RESPOSTA AS DECLARAÇÕES PROFERIDAS PELO PRESIDENTE DO PAIGC NO DIA 06-9-15




Depois da entrevista, ontem, do Presidente do PAIGC ficamos perplexos pela gravidade das declarações proferidas.
Dentro do quadro de boa convivência democrática e das boas relações que norteiam o entendimento entre o PRS e o PAIGC, não gostaríamos de responder, porém, e dada a gravidade, repito, das declarações optamos por repor a verdade dos factos.
Quando o Presidente do PAIGC, diz que, no decorrer das negociações que conduziriam à integração do PRS no governo a formar, atribuiu 8 pastas ministeriais, com a possibilidade de escolha das mesmas e liberdade de indicação das personalidades, e ainda teve o desplante, de afirmar que despenaliza dirigentes do PRS, queremos apenas esclarecer o seguinte:
Afinal, quem é o Presidente do PAIGC para penalizar ou despenalizar dirigentes do PRS? Trata-se, sim, de uma flagrante tentativa de violação da soberania do PRS
Durante a ronda negocial, que apenas teve duas sessões, nos dias 25 e 27 do mês passado, não conseguimos alcançar um acordo, porque ao contrário das exigências do PAIGC de apoio integral a nível da governação e do parlamento, o PAIGC apenas se disponibiliza a atribuir sete (7) pastas, e não oito (8) conforme afirmou o Presidente do PAIGC, com a agravante de se terem recusado revelar que pastas seriam atribuídas ao PRS.
Sobre a liberdade de escolha, o PAIGC sempre se mostrou intransigente, e nem permitiu ao PRS indigitar os seus quadros para o governo, insistindo que caberá ao Primeiro-ministro essa prerrogativa, contrariamente às afirmações ontem proferidas pelo Presidente do PAIGC.
A insistência do PRS logrou frutos apenas depois da medida formal da nossa Comissão Política em recusar integrar o Governo do PAIGC, quando depois de uma reunião na residência do Primeiro-ministro nos foi disponibilizado um documento onde constava a orgânica do atual governo, e onde tivemos a oportunidade de verificar um grande esforço no esvaziamento de competências nas pastas que outrora foram atribuídas ao PRS.
Perante estes propósitos, e com o peso de segunda maior força política, e com as responsabilidades inerentes, não podíamos, de modo nenhum aceitar, de modo passivo, esta tentativa de vexame por parte de quem, num ano de exercício de governo comum, com toda a disponibilidade manifestada pelo PRS em votar com o maior número de deputados todos os diplomas submetidos à ANP, no mínimo, se esperaria apenas um obrigado.
Mas a convivência democrática assim o exige, e a nossa postura serena não se modificará, e enganem-se aqueles que pensam que o PRS não saberá estar à altura da cultura de diálogo e de responsabilidades que o momento exige.
Não defraudaremos o povo guineense e continuaremos a lutar pelas melhores soluções que se exige numa verdadeira convivência democrática.
Victor Pereira/Porta-voz do PRS

UNIÃO EUROPEIA: PRESIDENTE DA GUINÉ-BISSAU ESTÁ A PÔR EM RISCO ESFORÇOS PARA ULTRAPASSAR CRISE POLÍTICA NO PAÍS


A Alta Representante da União Europeia (UE) para a Política Externa e de Segurança, Federica Mogherini, considerou que o Presidente da República da Guiné-Bissau está a colocar em risco os esforços para ultrapassar a crise política no país.
Bissau, 08 out (Lusa) - A Alta Representante da União Europeia (UE) para a Política Externa e de Segurança, Federica Mogherini, considerou ontem que o Presidente da República da Guiné-Bissau está a colocar em risco os esforços para ultrapassar a crise política no país. 
"A rejeição de um novo Governo pelo Presidente da Guiné-Bissau está a reavivar a tensão política no país e a pôr em risco os esforços para ultrapassar a crise política", anunciou Mogherini num comunicado conjunto com o comissário europeu para a Cooperação Internacional e o Desenvolvimento, Neven Mimica. 
Na declaração, os dois dirigentes europeus consideram "urgente" que a Guiné-Bissau tenha "um governo estável, que lhe permita prosseguir o processo de reforma e reconstrução". 
"Isso também é crucial para a implementação do apoio internacional anunciado na Mesa Redonda de Doadores realizada em Bruxelas no início deste ano", acrescentam. 
A UE declara apoio aos esforços em curso da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) "para ajudar o país a alcançar uma solução duradoura para os atuais desafios políticos e institucionais". 

"Todos os atores políticos e instituições na Guiné-Bissau precisam de assumir as suas responsabilidades para conduzir o país de volta ao caminho da estabilidade e reforçar o Estado de Direito", acrescentam. 
De acordo com o comunicado, a UE "continuará a acompanhar de perto a situação na Guiné-Bissau, juntamente com outros parceiros internacionais, incluindo a ONU, a União Africana, a CEDEAO e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa". 
O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, pediu na terça-feira ao primeiro-ministro (PM) que reformule a proposta de Governo entregue na sexta, por integrar o ex-PM, Domingos Simões Pereira, e vários membros do anterior Governo - que Vaz demitiu por considerá-los, entre outras razões, suspeitos de ilegalidades. 
O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), partido maioritário do Parlamento guineense, lamentou a atitude do chefe de Estado, ao qual pediu "provas das acusações" de ilegalidade. 
Lusa/Conosaba/MO

PETIÇÃO DE PROTECTORADO DA ONU SUSCITA DEBATE NA GUINÉ-BISSAU


No momento em que a Guiné-Bissau atravessa um dos piores momentos políticos da sua história democrática, com cerca de dois meses sem Governo, alguns guineenses lançaram a ideia de que o país seja um protectorado das Nações Unidas.
No terreno, duas visões e duas tendências revelam o quanto a matéria suscita divergências.
Joaquim Baldé, analista político, considera que há não há motivo para que o país seja administrado pela ONU.
Visão contrária tem João de Barros, jornalista e editor do Jornal Expresso Bissau.
Para Barros há muitos anos que a Guiné-Bissau está nas mãos da ONU, citando o exemplo da presença de Gabinete Integrado das Nações Unidas para Consolidação da Paz e Estabilidade (Uniogbis).

Voa/Conosaba/MO

«DJURTUS» GUINÉ-BISSAU EMPATA NA LIBÉRIA E ESTÁ EM BOA POSIÇÃO DE GARANTIR PRÓXIMA FASE



Empate na Libéria abre boas perspectivas à Guiné-Bissau para passar à segunda ronda de qualificação da zona africana para o Mundial 2018.
A seleção de futebol da Guiné-Bissau empatou ontem 1-1 em casa da Libéria, em jogo da primeira mão da primeira ronda da fase de qualificação africana para o Mundial2018, disputado em Monrovia.
Um golo de Amido Baldé, aos 63 minutos, permitiu à seleção guineense empatar a contenda e obter um resultado positivo, que lhe abre boas perspetivas de discutir a passagem à próxima ronda no seu estádio.
Jebor, aos 36 minutos, na conversão de uma grande penalidade, tinha colocado a seleção da Libéria em vantagem.

Lusa sapodesporto@sapo.pt

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...