QUEDA DO GOVERNO: Brasil apela a que se busquem soluções



"Ministério das Relações Exteriores
Assessoria de Imprensa do Gabinete

Nota nº 331
12 de agosto de 2015

Situação na Guiné-Bissau

O Governo brasileiro tem acompanhado atentamente desdobramentos políticos recentes na Guiné-Bissau, país com o qual temos importantes vínculos históricos, culturais e conduzimos relevantes projetos de cooperação.

O Brasil conclama as lideranças bissau-guineenses a buscar soluções negociadas para a superação de divergências, com vistas à manutenção da estabilidade política e institucional, de modo a permitir a integral implementação da visão estratégica e do plano operacional apresentados por ocasião da Conferência de Doadores de Bruxelas, em março último.

O Governo brasileiro reitera sua disposição de continuar a apoiar a consolidação do regime democrático e o desenvolvimento da Guiné-Bissau, bilateralmente e em conjunto com os países da CPLP, da União Africana e da CEDEAO, entre outros parceiros internacionais, bem como no âmbito da ONU, inclusive por meio da Configuração Guiné-Bissau da Comissão da Consolidação da Paz."

CONVOCATÓRIA




O Movimento "PENSA GUINÉ-BISSAU", convoca a todos os cidadãos Guineense em Portugal e os amigos da Guiné-Bissau amantes da PAZ e Estabilidade, para participar numa manifestação contra instabilidade politica institucional provocada pelo PR JOMAV na embaixada da Guiné-Bissau, cita na Rua da Alcolena nº 17 A em Lisboa.

> Hora: das 15 horas a 24 horas sexta-feira do dia
> 14/08/2015.

> A comissão
> Cesar Barbosa.

GOVERNO ESTAVA NUM BOM CAMINHO


“O Governo não só cumpriu as metas programadas, também ultrapassou claramente esse resultado.” Palavras do Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC.
O Primeiro-ministro guineense demitido contestou ontem 13 de Agosto, em Bissau, as acusações feitas pelo Presidente da República sobre alegado desvio de avultadas somas de dinheiro e desafiou o chefe de Estado a rever em conjunto com o FMI as contas públicas que pôs em causa.
Simões Pereira que falava hoje na sede do partido perante militantes, dirigentes do PAIGC e alguns membros do Governo convidou o Chefe de estado a rever as suas contas.
"Há um relatório do FMI sobre o desempenho do Governo e esse relatório demonstra que o Governo não só cumpriu as metas programadas que havia fixado, como ultrapassou claramente esse resultado." Disse o PM.
O Chefe do Governo promete em breve; divulgar os números exatos das contas públicas, mas pensa antecipadamente que é fácil responder ao Presidente da República, com base nos números do FMI e mostrou-se surpreendido e questionando sobre as verdadeiras competências de economista do Presidente da Republica.
"Mesmo na componente de justificação da aplicação das receitas, está mais que evidente que o Presidente da República faz uma omissão abusiva de um conjunto de leis para tentar sustentar a tese de que o Governo teria tido um desempenho menos positivo", acrescentou.
Da mesma forma, "quando fala de corrupção e faz ligação a contratos de exploração de recursos" a situação também se complica para o lado do presidente, porque Simões Pereira diz conseguir "provar objetivamente" que não foi assinado "nenhum contrato" de concessão de licenças para a exploração concluindo que fica difícil de manter qualquer tipo de respeito pelas palavras do Presidente da República."
Recordamos que o Presidente José Mário Vaz questionou na quarta-feira o destino de 66 Bilhões de francos cfa detetados no saldo das operações financeiras nos últimos 12 meses. "Em que é que foi gasto todo esse saldo", perguntou Presi-JOMAV.

