Os governantes indiciados e apega com as armadilhas da justiça

Os três dos sete membros do governo liderado por Domingos Simões Pereira indiciados e apega com as armadilhas da justiça do país, já foram publicamente conhecidos. Mas novas caras ainda estão na mira e que nem tarda muito para que a justiça os solicite comparência.

E quem sabe o que poderá der e vier...



Idelfrides Fernandes
Tomás Gomes Barbosa
Os já conhecidos, tratam-se do Idelfrides Fernandes, Tomás Gomes Barbosa no alegado descarregamento do pescado mal parado e Mário Lopes da Rosa, este último, interdito a sair do país sem aviso e autorização prévia do Ministério Público, com processo de suspeita de desvios de fundos enquanto ministro das Pescas, na concessão das licenças de pesca bem com descarregamento do pescado durante o período de transição de 2012 à 2014, e o ministério que tutela atualmente, no qual, Idelfrides Fernandes é Secretario de Estado.



Mário Lopes da Rosa

A nossa fonte sublinha que, O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Cooperação Internacional e das Comunidades, Mário Lopes da Rosa, nunca recusou prestar qualquer declaração ao Ministério Público. Uma audição marcada com muita especulação, mas com tudo, sabe-se que o ministro Lopes da Rosa não se hesitou em marcar presença na audiência.  Um chefe da Diplomacia que as autoridades do pais retirou o passaporte e sem liberdade de sair fora do território nacional salvo uma autorização prévia da justiça.



Daniel Gomes
Daniel Gomes, ministro dos Recursos Naturais, ao que tudo indica ser o próximo alvo do Ministério Público, no alegado caso do dossier da exploração dos recursos naturais, um crédito no Banco ECOBANK para a empresa de Eletricidade e Água da Guiné-Bissau (EAGB) e outros casos ainda em inquirição para desvendar.



José Antº Cruz Almeida
Os casos do ministério das Obras Públicas Construções e Urbanismo, cujo o titular é José António Cruz Almeida, também está agendada pelas autoridades judiciais, sobre a construção da estrada combatentes da liberdade da Pátria e a questão ligada ao assunto do orçamento. 



Tomasia Manjuba
Tomásia Lopes Moreira Manjuba, Secretaria de estado do Orçamento, também indiciada em situações pouco claros e de algumas praticas ilícitas durante o exercício das mesmas funções  enquanto governante, na fase do executivo da transição politica.

Odete Semedo
Odete Semedo, Ministra de Educação, também está embaraçada com o Ministério Publico no âmbito de um processo ainda não concluído, que envolve atos praticados quando a responsável era chefe de gabinete de Raimundo Pereira, Presidente interino da Guiné-Bissau deposto no golpe de Estado de 12 de Abril. Fonte do Ministério Público disse que em causa estarão cerca de 350 milhões de francos CFA (mais de 500 mil euros) que a responsável terá autorizado levantar no banco e cujo destino se desconhece.

Com estes casos, o governo está a ser cada vez mais a ser abalado com nódoas e entraves perante o slogan "Terra Ranka"... Morte lenta de confiança, num pelouro que tanto precisa de remodelação, ou, ao menos demissões já que poucos pensam em demitir-se.

«RAMADÃO NO PORTO» RUI SANGARA A CAMINHO DA 'CIDADE INVICTA' DIA 18 DE JULHO


COMUNIDADES SÃO SENSIBILIZADOS SOBRE RISCOS DO ÉBOLA NA GUINÉ-BISSAU


Crianças na Guiné-Bissau. Foto: Unicef Guiné-Bissau

ONU apoia iniciativa do governo para celebrar Dia Mundial da População este sábado; animação cultural e leitura da mensagem do secretário-geral da ONU marcam o comício organizado para o efeito.

O Ministério das Finanças da Guiné-Bissau assinala o 11 de julho, Dia Mundial da População, com um comício popular nos arredores da capital Bissau.

O evento co-organizado pelo Fundo das Nações Unidas para a População, Unfpa, visa sensibilizar as comunidades sobre os riscos do ébola.

