«EXCISÃO FEMININA» PRATICAS DO FENÓMENO VOLTARAM A AUMENTAR NA GUINÉ-BISSAU


Fatumata Djau Baldé

Bissau, 29 Fev 16 (ANG) – A Presidente do Comité Nacional para o Abandono das Praticas Nefasta à saúde da Mulher e Criança denunciou o aumento da excisão feminina no pais, que apesar de ser nociva à saúde humana tem sido rentável para as praticantes.

Em entrevista a RDP/África, Fatumata Djau Baldé disse que as fanatécas que viviam dessa actividade beneficiaram de um fundo para em troca abandonaram tais praticas voltaram a pegar nas suas facas.

Essas mulheres simplesmente pegaram nesse dinheiro e usaram-no para outros fins e retomaram as práticas que assumiram ter abandonado”, contou.

Conforme Djau Baldé, aumentou-se o número de fanatécas no país, porque outras pessoas com coragem para exercer esta prática nociva à saúde da mulher, mas sem preparação, simplesmente assumiram essa actividade sem serem originárias de uma família de fanatécas.

A prática de excisão feminina foi proibida por lei mas ultimamente um grupo de crentes muçulmanos tem estado a lutar contra aplicação dessa lei com promoções de campanhas de sensibilização das autoridades inclusive o parlamento para que a proibição seja anulada.

Segundo os Inquéritos aos Indicadores Múltiplos (MICS) , promovido pelo Governo e Nações Unidas, em 2010 a excisão feminina afectava metade (50 por cento) das mulheres da Guiné-Bissau com idades entre os 15 e os 49 anos, mas em 2014 esse nível desceu para 45 por cento.

ANG/FGS/ÂC/SG\\Conosaba/MO

«TURISMO» GUINÉ-BISSAU PRESENTE NA FEIRA INTERNACIONAL DE LISBOA


Malam Djaura
Bissau, 29 Fev (ANG) – A Guiné-Bissau vai marcar presença na Feira internacional de Lisboa vulgarmente denominada "Bolsa Turística de Lisboa" (BTL), que se realiza de 2 ao 6 de Março, na capital portuguesa. 

Segundo uma nota de imprensa do ministério do Turismo e Artesanato enviada esta segunda-feira à Agência de Notícias da Guiné, a delegação guineense vai ser chefiada pelo titular da pasta do Turismo e Artesanato, Malam Djaura , integrando alguns responsáveis daquela instituição.

Guiné-Bissau vai ocupar no certame um Stand de 18 metros quadrados, para mostrar o grande potencial turístico, cultural, social, económico e natural que dispõe, focalizado na aposta do governo em inserir o país nos mapas turísticos mundiais.

Nesse sentido, o Ministério do Turismo e Artesanato leva na bagagem uma diversificada gama de amostras sobre o eco turismo e a biodiversidade, tendo as ilhas Bijagós como principal produto turístico a representar como pontos fortes e diferenciador dos outros. 

De acordo com o programa nacional, o auge da presença do país, durante a Feira Internacional de Lisboa será marcado com a assinatura de um protocolo de cooperação no domínio do turismo entre Malam Djaura e seu homólogo português e o lançamento do Guia Turístico “À Descoberta da Guiné-Bissau”.

Malam Djaura deverá ainda promover uma conferência sob o tema “Potencialidades Turísticas da Guiné-Bissau”. 

A ocasião vai permitir ao governo guineense projectar uma imagem positiva do país num ambiente cultural a ser animado pelo grupo cultural Netos de Bandim.

“A BTL é considerado o ponto de encontro entre Portugal e os países da comunidade da língua portuguesa, uma oportunidade de promoção e divulgação de produtos da Guiné-Bissau, e um excelente espaço para atrair homens de negócios e investimentos dentro dos mercados ocidentais, americanos e asiáticos”, refere a nota. 

ANG/JD/ÂC/SG\\Conosaba

«PAIGC» PARTIDO NO PODER NA GUINÉ-BISSAU REJEITA PROPOSTA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA PARA RESOLVER CRISE




O PAIGC, partido no Governo na Guiné-Bissau, endereçou ontem uma carta ao Presidente da República,José Mário Vaz, em que rejeita a proposta de acordo para resolver a crise política no país.

Segundo Manuel dos Santos, membro do bureau político do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), a proposta apresentada pelo chefe de Estado "é inaceitável".

"Aquele tipo de acordo parece-se muito com acordos celebrados depois de golpe de Estado, pactos de transição. Nós não estamos em transição nenhuma, há legalidade que está de pé, há um Presidente da República, há um Governo, existe uma Assembleia que funciona", frisou.

O dirigente disse ainda que não se deve esquecer o facto de existir uma força política "que ganhou as eleições legislativas com uma maioria absoluta".

Para o PAIGC, a proposta do chefe de Estado "apenas levou em conta" as ideias dos 15 deputados do partido, expulsos da militância e do Parlamento, bem como as ideias do Partido da Renovação Social (PRS), que lidera a oposição, e "eventualmente" as opiniões da Presidência da República, disse Manuel dos Santos.

O membro do bureau político defendeu que Vaz "não tomou em conta" as opiniões defendidas pelo PAIGC, pelo Parlamento e por outras forças vivas da Nação, chamadas para encontrar soluções para a crise.

Confrontado pela Lusa com o facto de o PAIGC não ter apresentado nenhuma proposta, Manuel dos Santos disse que o seu partido não se exprimiu, mas ressaltou que o parlamento apresentou uma proposta concreta que não foi levada em conta pelo Presidente.

Juntamente com a carta de rejeição do acordo político apresentado pelo chefe de Estado, o PAIGC endereçou uma contraproposta em que defende que a saída da crise deverá passar pela "observância rigorosa das leis a serem ditadas pelos tribunais".

O Presidente da Guiné-Bissau apresentou na quinta-feira uma proposta para que fosse anulada a expulsão de 15 deputados do PAIGC, que o partido afastou por pretenderem juntar-se à oposição para formar um novo Governo.

Na mesma proposta, Vaz defende que o actual Governo devia tomar medidas no sentido de gerar consenso acerca dos seus planos de governação.

A Assembleia Nacional Popular (ANP, parlamento guineense) aguarda por uma decisão do Tribunal da Relação sobre a validade da perda de mandato dos 15 deputados contestatários do PAIGC.

Lusa/Conosaba/MO

EMBAIXADA DA GUINE BISSAU EM PARIS

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...