GOVERNO DA GUINÉ-BISSAU AGENDOU A SUA REUNIÃO DO CONSELHO DE MINISTROS PARA A AMANHÃ NA ILHA DE RUBANE (SECTOR DE BUBAQUE)




Bissau – O Governo de Domingos Simões Pereira agendou a sua reunião do Conselho de Ministrospara entre 5 e 7 de Fevereiro, na Ilha Turística de Rubane, Sector de Bubaque, sul da Guiné-Bissau.

No encontro participam alguns parceiros de desenvolvimento do país, com destaque para o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), visando preparar documentos orientadores para a Mesa Redonda dedicada à Guiné-Bissau, agendada para 25 e 26 de Março em Genebra.

Segundo apurou a PNN, a reunião de Rubane vai marcar o início de várias reuniões do Conselho de Ministros, anunciadas pelo Chefe do Governo no final do ano passado, sendo que a partir deste ano passam a ser realizadas rotativamente em cada uma das cidades capitais do interior do país.

O Executivo pretende, com esta experiência, aproximar-se da realidade de cada região, bem como a consequente tomada de iniciativas que visem impulsionar o desenvolvimento do país a partir das regiões.

GOVERNO PÕE FIM AO PROTOCOLO DE GESTÃO DO HOSPITAL RAOUL FOLLEREAU COM ONG AHEAD


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O executivo tinha já anunciado a suspensão do protocolo, a 20 de janeiro, alegando incumprimento do acordo que vigorava desde 2012, e justificou agora o fim do mesmo com o facto de a ONG não ter respondido a nenhum dos contactos do Ministério da Saúde.
“Sem qualquer reação por parte da ONG AHEAD, o Ministério da Saúde Pública decide pôr fim ao protocolo rubricado entre as partes”, referiu-se no comunicado, sustentando que quase um mês depois da suspensão das atividades no Centro não houve qualquer reação da parte da ONG.
A ministra da Saúde Pública, Valentina Mendes, classificou a gestão da organização italiana de “pouco transparente” e o governo passou, desde janeiro, a coordenar e a dar resposta às necessidades do hospital.
Em entrevista à Lusa, em Bissau, Elizabeth Martins, diretora-geral da unidade, nomeada pelo executivo, sublinhou que, além da falta de transparência, a equipa que geria o hospital era pouco cooperante com os elementos ali colocados pelo Ministério da Saúde Pública e faltou aos compromissos.
De acordo com aquela responsável, citada pela Lusa, a organização italiana anunciou 25 milhões de euros para gerir o hospital durante cinco anos, disponibilizando 412 mil euros por cada ano com a alimentação, compra de medicamentos e manutenção, mas tal “nunca passou de promessas”.
A AHEAD assumiu funções em junho de 2012 a partir de um acordo rubricado com o então governo de transição.
Segundo acordo, a ONG italiana estava encarregue de fornecer gratuitamente alimentação e medicamentos aos doentes e o Governos responsabilizaria apenas de fornecer a energia eléctrica ao Centro, facto que recorrentemente a direçao da AHEAD,mdiz o Governo, não cumpriu até o cancelamento do acordo.
Em janeiro, Mamadu Saliu Sanhá, representante da ONG AHEAD na Guiné-Bissau, considerou serem infundadas as acusações do governo e prometeu na altura resistir pela causa da saúde pública.
O Hospital Raoul Follereau é um centro especializado para a cura e tratamento de tuberculose e de assistência médica e medicamentosa aos pacientes com HIV/SIDA.
Por: Filomeno Sambú