Crise Humanitária

Numa entrevista à Rádio ONU, a representante da Unfpa em Bissau ressaltou o fato do país não estar actualmente a enfrentar nenhuma situação de emergência, crise humanitária e catástrofe natural.

Kourtoum Nacro elogiou os esforços do governo em prevenir o ébola no país e realçou a pertinência dos preparativos de resposta.

"Registamos com muito apreço que o governo está a desenvolver vários esforços no sentido de evitar que o surto de ébola entre no país, o que felizmente tem sido possível até agora.

Para nós, o país não tem o problema de situação de emergência e a única ameaça é o ébola."
Kourtoum Nacro. Foto: Rádio ONU

Saúde Reprodutiva

Nacro realçou os esforços das autoridades sanitárias em relação à saúde das mulheres e adolescentes grávidas e admitiu ser ainda longo o caminho a percorrer. Ela reiterou o empenho da Unfpa em ajudar o governo a combater as práticas nefastas a saúde da mulher.

"Estamos a trabalhar com o governo para melhorar a situação de saúde reprodutiva no país, igualdade do género, entre homens e mulheres e pôr fim ao casamento precoce, porque as mulheres são metade da população e casar-se cedo impede o desenvolvimento das meninas."

Gravidez Indesejada

"Populações Vulneráveis em Situação de Emergência" é o lema para este ano. Numa mensagem sobre o Dia Mundial da População, o director- executivo da Unfpa aponta as complicações de saúde reprodutiva como uma das principais causas de morte entre as mulheres em idade fértil.

Babatunde Osotimehin estima que uma em cada cinco mulheres e raparigas adolescentes, possa estar grávida. Para ele, a falta de assistência médica aos partos e os cuidados obstétricos de emergência aumentam os riscos de morte ou lesão..

Amatijane Candé, da Rádio ONU em Bissau.

