«COOPERAÇÃO» EMBAIXADA DA CHINA OFERECE LIVROS CIENTÍFICOS A UNIVERSIDADE LUSÓFONA DA GUINÉ-BISSAU



Bissau, 16 Abr 2015 (ANG) – A Embaixada da República Popular da China ofereceu hoje um lote de cerca de 100 livros Científicos escritos em Francês, Português Chinês e Inglês a Universidade Lusófona da Guiné (ULG).
No acto da entrega, o Assessor Cinético da Universidade Rui Sá, considerou o gesto da Embaixada chinesa sinal de amizade entre este pais asiático com a Guiné-Bissau.
Disse acreditar que com os novos livros, os estudantes universitários terão a possibilidade de aprofundar seus conhecimentos da língua e cultura chinesa.
“Estes materiais vão servir sobre tudo para promover o encontro e reencontro dos estudantes guineenses com a cultura milenar da China,” frisou Rui Sá, que qualificou a China como um gigante econômica a emergir, dai a importância dos alunos aprenderem muito sobre aquele país.
O Embaixador da República Popular da China na Guiné-Bissau, explicou que a oferta se enquadra no que chamou de intercâmbio educacional entre os dois povos irmãos e vai fortalecer o conhecimento dos educandos guineenses naquele estabelecimento de ensino.
Wan Ghua destacou ainda que a importância do relacionamento do seu pais com os estados membros da língua lusófonos (CPLP). “Estabelecemos já um fórum de Cooperação Econômico e Social entre a china e os países da língua Portuguesa e, logicamente, com a Guiné-Bissau incluída,” disse o Embaixador da China.
Wan Ghua revelou que a língua chinesa poderá vir a ser leccionada na Guiné-Bissau, tal como o francês e inglês, se tudo correr bem entre os governos dos dois países.

EM BISSAU, REPRESENTANTE DA UNIÃO AFRICANA REVELA APOSTA PARA DETER O TERRORISMO


Ovídio Pequeno. Foto: Rádio ONU/Amatijane Candé
Em declarações à Rádio ONU, embaixador Ovídio Pequeno abordou as ameaças de milícias como Boko Haram e Al Shabaab; pirataria marítima também preocupa União Africana.
O representante residente da União Africana, UA, na Guiné-Bissau disse haver ações coordenadas com entidades sub-regionais para combater o Boko Haram no norte da Nigéria antes que se torne numa ameaça à paz sub-regional.
Ovídio Pequeno falou à Rádio ONU, na Guiné-Bissau, após a cimeira conjunta que na Guiné-Equatorial reuniu a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Cedeao, e da Comunidade Económica dos Estados da África Central, Ceeac.
Ameaça
O Conselho de Segurança pediu a essas entidades que criassem um plano comum para combater a ameaça do grupo terrorista nigeriano.
Numa entrevista à Rádio ONU, Ovídio Pequeno apontou também as milícias Al Shabaab no Quénia, a situação na Somália e a problemática da pirataria marítima como questões que põem em risco a segurança do continente e que a UA promete combater.
Ao falar de outros fenómenos políticos, Pequeno destacou as várias eleições que devem acontecer este ano no continente. De acordo com ele, vários pleitos têm se revelado difíceis tendo em conta a falta, não só da vontade política de alguns políticos africanos, mas da primazia pelo respeito a vontade da maioria.
Problemas
"Nós, a nível da União Africana, temos uma mão cheia de problemas e pensamos que só com a vontade política e pensar, sobretudo, nas razões que levam as pessoas a terem que votar, que optar, poderemos agir para que a África ultrapasse essas situações."
Acompanhamento
O chefe do Gabinete da União Africana em Bissau garantiu que a organização continental continuará a acompanhar os esforços de estabilização política e de criação de condições de desenvolvimento socioeconómico da Guiné-Bissau.
Pequeno chamou ainda atenção sobre a necessidade de se gerir as expectativas criadas em torno do resultado da Mesa Redonda, pois trata-se apenas do início de um longo processo, acrescentou.
Grupo de Pressão 
Ovídio Pequeno aponta a criação de mecanismos de seguimento e acompanhamento da Mesa Redonda e o estabelecimento em paralelo de um grupo de pressão junto aos parceiros como melhores vias para traduzir os anúncios em coisas concretas.
"Nós que participamos da Mesa Redonda e temos acompanhado todo esse processo desde a transição até aqui, continuamos a pensar que é preciso que o governo, a classe politica, os fazedores da política nacional saibam gerir esse processo. A Mesa Redonda, alguns têm dito, e com muita razão, não é o fim de um processo, é apenas o início de um longo processo porque comporta anúncios, anúncios esses que levarão algum tempo para poderem ser materializados."
Estabilidade
Depois da transição, a Guiné-Bissau vive um momento de certa estabilidade social e política, disse o representante. Ele disse que “nem tudo está nos carris" e mostrou-se otimista em relação a dinâmica de busca de consensos na ação governativa, adotada pelo atual governo liderado por Domingos Simões Pereira.
Ovídio Pequeno exorta entretanto aos líderes guineenses a primarem por uma maior coesão e coordenação internas, pondo de lado possíveis desavenças, pois "estão condenados a caminhar juntos”.
De Bissau para a Rádio ONU, Amatijane Candé.

