LÍBIA APELA SOLUÇÃO PACIFICA PARA A CRISE GUINEENSE


Fathi Attebawi
O encarregado de negócios da Embaixada da Líbia na Guiné-Bissau manifestou a forte vontade do seu governo em ver «resolvida de forma pacífica a crise política» no país.

Após um encontro com o Presidente da República José Mário Vaz, em Bissau, Fathi Attebawi disse ser «portador de uma mensagem de paz do chefe de Estado líbio» dirigida ao homólogo guineense.

Depois, acrescentou que durante a reunião aproveitou para reafirmar as relações de amizade entre as duas nações e agradeceu o apoio da Guiné-Bissau ao seu país, que, neste momento, «também atravessa uma situação política muito complicada».
«A Líbia e a Guiné-Bissau enfrentam semelhantes problemas políticos, sociais e económicos», finalizou o diplomata

PORTUGUESA CONSTRÓI ALDEIAS SOLARES NA GUINÉ-BISSAU


Inês Rodrigues recebeu o galardão eco-cidadã. Fotografia:D.R.

O projecto ‘Tabanca Solar’, desenvolvido por Inês Rodrigues, venceu a 7ª edição do Prémio Terres de Femmes Portugal.

Inês Rodrigues constrói aldeias solares na Guiné Bissau, e a energia consumida é conseguida por uma lâmpada, forno, desidratador e painel solar. Este projecto ‘Tabanca Solar’, venceu a 7ª edição do Prémio Terres de Femmes Portugal, iniciativa que todos os anos destaca um projecto em curso levado a cabo por uma mulher portuguesa, anunciou quarta-feira, em Lisboa, a Fundação Yves Rocher.

O “Tabanca Solar” surgiu no âmbito da actividade de Inês Rodrigues enquanto professora e formadora, confrontada com as histórias de vida de alguns alunos oriundos de países africanos. A partir dessas histórias, idealizou um conceito de aldeia solar onde a iluminação das casas, a confecção das refeições e a conservação dos alimentos dispensasse qualquer tipo de fio eléctrico.

Através da simples reutilização de garrafas de água, Inês Rodrigues conseguiu iluminar as habitações de duas aldeias da Guiné, como se de lâmpadas de 50W se tratassem.

Para evitar acidentes domésticos causados pela utilização de fogo e panelas no chão, bem como o abate diário de árvores para obtenção de madeira, Inês criou também um forno solar que permite confeccionar uma refeição para uma família de cinco pessoas em cerca de uma hora.

Com o objectivo de dar resposta à falta de meios de conservação alimentar, o que resulta na escassez de provisões para a população, o projecto de Inês Rodrigues criou ainda um desidratador solar, equipamento que permite a secagem e conservação de frutas e legumes sem que estes percam as suas qualidades e valores proteicos durante o período de dois anos,

Recorrendo à energia solar, Inês trabalhou também na criação de um sistema fotovoltaico que permite iluminar centros de saúde e escolas, permitindo a assistência à população durante a noite, bem como a alfabetização após a jornada de trabalho.

Para executar o seu projecto, Inês Rodrigues criou a Educafrica, Organização Não Governamental à qual preside, cujos voluntários estudam e desenvolvem soluções para problemas reais diagnosticados na Guiné-Bissau, país onde posteriormente são implementadas.

O galardão de eco-cidadã foi assim entregue a Inês Rodrigues, e ao seu projecto inovador, bem como um prémio pecuniário no valor de 10 mil euros. Agora o projecto entra na corrida ao Prémio Internacional que disputará com outros oito países, bem como ao Prémio do Público, no valor de 5 mil euros, sujeito a votação online, de 9 a 27 de março.

Menção especial

O projecto ‘Cabaz de Peixe’, da autoria da bióloga Catarina Grilo, recebeu também uma menção especial no valor de três mil euros.

Este projecto está a ser desenvolvido em Sesimbra e pretende, através do envolvimento das comunidades piscatórias na comercialização do produto da sua actividade, reduzir o desperdício de peixe ao mesmo tempo que disponibiliza ao consumidor um produto de origem local a um preço mais reduzido.

Ao comercializar o peixe sob a forma de cabaz, com a particularidade do consumidor receber regularmente uma quantidade fixa de pescado, o projecto de Catarina Grilo permite que espécies desconhecidas da população e com baixo valor comercial sejam assim aproveitadas de forma ambientalmente eficiente.

As dezenas de projectos submetidos à 7.ª edição do Prémio Terre de Femmes Portugal foram avaliados por um Júri nacional independente constituído por representantes da Liga para a Protecção da natureza (LPN); Inspecção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território; e Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL).

