Greve geral nos órgãos de comunicação social estatais suspensa



A greve geral dos funcionários dos órgãos de comunicação social públicos da Guiné-Bissau, que devia ter início ontem, «foi desconvocada», indicou o presidente do fórum dos sindicatos representativos dos órgãos. 

Francisco Indeque disse, à agência Lusa, que a greve, que devia decorrer até quinta-feira, foi suspensa devido a um entendimento alcançado entre os sindicatos e o Governo, que se comprometeu a resolver alguns pontos do caderno reivindicativo dos trabalhadores.

A Guiné-Bissau tem quatro órgãos públicos de comunicação social, nomeadamente a rádio e televisões nacionais, a agência noticiosa e o jornal ‘No Pintcha’.

«O governo comprometeu-se a disponibilizar equipamentos de trabalho para os quatro órgãos, nomeadamente cinco câmaras para a Televisão da Guiné-Bissau (TGB) e ainda três unidades de montagem de vídeo», precisou Indeque.

Nos outros órgãos públicos, o governo irá estudar, com os técnicos, «quais as necessidades urgentes e disponibilizar equipamentos, acrescentou o sindicalista.

O executivo também se comprometeu a desbloquear os subsídios que a lei determina que devem ser dados aos funcionários públicos doentes e que necessitam de tratamento médico especializado no estrangeiro.

Ficou, igualmente, acordado a efetivação de todos os funcionários em condição de estagiários com mais de dois anos de exercícios nos quatro órgãos referidos, mas já não houve entendimento para o pagamento de 9 meses de salários em atraso desde 2000.

“Guiness Liga”: SB BENFICA DÁ UM PASSO IMPORTANTE RUMO AO BICAMPEÃO


Sport Bissau e Benfica deu, no passado domingo 23 de Abril 2017, um passo importante rumo ao bicampeão ao vencer por duas bolas a uma o seu perseguidor direto na tabela classificativa, os Cavalos Brancos de Cuntum, na partida que contava para 15ª jornada do campeonato nacional da primeira divisão – “Guiness Liga”.
O estádio Lino Correia registou a maior assistência da temporada, nas bancadas.  Benfica esteve a perder por uma bola nos primeiros 45 minutos.
Toni da Silva, o avançado das águias foi a figura do encontro ao bisar na partida aos 54 minutos e aos 83 minutos e, o golo da honra de Cuntum foi apontado por Chi Mané no terceiro minutos da partida.
Os comandados de Mateus Samba Sanha entraram melhor na partida, prova disso foi o golo madrugador do veterano Chi Mané que usou a experiência para finalizar uma jogada perfeita dos rapazes de bairro.
A partir do golo, FC Cuntum instalou-se no meio campo contrario e conseguiu neutralizar todas as tentativas do adversário no primeiro quarto do jogo.
Apesar de algumas tentativas dos encarnados de chegar, pelo menos a igualdade durante os primeiros 45 minutos, o resultado não sofreu nenhuma alteração .
Na segunda parte, os comandados de João Na Tchicna entraram mais determinados para inverter a tendência, mais organizados ofensivamente, sob comando do seu camisa numero 10, Alficene Camará.
Aos 54 minutos Toni da Silva restabeleceu a igualdade, ao finalizar de cabeça o cruzamento de defesa central, Ciaca, na zona esquerda do seu ataque.
No cair do pano o avançado, Toni da Silva aplicou a reviravolta na partida, aos 83 minutos, ao finalizar com eficácia mais uma excelente jogada coletiva, e o guarda redes de cuntum, Baba saiu um voo falso e deixou a baliza sem proteção.
João Na Tchicna, técnico de Benfica disse que Cuntum é um adversário muito difícil que merece todo o respeito de Benfica.
“Cuntum jogou com uma dinâmica muito forte, ele é um adversário que merece o nosso respeito. Tivemos paciência e muita concentração, efetuamos algumas alteração que deu certo e conseguimos virar o resultado” precisou.
Para o treinador de FC Cuntum, Mateus Samba Sanhá reagiu com grande tristeza o resultado, mas não deitou a toalha no chão e disse que a sua equipa vai lutar pelo o campeonato até ao fim.
“Ainda é cedo, faltam muitas jornadas para jogar, não vamos dar costas ao campeonato e vamos lutar até ao fim”, garantiu o mister dos Cavalos Brancos de Cuntum.

