«DEFESA E SEGURANÇA» 500 MILITARES VÃO A REFORMA ESTE ANO, ANUNCIA MINISTRA DA DEFESA



Bissau, 17 Abr 15 (ANG) – A ministra da Defesa Nacional anunciou quinta-feira em Bula que quinhentos efectivos ligados ao sector da defesa e segurança da Guiné-Bissau irão à reforma ainda no decurso deste ano. 
Cadi Seidi falava no âmbito de uma visita de três dias que esta a efectuar às unidades militares do interior do país, nomeadamente Mansoa, Cumeré, Bula, Gabú, Bafatá, Buba, Quebo e Banbadinca, com intuito de inteirar-se das dificuldades das mesmas. 
“Brevemente uma equipa de sensibilização do processo de desmobilização vai estar no terreno para informar as pessoas sobre como vai decorrer as desmobilizações”, informou.
“Falar da reforma não significa mandar simplesmente as pessoas para casa mas sim é proceder a reestruturação e reorganização das unidades militares”, explicou a governante que acrescenta que o processo de aposentação visa contribuir para a melhoria da vida nos quartéis. 
A ministra sublinhou, a propósito da visita que efectua, como de proceder ao diagnóstico da real situação das Unidades Militares para depois diligenciar junto das autoridades competentes soluções para as mesmas.
Por outro lado, acrescentou, a deslocação insere-se na iniciativa de mobilizar os parceiros em termos de desbloqueamento de fundos para resolver os problemas constadas nas casernas.
“É muito lamentável a situação que estamos a constatar nas casernas visitadas”, deplorou Cadi Seidi que descreveu as casernas como em avançado estado de degradação. 
Por isso, a ministra da Defesa informou que vai transmitir o problema aos superiores hierárquicos, para, em conjunto, encontrarem solução para ultrapassar a situação. 

Seidi pediu a colaboração dos militares para o desenvolvimento do sector da Defesa e Segurança, tendo-lhe aconselhado a observarem sempre os aspectos da higiene e outros cuidados com a saúde nos quartéis e deixarem de evocar alegações como falta de materiais ou de meios financeiros.
A deslocação vem na sequência de um périplo iniciado em Julho de 2014 as unidades militares de Bissau com a mesma finalidade.

Construir aquela nossa tão desejada e sonhada “Casa da Guiné-Bissau”.


Vai fazer um mês que terminou a Mesa Redonda de Bruxelas, um dos mais importantes eventos organizados pelo Estado Guineense nos últimos 20 anos da nossa história económica, que fez suscitar tanta alacridade no país e na comunidade guineense espalhada pelo mundo fora.


Recordo que a Guiné-Bissau no período que sucedeu a guerra civil de 7 de junho de 1998,realizou duas mesas redondas (uma pelo Governo de Unidade Nacional- GUN, liderado por Francisco José Fadul e depois pelo Governo de Aristides Gomes). Ainda, em 2012 esteve em preparação uma terceira mesa redonda que acabou por não se realizar, como consequência do golpe de Estado registado nesse ano.

Importa questionar e reflectir de forma séria e profunda, sobre os reais motivos que leva o nosso país a necessitar recorrentemente desses encontros com a Comunidade Internacional, parceiros e doadores, para pedir apoios financeiros com base em programas de investimento público no Pais.
Julgo que oprincipal motivo dessa nossa quase crónica dependência desses encontros com os nossos parceiros deve-se ao fracasso das várias políticas económicas ensaiadas no país, entre os quais os planos quinquenais (no período antes da liberalização económica), os planos de ajustamento estruturais (pós-liberalização económica/FMI) e os Documentos de Estratégia Nacional para Redução da Pobreza (ainda em vigor).

Os agentes privados nacionais, enquanto principais actores do mercado, falharam, no sentido em que não souberam tirar o devido e oportuno proveito das condições económicas então disponibilizadas, nem tão pouco foram capazes de criar um verdadeiro espírito corporativista, capaz de orientar o fluxo de investimento para favorecer e expandir o sector privado no país.
É evidente que, o sector público, enquanto agente económico de peso, utente e também utilizador dos instrumentos dessas políticas económicas, também falhou.

A Comunidade Financeira Internacional, enquanto agente financiador, com capacidade e dever de monitorização das políticas-financeiras internacionais, teve a sua importante quota parte de responsabilidade nesse fracasso de todo um país, por si só frágil e muito dependente do financiamento externo.
Para não dispersar muito, vou centrar-me no mais importante, que é o nosso fracasso enquanto Estado.