Criado há 15 anos pela Fundação Yves Rocher, o Prémio Terre de Femmes visa distinguir, dar visibilidade e apoiar financeiramente projectos de mulheres eco-cidadãs que trabalham por uma pegada cada vez mais positiva.

dinheirovivo.pt/Conosaba/MO

BISSAU ACOLHE ATELIER REGIONAL SOBRE INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO DO VALOR ECONÓMICO DOS ECOSSISTEMAS


Seco Cassamá
Mais de 20 técnicos da Convenção para a Cooperação e desenvolvimento do Meio Ambiente Marinho e Costeiro da África Ocidental, Central e Austral encontram-se reunidos em Bissau, no Atelier sobre Instrumentos de Avaliação do Valor Económico dos Ecossistemas organizado pela Secretaria de Estado do Ambiente.

Ao presidir o ato, o Secretario do Estado do Ambiente afirmou que a zona costeira e marinha que constitui a Convenção de Abidjan e as suas bacias hidrográficas estão dispostas a um grande risco proveniente das actividades antrópicas inadequadas, como a agricultura, indústria, turismo, mineiras e petrolíferas provocando várias formas de degradação ambiental ao nível da zona. 

Seco Cassamá,  aponta como solução criar condições necessárias por forma a dotar os países de políticas, estratégias e planos de acções para fazer face os actos nefastos de forma coordenada e inteligente permitindo criar condições para um desenvolvimento sustentável dos países componentes da Convenção. 

O governante indica que as três Correntes Marinhas da eco-região nomeadamente Canárias, Golfo da Guiné e Benguela, são um dos ecossistemas mais produtivos do mundo e a sua riqueza baseia-se fundamentalmente em recursos pesqueiros, reservas de petróleo, gás natural, minerais preciosos. E, em termos de assentamentos demográficos, albergando mais de 300 milhões de habitantes cuja maioria o seu bem-estar depende directamente dos recursos existentes nessas zonas costeiras e marinhas que segundo disse devem ser protegidas ao melhor aproveitamento pelas populações da zona marinha e costeira.  

De relembrar que, a Guiné-Bissau faz parte dos 22 países signatários da Convenção de Abidjan, cujas acções de reforço de capacidades, deram início esta quarta-feira devendo prolongar-se até ao dia 06 de Março, com propósito de dotar os participantes e aos agentes responsáveis da Contabilidade Pública de instrumentos e métodos que permitam avaliar regularmente o valor económico dos ecossistemas nos respectivos países.

PORTUGAL VAI APOIAR GUINÉ-BISSAU NO DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO



Portugal e a Guiné-Bissau assinaram hoje um acordo de cooperação na área do Turismo, que visa o apoio ao desenvolvimento do sector daquele país, mas que também poderá ser útil na promoção da expansão dos grupos portugueses.

O acordo foi assinado pelo ministro da Economia português, Manuel Caldeira Cabral, e pelo ministro do Turismo e Artesanato da Guiné-Bissau, Malam Jaura, na BTL - Feira Internacional de Turismo, em Lisboa.

Este "é um protocolo em que um país como Portugal, que tem já uma experiência muito grande no Turismo, vai poder ajudar a Guiné-Bissau a desenvolver a oferta turística. Sabemos que não é fácil, mas sabemos que São Tomé, por exemplo, conseguiu desenvolver uma oferta turística muito interessante e a Guiné-Bissau tem uma natureza generosa, interessante", explicou o ministro da Economia.

Manuel Caldeira Cabral exemplificou que, neste sentido, "há espaço na área da formação" "na área da promoção" do destino, por exemplo.

"Os portugueses podem ajudar e as nossas estruturas estão mais desenvolvidas, as nossas escolas de turismo, felizmente, são muito boas e é nesse âmbito que penso que poderá haver uma cooperação interessante com a Guiné-Bissau", acrescentou o ministro da Economia.

O Turismo "tem sido para muitos países uma porta para o desenvolvimento e não vejo porque no futuro não seja também uma das portas para a Guiné-Bissau, um dos aspectos em que a sociedade se poderá desenvolver e criar riqueza", disse.

Questionado se esta cooperação poderá também ajudar na internacionalização das empresas portuguesas, o governante português afirmou que: "A longo prazo pode ser".

"Também pode ser interessante para Portugal no desenvolvimento de projectos com vários outros países africanos, também podemos aprender a promover a cooperação e a expansão dos nossos grupos para outras partes do mundo", acrescentou Manuel Caldeira Cabral.

Já o ministro da guineense lembrou que "a relação entre Portugal e a Guiné-Bissau tem tido uma evolução constante" e que este acordo de cooperação resulta disso.

"É um acordo para cinco anos e que contempla uma colaboração, que prevê a troca de informação e experiências entre as duas instituições [ministérios] e que prevê igualmente o apoio que Portugal poderá dar-nos em participar e capacitar-nos nas organizações internacionais. Portanto, um acordo abrangente que, efetivamente, será um instrumento importantíssimo para o desenvolvimento do setor turístico da Guiné-Bissau", afirmou Malam Jaura.

Lusa/Conosaba

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...