GUINÉ-BISSAU: DEPUTADA SUSIE BARBOSA QUER MAIS MULHERES NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES



Em entrevista à DW África, a deputada Susie Barbosa, presidente da Rede de Mulheres Parlamentares, diz que a crise em Bissau não seria "tão grave" se houvesse mais mulheres no Parlamento e no Executivo.

A população feminina da Guiné-Bissau ultrapassa o número de cidadãos do sexo masculino. Mas, apesar de serem maioria no país, as mulheres guineenses perderam representatividade política nas duas últimas décadas. É o que diz a deputada Susie Barbosa, do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAICV), presidente da Rede de Mulheres Parlamentares.

Em entrevista à DW África, a deputada fala sobre o trabalho de sensibilização que está a realizar até esta quinta-feira (31.08), em parceria com o Gabinete Integrado da ONU para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), em várias regiões do país, com objetivo de convocar as mulheres para a vida política.

Segundo Susie Barbosa, após a democratização da Guiné-Bissau, há pouco mais de 20 anos, o número de mulheres no Legislativo e no Executivo era elevado. Mas ao longo dos anos isto mudou.

"Apenas 10% dos cargos no Parlamento e no Governo são ocupados por mulheres, e na administração pública só 25%. No nosso Governo, apenas cinco mulheres participam como membros, e nenhuma em cargo ministerial", alerta.

Acompanhe a entrevista, na qual a deputada defende que nas próximas eleições mais mulheres sejam candidatas nas listas dos partidos.

DW África: Como vai acontecer a sensibilização das mulheres para a participação na vida política da Guiné-Bissau?

Susie Barbosa (SB): Estamos a trabalhar no escritório da UNIOGBIS, em Bafatá. É uma sensibilização que pretende chamar a atenção das mulheres para uma maior participação política, e, de certa forma, dar-lhes a conhecer a legislação já existente no país, e as lacunas que ainda existem, que nós parlamentares temos a responsabilidade de implementar.

DW África: Que lacunas são essas?

SB: Estamos neste momento a trabalhar na criação da lei de cotas, que são medidas transitórias adotadas em situações em que nós que há uma desigualdade, e são medidas que se adotam num determinado período de tempo para se atingir a igualdade de género. Estamos estado à parte disto a fazer as sensibilizações a nível das regiões, com o apoio das UNIOGBIS, e a tentar convencer as mulheres para que haja uma maior participação política das mesmas na Guiné-Bissau. Um facto importante a referir é que na Guiné-Bissau tem uma população maioritariamente feminina, nós somos mais de 52% de mulheres, mas apenas 10% tem participação na política e apenas 25% ocupa cargos na administração pública. Daí a necessidade de se chamar atenção para uma maior política das mulheres como candidatas e como administradoras da função pública, e não como apoiantes dos homens. 

DW África: Apenas 10% dos cargos no Governo e no Parlamento são ocupados por mulheres. Como isto afeta as tomadas de decisões e a criação de políticas públicas voltadas para as mulheres guineenses?

SB: Infelizmente afeta bastante. Esse número reduzido na participação da vida política faz com que não haja políticas públicas adequadas para as mulheres. E infelizmente esta é uma situação que tem vindo a agravar-se. Mas tínhamos antes na abertura democrática uma maior participação das mulheres, chegando no Parlamento dado momento a registar 30 mulheres deputadas, e neste momento, passados 23 ou 24 anos da nossa abertura democrática, temos apenas 14 mulheres num universo de 102 deputados. Mas tristemente é uma situação que não se verifica só no Parlamento. Nós temos neste momento no nosso país um Governo onde há apenas cinco membros mulheres, e nenhuma é ministra.

DW África: O que tem impedido até agora que mais mulheres participem da política na Guiné-Bissau?

SB: Extamente esta falta de políticas públicas. E nós entendemos também como fundamental está a inclusão no currículo escolar das crianças, desde cedo, a igualdade de género e igualdade de oportunidades. Então, penso que cabe a nós, parlamentares, alertar e ao mesmo tempo fazer pressão junto do Governo para que não seja apenas usada a questão da igualdade de género nos comícios, nas jornadas, mas sim a nível dos currículos escolares e também na participação efetiva nas listas que vão ser apresentadas pelos partidos.

DW África: E levando em conta a crise política que se instalou em Bissau, de que forma a maior participação feminina no Parlamento e no Governo poderia contribuir para um consenso no país?

SB: Acreditamos que esta crise não seria tão grave se houvesse maior participação das mulheres. Entendemos que as mulheres são mais sensíveis, são mais responsáveis na gestão da coisa comum. Por este motivo, a Guiné-Bissau não estaria nesta situação se houvesse mais mulheres com poder de decisão, e por isso que estamos a motivar a maior participação das mulheres para que num futuro próximo, sobretudo no próximo embate eleitoral, os partidos sejam obrigados a terem esta representatividade feminina e as mulheres tenham efetivamente o poder de decisão, e não estejam em segundo lugar a apoiar os homens ou a aplaudir os homens. E lembramos que estamos a nos aproximar das próximas eleições, quando elas serão cruciais para as decisões que serão tomadas.

PRESIDENTE GUINEENSE FELICITA NOVO PRESIDENTE DE ANGOLA E ESPERA REFORÇO DA COOPERAÇÃO


Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, felicitou João Lourenço pela eleição como chefe de Estado de Angola numa mensagem em que manifesta a sua determinação em reforçar a cooperação entre os dois países.
«Quero manifestar a minha determinação em contribuir para o estreitamento dos laços de amizade existentes entre as nossas duas nações e no reforço das nossas relações de cooperação bilateral para que produzam resultados reciprocamente vantajosos para os nossos povos e estados», refere, na mensagem, José Mário Vaz.
Na mensagem, o chefe de Estado guineense enviou também «calorosas felicitações» em nome do povo guineense, desejando «prosperidade» ao povo «amigo e irmão» de Angola.
Os resultados provisórios das eleições gerais de 23 de agosto divulgados pela Comissão Nacional de Eleições dão vitória ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) com 61% dos votos e uma projeção de 150 deputados (maioria qualificada), além das eleições de João Lourenço como próximo Presidente da República.
A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE) e o Partido de Renovação Social (PRS) não reconheceram os resultados.

Notabanca/MO

«PRS/ GUINÉ-BISSAU» CONVOCATÓRIA



Por instruções da Direção Superior do Partido da Renovação Social são convocados todos os membros do Conselho Nacional para uma reunião a ter lugar na próxima segunda-feira, dia 04 de Setembro, no AZALAI HOTEL, às 09h00 da manhã.

Dada a importância da reunião pede-se a comparência de todos os membros.

Bissau, 31 de Agosto de 2017

Gabinete de Informação e Comunicação


Conosaba com http://faladepapagaio.blogspot.pt/

YANINICK DJALÓ REVELA QUAL O MAIOR ARREPENDIMENTO DA SUA CARREIRA



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