Representante da população de Suzana diz que processo de exploração tem novos contornos


Um dos aspectos da zona de Varela, Suzana
Bissau (Bissaudigital, 22 de Janeiro de 2015) – O coordenador da ação de Seguimento do Dossiê de Exploração das Areias Pesadas de Varela admitiu ontem, que o processo de exploração ganhou novos contornos.
Ao falar à PNN, no final de uma audição que durou cerca de uma hora no Ministério Público, junto à Vara- Crime, do Tribunal Regional de Bissau, no âmbito da queixa-crime intentada pela empresa russa Poto SARL, Victor Sanhá disse que foi ouvido na qualidade de suspeito. “O processo está em investigação. Quando é assim, não se pode revelar a investigação, sob pena de estar a cometer crime», frisou.
Este representante da população da seção de Suzana desmentiu também informações segundo as quais a comissão estaria a ser «empurrada» por uma pessoa a fim de prosseguir as reivindicações.
Exportação da areia pesada  de Varela pela empresa russa Poto SARL
Exportação da areia pesada de Varela pela empresa russa Poto SARL
Esta é a segunda vez que Sanhá se apresenta perante o juiz de instrução criminal do MP junto à Vara- Crime, do Tribunal Regional de Bissau, na esteira do processo que envolve representantes da população de Suzana com a empresa russa, que está a explorar as areias pesadas na tabanca de Nhiquim, norte da Guiné-Bissau.
A 15 de janeiro, o ministro dos Recursos Naturais, Daniel Gomes, foi interpelado pela Comissão Especializada Permanente da ANP para as áreas dos recursos naturais, pescas e Turismo, para tecer esclarecimentos sobre o processo de exploração em referência, tendo ele mesmo questionado o paradeiro de 13 milhões de USD de bónus de assinatura, pago para o início da extração de bauxite no leste do país.

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