Mostra de filmes em Bissau marcada para Setembro

A cidade de Bissau acolhe de 22 a 26 de Setembro uma mostra de filmes realizados ou produzidos por cabo-verdianos, enquadrada nas comemorações do 42.º aniversário da independência da Guiné. A Associação de Cinema e Audiovisual de Cabo Verde (ACACV) retribui assim o gesto da sua congénere guineense, que em fins de Junho e início de Julho promoveu na Praia um ciclo de cinema com obras de realizadores daquele país.


A mostra de filmes da Guiné-Bissau "foi um êxito e encerrou com a assinatura de um protocolo de intenção de parcerias entre o Instituto de Cinema da Guiné-Bissau e a Associação de Cinema e Audiovisual de Cabo Verde", recorda Júlio Silvão Tavares, presidente da ACACV. Agora está em curso a montagem da segunda fase desta iniciativa, que terá lugar na Guiné-Bissau com o ciclo de filmes cabo-verdianos.

Além da mostra, a ACACV promoverá uma conferência sobre a evolução do cinema no nosso país e assinará um protocolo de parceria com o Instituto de Cinema e do Audiovisual da Guiné-Bissau. "Existe a intenção de esta actividade ser realizada de dois em dois anos” e, entretanto, terão lugar “acções de formação alternadas, em termos de espaço territorial. Ou seja, ora em Cabo Verde ora na Guiné-Bissau", explica Júlio Silvão Tavares.

Por agora, o presidente da ACACV convida todos os realizadores e produtores do nosso país a participarem na mostra de Setembro próximo. "Gostaríamos de ter uma delegação bem alargada, mas a nossa debilidade financeira e a do nosso parceiro só permite suportar duas pessoas", lamenta. Quer dizer que "a participação da maioria deve consistir em disponibilizar as obras cinematográficas para exibição gratuita durante a semana da mostra", diz Silvão Tavares.
 
 

 
 

GUINÉ-BISSAU: PARLAMENTO REÚNE-SE NESTA SEGUNDA-FEIRA PARA DISCUTIR SITUAÇÃO POLÍTICA DO PAÍS




A Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau reúne-se hoje a partir das 10:00 (11:00 de Lisboa) numa sessão extraordinária para discutir a situação política do país, disse à Lusa fonte parlamentar.

NIGÉRIA LAMENTA TOMADA DE POSSE DE NOVO PM DA GUINÉ-BISSAU



Presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, classificou a tomada de posse de Baciro Djá como "um desenvolvimento que piorou a situação política" da Guiné-Bissau
O Presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, lamentou que o chefe de Estado da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, tenha empossado um novo primeiro-ministro antes de chegarem ao país mediadores para ajudar a resolver a crise política.

"É lamentável que, enquanto o líder Obasanjo [antigo presidente da Nigéria] estava reunido com o Presidente Sall [do Senegal]", no percurso para Bissau, "o Presidente José Mário Vaz tenha nomeado e dado posse a um novo primeiro-ministro", referiu Buhari numa declaração feita na sexta-feira e hoje difundida na comunicação social do país.
Nessa declaração, a posse de Baciro Djá é classificada como "um desenvolvimento que piorou a situação política" da Guiné-Bissau. 

O Presidente nigeriano apelou à calma e pediu às lideranças políticas guineenses que tenham "a máxima moderação" de modo a garantir "a manutenção da lei e da ordem enquanto continuam os esforços para resolver a crise atual". 

A Nigéria é o principal financiador da Ecomib, a força de estabilização composta por militares e polícias da sub-região, destacados para a Guiné-Bissau depois do golpe de Estado de 2012 e que ali se mantêm, por se considerar que ainda há ameaças à paz. 

O antigo presidente da Nigéria, Olusegun Obasanjo, fazia parte de uma comitiva que na quinta-feira devia ter chegado a Bissau para ajudar a resolver a crise política. 

A comitiva tinha sido organizada no âmbito da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e integrava ainda a comissária da organização para os Assuntos Políticos, Paz e Segurança, Salamatu Hussaini. 

O Presidente do Senegal, Macky Sall, lidera a autoridade de chefes de Estado da CEDEAO e os enviados que viajavam da Nigéria para Bissau fizeram uma paragem em Dacar para um encontro com o líder senegalês quando souberam da escolha de Baciro Djá. 

Em consequência, a visita da comitiva da CEDEAO foi suspensa. 

Na Guiné-Bissau, a nomeação de Baciro Djá motivou protestos do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e de organizações da sociedade civil guineense que consideram a decisão de Vaz inconstitucional.

tvi24.iol.pt

MOVIMENTO ESTUDANTIL GUINEENSE NA DIÁSPORA (MEGUID)




Movimento Estudantil Guineense na Diáspora é um grupo informal de futuros quadros Guineenses preocupados com a atual situação política na Guiné-Bissau e pretende contribuir para o apaziguar do clima de instabilidade que assola mais uma vez o nosso país, comprometendo assim o nosso futuro enquanto jovens e futuros quadros guineenses.
Tendo acompanhado atentamente o desenrolar da atual situação sociopolítica no país;

Considerando a necessidade de os órgãos da soberania cumprirem com zelo as suas disposições constitucionais;

Considerando a necessidade de salvaguardar os mais altos interesses da nação;
O Movimento Estudantil Guineense na Diáspora vem por este meio comunicar aos titulares dos Órgãos da Soberania, a Sociedade Civil, a comunidade internacional e em geral a toda nação guineense o  seguinte:

Tendo em conta a inquietação da juventude guineense sobre a atual crise sociopolítica que o país atravessa;

Nós, acusamos o Presidente da Guiné-Bissau, senhor José Mário Vaz, de cometer um golpe palaciano, com a demissão do Primeiro Ministro senhor Domingos Simões Pereira e a sua substituição por Baciro Djá, de uma forma ilegal. Como se não bastasse uma crise política que o senhor Presidente da Republica causou ao país, ainda tem nos afrontado com atitudes arrogantes que põe em causa a estabilidade politica e a paz social na Guiné-Bissau.

Por se tratar de um ato  ilegal, capaz de comprometer o nosso futuro e, de um modo geral, o futuro do povo guineensevimos por este meio juntar as nossas vozes e os nossos esforços aos da Sociedade Civil e da Liga Guineense dos Direitos Humanos para, junto do Supremo Tribunal da Justiça  da Guiné-Bissau, instaurarmos um processo judicial ao Presidente da República com o objetivo de destitui-lo das suas funções e responsabiliza-lo por todos os danos políticos, sociais e morais que venham a ser causados ao povo guineense.

Atentamente,
Movimento Estudantil na Diáspora

Feito na Diáspora, 22 de Agosto de 2015.

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...