A fundação para a construção de qualquer projeto de desenvolvimento para o país, tem de assentar nalguns requisitos fundamentais, que até são interdependentes entre si, como a paz social, a garantia do respeito das liberdades individuais e colectivas e, ainda, a estabilidade no exercício dos poderes fundamentais do estado, a saber o militar, o executivo e o judicial.
Sem esses requisitos, é utópico pensarmos numa boa governação, pretendendo ter um governo inclusivo, transparente, responsável, respeitador das regras do estado de direito, eficiente e com visão estratégica. E, é minha convicção que foram esses os preceitos que faltaram ao País, nestas quatro décadas da nossa independência. Desperdiçamos recursos e esforços tentando colocar os alicerces para erguer a casa, enquanto descuidávamos a fundação, que nunca foi planeada, nem edificada durante todo esse período.

Na última mesa redonda, foi apresentado um ambicioso projeto para a edificação de uma nova “Casa da Guiné”, orçada em dois mil milhões de dólares, quantia a ser disponibilizada de forma faseada até 2025.
Para concretização dessa gigantesca obra, só a construção da fundação foi orçada em quase 500 mil dólares, a ser executada nos próximos 3 a 5 anos, período de tempo que coincide com o mandato do actual governo. A restante verba será escalonada em projectos e programas para a próxima década.

Devido aos sinais positivos de alguma estabilidade que o país tem transmitido ao mundo, desde as últimas eleições, associado ao extraordinário trabalho técnico e algum lobby político-económico, o documento obteve um acolhimento mais que favorável dos parceiros da Guiné-Bissau, tendo atingido, neste momento, um montante de mais de 1.5 mil milhões de dólares, 3 vezes mais do que esperado e praticamente a cobrir todo o montante previsto pelo Documento de Visão Estratégica do Governo até 2025, sendo que, quase 50% deste montante a fundo perdido ou fundos não reembolsáveis.
É claro que não temos um cheque em branco da Comunidade Internacional e muito menos um cheque de 1.5 milhões de dólares nas mãos do Governo para amanhã começar a implementar os projectos contidos neste programa. Temos sim, um reconhecimento, uma adesão, uma vontade e um engajamento significativo da Comunidade Internacional e parceiros, ao Programa de Visão Estratégica do Governo apresentado na mesa redonda.

A Guiné-Bissau conseguiu sim o seu primeiro e mais importante objetivo, que é a recuperação da confiança da Comunidade Internacional e dos parceiros de desenvolvimento, após uma ruptura de mais de 24 meses, provocado pela alteração da Ordem Constitucional em 2012.

O segundo mais importante, senão vital objectivo, é transformar as promessas/engajamentos em desembolsos reais e efectivos dos montantes prometidos. Para se chegar a esta meta há um árduo e longo caminho a percorrer.
É precisamente nesta fase que quero concentrar o meu enfoque, porque daqui em diante os guineenses têm uma responsabilidade acrescida… O desafio que temos pela frente requer de todos, começando pelos titulares dos Órgãos de Soberania ao cidadão comum, uma entrega total e abnegada e um redobrar de esforços, sem precedentes, para a materialização deste esforço nacional.
Depois do soar dos tambores, das festividades e convívios com aquilo que conseguimos nesta mesa redonda (acreditem-me, justamente) é hora de arregaçar as mangas, para o chamado “miti mon na lama”, ou seja TRABALHAR DE FORMA SÉRIA E ÁRDUA.

A Guiné-Bissau tem manifestado sinais de franca retoma da actividade económica e os indicadores da estatística económica coloca-nos hoje, na posição antes do golpe de estado de 2012, altura em que o País atingiu o seu auge na avaliação do desempenho macroeconómico, realizado pelo FMI. Neste momento regista-se um aumento da receita fiscal em mais de 40% do que previsto pelo FMI e um controle mais eficaz das despesas públicas.
Enquanto se regista, com satisfação, mostras de melhorias não só em termos de gestão das finanças públicas, que está a garantir o funcionamento regular da Administração Pública, mas também noutras áreas, nomeadamente na Educação, Saúde, fornecimento de energia eléctrica, etc, etc., notam-se melhorias significativas no aliviar da tensão social e, consequentemente, o renascer da esperança de dias melhores para o País.

Enquanto isso, a nível político há sinais de inquietações e preocupações, com supostas descoordenações e desentendimentos entre os Órgãos de Soberania Nacional, que chega a ser especulado e intitulado de crise Institucional. A meu ver, ...nada a ver!

