Ministra da Defesa promete mais investimentos para melhorar saúde dos militares e da população


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A ministra da Defesa Nacional afirmou, quinta-feira, que a saúde das populações e dos militares guineenses «não têm preço nem limite de investimento» por parte do Estado.

Estas palavras foram proferidas, em Bissau, por Adiatu Djaló Nandigna na cerimónia de abertura da primeira Conferência Nacional sobre Doença Cardiovascular-Hipertensão.

«A hipertensão tornou-se num fenómeno medonho na nossa sociedade, pois tem custado a vida a milhares de guineenses, deixando muitos com sequelas irreparáveis», assinalou a ministra da Defesa Nacional. Djaló Nandigna ressalvou, por outro lado, que a doença é evitável, desde que sejam tomadas as «devidas precauções».

Segundo especialistas, a hipertensão tem aumentado consideravelmente em África nos últimos anos, em grande parte devido à falta de cuidados alimentares e estilo sedentário de vida.

«PARTIDO DEMOCRÁTICO PARA O DESENVOLVIMENTO» NOTA DE IMPRENSA



Partido Democrático para o Desenvolvimento Nota de Imprensa O clima de tensão existente no país continua a aumentar e a causar uma profunda Crise política no País. 

A razão principal desta crise tem sido, invariavelmente, o difícil relacionamento entre os titulares dos órgãos de soberania e os partidos ali representados, nomeadamente, o Presidente da República, a ANP, o Governo, o PAIGC e o PRS.
Com base nesta premissa, e ainda perante a situação atual do Parlamento, o Partido Democrático para o Desenvolvimento (PDD) reuniu a sua Comissão Política Nacional para debater a questão, analisar as consequências que nos possa causar e propor caminhos relativo ao impasse na ANP, que não tem como ser ultrapassado enquanto se mantiver o caráter ofensivo e violento dos discursos proferidos pelos Senhores Deputados, que não dignam ao país e à sua qualidade de representantes do povo na ANP. 

Não se deixou de ter em conta o estado frágil das instituições democráticas e a vulnerabilidade dos atores políticos a comportamentos antidemocráticos e antiéticos. Facto que se pode comprovar pelo funcionamento institucional do Estado, principalmente ao longo do último ano. 

Teve-se atenção de que o que se está a passar põe em causa o bom funcionamento da democracia e que a inversão da situação exige o comprometimento e responsabilidade político-social de todos os atores – Presidente da República, ANP, Governo, Partidos Políticos (os com assento parlamentar e os que não têm) e a Sociedade Civil. 

O que será possível num considerável período de aperfeiçoamento e consolidação das regras do jogo democrático, possível a partir de uma educação dos seus principais atores, sobre o Estado, os seus valores e dos titulares dos seus órgãos. 

Ainda se tomou em consideração a situação da greve nos sectores da Educação e Saúde, uma das funestas consequências da situação de tensão política em que se vive e que põe em causa os interesses do povo e da juventude, o que agrava ainda mais o seu baixo nível de bem-estar e a probabilidade de o alcançar brevemente. 

Diante do cenário sombrio, constatou-se que pela gravidade do desenrolar da situação política prevalecente no país, que se exacerba cada dia mais, tudo aponta para uma resolução imprevisível, mas em nada abonatória para as conquistas democráticas alcançadas e para a proteção dos dignos interesses dos cidadãos e demais residentes no país; 

Certos da necessidade de mudança de atitude que levará a novo e melhor rumo que terá como principal finalidade a defesa dos direitos fundamentais dos cidadãos, a busca do seu bem-estar, a consolidação da democracia e a reconciliação nacional, o Partido Democrático para Desenvolvimento (PDD), comprometido com a responsabilidade de pensar a Guiné pela positiva e contribuir para o reforço da democracia, exorta o seguinte: 

1. A Sua Excelência Senhor Presidente da República, Dr. José Mário Vaz, que assuma uma postura de Chefe de Estado e garante do bom funcionamento de todas as instituições políticas do país e proponha uma busca séria de melhor caminho; 

2. Aos demais atores políticos, que assumam e aceitem o desafio de dialogarem entre si, colocando temas concretos e delimitando objetivos que se quer atingir, evitando de se escudarem em subterfúgios e mal-entendidos intencionalmente provocados para manter a situação vigente; 

3. O Governo que não continue a se desleixar do seu papel apenas porque está perante crise, e deve providenciar a segurança e ordem pública que hoje estão praticamente abandonadas, o que põem em causa o direito dos cidadãos de viver num clima de paz e estabilidade;
4. Igualmente que se tomem medidas, principalmente, sobre o controle de produtos de primeira necessidade e dos medicamentos, não só quanto aos respetivos custos, como a qualidade em que são colocados no mercado; 

5. À Sociedade Civil uma maior responsabilidade e capacidade de estarem supra partes e, principalmente, que tenha presente, em cada exigência a fazer, que a ponderação e a razoabilidade são fatores chave, sem olvidar a situação estrutural do país. 

