TRÊS GENERAIS PROMOVIDOS NO DIA QUE ECOMIB INICIA A RETIRADA DA GUINÉ-BISSAU





O Presidente da República, José Mário Vaz anunciou ontem, ao Conselho Superior de Defesa Nacional, a promoção de três oficiais a generais de uma e duas estrelas.

Tratam-se do Chefe de Estado-maior do Exército e o seu vice, bem como o Chefe da Casa Militar da Presidência da República, nomeadamente Lassana Mansal, Sumbonhe Na Tchongo eAntónio Abel.

A promoção dos generais pelo Presidente da República, na qualidade de Comandante Supremo da Forças Armadas guineense, reuniu o consenso dos membros do Conselho Nacional da Defesa, durante um encontro extraordinário no Palácio da República.

A promoção não contempla as forças para-militares, assunto sobre o qual, o ministro da Defesa Nacional,Eduardo Costa Sanhá, admite poderá acontecer numa eventual ocasião.

A promoção anunciada acontece no dia em que a Força de Alerta da CEDEAO para Bissau – ECOMIB, inicia a sua retirada do país.

Sobre este fato, o Ministro da Defesa disse que o Governo ainda não recebeu a confirmação oficial da retirada, mesmo assim afiança que está garantida a segurança interna do país.

O responsável pela pasta da Defesa guineense reafirmou a submissão dos militares ao poder político, como tem vivido até aqui.

Adão Ramalho
Conosaba/© e-Global Notícias/MO

GOVERNO GUINEENSE PEDE "SERIEDADE" A FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS ENVOLVIDOS NA CAMPANHA DO CAJU



Foto/radiosolmansi

O ministro do Comércio guineense, Victor Mandinga, pediu ontem "patriotismo" e "seriedade" aos funcionários do Guichet Único, balcão para pagamentos fiscais, aduaneiros e resolução de assuntos burocráticos relacionados com a comercialização da castanha de caju.

"Contamos com o bom trabalho e com a competência da equipa do Guichet Único. Contamos com a vossa seriedade e patriotismo, porque a perda de receita significa menos hospitais, menos luz, menos escolas e menos capacidade para pagar salários", afirmou o ministro na sessão de apresentação daquele balcão.

Sublinhando que a campanha de caju é uma das principais fontes de receita do Estado da Guiné-Bissau, Victor Mandinga recordou que entre 2014 e 2015, mesmo com controlo montado, saíram do país 20 mil toneladas de caju, sem qualquer pagamento ao Estado.

"O que equivale a 1.200 contentores de caju", disse.

O ministro afirmou que a situação melhorou em 2016, mas pediu para 2017 "tolerância zero".

"Não pode, em 2017, nenhum contentor, nem um saco a granel, sair sem que o exportador pague todos os direitos aduaneiros, fiscais e portuários", afirmou.

Para melhorar o controlo fiscal e aduaneiro, o Ministério do Comércio destacou há mais de duas semanas 156 fiscais fixos em todos os principais pontos das fronteiras.

Os fiscais estão a ser apoiados pela Guarda Nacional, onde está incluída a Brigada de Ação Fiscal, para "melhorar a apreensão do movimento de caju da Guiné-Bissau em direção ao Senegal".

Segundo dados do Governo, entre 20 e 40 mil toneladas de caju guineense atravessam ilegalmente as fronteiras.

Conosaba/Lusa/MO

«OPINIÃO» "AS LÁGRIMAS DE UM POVO SOFREDOR CAUSADA PELO PAIGC" - TEDSE SILVA DA GAMA




Me refúgio sempre a ideia da luta, pois entendo, a que foi desencadeada na Guiné-Bissau pelos combatentes não foi uma simples disputa, mas sim uma prática revolucionária com intuito de libertar o povo oprimido. Após essa brilhante atitude deu-se por entender que o futuro da nossa terra dependerá do seu povo, no entanto tudo virou ao contrário e nisso refiro-me a uma das ideologias do PAIGC que segundo Piter Karibe Mendy, o objetivo de Amílcar Cabral era a eliminação da exploração de homem pelo homem do e construir a própria economia. O momento de planejamento das ideias que garantiriam rumo ao caminho da execução das ideologias se transformou numa guerrilha entre os próprios combates, por questões dos cargos políticos, mulher, bens..., a sociedade, ou seja, o povo que era elemento primordial foi esquecido em detrimento dos caros de luxo e ainda continua sendo esquecido.

Optei por começar nessa direção fazendo uma breve retrospectiva daquilo que foram os primeiros momentos da entrada do PAIGC na cidade para que se possa enquadrar o sofrimento do povo guineense onde se derramou muitas lágrimas e ainda continua a derramar por legado dos “paigcistas” que não souberam dar continuidade ao processo vitorioso vindo da luta de libertação nacional contra os imperialistas.

