PRISÃO PREVENTIVA PARA UM DOS DETIDOS POR HOMICÍDIO DE GUINEENSE EM ESPANHA



Um dos três detidos no caso do homicídio de um cidadão da Guiné-Bissau de 41 anos, ocorrido na madrugada de 25 de dezembro na localidade espanhola de Roquetas de Mar, Almería, foi colocado em prisão preventiva.

Fontes do Tribunal Superior de Justiça da Andaluzia (TSJA) disseram à agência de notícias espanhola Efe que outros dois homens aguardarão julgamento em liberdade, mas comparecendo periodicamente no tribunal de instrução local.

Os três homens, moradores em Roquetas de Mar, foram hoje de manhã presentes a tribunal depois de terem sido detidos na quarta-feira muito próximo do local do crime.

O delegado do Governo na Andaluzia, Antonio Sanz, indicou na passada quinta-feira em conferência de imprensa em Sevilha que a operação continua em curso, pelo que não se descarta a detenção de outros envolvidos no homicídio.

O guineense Amisau Méndez foi esfaqueado na madrugada de 25 de dezembro durante uma discussão no trânsito na rua Valle de Orotava, no bairro Cortijos de Marín, de Roquetas de Mar.

A Guardia Civil montou no local um dispositivo que chegou a contar com 150 agentes, já que após o crime, ocorreram distúrbios que resultaram na detenção de quatro pessoas por partirem montras ou atacarem agentes da Guardia Civil e da polícia do município de Almería.

Lusa/conosaba/MO

RESOLUÇÃO FINAL DA VIII REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO BUREAU POLÍTICO DO PAIGC


BUREAO POLÍTICO DO PAIGC RENOVA CONFIANÇA AO DSP A MANTER-SE FIRME E DETERMINADO NA CONDUÇAO DOS DESTINOS DO PAIGC NA LINHA QUE VEM IMPRINMINDO DESDE VIII CONGRESSO REALIZADO EM CACHEU

O Bureau Político (BP) do PAIGC reuniu-se, no Salão Nobre “Amílcar Cabral” da Sede Nacional do Partido, no dia 28 de Dezembro de 2015, na sua VIII sessão extraordinária, presidida pelo Camarada Domingos Simões Pereira, Presidente do Partido, tendo aprovado por unamidade uma agenda de trabalhos onde constava um único ponto; 

Análise da situação política à luz da votação do Programa do Governo na ANP; 
O início dos trabalhos foi marcado com uma intervenção do Presidente do PAIGC que explicou em linhas gerais todo o processo que antecedeu a sessão plenária da Assembleia Nacional Popular, nomeadamente a efectivação das Jornadas Parlamentares, a VII Reunião Extraordinária do Bureau Político, bem como os alertas jurídico-políticos lançados quando solicitou uma votação clara que evitasse eventuais e desfazadas interpretações jurídicas sobre a votação do Programa do Governo.
Seguiu-se um intenso debate e no final das diferentes intervenções de 71 dirigentes presentes e no uso das suas competências estatutárias o Bureau Político delibera nos termos da alínea b) do artigo 32º dos Estatutos:

Mandatar o Presidente do PAIGC e a Comissão Permanente do Bureau Político para adoptarem medidas conducentes à viabilização do Programa do Governo e a governabilidade do país até o final da presente IX Legislatura;

Exortar o Conselho Nacional de Jurisdição à prosseguir na via da aplicação de medidas disciplinares na sequência da Resolução da VII Reunião Extraordinária do Bureau Político de 19 de Dezembro de 2015, na qual se apelou ao cumprimento estricto da disciplina de voto, cuja inobservância se configuraria como um acto de traição política, conduzindo a auto-exclusão do Partido, em conformidade com o estatuído nos artigos 55º, conjugado com os artigos 100º a 103º dos Estatutos do PAIGC;

Convocar a reunião do Comité Central no mais breve espaço de tempo a fim de se debruçar sobre a actual situação política vigente no país;

Consultar o Comité Central para se debruçar sobre um eventual retorno do Programa do Governo à ANP, de acordo com a decisão da Mesa em relação ao requerimento apresentado pela Bancada Parlamentar do PAIGC;

Encorajar o Presidente do Partido a manter-se firme e determinado na condução dos destinos do PAIGC na linha que vem imprimindo desde o VIII Congresso realizado em Cacheu;

Aprovar uma Moção de Solidariedade para o Presidente do PAIGC e para o 1º Vice-Presidente e Primeiro-Ministro;