UE APOIA GUINÉ-BISSAU EM CERCA DE DEZ BILHÕES DE FRANCOS CFA

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Acordo designado de Convenção de financiamento do Projeto “Ações Colectivas e Territoriais Integradas para a Valorização da Agricultura” foi formalizado esta quarta-feira em Bissau, anunciou a organização em comunicado.
Da parte guineense o acordo foi assinado pelo Ministro das Finanças, Geraldo Martins e o Embaixador Victor Madeira dos Santos, Chefe da Delegação da União Europeia na Guiné-Bissau, em representação dos 28 países da União Europeia.
A União Europeia Ações Colectivas e Territoriais Integradas para a Valorização da Agricultura (EU-ACTIVA) apoiará o desenvolvimento rural sustentável da Guiné-Bissau, com base no sector agrícola.
A Cooperação Portuguesa (Camões – Instituto da Cooperação e da Língua) é co-financiadora do projecto.
De acordo com a nota desta organização comunitária, a UE-ACTIVA deverá contribuir para a melhoria das condições socioeconómicas das populações rurais do país, em particular das regiões de Quinara, Tombali (ambas no Sul) e Bafatá (Leste), através de três iniciativas concretas:
A elaboração e o lançamento de planos de desenvolvimento agrícolas regionais, com uma participação inclusiva de todos os atores implicados, o que permitirá uma melhor
Governação territorial e o reforço da sociedade civil, nomeadamente a rede “RESSAN”, notou a UE.
A segunda iniciativa terá a ver com o aumento da acessibilidade das zonas de produção agrícola graças à reabilitação de pistas rurais, o que, segundo o projeto, facilitará igualmente um melhor acesso aos serviços de saúde.
Outro ponto constante das três acções da EU está ligado a intensificação e a valorização da agricultura através do reforço das competências e das capacidades dos intervenientes (jovens, mulheres e organizações de agricultores).
A organização assinala igualmente no seu comunicado que, UE-ACTIVA deverá ajudar e durante 48 meses as iniciativas previamente identificadas pelo Governo, pela sociedade civil e pelos parceiros privilegiados da Guiné-Bissau, alinhadas com as orientações daquilo que chama «Programa para a mudança» da União Europeia.
Segundo o Embaixador Victor Madeira dos Santos, Chefe da Delegação da União Europeia na Guiné-Bissau a abordagem de UE-ACTIVA centra-se na boa governação e na valorização do potencial agrícola do país, vector de desenvolvimento socioeconómico e de soberania alimentar para poder acompanhar a Guiné-Bissau no novo impulso democrático.
Na mesma nota, a União Europeia lembra que concretiza o seu compromisso para com o povo da Guiné-Bissau com um apoio significativo à luta contra a pobreza e a fome.
“A resolução dos problemas de segurança alimentar implica uma acção durável de desenvolvimento sustentável”, referiu o Embaixador Victor Madeira dos Santos, Chefe da Delegação da União Europeia na Guiné-Bissau”.
O co-financiado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, contribui também para o alcance do objectivo “fome zero” da Aliança Global para a Iniciativa de Resiliência (AGIR) no Sahel e na África Ocidental. Visando reduzir a insegurança alimentar crónica na sub-região e aumentar a capacidade de resistência das populações afectadas, preservando o meio ambiente e melhorando as capacidades de adaptação às mudanças climáticas.

NOVA COMISSÃO NACIONAL DE RECONCILIAÇÃO TOMA POSSE DIA 12 DE FEVEREIRO


Assembleia

O Chefe de Gabinete do Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP) disse esta segunda-feira que a Comissão para reactivação e validação dos trabalhos da Conferência Nacional para a Paz e Reconciliação vai ser empossada no próximo dia 12 de Fevereiro.
Ansumane Sanhá que falava em exclusivo à Agência de Noticias da Guiné-ANG, disse que até a data de investidura dos elementos da comissão serão conhecidos a figura e o elenco que vão dirigir os trabalhos da fase conclusiva da Conferência,uma vez que já foram realizadas ao nível dos sectores, regiões e nas diferentes zonas do sector autónomo de Bissau a escolha das individualidades que tomarão parte nessa comissão.
Sanhá informou que esta Comissão terá como tarefa reunir os conferencistas vindos das regiões e dos bairros do Sector Autónomo de Bissau com vista a produzir um relatório final sobre as auscultações feitas junto dos populares. e apontar as principais causas dos diferentes conflitos que assolaram o pais .
“ANP pretende que os Guineenses conheçam as principais causas dos conflitos, e deseja ter uma instituição própria instituída para pronunciar sobre o sistema e a metodologia a usar para amnistiar os implicados em casos de sublevação e da alteração da ordem constitucional e reconciliar os cidadãos através de um critério justo e credível .
Ansumane Sanhá explicou que a ideia da retoma dos trabalhos está a ser bem acolhida pelos parceiros de desenvolvimento que já estão a pedir informações sobre a data de início dos trabalhos.
Sanhá disse que, uma vez empossada a Comissão, vai ser fixada um calendário assim como o sistema de trabalho a implementar.

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...