GUINEENSE DOMINGOS SIMÕES PEREIRA CONVIDADO PARA ACADEMIA DA CULTURA PORTUGUESA





O antigo primeiro-ministro da Guiné-Bissau Domingos Simões Pereira foi convidado para integrar a Academia Internacional da Cultura Portuguesa (AICP), cargo que vai assumir a partir do próximo dia 26, em Lisboa.

Segundo Domingos Simões Pereira, o convite "é o reconhecimento do povo e das autoridades portuguesas" pelo seu desempenho no desenvolvimento da língua e cultura lusas o que, disse, o enche de orgulho.

"Recebi este convite como um sinal de confiança, de apreço, de uma manifestação das autoridades, do povo português e de todos os que partilham a língua portuguesa, talvez de algum reconhecimento pelo trabalho que eu tenho desenvolvido no passado e talvez, de alguma forma, no presente", declarou Domingos Simões Pereira.

O político guineense foi secretário executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) entre 2008 a 2012.

Quando receber a acreditação oficial no próximo dia 26, em Lisboa, para ser membro correspondente da AICP, Simões Pereira passará a ser o segundo guineense a integrar aquela associação, depois de Carlos Lopes, antigo secretário-geral adjunto das Nações Unidas.

Sem esconder o regozijo pela nomeação, Domingos Simões Pereira disse ter recebido a sua indicação como "sinal de esperança" que o povo português, em particular, e os restantes falantes da língua portuguesa "dão aos guineenses".

Considerou ainda que a sua indicação para a AICP simboliza a esperança de que "o amanhã pode ser positivo e pode, de facto, florir" para os guineenses.

Simões Pereira promete levar "uma contribuição positiva" para que a ação da academia continue a servir os povos que se expressam em português pelo mundo.

Conosaba/Lusa/MO

«OPERAÇÃO 'CORTAR AS UNHAS'» PJ GUINEENSE DESMANTELOU UMA REDE QUE, SÓ EM 2016, LESOU O ESTADO EM 111 MILHÕES DE FRANCOS





A Polícia Judiciária (PJ) da Guiné-Bissau desmantelou uma rede de desvio de dinheiro proveniente de impostos em conluio com alguns bancos comerciais do país, anunciou o diretor-geral da PJ, Bacari Biai.

Segundo Bacari Biai, no âmbito da operação "Cortar as Unhas", a PJ guineense detetou e desmantelou uma rede que, só em 2016, lesou o Estado em 111 milhões de francos CFA (cerca de 170 mil euros), num esquema que envolveu dois funcionários dos serviços de impostos, um cidadão e colaboradores de alguns bancos, que não quis identificar.

Os dois funcionários dos impostos recebiam os valores, em cheque, que os contribuintes tinham de pagar ao Estado, entregavam a um indivíduo que, por sua vez, fazia o depósito dos valores na sua conta pessoal nos bancos.

De seguida, contou ainda o diretor da PJ, o mesmo indivíduo levantava os valores em dinheiro, dando aos funcionários dos impostos a sua parte, enquanto guardava para si cinco por cento e entregava aos colaboradores dos bancos dez por cento.

"É um processo bem montado. É uma rede bem montada que funciona tal e qual uma organização criminosa", declarou Bacari Biai.

O responsável da PJ guineense abordou igualmente os contornos de uma outra operação de combate à corrupção, envolvendo medicamentos de uso exclusivo do hospital nacional Simão Mendes, mas que apareceram à venda numa farmácia.

O proprietário da farmácia ainda tentou aliciar os agentes da PJ para não avançarem com as investigações.

Bacari Biai contou que o proprietário compareceu na sede da polícia com 1,5 milhões de francos CFA (cerca de 2.300 euros), com os quais tentou aliciar os agentes. Em consequência foi detido, explicou.

A PJ ainda tem em marcha uma outra operação para detetar as fraudes com os pagamentos aos pensionistas do Estado.

