ANTIGO LÍDER MILITAR ZAMORA INDUTA REGRESSA AO PAÍS


foto arquivo\Zamora Induta

Bissau - O antigo chefe do Estado-maior general das Forças Armadas (CEMGFA) da Guiné-Bissau, Zamora Induta, regressou nesta terça-feira ao país oriundo de Portugal, onde se encontrava a residir na sequência do golpe de Estado militar de 2012, em Bissau.

Contactado pela Lusa, o porta-voz do Estado-maior guineense, Daba Na Walna, confirmou o regresso, tendo sublinhado que Induta avisou o actual líder dos militares, Biaguê Nan Tan, que vinha ao país nesta terça-feira.

"O Estado-maior não se opôs e nem podia opôr-se à vinda de Zamora Induta. Tal como foi, regressou, sem problemas com o Estado-maior", disse Na Walna.

Zamora Induta saiu de Bissau na sequência do golpe militar de Abril de 2012 perpetrado pelo CEMGFA da época, general António Indjai.

O líder militar, que agora regressou ao país, tem a patente de contra almirante, foi CEMGFA de Junho de 2009 até ao dia 01 de Abril de 2010, altura em que foi afastado do cargo, através de um outro golpe liderado por Indjai, na altura seu adjunto no comando das Forças Armadas guineenses.

portalangop


GUINE-BISSAU COM FRAGILIDADES NA EDUCAÇÃO





Um estudo hoje apresentado em Bissau, revela fragilidades no sistema educativo do País, e sublinha que serão necessárias algumas « correcções » para que a Guiné -Bissau possa caminhar em direcção ao desenvolvimento.

O estudo, realizado em 2014, pelo governo guineense, em colaboração com as agências da Naçôes Unidas - Unicef e Unesco - visava mostrar os pontos fortes e as fragilidades do sistema educativo e propor soluções. No documento ficam patentes verdadeiros problemas do sistema educativo, tais como o fraco parque escolar, a sua má distribuição, o abandono escolar precoce, o alto nível de insucesso escolar, e os pequenos salários dos professores.
Segundo este estudo, a Guiné tem um dos mais baixos níveis de escolarização, ao nível africano, e apenas 10% dos trabalhadores guineenses tiveram 10 anos de estudos completos.
Uma das conclusões deste trabalho é que “para tirar o país da pobreza, e caminhar para o arranque económico, devem ser feitos esforços a médio prazo (…) para se aproximar do que se observa em São Tomé e Príncipe, onde o acesso à educação é quase universal ».

UE CONFINANCIA PROJECTO PARA INCLUIR CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA NA EDUCAÇÃO


 



A União Europeia (UE) vai atribuir cerca de 700 mil euros a um projeto que visa incluir as crianças com deficiência no sistema educativo da Guiné-Bissau, anunciou ontem a delegação da UE na capital guineense.

O projeto consiste na sensibilização de pais e professores, no "seguimento da participação escolar e extraescolar das crianças com deficiência" e numa "colaboração com os centros de saúde", refere a UE em comunicado.

Haverá ainda medidas de apoios às crianças deficientes "mais pobres", de forma a "facilitar a sua escolarização".

Um total de 14 estabelecimentos vão servir como escolas piloto para aplicação das ações, durante três anos.

A iniciativa vai ser oficialmente lançada hoje numa cerimónia pública a realizar num dos hotéis de Bissau que vai reunir os diferentes parceiros.

O projeto "Promoção da Educação Inclusiva na Guiné-Bissau" é uma iniciativa conjunta com o Ministério da Educação e cuja execução estará a cargo da organização não-governamental (ONG) Handicap International e da Federação das Associações de Defesa e da Promoção das Pessoas com Deficiência da Guiné-Bissau (FADPD-GB).

A UE cofinancia as atividades a 75%, cabendo o restante à Agência Francesa de Desenvolvimento.

Parte das verbas vão servir ainda para formação de formadores e equipas pedagógicas sobre a Educação Inclusiva, a nível nacional, e reforço das competências das associações das pessoas com deficiência.

GUINE-BISSAU REPRESENTA "EXCELENTE OPORTUNIDADE" PARA PORTUGUESES


 



BY REVISTA PORT.COM / 21 JUL 2015 

A Guiné-Bissau passa por uma “fase única” e representa uma “excelente oportunidade para os empresários portugueses”, avaliou o delegado da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) em Bissau, Tiago Bastos.

“Há muita coisa para fazer e é uma excelente oportunidade para os empresários portugueses”, numa altura em que o país vive “uma fase única, não só ao nível da estabilidade, mas também ao nível do progresso e investimento. A oportunidade é agora”, referiu, em entrevista à agência Lusa.

Tiago Bastos chefia o escritório da AICEP na capital guineense, inaugurado há duas semanas e de portas abertas nas instalações da embaixada de Portugal.

Para já, a prioridade é “conhecer afincadamente o terreno” para identificar parcerias.

Há oportunidades listadas “na estratégia do Governo” da Guiné-Bissau, nomeadamente nas áreas da agricultura, pescas e serviços, mas as necessidades são muitas e “há um pouco de tudo para fazer”.

“O importante é que os empresários” que chegam a Bissau entrem em contacto com a AICEP para terem informações sobre as potencias parcerias e evitarem riscos desnecessários, referiu.

Segundo Tiago Bastos, “é fundamental fazer trabalho em parceria e não de forma isolada, em que existem sempre riscos”.

Aquele responsável disse acreditar que a delegação da AICEP servirá para ajudar a captar investimento português para a Guiné-Bissau e que o capital estrangeiro vai ajudar a “estabilizar o país” – historicamente sujeito a instabilidade política e militar.

Depois da avaliação das oportunidades, segue-se “um longo trabalho” que deverá envolver câmaras de comércio e feiras de negócios, concluiu.

A eleição de novas autoridades em 2014 permitiu à comunidade internacional retomar em pleno as relações com o país, nas quais se enquadra a presença da agência portuguesa em Bissau.

Num encontro de doadores realizado a 25 de março, em Bruxelas, o Estado guineense mobilizou mais de mil milhões de euros de intenções de apoio internacional, com Portugal a comprometer-se com um programa de cooperação de 40 milhões de euros.

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...