Resultados da décima quinta jornada ‘Guiness Liga’:
FC Cuntum 1 – 2 SL Benfica
Sporting  1 – 2 Bambadinca
UDIB  1 – 1 Porto
Bula 1 – 0 Mansoa
São Domingos 1 –  1 Canchungo
Cantanhez 0 – 0 Bafatá
A  jornada 15 encera-se esta segunda-feira, quando Mavegro receber às 16h30 no estádio Lino Correia os Lobos de Pelundo.



Por: Alcene Sidibé/MO

CEDEAO PEDE UNIÃO ENTRE GUINEENSES PARA ULTRAPASSAR A CRISE POLÍTICA


O Presidente da Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) apelou os responsáveis políticos Guineenses a unirem-se, de forma a vislumbrar uma solução para a crise na base do acordo de Conacri.
A saída do encontro hoje com o Primeiro-ministro, Marcel de Sousa disse que a crise institucional vivida no país persiste porque acabou por transformar-se em “problema pessoal entre dois campos”.
“Há um campo do presidente da república que tem como aliado o primeiro-ministro, de um lado, e o do líder do PAIGC apoiado pela Assembleia Nacional Popular, de outro lado”, especificou de Souza.
Segundo este responsável, as partes devem caminhar-se de mãos dadas na busca de uma solução fraternal, contando para isso com o apoio da CEDEAO.
Por sua vez o ministro da presidência do Conselho de Ministros, Malal Sané afirmou que o chefe do governo está disposto a negociar a integração dos restantes partidos com assento parlamentar ainda fora do executivo.
“O primeiro-ministro está de acordo com qualquer iniciativa que possibilite a composição de um governo integrando os partidos que constituem a ANP, para assim viabilizar a abertura do parlamento e o consequente debate do programa do governo”, afirmou.
Antes de terminar a sua visita hoje, a missão da CEDEAO tem agendado encontros com o Presidente da República direcções do PAIGC e do PRS, elementos da sociedade civil e das comunidades religiosas.

 
Fonte: ANG/MO

NEM GUINÉ-BISSAU NEM TIMOR-LESTE RATIFICARAM O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990




Resultado de imagem para bandeira da guine bisssaBandeira de Timor-Leste
Augusto Santos Silva, ministro dos negócios Estrangeiros MIGUEL MANSO

Nem a Guiné-Bissau nem Timor-Leste fizeram o depósito dos instrumentos de ratificação do Acordo Ortográfico de 1990 junto do Estado português, pelo que, dos oito subscritores iniciais apenas quatro o validaram oficialmente. 

A revelação é do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), em carta enviada ao gabinete do Secretário de Estados dos Assuntos Parlamentares, em resposta a uma petição solicitando “a desvinculação de Portugal do Tratado e Protocolos Modificativos ao Acordo Ortográfico de 1990 (AO90) e a revogação da Resolução do Conselho de Ministro n.º 8/2011.”

Esta petição, recorde-se, foi entregue oficialmente na Assembleia da República em 9 de Março deste ano e subscrevem-na mais de duzentas figuras públicas.


A carta do MNE diz que o AO90, enquanto “convenção internacional”, “encontra-se em vigor para Portugal, Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe”, deixando claro que apenas estes quatro países fizeram o depósito dos instrumentos de ratificação junto do Estado português (o depositário da convenção).