Bacari Biai acredita que os processos vão até ao fim, uma vez que a corrupção "é o mal que está a tolher o Estado de direito democrático" e o "desenvolvimento da Guiné-Bissau".

Conosaba/Lusa/MO

GOVERNO GUINEENSE QUER TURISTAS PORTUGUESES A VISITAR PAÍS




O Governo da Guiné-Bissau quer mais portugueses a visitar o país e lançou recentemente junto de várias agências de viagens portuguesas cinco pacotes de férias para promover o destino em Portugal.

A estratégia visa desenvolver o turismo no país, principalmente o ecoturismo no arquipélago dos Bijagós, um conjunto 88 ilhas, classificadas pela UNESCO desde 1996 como reserva da biosfera.

"Entendemos que era mais fácil começar por Portugal, porque falamos a mesma língua, e existe um enorme filão de portugueses que conhecem a Guiné-Bissau, ao contrário de outro qualquer país da Europa. Passaram mais de 200.000 militares portuguesas na Guiné e que representam um milhão de potenciais turistas", afirmou à agência Lusa o ministro do Turismo, Fernando Vaz.

Segundo Fernando Vaz, como Portugal é membro da União Europeia, "facilmente" o nome da Guiné-Bissau como destino turístico poderá chegar a outros países europeus, apesar de atualmente já aterrarem em Bissau turistas provenientes de França, Alemanha e Itália.

A promoção do turismo da Guiné-Bissau pelas autoridades guineenses fez com que, segundo Fernando Vaz, a imprensa portuguesa começasse a abordar o país de uma perspetiva positiva, "sem ser pelos golpes de Estado e instabilidade política".

"Há ligações inevitáveis entre a política e o turismo, mas tentamos desassociar a projeção da imagem do turismo da Guiné-Bissau, da política da Guiné-Bissau e acho que isso está a trazer os seus frutos", salientou.

Para Fernando Vaz, a "Guiné-Bissau é um dos países mais seguros do mundo".

"Não há quase policiamento noturno, não há criminalidade, não há raptos, assassínios e não há violações. Vê-se frequentemente as jovens a sair da discoteca à noite a ir para casa a pé", sublinhou.

E, depois, segundo o ministro, há uma coisa fundamental que é o povo guineense.

"É muito afável e é muito solidário e hospitaleiro. Mesmo na sua pobreza, gosta de receber o turista e de o convidar para partilhar uma refeição. Quem vem à Guiné vem com uma ideia e depois saem com uma ideia completamente diferente", disse.

Defendendo que a fase da "instabilidade política está a acabar", o ministro reconheceu que os problemas que o turismo enfrenta estão mais relacionados com as infraestruturas e com a agilização de processos de concessão de vistos, custos de transporte e hotéis, conexão entre ilhas e saúde.

"O turismo ainda é bastante incipiente na Guiné-Bissau. Os nossos aeroportos movimentam cerca de pouco mais de 80 mil passageiros por ano, entre os quais 42 mil são turistas. Isto traduz o nível de incipiência do nosso turismo", disse.

Conosaba/Lusa/MO


GOVERNO JÁ DISPÕE DE MAIS DE 01 BILIÃO DE FRANCOS CFA PARA PAGAR DÍVIDAS DE EDUCAÇÃO E SAÚDE




O Ministro da Economia e Finanças afirmou na passada sexta-feira em Bissau que, já disponibilizaram Mais de um bilião e setecentos milhões de francos para os sectores da educação e saúde.

João Aladje Mamadú Fadia articulava após a reunião com o Fundo Mundial Internacional sobre perspectivas económicas e regionais da África subsariana.

O governante garante que o montante vai servir para os pagamentos de todos os atrasados no sector da educação e subsídios de velas para a saúde.

Óscar Melhado, representante do FMI no país disse que a um crescimento frágil na África subsariana, mas reconhece que isso não deve ser motivo de pessimismo, apontando as políticas evidentes para relançar o crescimento económico.

Conosaba/Notabanca/MO

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...