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CHEFIAS DAS FORÇAS ARMADAS DA CPLP PEDEM "MÃO FIRME" AOS MILITARES DA GUINÉ-BISSAU
Chefe do Estado-Maior General, Biagué Na N'Tan
Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, Sachipengo Nunda
CORREÇÃO: Luanda, 06 mai (Lusa) - Os chefes do Estado-Maior-General dos países de língua portuguesa, reunidos hoje em Luanda, exortaram à "mão firme" dos militares da Guiné-Bissau na reforma do setor, depois do golpe de Estado de abril de 2012.
A posição foi transmitida pelo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas,Sachipengo Nunda, que agora assume a presidência rotativa do órgão das chefias militares da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
"Formulo votos de que as suas Forças Armadas [da Guiné-Bissau] tenham, na pessoa do seu Chefe do Estado-Maior General, a mão firme que conduzirá às reformas preconizadas para o setor militar", disse o general angolano, no discurso de abertura da VII Reunião de chefes militares da CPLP,que já voltou a contar com a presença da Guiné-Bissau.(Corrige no primeiro parágrafo o ano do golpe de estado: 2012 e não 2014)
A representação guineense em Luanda é liderada pelo Chefe do Estado-Maior General, Biagué Na N'Tan, escolhido pelas novas autoridades de Bissau para liderar os militares depois de o Presidente da República, José Mário Vaz, ter exonerado, em setembro de 2014, o general António Indjai, que permanecia no comando depois de ter liderado os militares no golpe de Estado de abril de 2012.
O regresso da Guiné-Bissau a estas reuniões das chefias militares mereceu a "saudação especial" de Sachipengo Nunda, em nome das delegações dos nove países representados em Luanda ao mais alto nível.
"Queremos desejar que isto tudo contribua para a estabilidade da Guiné-Bissau e da comunidade [CPLP] como um todo", disse ainda o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas.
O Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas de Portugal, que no último ano liderou o grupo das chefias militares da CPLP, garantiu a continuidade do "apoio" e "solidariedade" dos países lusófonos ao povo e militares da Guiné-Bissau.
"A Guiné-Bissau, como todos sabemos, passou por um período de turbulência. Neste momento tem uma estabilidade que desejamos seja sustentada e continuada e as Forças Armadas Guiné-Bissau penso que estão empenhadas num futuro melhor", disse o general Pina Monteiro, no final da sessão de abertura da reunião de hoje.
O encontro de chefes militares da CPLP decorre em Luanda até sexta-feira e vai analisar a situação político-militar e questões internacionais de defesa e segurança, nomeadamente eventuais implicações para os países lusófonos.
Portugal cede a liderança rotativa deste órgão às Forças Armadas Angolanas ao longo do próximo ano, cabendo ao país organizar os exercícios militares conjuntos da comunidade lusófona (FELINO) em Cabo Verde, em 2016, e em Angola, no ano seguinte, neste último caso ainda em avaliação por se tratar de um ano de eleições.
PVJ // VM
Lusa/Fim
VISITA DE TRABALHO DO SECRETÁRIO DE ESTADO PORTUGUÊS
De 5 à 8 de maio, o Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Portugal, Sr. Luís Campos estará de visita ao nosso país.
Nesse quadro, logo à chegada entabulou contactos de trabalho com o Primeiro-Ministro, Sr. Domingos Simões Pereira, com quem trocou impressões sobre o propósito de Sua deslocação à Bissau, tendo declarado à saída: “A Guiné-Bissau tem neste momento um enorme capital de confiança dos países da comunidade internacional. Essa prova foi tirada naquilo foi o êxito da conferência da mesa de doadores, em Bruxelas. É um capital muito importante. É uma mensagem muito importante... para a Guiné-Bissau, que é uma grande disponibilidade para ajudar o povo da Guiné, os seus representantes políticos a todos os níveis a construírem um país com progresso... social, com justiça, daquilo que são conhecidos os valores da democracia... Estou exatamente aqui para dar seguimento aquilo que foi o sucesso da conferência de doadores... Temos mais assuntos políticos em cima da mesa, porque somos países irmãos.”
Mais adianta, convencido de que existe a estabilidade política no país para que a comunidade internacional possa apoiar a Guiné-Bissau, avançaria “... a confiança dos investidores passa muito por verificarem se país tem paz, se o país tem segurança, se o país tem um ambiente propício a esses investimentos. E, eu tenho a profunda convicção que as autoridades da República da Guiné-Bissau interiorizaram bem isso, ou seja, que temos que transmitir aos investidores que o país, é um país que tem estabilidade... que oferece segurança aquém nele quer investir. Por isso estamos todos juntos a trabalhar nisso... Estamos convencidos que a Guiné-Bissau não vai desperdiçar esta oportunidade.”
Bissau, 05 de maio de 2015
Carlos Vaz
/Conselheiro para a Comunicação e Informação/
PORTUGAL E GUINÉ-BISSAU ASSINAM EM JULHO DOCUMENTO ESTRATÉGICO DE COOPERAÇÃO
A Guiné-Bissau e Portugal assinam no dia 04 de Julho um Programa Estratégico de Cooperação, disse hoje em Bissau o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação português, Luís Campos Ferreira.
O governante, que se encontra de visita à Guiné-Bissau, sublinhou que as reuniões que tem tido na capital com diferentes responsáveis políticos guineenses visam sobretudo ter condições para a assinatura do programa na data prevista, em lugar a indicar.
Campos Ferreira falava aos jornalistas à saída de uma audiência com o presidente do Parlamento guineense, Cipriano Cassamá.
O responsável português destacou que a composição da delegação que lidera é prova da importância que Portugal atribui à Guiné-Bissau na sequência do restabelecimento da ordem democrática, após o golpe de estado militar de 2012.
Luis Campos Ferreira frisou ser intenção de Portugal trabalhar no aprofundamento das relações com a Guiné-Bissau, "com uma maior presença de Portugal" em termos da cooperação entre os dois países.
RTP noticias, 06 de Maio de 2015
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