Dia da Mulher Guineense celebrado com enfoque no papel feminino na segurança

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Campeonatos na Guiné-Bissau arrancam este fim-de-semana

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No novo formato, 14 equipas farão parte da primeira divisão e 25 da segunda.

Os campeonatos de futebol da Guiné-Bissau têm arranque agendado para este fim-de-semana, disse hoje à Lusa o segundo vice-presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, Carlos Mendes Teixeira.

No novo formato, 14 equipas farão parte da primeira divisão e 25 da segunda, que será dividida em três séries, desaparecendo a terceira divisão, num formato decidido no último congresso da federação, realizado no princípio deste mês.

Até aqui, a primeira divisão comportava 10 clubes e a segunda 12, enquanto a terceira divisão era disputada por 15 clubes.

O grosso dos clubes do último escalão transitam para a segunda divisão, referiu Carlos Teixeira, dirigente da federação responsável pela pasta do futebol, devendo as zonas norte e sul comportarem oito equipas, enquanto o centro terá nove formações.

Como atrativo para a nova época, Carlos Teixeira disse que a federação está a trabalhar no sentido de proporcionar jogos no período da noite, desde que o governo disponibilize apoios nesse sentido.

A federação aguarda o desbloqueamento da subvenção anual por parte do governo e espera também por uma resposta sobre o pedido de ajuda financeira para policiamento dos jogos, sem que os clubes paguem.

"Com estes apoios do governo, seguramente que vamos ter um campeonato competitivo e atrativo", concluiu.


A federação foi ainda mandatada para passar a organizar os campeonatos das primeira e segundas divisões de futebol feminino e dos escalões de formação (juniores e juvenis), competência que estava entregue à Liga Guineense de Clubes de Futebol desde 2008.

Portugal retoma programa de atribuições de bolsas para alunos do ensino secundário da Guiné-Bissau


Portugal vai retomar este ano um programa de bolsas de estudo para que jovens da Guiné-Bissau possam estudar no ensino secundário em Portugal, adiantou à Lusa o embaixador português na capital guineense, António Leão Rocha.

"Ao nível do ensino secundário houve um interregno [na atribuição de apoios] e agora vamos retomar o programa com 60 bolsas" para o próximo ano letivo, 2015/16, referiu o diplomata, em entrevista a agência Lusa.

O programa ficou suspenso depois do corte de relações entre os dois países devido ao golpe de estado de abril de 2012.

O relacionamento voltou à normalidade com a eleição de novas autoridades, no último ano.

Ao longo daquele período manteve-se apenas a atribuição de bolsas para o ensino superior, com nove alunos apoiados em 2014 - quatro dos quais vão beneficiar este ano de renovação de bolsa a juntar a outras 12 novas, por entregar.

António Leão Rocha apresentou cartas credenciais ao Presidente da República da Guiné-Bissau a 05 de dezembro (apesar de estar em funções diplomáticas no país desde abril de 2014) e na primeira entrevista como embaixador mostrou-se confiante na "estabilidade politica" conquistada no país.

Portugal está a apoiar as novas autoridades com um programa a seis meses para atender "às prioridades de curto prazo na saúde, educação e desenvolvimento rural" e em breve começará a ser preparado um "plano estratégico de cooperação a três anos".

Além do entendimento entre os dois governos, o diplomata acredita que ao nível na iniciativa privada, em 2015, haverá missões empresariais portuguesas em solo guineense - depois de em 2014 ter sido cancelada uma das visitas anunciadas por causa de a TAP não ter retomado os voos para Bissau.

A ligação aérea foi suspensa em dezembro de 2013 quando as autoridades guineenses do período de transição (nomeadas depois do golpe de 2012) obrigaram a tripulação a levar cerca de 70 passageiros ilegais para Lisboa.

No último ano, após eleições na Guiné-Bissau, os governos dos dois países chegaram a acordo sobre novas condições de segurança, a TAP anunciou que os voos recomeçavam em outubro, mas comunicou depois que não havia condições para os retomar, sem dar mais explicações.

"Sabemos que haverá dificuldades da TAP em cobrir os voos", mas "também não recebi explicações", disse António Leão Rocha.

De qualquer forma, o diplomata acredita que a ligação será retomada: "espero que sim, é a expetativa que todos temos, inclusive o governo de Portugal".

Nos planos para 2015, o novo embaixador pretende dinamizar o Centro Cultural Português em Bissau, depois de um período com poucas atividades no cartaz cultural aberto ao público.


Segundo António Leão Rocha, a situação acabou por ser reflexo do afastamento entre os dois países a seguir ao golpe de 2012, mas neste ano o espaço vai conhecer "uma nova dinâmica", concluiu. Com a Lusa

DEGOL MENDES: “DINHEIRO RESULTANTE DE DROGAS SUSTENTA BRANQUEAMENTO DE CAPITAL NA GUINÉ-BISSAU”

Degol Mendes_SE Plano e Integraçao Regional
O Secretário de Estado da Economia e da Integração Regional, Degol Mendes revelou esta quinta-feira, em Bissau, que o dinheiro proveniente do tráfico de drogas alimenta o branqueamento de capital no país.
Degol Mendes fez estas afirmações à margem da abertura do seminário de Divulgação do regulamento de atuação dos agentes em Matérias do Controlo Transfronteiriço de Dinheiro e outros instrumentos negociáveis ao Portador no território Nacional.
O governante aconselha, por isso que a imagem do país seja preservada. Pois, segundo disse, a Guiné-Bissau “infelizmente ou injustamente” é conhecido como um país de traficantes de droga.
De acordo com Degol Mendes, o dinheiro que provém do tráfico de droga “é que alimenta o branqueamento de capital no país”. Todavia, defende que essa prática tem de ser banida e mostrar ao mundo que o entendimento que se tem da Guiné-Bissau nesta matéria é errado.
Nisto, pede que se desenvolva fortemente um sistema nacional de combate ao branqueamento de capital para que aqueles que pratiquem esses atos ilícitos estejam vedados de beneficiarem dos frutos dos mesmos atos. E consequentemente desencorajar essa prática.
Lembra que os guineenses vivem numa economia onde a maior parte a circulação monetária é fiduciária, ou seja as pessoas preferem guardar o dinheiro em casa em vez de depositá-lo no banco. Facto que diz facilita sua transportação e camuflagem.
Segundo dados apurados pelo Jornal O Democrata, o encontro vem justamente na sequência dos desafios colocados à Guiné-Bissau, como sendo um país de traficantes de droga.

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...