Conselho de Segurança deixa Bissau com apelos à estabilidade



A missão do Conselho de Segurança da ONU que ontem visitou a Guiné-Bissau pediu aos líderes guineenses que respeitem o quadro institucional para que o país saia do impasse político e obtenha estabilidade.

Ismael Martins, o chefe da delegação do Conselho de segurança das Nações Unidas que se deslocou a Bissau, deixou o país com um apelo à normalidade institucional e à estabilidade política.

Após as audiências com dirigentes e responsáveis políticos, o diplomata angolano nas Nações Unidas sublinhou ser imperativo que o país tenha “um Governo que governe, um Parlamento a exercer de forma cabal o seu papel.” Martins considera que o sentimento dos membros da delegação é que “saímos com a sensação de que com um pouco mais de paciência, de procura, de abertura, encontraremos uma saída.

Apesar da curta duração da estada, a delegação encontrou-se com os líderes dos dois principais partidos guineenses, o PAIGC e o PRS, com o presidente José Mário Vaz mas também com missões diplomáticas e organizações da sociedade civil.

Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC, reitera a importância de cumprir com as leis e com o mandato popular.

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Refira-se que o chefe-de-Estado guineense continua a recusar aceitar a perda de mandato no parlamento dos 15 deputados expulsos do PAIGC que ameaçaram provocar a queda do actual governo, um executivo que sucedeu ao de Domingos Simões Pereira. O Parlamento guineense tem estado assim paralisado há mais de um mês.

Do encontro com o presidente guineense, Ismael Martins reteu o facto de José Mário Vaz ter reafirmando que “ninguém está acima da lei” na Guiné-Bissau. A delegação do Conselho de Segurança da ONU, sob presidência angolana desde a semana passada, já esteve no Mali e deslocou-se para o Senegal depois da etapa guineense. RFI

ANGOLA, MOÇAMBIQUE E BRASIL "VETAM" PORTUGAL NA CPLP



Em causa a presidência rotativa da organização.

Os governos do Brasil, Angola e Moçambique não querem que Portugal ocupe a presidência rotativa da Comunidade dos Países da Língua Portugal CPLP, na cimeira que vai decorrer em Julho.

O Brasil foi o primeiro país a vetar Portugal por considerar que Lisboa não teve presidir a organização, em virtude de ser o país onde está a sede da CPLP.

De acordo com o jornal português Sol, Portugal já disse não estar disposto a abdicar da presidência executiva da Comunidade.

O argumento do Brasil, Angola e Moçambique é de que por acolher a sede da CPLP, Portugal devia abdicar de ocupar a presidência executiva rotativa.

O vice-presidente angolano Manuel Vicente falou do assunto com o ministro português Augusto Santos Silva, que recusa totalmente a pretensão dos três países e exige que seja Portugal a assumir a presidência na próxima cimeira da CPLP.

No seu primeiro acto público a avançar com as linhas principais da política externa do novo Governo,Santos Silva deu imediatamente o sinal de que Portugal rejeita a pressão de Brasil, Angola e Moçambique, que já tinha sido comunicada há algum tempo por via diplomática. 

“A Comunidade de Países de Língua Portuguesa está no topo das nossas prioridades. Em particular, neste ano de 2016, em que se celebrarão os 20 anos da sua fundação, em que se espera a aprovação da sua nova visão estratégica e em que cabe a Portugal apresentar a candidatura ao cargo de secretário(a) executivo(a)”, disse o ministro português durante um seminário para os quadros do seu ministério. 

Fontes diplomáticas angolanas acreditam que essa posição, se existiu, foi a título pessoal, como forma de pressão de Manuel Vicente sobre as autoridades portuguesas, por causa do processo de corrupção em que poderá estar envolvido.

A nomeação do próximo secretário executivo da CPLP será também uma das primeiras missões diplomáticas de Marcelo Rebelo de Sousa como Presidente de República, ele que tem uma especial dedicação ao universo lusófono.

Ao longo da campanha presidencial, deu indicações que privilegiará o estreitamento de relações com os países de língua portuguesa.

Até agora, nenhum dos quatro governos se mostrou disponível para reagir a esta notícia.

voaportugues.com/Conosaba/MO

GUINÉ-BISSAU MOSTRA OFERTA TURÍSTICA EM GUIA



À descoberta da Guiné-Bissau”, é o novo guia turístico do país lançado no âmbito da BTL, em cerimónia presidida pelo ministro guineense do Turismo e Artesanato, Malam Djaura.

Trata-se de um trabalho elaborado por Joana Benzinho e Marta Rosa em nome da ONG Afectos com Letras, financiado pela União Europeia e com o apoio do Ministério do Turismo e do Artesanato da Guiné-Bissau. As receitas da venda do guia, disponível em português, francês e inglês, serão revertidas para a promoção de um turismo sustentável e solidário no país.

Segundo Malam Djaura, “este documento pode ser um instrumento importante para o desenvolvimento e divulgação das potencialidades e oferta turísticas da Guiné-Bissau”,prometendo que será constantemente actualizado.

Este guia, de acordo com o co-autora, Joana Benzinho vai servir não só os estrangeiros que visitam a Guiné-Bissau, como aos seus habitantes, que têm “um desconhecimento enorme do seu país”.

À descoberta da Guiné-Bissau” mostra a grande diversidade do país com um mosaico de mais de 20 etnias numa população de 1,5 milhões de pessoas, revisita a história, os locais mais importantes, culturais e ambientais, as tradições daquele país africano, com destaque para o eco turismo, uma das apostas da Guiné-Bissau.

Os parques naturais, a grande diversidade de fauna e flora, o arquipélago dos Bijagós, que obteve o estatuto de reserva ecológica da biosfera da Unesco em 1996, bem como um conjunto de informações úteis, constam do documento que tem 160 páginas.


turisver.com/Conosaba/MO
















CONSELHO DE SEGURANÇA TERMINA VISITA A BISSAU



Membros da delegação do Conselho de Segurança visitaram esta segunda-feira a Guiné-Bissau.

O embaixador de Angola junto às Nações Unidas, que este mês preside o órgão, disse que deve haver mais atenção dos partidos à situação de impunidade e ao respeito de normas no país.

Ismael Martins falou à Rádio ONU, de Dacar, no Senegal antes de retornar para Nova Iorque. O diplomata considerou possível um “entendimento para encontrar formas para o país viver”.

O representante falou do impasse político que dura há vários meses, para o qual a população demonstra“maturidade” apesar de “estar a ficar impaciente”.

Para resolver o impasse, o diplomata não descarta a adaptação ao cenário actual das tarefas do Escritório da ONU de Estabilização da Guiné-Bissau, Uniogbis, cujo novo mandato iniciou este mês.

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...