Dia 30 de Janeiro, dia das heroínas guineenses e da Mulher Guineense.


Ao longo da história da Guiné-Bissau e das suas lutas, as mulheres tiveram um papel muito importante na sua emancipação, contribuindo assim para a libertação do país onde muitas delas deram suas vidas e tomaram pela causa que hoje nos orgulha e que nos identifica como guineenses.

Dizem que os homens lutaram para o fim do jugo colonial mais as mulheres também lutaram e fizeram história como eles.

A procura de igualdade de género não começou agora, mas há muito tempo onde a mulher tem estado afirmar a sua ousadia e coragem no processo da construção de uma sociedade igualitária rompendo mitos, crenças e estereótipos na construção de novos paradigmas do que é mulher no nosso quotidiano.

A mulher não é só mãe e esposa, a mulher é muito mais do que isso, a mulher é uma flor, uma dádiva de Deus e joia rara que deve ser respeitada amada e valorizada.

Porquê que a mulher tem que ser igual ao homem?

Porque saiu do lado do homem não de baixo dele e mulher guineense é uma mulher de garra, forte, balhadora e guerreira mas que ainda não rompeu preconceito machista de que a mulher serve para cozinhar, limpar, passar e cuidar dos filhos enquanto homens dessa sociedade mantêm liderança machista apesar de é um problema mundial.

Se reparamos o nome do nosso país é feminino por isso dão-nos oportunidade de vós mostrar que a mulher guineense nasceu para ser líder porque o mundo é das mulheres.

Sejamos como titãs e heroínas como Titina Sila, Canha Nantunguê, Carmem Pereira, Brinsan, Nharebat… e outras mulheres valentes porque a nossa capacidade de liderança, luta e afirmação são verdadeiros valores para uma sociedade com equidade e inclusivo na sua composição em prol de uma sociedade melhor.

Sejamos proactivas para que a nossa voz seja ouvida.
Bem-Haja mulher,

Arranca o líder que há em ti
És capaz esse é o momentum

Dia da mulher guineense: O Presidente da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, pede igualdade entre homem e mulher nas esferas de decisão


No dia 30 de Janeiro, o sr. Presidente José Mário Vaz pediu  a igualdade entre homem e mulher nas esferas de decisões. O Chefe de Estado falava sexta-feira na cerimónia da reinauguração da Praça Heroína Titina Silá, reabilitada pela Câmara Municipal de Bissau. Durante a cerimónia, foi igualmente erguida a estatueta da heroína Titina Silá, uma das mais destacadas figuras da luta de libertação contra o colonialismo português na Guiné e em Cabo Verde.

O ato da reinauguração da praça coincidiu igualmente com a comemoração do dia das mulheres guineenses, 30 de Janeiro, data da morte da combatente Titina Silá no rio Farim, em 1973, enquanto chefiava uma delegação da guerrilha do PAIGC rumo a Conakry para assistir às cerimónias fúnebres de Amílcar Cabral, assassinado 10 dias antes na mesma cidade.

Titina Silá, fora morta por uma patrulha de fuzileiros portugueses, que atacara a canoa em que se seguia o grupo dos guerrilheiros.


Na sua intervenção, o estadista guineense disse que as companheiras de Amílcar Cabral merecem ser homenageadas todos os dias pelas suas contribuições para que o país tenha hoje a independência, o hino e a bandeira, símbolos da dignidade que permitem-nos “pensar pelas nossas próprias cabeças e construir com as nossas próprias mãos o progresso a que temos o direito”.

Durante a cerimónia, o chefe de Estado cumprimentou a filha da heroína Titina Silá, Eva Silá Nandigna, e qualificou-a de “mulher dedicada e competente” que foi sua secretária pessoal enquanto exercia as funções do presidente da Câmara Municipal de Bissau.

Acrescentou por um lado que a história da Guiné-Bissau está repleta de exemplos de mulheres de coragem, de valentia, de determinação e de inteligência.


A título de exemplo, citou a rainha Okinka Pampa de Bubaque (região de Bolama), as combatentes, Canhe Na N´Tungué, Teresa Badinca, Titina Silá, Francisca Pereira, Teodora Inácia Gomes e Cármen Pereira. Referiu ao inconformismo das mulheres guineenses não obstante às fortes barreiras sociais que obstaculizam a sua plena emancipação.

“É preciso fazer mais, muito mais. A paridade homem e mulher nas esferas de decisão, não é um favor, nem deve constituir uma meta. É uma etapa porque as mulheres, por serem maioria, em termos populacionais, devem estar maioritariamente representadas nos órgãos de decisão”, assinalou o Presidente da República.


