesmos.

«Queremos que a nova geração de políticos da Guiné-Bissau sirva o Estado e os outros, mas não a si mesmos», lê-se no documento.

No que respeita ao objectivo especifico do encontro, a juventude disse pretender promover a unidade e a fraternidade da nova geração de políticos guineenses, a criação de um Conselho Nacional de Juventude Partidária, consciencializar a juventude sobre o seu importante papel no processo de consolidação da paz, estabilidade e desenvolvimento da Guiné-Bissau.

A promoção do diálogo permanente entre as comunidades juvenis locais aos actores políticos, sociais, as instituições da República, incentivar e promover o surgimento de uma massa crítica capaz de criar uma dialéctica saudável no cenário político guineense, assim como ainda a apresentação do projecto a ser suportado financeiramente pelo Governo, com a finalidade de promoção e inserção na vida social dos jovens, contam-se entre os objectivos do encontro.

De referir que, desde abertura democrática na Guiné-Bissau em 1994, esta é a primeira vez que as juventudes de diferentes formações políticas se juntam em busca de soluções para vários problemas político-partidários, que nos últimos anos tem afectado negativamente a vida pública do país.


"Festival de Bubaque 2015" visto pala BBC


Milhares de pessoas se reúnem numa pequena ilha ao largo Guiné-Bissau para a festa em um festival de música que dura três dias durante a Páscoa:





Pode demorar cinco horas de barco da capital do país do Oeste Africano, Bissau, para chegar à ilha de Bubaque. Seu festival está agora em seu sexto ano e músicos vieram de Senegal, França e Portugal, bem como Guiné-Bissau para aproveitar o baile.






Artista Guiné-Bissau-nascido Estrela Candinha, na foto, estava entre os cantores deste ano. Outros artistas incluídos um dos fundadores da moderna música Guiné-Bissau Sidonio, gumbe músico ritmo Manecas Costa e artista reggae Ombre Zion.




O espectáculo variou de hip-hop à música tradicional, como este grupo de dança que deu início ao festival.
 


Como a maioria dos foliões, rapper MC Lady viajou através da água a partir de Bissau. Mais de 5.000 pessoas foram ao festival em Bubaque, que tem uma população de menos de 10.000.







O fluxo de visitantes não impediu os ilhéus de Bubaque de pegar um jogo de futebol.




Os visitantes permaneceram na ilha por três dias, sair na praia pela "sala" de concertos. Bubaque é uma das cerca de 90 ilhas que compõem o Arquipélago dos Bijagós ao largo da costa da Guiné-Bissau, no Oceano Atlântico.




O director do festival Brian King diz que os habitantes do arquipélago quer que seja reconhecido pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade, o que exigirá demonstrar que tem uma diversidade biológica global exclusiva, bem como as tradições culturais únicas.




Exaustas após a festa, as pessoas voltam para casa em balsas especialmente colocados para os foliões do Bubaque Festival.  
(in: BBC LONDRES - Fotos de Ricci Shryock)

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...