PARTIDO NO PODER NA GUINÉ-BISSAU PREOCUPADO COM DESAVENÇAS ENTRE PRINCIPAIS DIRIGENTES DO PAÍS





PAIGC, partido no poder na Guiné-Bissau, vai juntar à mesma mesa o presidente do país, o líder do parlamento e o primeiro-ministro, para um esclarecimento sobre os motivos de alegadas desavenças entre os três.

A informação foi avançada à Lusa por uma fonte da direção do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), como sendo uma das principais conclusões da reunião do ´bureau´político realizada no sábado, em Bissau.

Os veteranos do partido auscultaram individualmente o presidente José Mário Vaz, o líder do parlamento,Cipriano Cassamá, e o primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, para saber se as alegadas desavenças entre os três têm fundamento ou não e quais os motivos.

Após estas diligências, os veteranos do PAIGC, que se dizem preocupados, fizeram a restituição das auscultações aos 91 membros do ´bureau´ político, que, por sua vez, sugeriram um encontro entre os três.

"A ideia é juntar os três à volta da mesma mesa para esclarecer os eventuais mal entendidos que possam existir", assinalou a fonte da direcção do PAIGC.

Os três dirigentes do país são todos membros do ´bureau´ político, mas devido às funções de presidente do país, José Mário Vaz não presencia as reuniões do partido, ao contrário de Cipriano Cassama eDomingos Simões Pereira, que marcaram presença no encontro de sábado.

A fonte da direcção do PAIGC fez notar ainda que o encontro entre os três, a ser organizado pelos veteranos do partido, visa sobretudo esclarecer mal entendidos "e promover a coesão a bem do partido e da Nação", sublinhou.

O ´bureau´ político também fez uma menção honrosa ao desempenho do Governo de Domingos Simões Pereira, a quem encoraja a prosseguir com as suas acções, manifestando ainda "total solidariedade"quanto à mesa redonda com os doadores prevista para 25 de março em Bruxelas, Bélgica.

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"A MAIORIA DOS NEGROS TEM MEDO DE SAIR À RUA NO 10 DE JUNHO"




"Portugal, o racismo segue de boa saúde", diz o músico e cronista Kalaf do ocorrido na Cova da MouraSerá? E se sim, porquê?

"Todo o homem negro, conscientemente ou não, a dada altura da sua vida, já odiou o homem branco". São as duas primeiras linhas do artigo que o músico e cronista luso-angolano Kalaf Ângelo Epalanga publicou no site Rede Angola a 10 de fevereiro, cinco dias após os acontecimentos naCova da Moura, no mesmo dia em no Público se lia a reportagem-choque em que se denunciam comportamentos racistas da PSP, a cujos agentes se atribuem frases como "Não sabem o que eu odeio vocês, raça do caralho, pretos de merda".

Kalaf sorri quando ouve que o seu artigo provocou polémica acesa nas redes sociais. "Depois de ver aquelas notícias sobre a Cova da Moura não encontrei outra forma de expressar o que sentia senão a de inverter os papéis. Aqueles polícias disseram: "Não gosto de pretos". É pouco comum ouvir um negro dizer "não gosto de brancos", pelo menos de uma forma tão visível. Os negros não gostam de falar sobre racismo. Estão agradecidos de estar na Europa e os deixarem trabalhar aqui. Mas é preciso perceber que a maioria tem medo de sair à rua no dia 10 de junho. E antes do Alcino Monteiro[português de origem cabo-verdiana assassinado em 1995 por skinheads] já sucedia. Há uma onda de ressentimento em relação aos brancos que, mesmo tendo razões, é assustadora." Ressentimento? "É o que se sente quando se pensa em 500 anos de escravatura." DN

Violação dos direitos humanos diminuíram


As tensões políticas e os casos de violação de direitos humanos diminuíram na Guiné-Bissau depois das eleições gerais de 2014, mas a impunidade mantém-se em relação aos casos registados no passado, refere o relatório anual da Amnistia Internacional.

"As tensões políticas persistentes e violações de direitos humanos diminuíram depois das eleições em abril [e maio] e da posse de um novo Governo em julho", refere a organização.

A nível social, o descontentamento também decresceu com "o retomar das ajudas internacionais", que permitiram "pagar ordenados em atraso" e reduzir a ameaça de greves. Lusa 

MESA REDONDA: UE vai pagar deslocação da Guiné-Bissau a encontro com doadores em Bruxelas - PM



 
 A União Europeia (UE) vai pagar a deslocação da comitiva da Guiné-Bissau à reunião com doadores, marcada para 25 de março, em Bruxelas, anunciou hoje o primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira.

A saída de uma audiência com o Presidente da República, José Mário Vaz, o chefe do Governo disse estar satisfeito com os sinais que tem vindo a receber no âmbito da preparação da mesa-redonda com os doadores e parceiros do país, mas sobretudo pela manifestação de apoios por parte da UE.

"A União Europeia enviou-nos duas notas. Uma do Parlamento Europeu e outra da própria UE", em que comunica que "vai assumir todos os custos da delegação da Guiné-Bissau" declarou Domingos Simões Pereira, quando dava conta aos jornalistas do teor da conversa com o presidente José Mário Vaz.

O primeiro-ministro guineense enalteceu também as manifestações de solidariedade que recebeu da Comunidade Económica dos Países da Africa Ocidental (CEDEAO) e das Nações Unidas e diz-se confiante no sucesso do encontro internacional.

Foi com o propósito de apresentar o estado dos preparativos da reunião de Bruxelas que Domingos Simões Pereira se reuniu hoje com o presidente guineense, que informou das diligências em termos logísticos e a quem apresentou os documentos que vai levar ao encontro.

"O Presidente manifestou interesse em conhecer em detalhe essa documentação, que vamos facultar-lhe ", observou Simões Pereira.

O primeiro-ministro escusou-se a comentar "outros assuntos de índole interno" que teria discutido com o Presidente, mas enfatizou o gesto de solidariedade manifestada na terça-feira pelo líder do Parlamento, Cipriano Cassamá, em relação à mesa redonda.

"É um sinal positivo que vem confirmar o que a Assembleia Nacional Popular já tinha feito quando aprovou, por unanimidade, o Programa do Governo. É um sinal muito forte da adesão da população a este processo", disse Domingos Simões Pereira.

O chefe do Governo guineense comentou também o alegado clima de tensão com o Presidente do país, para sublinhar que cada um faz a parte que lhe cabe, de acordo com os deveres constitucionais, ainda que alguns assuntos sejam delicados.

"Nós temos tratado de assuntos delicados com o Presidente da Republica. Eu estou satisfeito porque nenhum de nós foge dos assuntos difíceis. Estamos a tratar das questões e quando elas são realmente mais delicadas temos que levar mais tempo na sua análise, na sua abordagem", referiu.

Domingos Simões Pereira disse não ter motivos de queixa nas suas relações com José Mário Vaz. "Ele enquanto presidente da Republica, eu enquanto chefe do Governo: não tenho razões de queixa. Penso que é o país, é a governação é todo o ambiente politico que sai reforçado", acrescentou o primeiro-ministro guineense.
Lusa

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...