No processo da construção de um regime e/ou sistema democrático e, sobretudo, numa conjuntura pós-eleitoral, em que o partido vencedor advém de fricções intra-partidárias inerentes ao processo democrático de escolha dos seus militantes para os combates eleitorais e posteriormente para o elenco governativo, torna-se natural e perfeitamente compreensível que nesta fase inicial da instalação e organização dos poderes inerentes aos órgãos de soberania, exista esse exercício de ajustes na interpretação e na execução dos deveres e poderes que compete a cada figura institucional (Chefe do Partido vs Chefe do Estado vs Chefe do Governo vs Chfe da ANP).

Portanto, não há percursos fáceis na construção das instituições democráticas, principalmente quando o país e o partido vencedor tiveram a imperiosa necessidade de constituição de um governo inclusivo, abrangendo na governação uma boa fatia das sensibilidades partidárias existentes no país, tendo por sua vez que preterir muitos quadros que, pertencentes ao partido vencedor das eleições, também se esforçaram para que o partido conseguisse essa vitória. Mas, faz parte justamente do processo de amadurecimento democrático, saber colocar interesses nacionais por cima das nossas vontades e sonhos individuais e saber aguardar para a oportunidade nacional e do reconhecimento das nossas capacidades, continuando a trabalhar para os nossos objectivos nacionais, partidários e só depois pessoais. É dessa forma que se faz política de forma conscienciosa e madura.

Porém, identificados que estão os pontos de discórdia, descoordenação ou desajustes no exercício de poderes institucionais, é preciso trabalhar no sentido de corrigi-los e ultrapassá-los, antes que desemboquem num conflito ou crise institucional ou política, fortemente desaconselháveis nesta altura em que o País está perante uma grande oportunidade de reconciliação interna e com a Comunidade Internacional.

Portanto, a todos os guineenses e, em especial, às autoridades nacionais, está lançado o convite, senão exigência, no sentido de garantir consensos e entendimentos, capazes de promover a estabilidade do País, como condição sine-qua-non, para construir aquela nossa tão desejada e sonhada “Casa da Guiné-Bissau”.

Bem Haja a todos
Walter Tavares
MA in Economics
Boston/EUA

(c/ a devida vénia, in: "Progresso Nacional")

BID cede ajuda de 30 milhões

O Ministro da Economia e das Finanças da Guiné-Bissau, Geraldo Martins, anunciou que o Banco Islâmico para o Desenvolvimento (BID) vai conceder ao país uma ajuda no valor de 30 milhões de dólares, o equivalente a mais de 28 milhões de euros.


A informação foi dada pelo ministro da tutela na apresentação dos indicadores múltiplos de 2014, relativo à avaliação de bem-estar e direitos das crianças guineenses.

Geraldo Martins mostrou confiança no futuro, garantindo que a Guiné-Bissau terá à sua disposição «muitos meios financeiros para a execução de políticas públicas».


Projecto de Apoio à Melhoria da Segurança Alimentar, Promoção Económica das Fileiras Agrícolas e Florestais

O "Projecto de Apoio à Melhoria da Segurança Alimentar, Promoção Económica das Fileiras Agrícolas e Florestais na Guiné-Bissau e Cabo Verde" vai ser oficialmente encerrado na quinta-feira com uma cerimónia no Centro Camponês de Djalicunda, região de Oio, centro do país.


O isolamento das populações rurais, dependentes de práticas agrícolas ancestrais e das condições meteorológicas, deixa-as vulneráveis a períodos de falta de alimentos.

O projecto deu acesso a sementes diversificadas e de qualidade, que garantem melhores culturas, introdução de serviços de lavoura mecanizada e ao apoio técnico dispensado a 600 agricultores.

Por outro lado, foi construído e activado um centro-piloto, baseado no Centro Camponês de Djalicunda, dedicado à experimentação de técnicas inovadoras de transformação de produtos agrícolas e florestais.

"O centro já realizou mais de 100 experiências, nomeadamente com controlo de qualidade dos produtos locais através de um pequeno laboratório, produção de sumos, compotas e farinhas para venda, nomeadamente em Bissau", referiu a UE em comunicado.

O projecto foi financiado pela UE, pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e pelo Comité Francês para a Solidariedade Internacional, com participação da Federação Camponesa KAFO.

No mesmo âmbito, foi também estabelecida uma estrutura denominada KAFO-COMERCIAL, oficializada em maio de 2013, com o objectivo de valorizar a produção local através de um sistema de comercialização e de distribuição sob a marca "Sabores da Tabanca".


“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...