PACIENTES APELIDAM MÉDICOS MARROQUINOS DE ‘SALVADORES’ E CHORAM O CUSTO DE SAÚDE NO PAÍS



População na fila à espera de atendimento dos médicos marroquinos
O Centro Escolar Attadamun, AMA, onde se encontra montado hospital de campanha dos médicos militares marroquinos e onde se encontra a equipa médica deste país amiga, tem vindo a realizar consultas e tratamento médico gratuitos à população guineense, este local transformou-se num centro de “salvação e de esperança dos doentes guineenses”, segundo o apelidaram aqueles que procuram os seus serviços. São tantos, vindos das diferentes zonas do país e não só, alguns até das localidades vizinhas do país. Os pacientes guineenses que chegam a pernoitar mais de uma noite, lamentam o custo de saúde no país, bem como a falta de acesso à mesma e ao custo dos próprios medicamentos.
Para alguns observadores atentos da situação do país, a aglomeração de guineenses nas tendas médicas dos marroquinos demostra claramente o elevado custo de saúde no país.
O semanário “O Democrata” efectuou uma reportagem junto do centro Attadamun onde constatou o esforço e o sofrimento de centenas de cidadãos nas filas à espera da sua vez para o atendimento médico. As consultas começam todos dias a partir das nove horas e se prolongam até às 14 horas.
Uma outra equipa de reportagem passou junto do centro Attadamun no período da noite e constatou “in loco” que um grande número dos pacientes faz questão de dormir ao relento em tapetes (esteiras) estendidos no chão, a fim de conseguirem uma vaga para consulta, porque normalmente, os madrugadores conseguem ocupar os primeiros lugares nas filas e são atendidos dentro das horas de atendimento.
Os médicos militares marroquinos, que inicialmente se deslocaram ao para tratarem apenas dos problemas de vista em particular cataratas, e, tendo em conta a solicitação e procura da parte dos pacientes guineenses com outras patologias, acabaram por estender os seus serviços a consulta em clínica geral. Uma grande parte dos pacientes passa a noite deitada em tapetes (esteiras) no chão em más condições, enfrentando a escuridão a chuva e aos mosquitos, na tentativa de conseguirem uma vaga de atendimento médico.
  “TRATAMENTO MÉDICO E MEDICAMENTOSOS SÃO CAROS NA GUINÉ-BISSAU”
A nossa reportagem viu um paciente de 35 anos de idade que dormia num saco roto. Interpelado pela nossa reportagem, contou que padece de problemas de estômago que lhe transtorna a saúde há vários anos, pelo que decidiu recorrer aos médicos marroquinos a fim de ver se consegue tratamento.
“Fiz o tratamento em alguns centros hospitalares de referência  do país, mas em vão. Diz que tentou igualmente o tratamento tradicional que resultou em nada. “Os nossos hospitais são muito caros, desde a consulta médica, análises e receita médica são todos caros. Esta é a razão que me trouxe aqui, a procura de um tratamento de qualidade e com bons medicamentos, gratuitamente”, explicou o paciente que na altura estava a contorcer-se, com dores.
Este paciente contou ainda que levou três dias a procura de consulta médica, mas não conseguiu devido a sua chegada tardia ao local, pelo que decidiu dormir ao lado do centro de forma a poder estar logo nas primeiras filas das pessoas que poderão ser atendidas.
Assegurou ainda que os guineenses debatem -se com problemas sérios de saúde, devido a falta de acesso à mesma e de dinheiro para o tratamento. Acrescentou ainda que “pode-se pensar que as pessoas estão aqui para aproveitarem do tratamento gratuito, mas outra coisa que se deve tomar em conta é a facilidade do tratamento e a qualidade dos medicamentos oferecidos”.
“Nos nossos hospitais temos imensas dificuldades em conseguir tratamentos por falta de dinheiro e, as vezes, por falta de um bom atendimento do pessoal de saúde. Outra preocupação é a qualidade dos medicamentos, dado que o paciente leva muito tempo a tomar medicamentos cuja validade está caduca e com a consequente perda de qualidade”, lamentou o doente.
MULHER DE 60 ANOS DE IDADE PROCURA CONSULTA MÉDICA HÁ DUAS SEMANAS NO CENTRO
Uma mulher de mais de 60 anos de idade contou a “O Democrata” que levou duas semanas a procura de consulta médica e tratamento, mas infelizmente não conseguiu. Frisou que não desistiria e que estava disposta a ficar todos os dias ali até conseguir.
Informou que padece de dores nas costas que as vezes não a deixam dormir e até andar, pelo que decidiu sacrificar-se todos os dias a procura de tratamento junto dos médicos militares marroquinos.
“Estou esperançada de que, com ajuda de Deus, um dia serei atendida. Estou a pensar em vir dormir aqui de forma a poder ser atendida. Muitas pessoas procuram este local para serem atendidas pelos brancos, porque fazem bom tratamento. Por isso é que estou aqui e espero que vou conseguir um dia ultrapassar a minha doença”, disse.
A “mulher grande”, aproveitou o microfone da nossa reportagem para agradecer ao Presidente da República, José Mário Vaz, pelos esforços de trazer o Rei Mohammed VI de Marrocos ao país, que igualmente mobilizou os médicos militares para tratar os pacientes guineenses.
