MATCHU VENCE A CORRIDA DE “SÃO SILVESTRE BISSAU 2015”


O jovem atleta de Caió, Gonsalves Olímpio da Silva (Matchu) venceu no passado domingo, 03 de janeiro de 2016, a edição de “São Silvestre Bissau 2015” com um tempo de 35 minutos e 52 segundos, levando prémio de um milhão (1 000 000) de francos CFA.
A iniciativa é da empresa “MMN Company” em colaboração com a Federação de Atletismo da Guiné-Bissau (FAGB) e contou com a participação de duas centenas de atletas que percorreram 10 quilómetros, ou seja, de Djal (antes de Safim) a Praça dos Heróis Nacionais (império).
O vencedor da prova, o jovem nortenho Matchu de 18 anos de idade esteve sempre nos cinco primeiros atletas nesta corrida. Ficou a frente dos seus colegas a 3 quilómetros antes da meta e cortou-a sem qualquer pressão dos perseguidores, nomeadamente Alexandre Djata e Braima Candé, segundo e terceiro lugar respectivamente com 36 minutos e 25 segundos e, 36 minutos e 50 segundos. Estes dois últimos, ambos vencedores de duas edições da Meia maratona de Bissau.
No sector feminino, a atleta Domingas Monteiro foi a primeira mulher a cortar a meta e levou um prémio de 200 mil francos CFA, seguida pela veterana da modalidade – Domingas Togna e Segunda Morreira.
O evento, que devia ter lugar no dia 29 de Dezembro passado e que se realizou hoje, contou com a presença dos membros do governo e das empresas patrocinadoras da prova de “São Silvestre de Bissau 2015”.
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DIPLOMATAS LUSÓFONOS ABORDAM LIVRE CIRCULAÇÃO DE PESSOAS NA CPLP


Bandeiras dos países de língua portuguesa. Foto: CPLP

Embaixadores de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique citam vantagens de uma eventual supressão de vistos em entrevista à Rádio ONU; São Tomé e Príncipe aboliu vistos para cidadãos do bloco; Portugal tem intenção de possibilitar a facilitação de entradas de cidadãos do bloco.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Diplomatas que representam países de língua portuguesa nas Nações Unidas disseram que estão a favor da facilitação da circulação ou de residência nos Estados-membros do bloco.

Em Setembro entrou em vigor o Acordo sobre a Concessão de Visto para Estudantes Nacionais dos Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, após a sua ratificação por Cabo Verde.

Economias

No mês seguinte, São Tomé e Príncipe suprimiu vistos para cidadãos do bloco.

Falando à Rádio ONU, de Luanda, o embaixador de Angola junto à ONU, Ismael Martins, citou os possíveis ganhos para as economias de toda a CPLP com a adopção da medida para passaportes comuns.

“Com São Tomé e Príncipe, a situação no tocante à relação de circulação entre países não é dificultada mas fácil. No tocante a Cabo Verde também. O principal problema tem sido em relação a Portugal. É preciso passar da facilitação dos cidadãos detentores de passaportes diplomáticos para todos os outros, sobretudo os empresários que são os principais criadores de riqueza nas nossas economias.”

Circulação e Residência

Recentemente, o primeiro-ministro de Portugal, António Costa, sugeriu o fim da necessidade dos vistos e o estabelecimento da livre circulação e residência para cidadãos lusófonos.

O embaixador da Guiné-Bissau junto à ONU, disse que cidadãos guineenses e seus familiares “em número significativo” encaram dificuldades de movimentação em nações da CPLP.

“Muitas vezes pretendem ir em visitas e têm obstáculos para entrar em Portugal, esse é apenas um exemplo. Também temos cidadãos em vários países da CPLP. Esse tipo de intercâmbio seria importante para permitir a livre circulação entre as pessoas, o intercâmbio nos domínios cultural, académico e outros. É claro que o nosso país, estando nesta situação ainda difícil e de relativa instabilidade, talvez não tenha essa como a prioridade das prioridades. Mas é claro que as autoridades darão atenção especial num momento certo.”

Aspectos Sensíveis

Para Moçambique uma decisão coordenada para abolir vistos entre países lusófonos deve ter em conta alguns “aspectos sensíveis” que precisam de paciência.

