AEViVer ESTABELECE "ENTENDIMENTOS" COM CÂMARA DO COMÉRCIO DA GUINÉ-BISSAU



A Associação Empresarial de Vila Verde (AEViVer) estabeleceu memorando de entendimento com Câmara de Comércio da Guiné-Bissau (CDC-GB), na passada sexta-feira, em Bissau. Segundo José Morais, presidente da AEViVer e que lidera a comitiva de empresários vilaverdenses, distrito de Braga, o protocolo visa estreitar relações entre aquele país africano e Vila Verde.

“No sentido de potenciar oportunidades de negócios que sirvam ambas as partes. Queremos ajudar este país com as nossas empresas de Vila Verde, assim como a Guiné Bissau pode alavancar a nossa região. É um país importante para nós e para Portugal”, frisou José Morais ao Semanário V.

Já Mamadu Saliu Lamba, presidente da CDC-GB, destacou o facto da Guiné-Bissau ser um país onde “falta muita coisa”.

“Estamos receptivos a receber as empresas portuguesas que nos podem ajudar a fazer crescer este país de oportunidades. Portugal é um país europeu e pode aproveitar os financiamentos de Bruxelas para ajudar a desenvolver a Guiné-Bissau”, disse Saliu Lamba.

Para além de alguns empresários de Vila Verde, a comitiva portuguesa integra ainda o presidente da Câmara de Vila Verde, António Vilela, que juntamente com o presidente da AEViVer vão ser recebidos pelo presidente da República da Guiné Bissau, José Mário Vaz, e primeiro Ministro, Carlos Correia.

vilaverde.net/Conosaba/MO

«VOLUNTARIADO» A DENTISTA QUE ESTÁ A PÔR A GUINÉ-BISSAU A SORRIR



A dentista Inês Raposo durante uma consulta em Catungo (Canchungo)

Inês Raposo, dentista, está desde 22 de fevereiro na Guiné-Bissau a fazer voluntariado pela ONGD Mundo a Sorrir. Além de aulas e palestras de higiene oral, já fez tratamentos em aldeias isoladas onde ninguém sabia o que era tirar um dente sem dor.

Não é a primeira nem a segunda vez que Inês Raposo, 23 anos, partiu em missão. Em 2012 teve a primeira experiência de voluntariado com a Equipa d’África quando foi para o norte de Moçambique durante um mês e meio. “Fiquei com o ‘bicho’ da missão”, diz a jovem dentista ao i.

Quando voltou para Portugal, o bicho não se acalmou. Pelo contrário, ficou bem colado à pele. “Soube que não ia ficar por aí. Não fazia sentido, depois de viver coisas tão intensas. Durante os três anos seguintes pude fazer voluntariado no Bairro 6 de maio [Lisboa] e na Casa de Saúde do Telhal. No verão de 2014 voltei a Moçambique por dois meses, para Metoro.”

Nestas experiências, Inês Raposo - assim como o grupo de voluntários em que estava inserida - deu aulas de português e apoiou os projectos já existentes no terreno (como as escolinhas, ou seja, os jardins-de-infância). No entanto, no último ano da faculdade - cursou Medicina Dentária - decidiu que “queria ter uma experiência de missão na minha área”. Nessa altura já fazia voluntariado em Lisboa pela ONGD Mundo a Sorrir, que promove a saúde oral como direito universal. “Fazia acções de sensibilização em escolas, mas queria voltar a África. Senti que precisava de dar aos outros tudo aquilo que tinha aprendido e ajudar no pouco que pudesse. Queria dar o melhor de mim à população que fosse encontrar. Surgiu então a oportunidade de vir em missão para a Guiné-Bissau por seis meses!”


Perante o desafio, nem hesitou e desde 12 de fevereiro que está neste país. Se em experiências passadas viajou inserida num grupo, desta vez está sozinha, mas espera ajuda para breve. “Vou poder ter ajuda de mais voluntários que virão para o terreno por pequenos períodos de tempo, quando o trabalho aperta só para duas mãos. Iremos um mês para as ilhas Bijagós e vamos viajar por toda a Guiné-Bissau”, contou ao i. “O projecto que estou a integrar, Saúde a Sorrir na Guiné-Bissau, visa a criação de uma clínica dentária aqui em Bissau, bem como a capacitação de profissionais de saúde. Estamos a construir uma disciplina de Saúde Pública e Oral para o curso de Enfermagem e para as parteiras. Quando não estou em Bissau vou às aldeias fazer atendimento clínico em ambulatório, e aí é trabalhar desde que o sol nasce até se pôr. Para além disso, tentamos melhorar não só a saúde oral mas a saúde em geral da população guineense através da promoção de palestras de higiene oral e escovagem, hábitos alimentares, palestras e a realização de tratamentos em ambulatório nas aldeias mais desfavorecidas.”