Vangloriamos da tremenda luta do PAIGC para a libertação do país, mas hoje em dia, o desespero que floresce na face deste povo é causado por este partido, senão vejamos- a era do partido único que foi governado 18 anos por Nino Vieira não trouxe melhorias desejadas, no multipartidarismo onde maior parte da governação se fez por eles seguiu-se na linha dos bárbaros assassinatos com justificativas não cabíveis.

A minha infância foi marcada pela seguinte frase, “Guiné-Bissau na sabi um dia e tudo na passa” talvez tudo pode passar se o estado vê na população como um mar de rosas, e por outro lado, como o país pode alcançar o nível de desenvolvimento almejado se é que as pessoas têm a “cultura de sabotagem”, ou seja, a Guiné só pode desenvolver quando os ”djintons” fazem parte.

O momento esse é de mudarmos o paradigma e construindo novos desafios que garantem a menos pequenas condições básicas, “garandis kuma kil ku bu ka odja didia i ka dinoite ku bu na odjal”, pois o que PAIGC não nos deu há mais de quarenta anos, não será num simples dia, o mais incrível é estar perante um discurso paranoico, “anós ku danal ma anós tambi ku na kumpul”, a política não pode ser sociedade hereditária.

Por enquanto se vê no PAIGC como um único partido que pode mudar o destino deste povo, por que lutaram há mais de dez (10) anos, a esperança sempre nos fará a vista de curto prazo como afirma Mc Mario. É preciso estar atento aos malabarismos dos “paigcistas” no

aproximar dos escrutínios, pois sempre apresentam uma figura nova que desperte atenção na população para uma esperança renovada, e uma falsa união entre os dirigentes.

Partilho a ideia com os demais que afirmam que este partido deve ser um museu a fim de conhecermos suas equivocadas histórias, por que já nos mostraram as suas incapacidades governativas, o problema interno de um partido não pode estagnar o avanço de país, mas os nossos sonhos já foram adiados inúmeras vezes por este motivo.

Faço das minhas palavras o discurso do presidente da Guiné-Equatorial, Teodoro Obiang a margem de uma visita em Maputo no dia 06 de abril do ano em curso, onde frisou que a África deve procurar a sua independência econômica e parar de enriquecer os outros, e a Guiné-Bissau como um dos país desse continente que ainda não construiu a sua economia não deve fugir desse parâmetro.

Pensar a guiné para um futuro melhor exige uma reflexão profunda de todos com sentindo de coletivismo como fundamenta um dos princípios da filosofia “Ubuntu” e construindo um homem novo com ideias inovadoras que visam uma mudança de mentalidade, para tal é necessário um forte investimento no setor educativo.

PAIGC é um grande perigo para o futuro da Guiné-Bissau!

Tedse Silva Sores da Gama

Estudante de ciências humanas

Unilab/Brasil/Ceará- 2017/MO

PRESIDENTE GUINEENSE CRITICA DECISÃO DO GOVERNO SOBRE PREÇO DO CAJU



Castanha do caju, principal produto de exportação da Guiné-Bissau


José Mário Vaz diz aos produtores para suspenderem a venda do produto até novas medidas

O Presidente da Guiné-Bissau insurgiu-se contra o preço da castanha de caju que está a ser praticado pelos operadores económicos.

A posição de José Mário Vaz contrasta com a do Governo de Umaro Sissoco Embaló, que propôs uma lei que proíbe estrangeiros de comprarem a castanha directamente do produtor.

O Chefe de Estado apelou aos camponeses a cessarem a venda da castanha de caju até que medidas correctivas sejam impostas.

Na opinião do Chefe de Estado, não é possível que o quilo da castanha de caju esteja a ser comprada por dois dólares ou mais nos países vizinhos, enquanto na Guiné-Bissau o preço não ultrapassa os 500 francos Cfa, ou seja um dólar.

“Eu não posso aceitar isso, não posso admitir isso. Para dizer aos nossos produtores, aos guineenses, para não venderam a castanha neste momento. Temos que entrar em negociações para saber o que está a passar”, disse Vaz aos produtores no momento em que o Governo enfrenta momentos difíceis.

José Mário Vaz põe, assim, em causa, a medida do Executivo, ainda que não promulgada, segundo a qual os estrageiros não podem comprar a castanha directamente junto ao produtor:

“Eu, Presidente da Republica, não promulguei nenhuma lei que põe em causa a intervenção dos mauritanianos, dos chineses e dos indianos no mercado. Se não há lei a proibir estas individualidades de intervirem no mercado, significa que ninguém tem o poder de impedi-las de participarem no mercado”, defende Vaz.

Vários operadores económicos também criticaram a medida do Governo.

Conosaba com Voa/MO

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...