O embaixador António Gumende louvou a iniciativa de São Tomé e Príncipe, mas afirmou que uma implementação da medida em todo o bloco vai levar tempo.

“Acima de tudo é preciso que os países, em conjunto, encontrem as formas e os mecanismos mais adequados que respondam aos seus processos internos e que possam servir de uma alavanca para o desenvolvimento que todos almejam dentro do grupo. Portanto, isto não pode ser visto de forma separada mas como parte de um contributo para o objectivo mais geral que é a construção do bem-estar nos países-membros da CPLP.”

O acordo sobre a vistos para estudantes dos países-membros da CPLP passou a valer após a sua ratificação por Cabo Verde, que se seguiu a Timor-Leste e Portugal.

GUINÉ-BISSAU: EMBAIXADOR DIZ QUE FIM DE DIVERGÊNCIAS VAI ACELERAR DOAÇÕES


João Soares da Gama na Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Amanda Voisard

Representante do país na ONU falou dos limites da comunidade internacional para aguardar entendimento entre políticos; João Soares da Gama defende participação de cidadãos em diálogo em prol da estabilidade.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O embaixador da Guiné-Bissau junto às Nações Unidas disse que ultrapassar as divergências entre as suas instituições nacionais vai fazer com que o país receba rapidamente os fundos prometidos pelos doadores em 2015.

As declarações de João Soares da Gama foram feitas em entrevista de resumo do ano à Rádio ONU, de Bissau.

Avanço

O diplomata explicou que a falta de aprovação pelos deputados do programa do novo governo liderado pelo primeiro-ministro Carlos Correia, em dezembro, pode ter impacto no avanço guineense.

“Será importante que essas diferenças sejam de facto ultrapassadas no sentido de ser aprovado o programa do governo, que está em forja neste momento, para podermos obter os fundos prometidos aquando da Mesa Redonda de Bruxelas. Teremos de fazer esforços complementares nacionais para que a comunidade internacional entenda que há diálogo, estabilidade e que o governo será capaz de absorver esses fundos jamais prometidos pela comunidade internacional.”

Queda do Executivo

O chefe de executivo guineense foi nomeado em outubro na sequência de dois meses sem governo no país, após a queda do elenco chefiado por Domingos Simões Pereira.

A conferência internacional de abril, onde foram aprovados os fundos para os planos de desenvolvimento guineense até 2020, também foi apoiada pelas Nações Unidas.

“US$ 1,5 bilião é um dinheiro muito importante para o nosso país. A ser implementado, com programas sérios e projetos, seria capaz de transformar de uma vez por todas a Guiné-Bissau com base no plano operacional estratégico Terra Ranka. Espero bem que todos os guineenses contribuam para que haja um entendimento, a paz e um diálogo que deve ser permanente.”

Políticos e Cidadãos

O diplomata disse que o mundo continua a acompanhar a situação política da Guiné-Bissau e que, além dos políticos, os cidadãos guineenses devem contribuir para uma estabilidade permanente.

Para Soares da Gama, os meses sem governo podem ser recuperados se forem removidos obstáculos entre atores políticos locais, que devem ter consciência de que “a comunidade internacional não vai continuar a esperar que se entendam”.

"GUINÉ-BISSAU CONTINUA FRÁGIL", DIZ EMBAIXADOR


João Soares da Gama. Foto: ONU/Evan Schneider

O representante permanente da Guiné-Bissau junto às Nações Unidas disse que o seu país está determinado a agir para afastar a tendência de ser visto como uma nação “instável e com problemas”.

O embaixador João Soares da Gama disse à Rádio ONU que “a fragilidade continua bem patente”com as persistentes diferenças entre as autoridades nacionais.

O novo executivo tenta refazer um programa, que em Dezembro teve a primeira proposta rejeitada pelo Parlamento. De agosto a Outubro, o país não teve governo.

O diplomata disse que durante esse período não houve interlocutores válidos com a comunidade internacional, uma situação que “prejudicou a Guiné-Bissau”. As Nações Unidas acompanharam o processo e apelaram ao diálogo.

A Guiné-Bissau é o segundo país mais vulnerável aos efeitos das mudanças climáticas após o Bangladesh. O embaixador fala do impacto do Acordo de Paris sobre o tema e do contributo nacional para as adaptações.

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...