DOMINGOS SIMÕES PEREIRA DENUNCIA “INVERDADES” NA MENSAGEM DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

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O líder do PAIGC denunciou aquilo que considera de “inverdades” por parte do Presidente da República José Mário Vaz na mensagem proferida ontem à nação, momentos antes da divulgação do decreto que demitiu o governo.
Pereira disse que os factos avançados no discurso do Presidente da República obriga a sua formação política a assumir o desafio de trazer a limpo à praça pública todo o conjunto de factos que esclareçam elementos de desgovernação a que o Chefe de Estado faz referências e que aconteceram nas outras épocas e não período da vigência da sua governação.
O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e primeiro-ministro deposto, Domingos Simões Pereira, disse esta quinta-feira, 13 de Agosto não concordar com a decisão do Presidente da República de derrubar o governo, mas disse respeitá-la.
O Chefe do Governo deposto por um decreto presidencial falava durante uma conferência de imprensa realizada na sede do partido, em reacção à decisão do Presidente da República, José Mário Vaz.
Simões Pereira explicou na sua comunicação que a demissão do executivo é uma prorrogativa da Constituição que assiste o Presidente da República.
“Lamentamos profundamente que neste momento o Presidente da República tenha entendido que as dificuldades de relacionamento não sejam elementos suficientes para justificar esta tomada de posição e tenha feito um conjunto de diligências infundadas e que não correspondam a verdade”, afirmou Simões Pereira.
Em relação à indicação do nome para chefiar o próximo governo, o líder dos libertadores afirmou que os estatutos do partido são muito claros sobre o assunto. “Em caso de vitória nas eleições legislativas o nome indicado para exercer o cargo do Primeiro-Ministro e chefe do governo, é do presidente do partido”, esclareceu.
Em relação à corrupção mencionada no discurso do Presidente, Pereira assegurou que o executivo que dirige não assinou contrato algum desde que assumiu a governação no domínio de recursos naturais.
“O Presidente mencionou o caso da corrupção no seu discurso como argumento e falou de contractos da exploração de recursos naturais. Nós conseguimos provar objectivamente que não assinámos nenhum contrato e fica dificilmente manter qualquer tipo de respeito às palavras do Presidente da República”, contou,
Relativamente ao regresso ao país do Contra-almirante, José Zamora Induta, o ex-primeiro-ministro disse tratar-se de mais uma das inverdades do Presidente da República quando afirma não ter sido informado da vinda do ex-Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas.
“Lamento quando o Presidente da República afirma não ter sido informado sobre o regresso do Contra-almirante José Zamora Induta. O Zamora está no país e pode testemunhar o facto de ter conversado com o Presidente da República, de lhe ter enviado uma correspondência que por sua vez encaminhou para o Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas. O segundo elemento é o facto de nós termos um deputado da Nação que intermediou esses contactos entre o Presidente da República e Zamora Induta e que está disposto a testemunhar isso”, afirmou.
Simões Pereira pediu o povo guineense a manter a confiança e esperança no seu partido. Reconheceu que a situação em que se encontra o país é de grande dificuldade, mas mostrou-se esperançado na capacidade de o partido encontrar uma solução que salve o essencial, a paz e tranquilidade
Respondendo à questão de Tabela das Operações Financeiras referida no discurso do Presidente, Simões Pereira explicou que o capítulo da despesa da tabela das operações financeiras não é constituído unicamente de salários.
“Temos a certeza que o Presidente sabe muito bem dessas operações. Qualquer tentativa neste caso, ele corre o risco de não contar a verdade completa. Também corre outro risco de contar alguma coisa de diferente da verdade. Pedimos ao Presidente da República para que corrija os seus dados, pois não são certos”, lançou.
No lugar de 109 bilhões, alegadamente geridos pelo executivo de Julho de 2014 a Julho de 2015, Domingos Simões Pereira avança o valor superior de 118 biliões e promete apresentar proximamente contas detalhadas sobre a gestão do dinheiro.
Acusou o Chefe de Estado de ter ficado desconfortado depois de ter sido informado por uma missão do Fundo Monetário Internacional sobre a performance do governo num período de apenas um ano de exercício.

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...