António Patriota: “GUINÉ-BISSAU VIVE MOMENTO EXTRAORDINÁRIO DE OPORTUNIDADES”

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O presidente do Grupo de Contacto para a Guiné-Bissau da Comissão de Consolidação da Paz nas Nações Unidas, António de Aguiar Patriota, disse que a Guiné-Bissau vive um momento “extraordinário” de oportunidades. O diplomata brasileiro falava à imprensa esta segunda-feira, 20 de Abril, depois de uma audiência com o Presidente da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz.
Este responsável onusino assegurou que o Chefe de Estado guineense está a exercer uma forte liderança no país. Informou que durante a audiência abordou com o Presidente da República assuntos ligados à cooperação bilateral entre o Brasil e a Guiné-Bissau.
António Patriota disse estar satisfeito pela forma como o povo guineense, aos poucos, está a encontrar o caminho da prosperidade e da estabilidade dentro da democracia, bem como do progresso institucional.
Em relação à posição do Chefe de Estado guineense, o diplomata brasileiro ao serviço das Nações Unidas assegurou que o Presidente José Mário Vaz manifestou-lhe a preocupação face aos desafios no sector da defesa e segurança. Acrescentou ainda que o encontro no Palácio presidencial permitiu abordar igualmente a situação económica do país, nomeadamente a perspectiva do desenvolvimento do sector agrícola.
“Presidente JOMAV quer contribuir não só na segurança alimentar, mas também no desenvolvimento agrário do país. São alguns dos temas que comentamos”, explicou Patriota.
Quanto ao sector que poderia acolher o apoio brasileiro, Patriota assinalou que o Brasil já apoia o país em várias áreas, nomeadamente no combate ao Sida e na formação de jovens através de oficinas. Lembrou ainda que o seu país anunciou uma ajuda de cinco milhões de dólares norte-americanos aquando da realização da mesa redonda de Bruxelas com os doadores.
Patriota explicou que seu país examinará com particular atenção a possibilidade de um apoio no domínio da agricultura, por ser um dos assuntos que o Preside José Mário Vaz, abordara com a Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, aquando da investidura desta em Janeiro do ano em curso.

«PAIGC» SECRETÁRIO NACIONAL DEFENDE RECONCILIAÇÃO INTERNA NO SEIO DO PARTIDO


Bissau, 20 de Abr.15 (ANG) - O Secretário Nacional do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) defendeu a reconciliação interna e a politica de inclusão no partido para assegurar a estabilidade efectiva do país.
Abel da Silva que falava este Domingo num encontro com militantes dos “libertadores” na região de Cacheu, considerou de injustiça eventual exclusão de alguém dentro do partido.
“Devemos criar projecto que inclua todos os militantes com base em sustentabilidade e pagamento das quotas”, advogou o Secretario Nacional do PAIGC.
Por sua vez, a membro do Comité Central do partido, Teodora Inácia Gomes, advertiu aos militantes a aderirem aquela formação política, garantindo-lhes que as preocupações por eles levantadas foram registadas no Relatório.
Para o Presidente da Comissão Política do PAIGC da região de Cacheu, Cipriano Fernando Sá, a iniciativa da Direcção Superior do PAIGC com estas deslocações visam dissipar eventuais dúvidas que possam existir no seio do partido.
Entretanto, aquele responsável partidário recomendou a delegação sobre a necessidade de criação de sedes do partido nos sectores de Bigene, Canchungo e Caió.
Fernando Sá pediu a Direcção Superior do PAIGC para diligenciar-se no sentido de conceder bolsas de estudo para alguns jovens que não têm condições financeiras de suportar seus estudos.
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«300 FRANCOS CFA» GOVERNO GUINEENSE FIXA PREÇO DE COMPRA DA CASTANHA DE CAJÚ




Bissau – O Governo anunciou este fim-de-semana, 18 e 19 de Abril, que a castanha de cajú vai ser vendida a 300 Francos Cfa. por quilograma (cerca de 0,45 euros), durante a campanha de comercialização deste produto na Guiné-Bissau, referente ao ano em curso.
O anúncio foi feito pelo ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Baciro Dja, em São-Domingos, norte da Guiné-Bissau, durante a cerimónia de abertura da campanha de um dos maiores produtos estratégicos e económicos do país. 
«O Governo criou condições materiais e recursos humanos para que esta campanha possa decorrer da melhor forma e o Estado arrecadar o maior número de receitas possível», referiu Baciro Dja.
A ocasião serviu para o ministro do Comércio, António Serifo Embaló, anunciar um incentivo para denunciantes da saída clandestina de castanha de cajú fora do território nacional, num montante referente a 40% do valor da multa aplicada aos infractores. 
«Pedimos a colaboração de agentes do Estado, forças da ordem, agentes de segurança, no sentido de se absterem de quaisquer actos contrários às intenções do Governo, reacusando qualquer suborno, porque por maior que seja este suborno não poderá ser superior aos 40% que vos anuncio agora», disse Serifo Embaló.
Sob o lema «tolerância zero contra a saída ilegal de castanha de caju do território nacional», o Governo prevê para este ano exportar mais de 200 mil toneladas de castanha de cajú, tendo reforçado todos os postos das fronteiras terrestres nacionais com seguranças e medidas de controlo durante o período de campanha de comercialização da castanha de cajú na Guiné-Bissau.
(c) PNN Portuguese News Network




PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO GERARAM US$ 3,2 BILIÕES EM MATÉRIAS-PRIMAS



Angola depende de produtos petrolíferos. Foto: Banco Mundial//Gennadiy Kolodkin.

Relatório da Unctad indica que África tem quase metade dos países dependentes de matérias-primas; Guiné-Bissau, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe entre nações com dependência extrema da venda dessas substâncias.
A Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, anunciou que o valor das exportações de matérias-primas em países em desenvolvimento foi de US$ 3,2 biliões em 2012 e 2013. O valor é equivalente a um aumento de 57% ao período anterior.
De acordo com o relatório Estado da Dependência de Mercadorias 2014, os países estão dependem mais da venda dessas substâncias essenciais.
Castanha de Caju e Petróleo
A agência coloca Guiné-Bissau, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe entre as nações extremamente dependentes das substâncias, por necessitarem da venda de mais de 80% das suas matérias-primas ao exterior.
Ao mencionar vários produtos exportados por cada país, o relatório destaca que a economia guineense vendeu 95% de castanha de caju, enquanto o petróleo vendido pelos timorenses chegou a 94% das suas exportações.
São Tomé e Príncipe obteve 83% das suas receitas a partir da venda de cacau ao estrangeiro mas, ao contrário dos dois anteriores, tende a depender menos das matérias-primas.
O relatório indica que o Brasil demonstra uma tendência de aumento dessa dependência. Durante os anos 2012 e 2013, as matérias-primas fizeram parte de 65% das exportações do país, que amealhou US$ 153,5 milhões.
Angola e Cabo Verde
Apesar de ter registado um crescimento económico anual de 7,5%, Angola teve a venda das suas matérias-primas para o exterior na ordem de 69,78%. Os produtos petrolíferos são responsáveis por 70% das receitas angolanas.
Em relação a Cabo Verde, as receitas com as exportações das substâncias essenciais somaram 79%, o equivalente a US$ 19 milhões.
África tem 45 dos 94 países do mundo na lista dos dependentes de matérias-primas.
unmultimedia.org

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...