Por sua vez, a ministra da Mulher, Família e Coesão Social, Bilony Nantamba Nhassé disse por sua vez, que o país teve o privilégio de ter mulheres valentes que desempenharam papel importante durante a luta de libertação nacional. Contudo, a governante questionou de seguida o papel que as mulheres estão tendo no processo de desenvolvimento da Guiné-Bissau.

Afirmou que a mulher guineense compreende que não pode e nem deve ser ajudada gratuitamente, por isso deve esforçar-se para a sua emancipação quer no campo académico, económico, quer na esfera social e cultural.

Embaixada da China oferece materiais informáticos ao governo da Guiné-Bissau


Teve lugar dia 30 de Janeiro, pelas 13H30, na sala de Reuniões do Sr. Primeiro-ministro a Cerimónia Solene para a formalização da entrega e receção de 340 computadores, geradores e impressoras, que irão ser oferecidos ao Governo, pela Embaixada da República Popular da China, sediada em Bissau.

Quem em nome do Governo guineense rubricou a ata, foi o Ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares, Dr. Baciro Djá e da parte da Embaixada da China, o Sr. Wanga Hua.

O Ato foi presenciado pelo Sr. Primeiro-ministro, Eng. Domingos Simões Pereira, que na ocasião enalteceu a importância do donativo e garantiu que os materiais informáticos que serão oferecidos, vão ser usados com a maior “disciplina e rigor”.

Ao usar da palavra o Ministro Baciro Dja começou por agradecer o gesto da República Popular da China, enfatizando de que se trata de um país com “relações históricas desde da Luta de Libertação Nacional”; os materiais oferecidos “no âmbito da modernização… irão dar uma grande ajuda para fazer face aos planos estratégicos de desenvolvimento” e que um dia a Guiné-Bissau, também irá retribuir o mesmo gesto a China.

O Embaixador da China começa por dizer, que o povo chinês é um grande amigo de Simões Pereira e que “hoje é uma oportunidade para provar a amizade entre o povo chinês e povo guineense”. “O povo chinês sempre está ao lado da Guiné-Bissau, em momentos de guerra ou de Paz. Sabemos quais as dificuldades que este novo Governo saído das eleições enfrenta”, por isso presentámos este lote de materiais. Que a Guiné-Bissau precisa sim de retribuir, mas com o “desenvolvimento que é uma prioridade do povo guineense”

O Sr. Primeiro-ministro ao encerrar o ato, para não ser repetitivo, faz das palavras do Ministro da Presidências as suas, rogando ao Sr. Embaixador da China para que “transmita ao Governo chinês toda a amizade do povo guineense para com o povo chinês”.

Banco Africano de Desenvolvimento anuncia plano estratégico para a Guiné-Bissau até 2019


O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) vai apostar na consolidação do estado de direito na Guiné-Bissau e na construção e infraestruturas de apoio à população, de acordo com o plano estratégico aprovado na quarta-feira, anunciou a instituição.

O plano surge «na sequência das eleições gerais de 2014», pondo fim a um período de crise depois de um contragolpe de estado pré-protagonizado pelo governo Angolano

O plano surge «na sequência das eleições gerais de 2014», pondo fim a um período de crise depois de um golpe de estado, dois anos antes.

«O plano estratégico tem como objetivo melhorar a situação do país, através do fortalecimento do estado de direito e dotando a população das infraestruturas necessárias», refere uma nota do BAD.

O documento identifica «fragilidades» e alerta para a necessidade de uma «reforma militar» e «melhoria do sistema de justiça para promover um crescimento [económico] inclusivo».

Na prática, o banco vai dar prioridade a quatro aspetos: integração regional ao nível da África Ocidental, em particular com «a revitalização de parcerias em que o estado possa confiar» para se fortalecer, maior participação de atores não estatais na vida do país, coordenação eficaz das operações de doadores e diálogo sobre políticas governamentais.

De acordo com os dados recolhidos pelo BAD, a fragilidade do país e contínua instabilidade «têm resultado num acentuado declínio do crescimento económico nos últimos anos».

A taxa de crescimento do produto interno bruto caiu de 5,3% em 2011 para -1,5% em 2012, destaca o banco, realçando que as condições de vida da generalidade da população «também se degradaram».


O novo plano estratégico do BAD para a Guiné-Bissau abrange o período de 2015 a 2019.

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...