Angola e Moçambique são omissos na carta, enquanto se diz que na Guiné-Bissau e em Timor-Leste “terminaram os respectivos processos internos de aprovação” (não se explicando em que termos), embora sem ter sido feito o depósito. “Nesse sentido”, lê-se na carta, “não está concluído o processo de vinculação daqueles Estados no plano internacional; estes não poderão, assim, em bom rigor, ser considerados Partes no Acordo Ortográfico, mas somente ‘Estados Contratantes’”. Ivo Barroso, um dos peticionários, que divulgou a carta do MNE à imprensa, diz que isto “revela a opacidade de todo este procedimento”.

 Afinal, diz, o AO90 e o 1.º e 2.º Protocolos Modificativos “têm, em rigor, não 6 Estados Parte, mas sim apenas 4 Estados (Portugal, Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe), isto num universo total de 8 Estados.” Já Artur Anselmo, presidente da Academia de Ciências, mostrou-se admirado quando confrontado pelo PÚBLICO com esta revelação do MNE. “É a confissão de que realmente as coisas estão difíceis. Só com quatro acho muito pouco, realmente. É muito estranho.”

Recorde-se que o principal promotor do AO90, José Malaca Casteleiro, afirmara em Fevereiro passado ao Observador que Angola é “praticamente, é o único país em que [o AO] está parado.” E responsáveis governamentais têm passado a ideia de que só faltaria Angola e Moçambique ratificarem o AO90 para que este fosse finalmente uma realidade nos oito países subscritores.

Na carta do MNE, que reafirma que “a legitimidade dos Protocolos Modificativos do Acordo ortográfico não pode ser questionada” (por terem sido aprovados, em 1998 e 2005, por “mútuo acordo de todos os Estados que participaram na negociação” do AO), colocam-se, em resposta aos peticionários, hipóteses de desvinculação, que seria regida pela Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados. Assim, segundo o MNE, a retirada do AO90 “poderá ter lugar mediante o consentimento de todos os Estados Partes (unanimidade) e a consulta dos estados Contratantes” (os que não concluíram a vinculação, neste momento 4 em 8); a denúncia (“um recesso não-consensual”) implicaria “um aviso prévio de 12 meses”; por fim, a suspensão do AO “por tempo indeterminado” é também admissível pela Convenção de Viena, mas “também dependerá do consentimento de todas a Partes e da consulta dos Outros Contratantes.”

Na carta do MNE, que reafirma que “a legitimidade dos Protocolos Modificativos do Acordo ortográfico não pode ser questionada” (por terem sido aprovados, em 1998 e 2005, por “mútuo acordo de todos os Estados que participaram na negociação” do AO), colocam-se, em resposta aos peticionários, hipóteses de desvinculação, que seria regida pela Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados. 

Assim, segundo o MNE, a retirada do AO90 “poderá ter lugar mediante o consentimento de todos os Estados Partes (unanimidade) e a consulta dos estados Contratantes” (os que não concluíram a vinculação, neste momento 4 em 8); a denúncia (“um recesso não-consensual”) implicaria “um aviso prévio de 12 meses”; por fim, a suspensão do AO “por tempo indeterminado” é também admissível pela Convenção de Viena, mas “também dependerá do consentimento de todas a Partes e da consulta dos Outros Contratantes.”

Tudo isto são meras hipóteses, já que o MNE insiste, no final da carta, que o AO “está em plena aplicação” e “Portugal tem sempre cumprido com as suas obrigações internacionais.” Portanto, continuará.

Prosseguem, entretanto, iniciativas com vista a uma possível revisão ou mesmo anulação do AO90. No Parlamento, continuam audições num grupo de trabalho criado neste âmbito; na Academia das Ciências, Artur Anselmo diz que a “ideia de que aquilo é intocável é absurda” e tem notado alguma “descompressão” na abordagem do tema com responsáveis do governo; na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Anfiteatro 1) vai realizar-se dia 3 de Maio, das 16h às 20h, o 3.º Fórum Pela Língua Portuguesa, Não ao “Acordo Ortográfico” de 1990!; e, em Luanda, o Jornal de Angola continua a publicar uma série de artigos críticos do AO, assinados por Filipe Zau, professor e compositor angolano, investigador em ciências da educação.

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...