MAIOR TRAGÉDIA DE SEMPRE NO MEDITERRÂNEO. MAIS 700 MORTOS A SOMAR AOS 4500 DOS ÚLTIMOS 15 MESES



As vítimas estavam a bordo de um pesqueiro que partiu de Tripoli. O alarme foi dado à meia-noite, a 70 km da costa da Líbia. O jornal italiano "La Repubblica" diz que podem ter perdido a vida 700 pessoas naquela que é a maior tragédia de sempre com imigrantes no Mediterrâneo. Até agora foram salvas 28 pessoas e recuperados 24 cadáveres.
expresso.sapo.pt







PM: ENCONTRO COM A COMUNIDADE GUINEENSE




O Primeiro-Ministro Domingos Simões Pereira, aproveitou a sua visita privada a Portugal para se encontrar com a Comunidade Guineense residente nesse país.
O encontro realizou-se na tarde de ontem (18 de Abril), no Instituto Superior de Gestão de Lisboa, e pretendia sobretudo dar conta dos primeiros meses de governação do novo elenco governativo, das principais realizações e dificuldades, da Mesa Redonda de Bruxelas. E enquadra-se num conjunto de iniciativas levadas a cabo pelo Governo para garantir a participação e inclusão da sociedade civil e da diáspora.
Num auditório completamente cheio, as actividades deram início às 16h, com a actuação de alguns artistas, nomeadamente da Karina Gomes e dos Netos di Gumbé, e da projecção de um vídeo sobre o país, intitulado “Uma Nova Cara da Guiné-Bissau”.
À sua chegada, o Primeiro-Ministro e comitiva, foram recebidos com imensos aplausos, muitas saudações, seguido de um momento solene ao entoar o Hino Nacional “Esta é a Nossa Pátria Bem Amada”.
A mesa de convidados foi preenchida pelo Primeiro-Ministro, pelo Deputado para a Diáspora Iafai Sani, pelo Encarregado de Negócios da Embaixada da Guiné-Bissau em Portugal Mbala Fernandes, pelos Deputados Botche Candé e Gabriel Só, pelo PCA do Grupo Lusófona Manuel Damásio e pela Antiga Combatente Tchambú Djassi.
A primeira intervenção coube ao anfitrião do espaço, o PCA do Grupo Lusófona Manuel Damásio, seguido do Encarregado de Negócios da Embaixada da Guiné-Bissau em Portugal Mbala Fernandes, que fez uma breve análise da situação dos emigrantes em Portugal, desde a situação dos estudantes, doentes evacuados, casos de violência doméstica, a troca da carta de condução e a coabitação entre as várias Associações Guineenses e a comunidade em Portugal.
Na sua intervenção Domingos Simões Pereira agradeceu a forte presença dos guineenses e dos amigos da Guiné-Bissau. Num discurso envolvente, salientou que todos juntos “estamos aqui para dar uma nova oportunidade à Guiné… queremos um país diferente e positivo, com orgulho no que construiu e nos seus filhos”.
Ao falar da estratégia do governo, afirmou que “em 2025 queremos uma Guiné-Bissau onde «sol na iardi»… «Tera Ranka» significa que temos que fechar o ciclo vicioso de subdesenvolvimento e pobreza, e passar para um ciclo virtuoso”.
Continuou afirmando que “na preparação para a mesa redonda juntamos todos num retiro, para reunir elementos sobre como construir uma Guiné-Bissau positiva. Reunimos com a Comunidade Internacional para dizer duas coisas: 1. Que iríamos fazer um documento estratégico para o país e não um documento apenas para a mesa redonda e 2. Para falar sobre a nossa Biodiversidade”.
Disse ainda que durante a mesa redonda estiveram presentes 70 países, dos quais 45 intervieram e mostraram a sua disponibilidade em ajudar e destes 35 deles utilizaram a expressão «Tera Ranka». Salientou ainda que mais importante que os 1,5 mil milhões prometidos pelos parceiros, foi a retoma de cooperação com vários países que haviam interrompido as suas parcerias com o país.
Num breve balanço à governação, “nos primeiros meses executamos o Programa de Urgência, estamos a cumprir o Programa de Contingência e com a recente promessa da comunidade internacional, iniciamos o nosso Programa de Desenvolvimento”. Convocou aliás todos os guineenses a trabalharem para esse desenvolvimento.
Dedicou também especial atenção à diáspora, falando do novo portal do Governo (www.gov.gw) e dos vários projectos em andamento para reaproximar a diáspora ao país.

