ATIVISTAS ANGOLANOS SAÍRAM DA CADEIA AO SOM DE "LIBERDADE"



Os activistas angolanos condenados em março por actos preparatórios para uma rebelião e associação de malfeitores começaram a deixar o Hospital-Prisão de São Paulo, em Luanda, pelas 16:50, depois da ordem de libertação emitida pelo Tribunal Supremo.

Os ativistas foram recebidos no exterior com gritos de «liberdade» e prontamente abraçados, em clima de festa, por familiares e amigos que os aguardavam, conforme a Lusa presenciou no local. A saída foi acompanhada pelos três advogados de defesa, Miguel Francisco 'Michel', David Mendes e Luís Nascimento, autores do 'habeas corpus' pedindo a libertação por prisão ilegal, a que o Tribunal Supremo deu agora provimento.

O 'rapper' luso-angolano Luaty Beirão foi um dos que deixou a prisão esta tarde, tendo recusado prestar declarações aos jornalistas, além de admitir estar feliz, quando tinha a mulher, Mónica Almeida, à espera.

Conosaba/Diário Digital / Lusa/MO

AUTORIDADES GUINEENSES APREENDEM 14 VOLUMES DE LIAMBA



A brigada das Alfandegas de São Domingos, norte do país, quase na fronteira com o Senegal, apreendeu na passada segunda-feira 14 volumes de droga tipo Liamba. E os suspeitos já estão sob alçada de autoridades em Bissau

A informação avançada a Rádio Sol Mansi, ontem, terça-feira, por Domingos João Correia, delegadode serviço de informação e segurança de estado no sector de São Domingos, que garante que “estas embalagens foram detectadas num carro de transporte público e no posto aduaneiro e depois da inspecção normal foram constatados sacos enormes com Liamba. E depois de várias perguntas as pessoas apreendidas recusaram o envolvimento do tráfico”

Uma fonte adiantou a Rádio Sol Mansi que a droga saiu de Varela com destino a Bissau.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos com Conosaba

«FINANÇAS PÚBLICA» SECRETÁRIO DE ESTADO DO ORÇAMENTO GUINEENSE PROMETE CONTROLAR FUGA AO FISCO E AUMENTAR RECEITAS


Bissau, 29 Jun 16 (ANG) - O Secretário de Estado de Orçamento e Assuntos Fiscais (SEOAF) afirmou na passada terça-feira que vai criar mecanismos suficientes para controlar fuga ao fisco e aumentar as cobranças, para que todos pagassem imposto.

José Adelino Vieira falava à imprensa depois de visitar a Direção-geral das Alfândegas, Portos de Bissau e a Companhia de Lubrificantes e Combustíveis.

Questionado sobre a questão da fuga ao fisco no país, o governante disse tratar-se de um problema“muito grave para a administração pública guineense”, e garantiu reforçar a fiscalização aduaneira começando pelo Porto de Bissau, Alfândegas e outras empresas estatais.
Por sua vez, o Diretor-geral das AlfândegasFrancisco Rosa Cá disse estar determinado em cumprir as suas obrigações que são, entre outras, a arrecadação de receitas.

Francisco Rosa Cá referiu que exigem dos funcionários aduaneiros o cumprimento das suas obrigações, acrescentando que, por seu lado, o governo deve honrar o seu compromisso para com os trabalhadores, em termos de pagamento dos seus ordenados e subsídios a que têm direitos. 

ANG/JD/JAM/SG/Conosaba/MO

«ECONOMIA E FINANÇAS» "COMPRA DA DÍVIDA DE EMPRESÁRIOS PELO GOVERNO DE SIMÕES PEREIRA AGRAVA AS DIFICULDADES ECONÓMICAS," DIZ MINISTRO ACTUAL DAS FINANÇAS


Henrique Horta dos Santos

Bissau, 29. Jun. 16 (ANG) – O novo Ministro da Economia e Finanças afirmou hoje que a compra da dívida dos empresários nacionais no valor de 35.2 bilhões de Francos CFA junto dos bancos comerciais, por parte do governo de Domingos Simões Pereira foi negativo para o Estado da Guiné-Bissau.

Henrique Horta dos Santos falava durante uma conferência de imprensa na qual se analisou a situação económica e financeira do país.

Sustentou que o que aconteceu não passa duma transferência “avulsa” da dívida em causa ao governo,“sem ter em conta os contornos da operação e o seu impacto, a médio e longo prazos, na vida das populações, na praça financeira e na relação com os parceiros internacionais”.

De acordo com o governante, em consequência dessa operação, o Orçamento Geral de Estado deste ano terá um défice de 22. 4 mil milhões de francos cfa, com a suspensão de ajuda financeira das instituições como a União Europeia e o Banco Mundial.

“Esta cifra é um fardo enorme para as Finanças Públicas guineenses”, lamentou Henrique Horta dos Santos para acrescentar que a referida dívida obriga o executivo a pagar um juro de 6 por cento anualmente.

Por estas e demais razoes, o Ministro das Finanças entende que os responsáveis desta operação financeira devem ser levados à justiça.

Henrique dos Santos explicou que o nível de endividamento do país, que é medido conforme a sua capacidade de produção de receitas, “foi amplamente ultrapassado”.

“A título de exemplo, o stock da dívida interna era de 15,1 bilhões correspondente a 2,5 por cento do Produto Interno Bruto, mas depois deste resgate financeiro, subiu para 51 bilhões de Francos cfa, correspondendo a 8,5 por cento do Produto Interno Bruto”, disse.

Assim, segundo o titular da pasta da Economia e Finanças, 8,5 por cento do conjunto da produção nacional será, nos próximos tempos, “canalizado para o pagamento duma dívida cuja produtividade é nula”.

Henrique Horta dos Santos que disse que esta operação financeira “não foi feita com o objectivo de beneficiar o povo” guineense, razão pela qual pede o esforço de todos para o reequilíbrio das contas do Estado.

“A operação não foi feita para melhorar as condições dos hospitais, das escolas, estradas ou outros sectores da vida nacional, mas sim para beneficiar um grupo de pessoas”, referiu.

Para fazer face a este período “menos bom” das contas do Estado, o ministro adopta como estratégia: o aumento da pressão fiscal e a contenção nas despesas públicas.

Por isso, apela aos operadores económicos, agricultores, académicos e a toda a sociedade guineense, para unir esforços para ultrapassar a crise económico-financeira do país.

O Primeiro-ministro, Baciro Djá, esteve presente na referida conferencia de imprensa.

O governo de Domingos Simões Pereira foi demitido em Setembro do ano passado. 

ANG/QC/SG/Conosaba/MO

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...