Expressar um voto de um rápido restabelecimento ao Presidente da ANP e elogiar a sua firme e esclarecida condução dos destinos do Parlamento guineense;

Realçar a grande e responsável militância e um elevado espírito de camaradagem que caracterizaram os debates abertos e francos no decurso da VIII Reunião Extraordinária do Bureau Político.
Feito em Bissau aos 28 dias do mês de Dezembro de 2015,
O Bureau Político do PAIGC

SISTEMA POLITICO É O EPICENTRO DOS PROBLEMAS DA GUINÉ-BISSAU


O Presidente do Partido da Unidade Nacional (PUN), Idriça Djaló, disse que o sistema politico da Guiné-Bissau é o epicentro dos problemas no país que necessita de profundas reformas.
Numa conferencia de imprensa realizada em Bissau no passado 30 de Dezembro, Ideriça Djaló disse que sistema politico numa democracia respeitável, ela é que ordena o sistema.
Mas se o sistema politico está podre, corrupto e criminoso, Idriça Djaló questiona, como se pode ter umas forças armadas republicanas? uma justiça isenta e eficaz? um desenvolvimento e a estabilidade das empresas?
Enquanto houver essa implicação continua entre sistema politico e setor privado, baseado na corrupção e na pilhagem dos fundos públicos, não se pode sonhar com estabilidade .
Por isso mesmo, segundo Djaló, o epicentro dos problemas do País, não é forças armadas, nem sistema judicial, nem setor privado, mas sim, o coração do sistema que é o sistema politico. O mesmo que representa o perigo da segurança dos guineenses de forma individual e coletiva.
É este sistema paradoxalmente cujo a missão é de organizar o país que se transformou num monstro e num cancro a minar completamente a Guiné-Bissau.

Para o líder do PUN, a génese do conflito político militar de 98 e que culminou com a guerra civil foi essencialmente política e o envolvimento militar e das forças estrangeiras não deixou transparecer a responsabilidade do sistema político.
“Foi com esta crise que se deu início a uma prática nefasta no país e os responsáveis políticos começaram a perceber que era possível derrubar com o apoio das Forças Armadas ou outras a Ordem Constitucional”, declarou o líder do PUN.

Quanto ao chefe de estado, Idriça Djaló teceu duras criticas ao José Mário Vaz, afirmando que ele não compreende o seu papel enquanto presidente da republica. Porque José Mário Vaz  é uma confusão permanente desde que ganhou as eleiçõs, não consegue dissipar a sua pessoa enquanto cidadão particular e a instituição que ele dirige. Auto-intitulando-se de lavrador, acusador publico e mais... Tudo menos cumpridor do que está plasmado na constituição.

Djaló numera um terceiro elemento que para ele é de bastante preocupação, ou seja,  o passado do PR como acusado na justiça no quadro de inquérito de um desvio de 12 milhões de Dollares oferecido por Angola. 
Nessa base, politicamente conforme Djaló, em termos morais PAIGC nunca devia ajudar um cidadão desse passado para um cargo tão soberano. Porque ainda continua acumulando processos, pois em Abril entrou no tribunal mais um processo contra PR movido pelos empresários onde ele é o mentor principal.

PR com tantos atos praticados, neste momento, tornou-se refém do seu próprio passado e refém da sua cumplicidade dos seus atos de corrupções passados. Tudo isso se transformou em matérias de pesadelo que o fez de um ganancioso e um cidadão muito confuso do seu verdadeiro papel enquanto chefe de estado, arrematou.
O Líder do Partido da Unidade Nacional considerou a figura do Presidente da República como o "calcanhar de Aquiles" da Guiné-Bissau.

LISBOA RECEBE CONFERÊNCIA SOBRE OPORTUNIDADES DE NEGÓCIO NA GUINÉ-BISSAU


O Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), em Lisboa, recebe na próxima quinta-feira, 7 de Janeiro, uma conferência sobre oportunidades de negócio na Guiné-Bissau, promovida pela Câmara de Comércio e Indústria Portugal Guiné-Bissau.

O evento, que começará às 14h, tem prevista a intervenção de encerramento a cargo do secretário de Estado português da Indústria, João Vasconcelos.

Um primeiro painel debaterá as relações entre a Guiné-Bissau e a União Europeia, com a participação do embaixador português em Bissau, António Rocha Leão, e do embaixador da União Europeia na capital guineense, Vítor Manuel Santos.

O encontro terá ainda um debate específico sobre o investimento na Guiné-Bissau, com a participação de representantes do Banco da África Ocidental, da Galp Energia, da Sofid e da Câmara de Comércio, entre outros.
Bissau,03/01/2016

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...