Falou também nos melhoramentos previstos para várias embaixadas, começando por um primeiro grupo, das Embaixadas de Dakar, Lisboa, Bruxelas e Nova Iorque.
Após a intervenção do Primeiro-Ministro, abriu-se um espaço de Debate/Intercâmbio com intervenções dos líderes de várias associações e de vários presentes. Nesse intercâmbio foi possível aos emigrantes colocarem várias das suas preocupações e ouvir por parte do chefe do executivo guineense as acções já desenvolvidas, para a resolução de algumas dessas preocupações, assim como anotar outras situações para levar ao seu elenco governativo.
O encontro terminou sob o som do Hino Nacional e saudações como “Viva Guiné-Bissau, Viva Unidade Nacional”.
//DSP






ITÁLIA PRENDE IMIGRANTES MUÇULMANOS POR ATIRAR CRISTÃOS AO MAR



Segundo testemunhas que estavam no barco que levava imigrantes ilegais da Líbia à costa italiana, discussão religiosa resultou no afogamento de 12 cristãos. Outros 41 morrem em mais um acidente do Mediterrâneo.
Policiais italianos prenderam nesta quinta-feira (16/04) 15 imigrantes muçulmanos acusados de atirar 12 cristãos ao mar, na sequência de uma discussão por motivo religioso num barco que os levava para a Itália.
O drama ocorreu no Estreito da Sicília e, segundo a polícia de Palermo, testemunhas relataram que os muçulmanos, cidadãos da Costa do Marfim, Mali e Senegal, teriam discutido com cristãos nigerianos e ganeses, em minoria. Estes últimos acabaram sendo jogados nas águas do Mediterrâneo e, segundo relatos, todos teriam morrido afogados.
As prisões foram feitas com base nos testemunhos e em fotos tiradas no momento do ataque. Os acusados deverão responder por múltiplo homicídio, agravado por ter como motivação ódio religioso. Outros responsáveis ainda podem ser identificados.
Os sobreviventes contaram que partiram nesta terça-feira da costa da Líbia, num barco inflável que transportava 105 passageiros. Os cristãos que sobreviveram só conseguiram permanecer no barco porque formaram uma "corrente humana" para resistir ao ataque.
Também nesta quinta-feira, outro barco com 45 imigrantes clandestinos afundou no Mar Mediterrâneo a caminho da Itália. A embarcação foi avistada por um avião, que acionou o resgate italiano, mas a ajuda não chegou a tempo de salvar todos a bordo. Apenas quatro passageiros – dois cidadãos da Nigéria, um de Gana e um do Níger – foram resgatados com vida.
Segundo os sobreviventes, o bote inflável também havia partido da Líbia, mas começou a esvaziar assim que a viagem começou. Os quatro foram levados a Trapani, na Sicília.
Os dois incidentes desta quinta-feira ocorreram apenas quatro dias após outra tragédia no Mediterrâneo: um barco com 400 pessoas a bordo afundou também no trajeto Líbia-Itália.
Ao todo, apenas nesta quinta-feira, mais de 500 imigrantes ilegais foram identificados pela marinha da Itália. A situação levou o governo italiano a fazer novos apelos à União Europeiab (UE), pedindo ajuda para o resgate e a acomodação dos imigrantes ilegais, que cada vez mais arriscam a vida no Mediterrâneo, fugindo de conflitos e da miséria em seus países de origem.
Em entrevista ao jornal Corriere della Sera, o ministro italiano do Exterior, Paolo Gentiloni, afirmou que 90% dos custos das operações de patrulha e resgate marítimos acabam recaindo sobre Roma, e criticou a ausência de uma "resposta adequada" por parte da UE.
Apenas neste ano, cerca de 20 mil imigrantes ilegais já desembarcaram na Itália, segundo estimativa da Organização Internacional para Migração (IOM).
MSB/lusa/afp/rtr/dpa/ap



EQUIPA DE MÉDICOS PORTUGUESES EM MISSÃO NA GUINÉ-BISSAU


Enviar um doente da Guiné-Bissau para Portugal custa mais 12 mil euros. Para tentar reduzir estas despesas de deslocações, a Fundação Ricardo Sanhá aposta nas missões médicas no país.

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...