6. Como consequência direta e indireta da crise, urge encontrar uma solução para pôr termo às greves nos sectores da Educação e da Saúde, sendo que cada uma das partes não se deve esquecer a sua responsabilidade, embora em graus diferentes, de defender o país e a sua população; 

O Partido Democrático para o Desenvolvimento (PDD) propõe ainda um fórum onde se discutirá, sem preconceitos e numa ampla escala (temporal e social), todas as questões que hoje levam o nosso país ao abismo para que se possa pensar numa redefinição de estratégias não só de relacionamento dos órgãos de soberania entre si, assim como com os partidos políticos e ainda entre estes, a Sociedade Civil, e do próprio desenvolvimento.

 Feito aos quatro dias do mês de maio de 2016

GUINÉ-BISSAU: MALIANO MODIBO TOURÉ É O NOVO ENVIADO DA ONU



Modibo Ibrahim Toure

Economista assume a pasta de representante especial no lugar de Miguel Trovoada; carreira do recém-nomeado inclui postos de alto nível em países como Quénia, Chade, Cote d’Ivoire e Etiópia.

O maliano Modibo Touré foi anunciado esta quinta-feira como o novo representante do secretário-geral das Nações Unidas para a Guiné-Bissau.

Touré também substitui o são-tomense Miguel Trovoada no cargo de chefe do Escritório Integrado da ONU para a Consolidação da Paz no país, que terminou o mandato em abril.

Liderança

Em nota, apresentada pelo seu porta-voz Stephane Dujarric, Ban Ki-moon agradece ao enviado cessante pela liderança e pelas realizações da missão durante o seu trabalho na Guiné-Bissau.

O novo representante é mestre em Gestão de Empresas e licenciado em Economia tendo ocupado o cargo de assessor especial do enviado especial para a Região dos Grandes Lagos, de 2013 a 2015.

Coordenador

Touré já trabalhou em países como Quénia, Chade, Cote d’Ivoire e Etiópia como coordenador residente interino da ONU, chefe humanitário e na liderança do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, Pnud.

A sua carreira inclui cargos de alto nível no Banco Africano de Desenvolvimento, BAD, e como ministro de Novas Tecnologias, Telecomunicações e Correios no Mali.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque/Conosaba


Depois de estudar na Escola Nacional de Administração em Bamako, Modibo Ibrahim Touré começou sua carreira no serviço público como Inspector das Finanças. 

Realizou estudos de pós-graduação nos Estados Unidos e obteve um MBA em 1989 na Universidade de Vanderbilt, no Tennessee. 

Em 1990 trabalhou nas UPS multinacionais dos Estados Unidos (United Parcel Service) como um executivo sénior em planeamento financeiro Divisão de Controles Internos em Nashville.

OPOSIÇÃO NA GUINÉ-BISSAU QUER DERRUBAR GOVERNO DE CARLOS CORREIA COM MOÇÃO DE CENSURA


O PRS, principal partido na oposição da Guiné-Bissau, quer derrubar o Governo com uma moção de censura no Parlamento que há três dias não consegue funcionar por divergências entre os deputados.
 
O vice-líder da bancada parlamentar do Partido da Renovação Social (PRS), Daniel Embaló, apresentou, em voz alta, uma carta que disse conter os fundamentos de um requerimento do seu partido à mesa da Assembleia Nacional Popular (ANP, Parlamento guineense) no qual se destaca a intenção de censurar o Governo do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

Mesmo perante a insistência do presidente em exercício do Parlamento, Inácio Correia, para que parasse com a leitura do alegado requerimento, Daniel Embaló apresentou o documento até ao fim. 

O PRS queria que o requerimento fosse agendado entre os assuntos que iriam ser discutidos na ordem de trabalhos, mas, pelo terceiro dia consecutivo, a sessão foi suspensa sem que a agenda fosse aprovada. 

O partido, que detém 41 dos 102 mandatos no Parlamento guineense acusa o executivo, liderado porCarlos Correia, de 83 anos, de estar a governar "sem o programa de Governo ou Orçamento Geral do Estado aprovados". 

Acusa ainda o Governo de estar "a contrair dívidas em nome do país" sem ter mandato.

Inácio Correia, primeiro vice-presidente do Parlamento e que dirigiu parte dos trabalhos parlamentares de hoje, disse que simplesmente iria ignorar as declarações do dirigente do PRS por serem "desenquadradas". 

De seguida deu por encerrada a sessão e, ato contínuo, mandou evacuar a sala da plenária com recurso aos elementos da Guarda Nacional. 

Inácio Correia sustentou a decisão com o facto de, em ocasiões passadas, alguns deputados terem permanecido no local mesmo depois do encerramento formal da sessão, o que disse, contraria a lei.


Lusa/conosaba/MO

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...