Conselho dos ministros da Guiné-Bissau de 26 de maio de 2015

O rei Mohamed VI de Marrocos inicia hoje visita oficial à Guiné-Bissau



O rei Mohamed VI de Marrocos inicia hoje uma visita oficial de três dias à Guiné-Bissau, a convite do Presidente guineense, José Mário Vaz.

Mohamed VI, que vem à Bissau acompanhado por uma delegação de 500 pessoas, irá assinar cerca de 20 acordos de cooperação nas áreas da educação, saúde, comércio, turismo, pesca e setor privado.

O monarca marroquino vai ficar instalado no palácio da Presidência guineense, no centro de Bissau, cujos aposentos foram desocupados por estes dias pelo chefe de Estado da Guiné-Bissau, com manda costume guineense.

José Mário Vaz mudou-se para a residência de hóspedes, na chamada Casa da Pedra.

Em preparação da visita do rei dezenas de elementos marroquinos, do corpo de segurança, jornalistas e uma equipa medica, encontram-se há dias em Bissau, instalados em tendas gigantes nas traseiras da mesquita central da capital guineense.

A equipa médica marroquina começou na segunda-feira a dar consultas gratuitas a cidadãos guineenses.

A visita de Mohamed VI estava inicialmente prevista para ter início quarta-feira, mas foi adiada 24 horas por razões de agenda do monarca marroquino, segundo disse à Lusa o porta-voz da Presidência guineense, Fernando Mendonça.

No essencial, todo o programa de visita será mantido, devendo o soberano marroquino ser condecorado pelo Presidente guineense com a mais alta distinção do Estado da Guiné-Bissau: a medalha Amílcar Cabral.


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Rei Mohammed VI de Marrocos está em Bissau para uma visita de 72 horas



O Rei Mohamed VI de Marrocos chegou esta quinta-feira, 28 de Maio, a cidade de Bissau para uma visita de três dias. O avião do monarca marroquino aterrou no aeroporto internacional Osvaldo Vieira por volta das 14 horas e 35 minutos, proveniente da cidade de Dakar (Senegal) onde se encontrava de visita no quadro de um périplo por alguns países africanos, designadamente a Costa de Marfim, Senegal, Guiné-Bissau e Gabão.

Mohamed VI que se fez acompanhar de uma importante delegação de membros do seu governo e de grupos de empresários de diferentes sectores, pisou o solo pátrio de Amílcar Cabral, por volta das 14 horas e 47 minutos, onde foi recebido por Chefe de Estado da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, que igualmente foi acompanhado pelo presidente de Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassama e por primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira para receber o monarca na pista de avião.

A chegada do Rei Mohammed VI foi testemunhada pelos membros do Governo da Guiné-Bissau, chefias militares, corpos diplomáticos acreditados no país, chefes religiosos e tradicionais que também marcaram a presença para desejar a boa vinda ao monarca.

Populares de Bissau saíram a rua para saudarem o monarca marroquino

A população guineense em particular os citadinos de Bissau saíram a rua para desejar boas vindas ao Rei Mohammed VI. Durante o percurso de aeroporto para o Palácio da República, pode-se ouvir os gritos dos populares que diziam: “Viva o Rei, Viva Presidente José Mário Vaz”.

INEM rejeita críticas sobre condições de segurança da missão na Guiné-Bissau



O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) rejeitou ontem críticas sobre a sua missão na Guiné-Bissau, garantindo a segurança dos fatos de proteção e negando que haja diferenças nos vencimentos pagos.

«Os vencimentos que [os membros da equipa na Guiné-Bissau] auferem no exterior são, como exige a legislação vigente em Portugal, os vencimentos que auferem em Portugal acrescidos de ajudas de custo, também determinadas por legislação em vigor» e «a afirmação de que os fatos não são iguais aos que existem em Portugal não é verdadeira», afirmou hoje o INEM em resposta a declarações do Sindicato dos Técnicos de Ambulância e Emergência

«Quanto à afirmação de que os cooperantes têm que lavar os seus fatos em bidés, naturalmente que na Guiné, tal como em Portugal, os profissionais do INEM são responsáveis pelo seu fardamento e pelas suas condições de higiene», acrescenta-se na nota do INEM, salientando que isto é feito «com mais ou menos dificuldades, lá, tal como cá, consoante as condições existentes».

Sobre os fatos usados pelo pessoal do INEM na Guiné-Bissau, numa missão onde frequentemente estão em contacto com pessoas com o vírus do Ébola, o INEM garante: «A afirmação de que os fatos não são iguais aos que existem em Portugal não é verdadeira».

O INEM afirma que os fatos enviados para a Guiné-Bissau cumprem as normas de segurança e que «não pode, nem nunca o fez, adquirir equipamentos que não estejam em conformidade com a lei vigente para este tipo de acções».

Para contrariar o que considera «informação oral de pessoas» que não quer «reputar de má-fé» e a divulgação de «notícias que podem pôr em causa o bom nome do INEM, de Portugal e a estabilidade física e emocional dos elementos das equipas», o organismo afirma que enviou hoje para Bissau «mais um lote de fatos com todas as características exigidas para a total segurança» dos seus profissionais.

Na nota enviada esta manhã à Lusa, o INEM afirma ainda que no que diz respeito às vacinas, «toda a preparação sanitária é feita de acordo com as regras clínicas e estado-da-arte, após consulta de especialidade, e que a vacina contra a raiva não é considerada necessária pelos especialistas de medicina tropical para este país».

Na quinta-feira, a Lusa noticiou que o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Médica tinha dito que aquela estrutura tinha sido informado sobre problemas com os elementos do INEM da atual missão portuguesa na Guiné-Bissau, nomeadamente condições de habitabilidade e salariais.

Segundo o sindicalista, «a ser verdade todas as informações que nos chegaram, a situação é grave», sublinhando que o INEM já participou em outras missões no estrangeiro e nada de parecido se verificou.

«O que me foi informado verbalmente é que o material EPI (equipamento de proteção individual) não é igual ao que foi mostrado em Lisboa e que os fatos de proteção estão efetivamente a rasgar-se, portanto com um risco elevado de contaminação das equipas que estão a usar este material», disse Ricardo Rocha.

«Foi-nos comunicado pela equipa outras condições, como terem de lavar fardamento em bidés, terem de pagar a água que utilizam, as comunicações não estarem ainda estabelecidas para Portugal e os profissionais terem de pagar do próprio bolso, entre outros problemas», acrescentou.

Ricardo Rocha adiantou que «isto não é de todo aceitável, a ser verdade, e o sindicato lamenta a situação e, assim que tiver os relatos por escrito, irá pedir esclarecimentos ao conselho diretivo do INEM».

De acordo com elementos da equipa do INEM na Guiné-Bissau, ainda há problemas nos pagamentos de comissões extras, que seriam de 80 euros/dia, mas que agora não se sabe se receberão estes valores.

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...