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O rei Mohamed VI de Marrocos inicia hoje visita oficial à Guiné-Bissau
O rei Mohamed VI de Marrocos inicia hoje
uma visita oficial de três dias à Guiné-Bissau, a convite do Presidente
guineense, José Mário Vaz.
Mohamed VI, que vem à Bissau acompanhado
por uma delegação de 500 pessoas, irá assinar cerca de 20 acordos de cooperação
nas áreas da educação, saúde, comércio, turismo, pesca e setor privado.
O monarca marroquino vai ficar instalado
no palácio da Presidência guineense, no centro de Bissau, cujos aposentos foram
desocupados por estes dias pelo chefe de Estado da Guiné-Bissau, com manda
costume guineense.
José Mário Vaz mudou-se para a residência
de hóspedes, na chamada Casa da Pedra.
Em preparação da visita do rei dezenas
de elementos marroquinos, do corpo de segurança, jornalistas e uma equipa
medica, encontram-se há dias em Bissau, instalados em tendas gigantes nas
traseiras da mesquita central da capital guineense.
A equipa médica marroquina começou na
segunda-feira a dar consultas gratuitas a cidadãos guineenses.
A visita de Mohamed VI estava
inicialmente prevista para ter início quarta-feira, mas foi adiada 24 horas por
razões de agenda do monarca marroquino, segundo disse à Lusa o porta-voz da
Presidência guineense, Fernando Mendonça.
No essencial, todo o programa de visita
será mantido, devendo o soberano marroquino ser condecorado pelo Presidente
guineense com a mais alta distinção do Estado da Guiné-Bissau: a medalha
Amílcar Cabral.
//Lusa/Fim
Rei Mohammed VI de Marrocos está em Bissau para uma visita de 72 horas
O Rei Mohamed VI de Marrocos chegou esta
quinta-feira, 28 de Maio, a cidade de Bissau para uma visita de três dias. O
avião do monarca marroquino aterrou no aeroporto internacional Osvaldo Vieira
por volta das 14 horas e 35 minutos, proveniente da cidade de Dakar (Senegal)
onde se encontrava de visita no quadro de um périplo por alguns países
africanos, designadamente a Costa de Marfim, Senegal, Guiné-Bissau e Gabão.
Mohamed VI que se fez acompanhar de uma
importante delegação de membros do seu governo e de grupos de empresários de
diferentes sectores, pisou o solo pátrio de Amílcar Cabral, por volta das 14
horas e 47 minutos, onde foi recebido por Chefe de Estado da Guiné-Bissau, José
Mário Vaz, que igualmente foi acompanhado pelo presidente de Assembleia
Nacional Popular, Cipriano Cassama e por primeiro-ministro, Domingos Simões
Pereira para receber o monarca na pista de avião.
A chegada do Rei Mohammed VI foi
testemunhada pelos membros do Governo da Guiné-Bissau, chefias militares,
corpos diplomáticos acreditados no país, chefes religiosos e tradicionais que
também marcaram a presença para desejar a boa vinda ao monarca.
A população guineense em particular os
citadinos de Bissau saíram a rua para desejar boas vindas ao Rei Mohammed VI.
Durante o percurso de aeroporto para o Palácio da República, pode-se ouvir os
gritos dos populares que diziam: “Viva o Rei, Viva Presidente José Mário Vaz”.
INEM rejeita críticas sobre condições de segurança da missão na Guiné-Bissau
O Instituto Nacional de Emergência
Médica (INEM) rejeitou ontem críticas sobre a sua missão na Guiné-Bissau,
garantindo a segurança dos fatos de proteção e negando que haja diferenças nos
vencimentos pagos.
«Os vencimentos que [os membros da
equipa na Guiné-Bissau] auferem no exterior são, como exige a legislação
vigente em Portugal, os vencimentos que auferem em Portugal acrescidos de
ajudas de custo, também determinadas por legislação em vigor» e «a afirmação de
que os fatos não são iguais aos que existem em Portugal não é verdadeira»,
afirmou hoje o INEM em resposta a declarações do Sindicato dos Técnicos de
Ambulância e Emergência
«Quanto à afirmação de que os
cooperantes têm que lavar os seus fatos em bidés, naturalmente que na Guiné,
tal como em Portugal, os profissionais do INEM são responsáveis pelo seu
fardamento e pelas suas condições de higiene», acrescenta-se na nota do INEM,
salientando que isto é feito «com mais ou menos dificuldades, lá, tal como cá,
consoante as condições existentes».
Sobre os fatos usados pelo pessoal do
INEM na Guiné-Bissau, numa missão onde frequentemente estão em contacto com
pessoas com o vírus do Ébola, o INEM garante: «A afirmação de que os fatos não
são iguais aos que existem em Portugal não é verdadeira».
O INEM afirma que os fatos enviados para
a Guiné-Bissau cumprem as normas de segurança e que «não pode, nem nunca o fez,
adquirir equipamentos que não estejam em conformidade com a lei vigente para
este tipo de acções».
Para contrariar o que considera
«informação oral de pessoas» que não quer «reputar de má-fé» e a divulgação de
«notícias que podem pôr em causa o bom nome do INEM, de Portugal e a
estabilidade física e emocional dos elementos das equipas», o organismo afirma
que enviou hoje para Bissau «mais um lote de fatos com todas as características
exigidas para a total segurança» dos seus profissionais.
Na nota enviada esta manhã à Lusa, o
INEM afirma ainda que no que diz respeito às vacinas, «toda a preparação
sanitária é feita de acordo com as regras clínicas e estado-da-arte, após
consulta de especialidade, e que a vacina contra a raiva não é considerada
necessária pelos especialistas de medicina tropical para este país».
Na quinta-feira, a Lusa noticiou que o
presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Médica tinha dito que aquela
estrutura tinha sido informado sobre problemas com os elementos do INEM da
atual missão portuguesa na Guiné-Bissau, nomeadamente condições de
habitabilidade e salariais.
Segundo o sindicalista, «a ser verdade
todas as informações que nos chegaram, a situação é grave», sublinhando que o
INEM já participou em outras missões no estrangeiro e nada de parecido se
verificou.
«O que me foi informado verbalmente é
que o material EPI (equipamento de proteção individual) não é igual ao que foi
mostrado em Lisboa e que os fatos de proteção estão efetivamente a rasgar-se,
portanto com um risco elevado de contaminação das equipas que estão a usar este
material», disse Ricardo Rocha.
«Foi-nos comunicado pela equipa outras
condições, como terem de lavar fardamento em bidés, terem de pagar a água que
utilizam, as comunicações não estarem ainda estabelecidas para Portugal e os
profissionais terem de pagar do próprio bolso, entre outros problemas»,
acrescentou.
Ricardo Rocha adiantou que «isto não é
de todo aceitável, a ser verdade, e o sindicato lamenta a situação e, assim que
tiver os relatos por escrito, irá pedir esclarecimentos ao conselho diretivo do
INEM».
De acordo com elementos da equipa do
INEM na Guiné-Bissau, ainda há problemas nos pagamentos de comissões extras,
que seriam de 80 euros/dia, mas que agora não se sabe se receberão estes
valores.
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