FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES GUINEENSES EM PORTUGAL



PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DESMENTE A NOTÍCIA DO PEDIDO DE FORÇA “GENDARMARIE” PARA PROTEGER JOMAV


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O Conselheiro e Porta-voz do Presidente da República da Guiné-Bissau, Fernando Mendonça desmentiu e considera de falsa a notícia avançada pelo Jornal Senegalês “Le Témoin” em como o Chefe de Estado guineense teria pedido o seu homólogo senegalês, Macky Sall, envio de um destacamento do Grupo de Intervenção da Gendarmaria Nacional (GIGN), a corporação de segurança, para sua proteção pessoal.
Mendonça falava em exclusivo a´O Democrata na noite de sexta-feira, 21 de agosto, para reagir a notícia publicada pelo diário “Le Témoin” e  posteriormente retomada pelo site seneweb.com e outras imprensas internacionais.
“Essa notícia é o mar de especulação montada. O jornal cita como a fonte da notícia o canal diplomático, é fácil dizê-lo. Nunca se vai saber qual é o canal diplomático.  Conhecemos a forma de fazer passar esse tipo de notícias. Nós somos jornalistas de profissão sabemos como é que se faz passar essa notícia”, notou.
O porta-voz lembrou ainda que está na Guiné-Bissau o contingente militar da ECOMIB (da CEDEAO) para apoiar a estabilização política, pelo que sustentou que não faz nenhum sentido a notícia avançada pela imprensa senegalesa sobre o pedido de uma força de Gendarmaria para proteger o Chefe de Estado guineense.
“Essa notícia é totalmente falsa e sem fundamento. Para já a Guiné-Bissau tem as suas forças da defesa e segurança que são reforçadas pela força da ECOMIB, então qual é a razão de pedir uma outra força? Senegal faz parte da força da ECOMIB que está no nosso país, portanto o porquê de pedir mais a presença de uma outra força militar senegalesa?” questionou Mendonça.
O conselheiro e porta-voz do presidente da República, justifica que “essa notícia é falsa e visa tentar arranjar problemas”. Admite ainda existir “muitos guineenses que não gostam deste país, tanto aqueles que vivem na Guiné-Bissau como no estrangeiro”.
De referir que o jornal senegalês “Le Témoin” publicou ontem (sexta-feira) uma notícia que dava conta que o Presidente da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, teria solicitado o seu homólogo senegalês, Macky Sall através de um canal diplomático para pedir o envio de um destacamento do Grupo de Intervenção da Gendarmaria Nacional (proteção estreita e luta contra terrorismo e crime organizado), para sua proteção pessoal.

Após 16 horas da reunião: BUREAU POLÍTICO DO PAIGC CONDENA A NOMEAÇÃO DE NOVO PRIMEIRO-MINISTRO

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Os membros do Bureau Político do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) que detém a maioria no parlamento guineense, condenou na madrugada de sábado, 22 de agosto, a nomeação do novo primeiro-ministro, Baciro Dja.
Os membros daquele órgão dos libertadores pediram ainda ao Presidente da República José Mário Vaz, que reconsidere a sua posição, ou seja, que volte atrás na decisão de nomear Baciro Djá como Primeiro-ministro.
A posição consta das resoluções da reunião do Bureau Político que decorreu das 12 horas de sexta-feira às 3 horas de sábado.
Em declaração à imprensa depois da reunião, o Primeiro-ministro deposto e igualmente líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira disse que o direito à formação do governo e direito à governação, são da competência exclusiva do PAIGC, enquanto vencedor das últimas eleições legislativas.
“O partido espera que o Presidente da República possa rever essa situação, outorgando ao PAIGC essa competência de poder fazer uso de uma prerrogativa que lhe é atribuída por força de umas eleições legislativas”, assegurou o líder dos libertadores, que entretanto, avançou neste particular, que o espírito das resoluções do bureau político vai no sentido do partido impugnar política e judicialmente a nomeação de Baciro Djá para Primeiro-ministro.
Simões Pereira explicou ainda à imprensa que durante a reunião o buereau político analisou o comportamento de alguns militantes e dirigentes do partido que violaram as regras do partido, tendo acrescentado que aquele órgão do partido advertiu-os a reconsiderarem as suas posições sob pena de lhes serem aplicados castigos à luz dos estatutos do partido.
Interrogado se se referia a Baciro Djá em concreto, o presidente do PAIGC, disse que a advertência é válida para todos aqueles que possam estar a ir contra as orientações do partido.
O novo primeiro-ministro e igualmente terceiro vice-presidente do PAIGC, Baciro Dja disse na sua curta declaração à imprensa que a sua suspensão nas actividades do partido e no parlamento já foi ultrapassada. Contudo, mostrou-se satisfeito pela forma como decorreu a reunião do Bureau Político.

DELEGAÇÃO DA CEDEAO CANCELA DESLOCAÇÃO A BISSAU



Uma delegação dos países da África Ocidental, que devia visitar a Guiné-Bissau para ajudar a ultrapassar a crise política no país, suspendeu a sua deslocação depois de o presidente guineense ter escolhido um novo primeiro-ministro, disseram fontes diplomáticas.

A comitiva era composta por dirigentes da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental ,CEDEAO.

Tanto aquela organização como todos os parceiros internacionais da Guiné-Bissau, têm apelado ao diálogo para pôr fim à crise política nom país.

A delegação, que devia ter chegado a Bissau na quinta-feira, incluía a comissária da CEDEAO para os Assuntos Políticos, Paz e Segurança, Salamatu Hussaini, e ainda Olusegun Obasanjo, antigo presidente da Nigéria.

O presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, nomeou Baciro Djá como primeiro-ministro conferindo-lhe posse poucas horas depois.

A medida motivou protestos do PAIGC e de organizações da sociedade civil guineense, que consideram a decisão presidencial com sendo anticonstitucional.
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“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...