“Apenas Deus é que pode pagar ao Presidente JOMAV e ao rei Mohammed VI. Muitas pessoas foram curadas aqui e até as pessoas que já tinha desistido de procurar tratamentos, porque aqui nesta terra seria impossível conseguirem tratamento. A consulta médica é muito cara e nós os carenciados temos dificuldades em custear o nosso tratamento e comprar os medicamento”, contou
A nossa reportagem ouviu igualmente testemunhos de pacientes já tratados, que enalteceram o trabalho feito pela equipa marroquina. Confirmaram a “O Democrata” que estão a evoluir normalmente, ou seja, estão a recuperar muito bem do tratamento, graças aos medicamentos que estão a tomar.
Um dos pacientes ouvido pela nossa reportagem que foi submetido a uma intervenção cirúrgica de catarata, Braima Camará, veio do sector de Pirada (região de Gabú). Camará considerou de muito importante os trabalhos dos médicos militares marroquinos, porque a maioria da população não possuí meios financeiros para poder tratar-se nos centros mais especializados do país.
JORNALISTA DE “NÔ PINTCHA” OPERADO A APENDICITE COM SUCESSO PELOS MEDICOS MARROQUINOS
O jornalista do jornal estatal “Nô Pintcha”, Aliu Baldé, foi submetido a uma intervenção cirúrgica de apendicite. Este nosso colega explicou à nossa reportagem que está a recuperar normalmente, adiantando de seguida que já está em condições de retomar as suas actividades diárias.
Aliu Baldé justificou aglomeração de pessoas junto a vedação do centro de atendimento, por falta de meios económicos da população no sentido de procurarem tratamento nos hospitais de referência do país.
“As vezes as pessoas ficam em casa com as suas doenças sem procurar médicos por falta de meios económicos. E eu sou um dos exemplos dessa situação, porque informei-me dos vários preços para o tratamento de apendicite no Hospital Nacional “Simão Mendes”, contou Baldé, que entretanto, frisou que graças a missão médica marroquina conseguira tratar-se sem pagar nenhum franco CFA, nem para o tratamento, nem para os medicamentos.
Aliu Baldé disse a “O Democrata” que fez dois dias no centro e que durante esses dias toda a alimentação foi suportada pela missão marroquina. No entanto, aconselhou os guineenses e em particular os que padecem de qualquer doença para procurarem o centro da missão médica marroquina para tratarem-se, porque esta “é uma oportunidade disponível para se tratar independentemente das condições financeiras”.
Sobre as longas filas de pacientes no centro de atendimento, o Secretário de Estado da Gestão Hospitalar, Domingos Malú, disse que a situação não tem nada a ver com falta de capacidade de resposta do sector da saúde à população e nem justifica que saúde pública guineense é cara.
MÉDICOS MILITARES PODERÃO VIR FAZER CONSULTAS E TRATAMENTO GRATUITO NO FUTURO
Entretanto, a equipa de reportagem do semanário “O Democrata” contactou o responsável da Divisão de Saúde Militar, Coronel Tcham Na Man, a fim de falar da situação das consultas médicas efectuadas pelos militares marroquinos aos cidadãos guineenses, como também explicar se no futuro os médicos militares guineenses poderão dar consultas médicas e tratamento gratuito à população guineense.
O Coronel Tcham Na Man explicou que os médicos militares marroquinos ficarão no país por algum tempo para ajudar nas consultas e no tratamento dos guineenses. Informou que uma equipa da missão militar marroquina esteve no país a fim de fazer o levantamento das necessidades das forças armadas guineense, dado que aquele país do magreb pretende dar um apoio robusto às forças armadas, sobretudo no sector da saúde.
Assegurou que o registo das necessidade na área de saúde militar, assim como noutras áreas do sector da defesa será traduzido num protocolo de acordo a ser assinado brevemente, pelos executivos dos dois países.
O responsável da Divisão de Saúde Militar contou que o seu departamento apresentou uma lista de prioridades à missão marroquina de saúde militar que vão desde os equipamentos dos hospitais militares de zonas e a construção de um Hospital Militar de referência ao nível de sub-região, como também a formação especializada dos seus quadros.
“Este ano está prevista o envio de médicos militares guineenses para uma formação especializada em saúde militar no Reino de Marrocos, também o mesmo acontecerá em 2016. Se o país conseguir efectivar a assinatura do protocolo de cooperação na área de defesa com Marrocos, os equipamentos dos centros hospitalares militares no interior, bem como a formação dos médicos militares guineenses poderá ser uma realidade e talvez estaremos em condições de realizar campanhas médicas para a consulta e tratamento gratuito ao nível do país”, precisou.
De referir que a equipa de médicos marroquinos encontra-se no país desde o passado mês de Maio, no quadro da visita do Rei de Marrocos, Mohamed VI à Guiné-Bissau.

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...