EMBAIXADORA DA MÚSICA MODERNA GUINEENSE DULCE NEVES SERÁ HOMENAGEADA


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A Diva embaixadora da música moderna guineense, Dulce Maria Vieira das Neves, será homenageada no próximo dia 24 do mês em curso, durante a comemoração de 39 anos da carreira musical. A cantora integrou à Orquestra “Super Mama Djombo” em 1976.
Para a realização do referido evento foi criada uma comissão organizadora dirigida pela jornalista da Radiodifusão Nacional, Fátima Tchumá Camará. A gala de homenagem a decorrer no pátio de Azalai Hotel em Bissau, contará com a presença de vários músicos nacionais e internacionais. As vozes de artistas internacionais aguardadas na cerimónia, são as da Angolana Patrícia Faria, da Costa Marfinense residente na Guinée Conakry, Aicha Koné. Os músicos nacionais convidados para o acto de homenagem são Manecas Costa, Karina Gomes, Jovem Binham, Sambala Kanuté e Inaida Marta.
Em declaração a’O Democrata, Dulce Neves disse que muita coisa a marcou ao longo de 39 anos da carreira musical com “momentos positivos”, destacando o prémio do Disco de Ouro em 2009 através do seu álbum intitulado “Mundu Rabida”.
A cantora disse ainda que na altura em que começara a cantar era difícil para muita gente ver uma “mulher a cantar no meio dos homens”, pois, era apelidada de muitos nomes.
“Uma das coisas que me marcou na minha vida foi o período de golpe de Estado de 12 de abril, em que fui detida pelos militares. Bateram-me e depois me puseram na cela, confesso aqui que como mãe deixei tudo para atrás. Sei que tudo aquilo que aconteceu na nossa vida é o destino marcado por Deus, por isso deixei tudo para atrás”, assegurou.
De referir que a cantora, Dulce Neves já editou no mercado 3 álbuns. o primeiro disco em 1996, intitulado d“Nha Destino”; em 2001, “Balur di Mindjer” e em 2009, lançou o terceiro álbum “Mundu Rabida” com o qual ganhou o Disco de Ouro.

Transformação dos produtos locais nas tabancas de Oio

União Europeia apoia a transformação dos produtos locais nas tabancas de Oio


Após as actividades ao longo dos três anos do Projecto de apoio a Melhoria da Segurança Alimentar, Promoção Económica das Fileiras Agrícolas e Florestais na Guiné-Bissau e Cabo-Verde, financiado pela União Europeia, pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e pelo Comité Francês para a Solidariedade Internacional, a Federação Camponesa KAFO realizará o acto de encerramento oficial no dia 16 de Abril de 2015 no Centro Camponês de Djalicunda. O acto incluirá a apresentação das realizações e dos resultados alcançados perante a execução da acção, com a participação efectiva das comunidades rurais dos sectores de Mansaba, Farim e Mansoa na região de Oio.

O projecto atingiu um grupo alvo de cerca de 3500 pessoas em 30 aldeias. Entre os resultados atingidos destacam-se os seguintes:
• Redução dos períodos de escassez de alimentos de 4 a 1 mês, graças ao acesso melhorado e durável a sementes diversificadas e de qualidade, à introdução de serviços de lavoura mecanizada e ao apoio técnico dispensado a 600 agricultores,
• Construção e operacionalização dum centro-piloto, baseado no Centro Camponês em Djalicunda, dedicado a:
- Experimentação de técnicas inovadoras de transformação de produtos agrícolas e florestais. O centro já realizou mais de 100 experimentações,
- Controlo de qualidade dos produtos locais através de um pequeno laboratório,
- Produção de sumos, compotas e farinas para venda, nomeadamente em Bissau,
• Implantação de 24 pequenas unidades de transformação e comercialização dos produtos agrícolas e florestais ao nível de aldeia, e profissionalização de cerca de 160 produtores da fileira de transformação agro-alimentar, entre os quais mais de 60% são mulheres.

Para além destas iniciativas, no quadro do projecto foi também estabelecida uma estrutura denominada KAFO-COMERCIAL, oficializada em Maio 2013, cujo objectivo consiste em contribuir para a valorização da produção local, através dum sistema de comercialização e de distribuição (sob a marca "Sabores da Tabanca") duma vasta gama de produtos transformados de qualidade da Guiné-Bissau.
 
A cerimónia de enceramento do projecto do 16 de Abril de 2015 informará também sobre as perspectivas de consolidação, graça a continuidade da parceria entre KAFO, NO-KUMÈ-SABI e ESSOR com o apoio da União Europeia e da AFD, através do projecto FIKIDJA, cuja intervenção será orientada em prol das comunidades rurais de Oio e Cacheu.

(in: União Europeia na Guiné-Bissau em Bissau)



“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...