PRS ACONSELHA JOMAV PARA PRIORIZAR O DIÁLOGO NA ATUAL SITUAÇÃO POLÍTICA

PRS & PR

O Secretário-geral do Partido da Renovação Social (PRS), Florentino Mendes Pereira, disse esta quinta-feira, 06 de Agosto, que o seu partido aconselhou o Chefe de Estado da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, para priorizar o diálogo na atual situação política vigente no país. O político falava à imprensa, depois de uma audiência com o Presidente, José Mário Vaz, sobre atual clima político do país.

Pereira disse que o seu partido aconselhou o Chefe de Estado sobre a necessidade de reforçar o diálogo e ponderar os aspectos que podem pôr em causa a estabilidade nacional.
Solicitado a pronunciar-se sobre a posição do seu partido em relação à demissão do Governo por parte do Chefe de Estado, Florentino Mendes Pereira, disse que prefere remeter o assunto para as estruturas competentes do partido.

Domingos Simões Pereira: “PAIGC ESTÁ NA GOVERNAÇÃO PORQUE GANHOU AS ELEIÇÕES”

DSP recebido por JOMAV 6 agosto 2015
O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, disse na passada quinta-feira, 06 de Agosto, que a sua formação política está na governação porque ganhou as eleições. Simões Pereira falava à imprensa na sequência de uma audiência com o Presidente da República, José Mário Vaz, sobre a actual situação política do país.

Perante aos jornalistas no pátio do palácio presidencial, Simões Pereira disse respeitar as análises de factos avançadas pelo Presidente da República para justificar a crise institucional embora discorda com as mesmas.
“O PAIGC está na governação porque ganhou as eleições. Tendo ganho as eleições, preside um órgão de soberania e não tem a intenção de ver posta em causa este direito que foi sufragado pelo povo guineense”, advertiu o líder dos libertadores.

manifestações da Sociedade Civil

Imagem durante manifestações de Sociedade Civil, ontem a noite, na rotunda de império, frente da Presidência de republica.

RAMOS-HORTA DIZ NÃO HAVER RAZÕES PARA DEMITIR DOMINGOS SIMÕES PEREIRA

jose-ramos-horta


O ex-Presidente da República timorense José Ramos-Horta considerou ontem que “não há razão nenhuma” para o primeiro-ministro da Guiné-Bissau ser demitido, apelando ao chefe de Estado guineense para que seja uma força “conciliadora e de estabilidade” no país.
“Das informações que me chegam, e conheço intimamente a situação na Guiné-Bissau, não há razão nenhuma para que o primeiro-ministro Domingos Simões Pereira possa ser substituído”, afirmou, em entrevista à Lusa, o enviado especial do presidente da República de Timor-Leste para a Guiné-Bissau e Guiné Equatorial.
A possibilidade de o chefe de Estado demitir o executivo é admitida por fontes partidárias e diplomáticas ouvidas pela Lusa em Bissau, na sequência de dificuldades de relacionamento entre o Presidente, José Mário Vaz, e o primeiro-ministro.
O chefe de Estado iniciou na quarta-feira, como previsto na Constituição, uma série de audições, que continuam hoje, antes de uma prevista declaração à nação.
Ramos-Horta considera “natural” que o primeiro-ministro possa querer levar a cabo uma remodelação no elenco governativo, “porque é sua competência constitucional” mas não que “venha do PR uma iniciativa do género quando não há a mais pequena razão para tal”.
Para o Nobel da Paz, o papel do chefe de Estado é promover o diálogo e a estabilidade, “não é interferir constantemente na governação”.
“Aparentemente, apesar dos meus apelos, da conversa que tive com o Presidente, o diálogo e a solidariedade institucional não têm sido a realidade e a prática ao longo destes 12 meses desde a formação do primeiro Governo após o golpe de 2012″, explicou.
O líder timorense manifestou-se esperançado que o Presidente guineense, José Mário Vaz, siga os conselhos que lhe deu mesmo ainda antes de tomar posse, quando se reuniram nas Nações Unidas.
“Eu disse que nas circunstâncias da Guiné-Bissau, como era o meu país quando era presidente, eu via o papel do Presidente da República de conciliador, de reconciliador, de um homem que procura sarar as feridas, de criar condições de estabilidade, de paz para que o Governo possa governar”, afirmou.
“Foi o que eu fiz em Timor, de 2007 a 2012 e esperava que na Guiné-Bissau o Presidente eleito viesse a fazer isso. No fim do seu mandato de cinco anos poderá deixar como legado ao país ser visto como o pai do diálogo, da reconciliação, de unir a família guineense”, disse.
Ramos-Horta destacou as grandes melhorias nos indicadores económicos e nas condições de vida da população guineense, com a melhoria no fornecimento elétrico e de água, nomeadamente em Bissau.
“A cidade começou a ser mais habitável, mais limpa. Em pouco tempo. Nem no meu país, em Timor-Leste, com muitos mais recursos conseguíamos fazer isso”, disse, congratulando o chefe do Governo e o seu executivo por esses progressos.
“Por isso, quando ouvimos de repente essas informações, ficamos surpreendidos que possa haver queda do Governo dirigido pelo PM Domingos Simões Pereira”, afirmou.
Explicando que a situação está a preocupar o atual chefe de Estado timorense, Taur Matan Ruak, Ramos-Horta recordou todo o apoio dado por Timor-Leste e pela comunidade internacional, afirmando que qualquer alteração repentina no Governo terá efeitos na relação.
“Não se pense na Guiné-Bissau que depois de uma alteração repentina de um Governo democraticamente constituído, de um primeiro-ministro eleito com mandato popular e que depois a situação vai continuar como habitual. Haverá uma revisão de toda a nossa estratégia, de todo o nosso relacionamento com a Guiné-Bissau”, afirmou.
Ramos-Horta recordou que só Timor-Leste deu 10 milhões de dólares para apoio à Guiné-Bissau, a que se somam milhões de dólares de apoio para o processo eleitoral, especialmente da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), da União Europeia (EU), da China e de Portugal.
“Depois de tanto investimento feito por Timor-Leste e pela comunidade internacional (…) para incentivar também a estabilidade naquele país (…), Face a todo este sacrifício realizado pelo meu país, face aos esforços realizados por outros países, vamos agora deitar isto tudo por terra”, questionou.

Por: Lusa

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