Sobre o trabalho nestas aldeias, a dentista já tem um rol de histórias para contar. A semana passada esteve em Catungo (Canchungo), onde para lá chegar é uma aventura por si só. “Demorei seis horas e meia de candonga (o transporte local da Guiné), meia hora de moto, 15 minutos de caminhada com lama até ao joelhos, atravessei o rio com crocodilos de canoa e depois mais 20 km de caminhada com a carga às costas e a correr, porque o sol já estava a desaparecer.” No fim do percurso esperava-a “uma tabanca (aldeia) onde nunca ninguém tinha visto um dentista na vida!”. Mas a aventura estava ainda a começar. “Atendi pacientes durante dois dias inteiros, mais de 40 pessoas que vieram das aldeias ali ao pé, debaixo de uma mangueira. A maior parte dos tratamentos foram extrações dentárias, porque não há meios nem materiais para fazer mais do que isso. Foi a primeira vez que muitas pessoas souberam o que é tirar um dente sob o efeito de uma anestesia. Foram inacreditáveis esses quatro dias que vivi, sem luz nem água em casa, e sempre com a sensação de que há tanto para fazer aqui.”

A primeira reacção de quem nunca viu um dentista é sempre de medo, conta Inês“Assim que cheguei a Catungo tinha imensas pessoas à minha volta para ver o que trazia comigo e que materiais estranhos e de tortura eram aqueles que trazia na mala. Por isso, as primeiras pessoas que atendi foram crianças, obrigadas pelos pais, para eles próprios verem que não havia problema. Depois de verem que não havia sofrimento nem dor, começaram a chegar os adultos! Muitos têm receio porque nunca sentiram o que é realizar uma extracção dentária ou porque, quando o fizeram, foi a sangue frio e estão à espera de dores agonizantes. Quando digo para abrirem os olhos porque já acabou, choram de alegria e agradecem muito e pedem para voltar! Não há como explicar essa sensação”, conclui a voluntária. A data de regresso a Portugal já está marcada: até 22 de julho, Inês Raposo continuará a pôr a Guiné a sorrir.

ionline.pt/conosaba/MO

“OS BALANTAS, CLUBE DO MEU CORAÇÃO”, DIZ JORNALISTA, ARMANDO MUSSÁ SANI



No que diz respeito à bola, tenho dois amores, Os Balantas de Mansoa e o Sporting Clube de Portugal, mas hoje estou aqui para falar do clube da minha terra, C.F. «Os Balantas», de Mansoa, para aqueles menos entendidos. C.F. «Os Balantas», nasceu em 18 de Setembro de 1946, fundado por um grupo de Comerciantes Libaneses, Portugueses, Cabo-verdianos e de alguns naturais de Mansoa (Jaime Pinto Bull, António Rua, Saad Maron, Michel Saad, João da Costa Ribeiro, Alexandre Daniel Forbs, Luís Garcia Gomes, João Macedo).


É com a lágrima no canto do olho que vos digo que C.F. «Os Balantas», nesta presente época desportiva está na cauda da tabela classificativa. Com todo o respeito por estes jogadores embora sendo uma equipa jovem mas ninguém pode esconder as fracas exibições, também não se pode pedir muito de uma equipa que parte para um campeonato com sócios divididos e muita guerra intestinais entre Mansoenses, enquanto isso no retângulo do jogo a nossa equipa, somando o maior número de jogos consecutivos sem ganhar, os Mansoenses mereciam mais e melhor, eu sei que vamos dar voltar esse período negro é preciso unirmos, a união sempre foi o nosso talismã.

Para aqueles que não sabem ou não se lembram, C.F. «Os Balantas» conquistou o seu primeiro Campeonato da Província da Guiné; na época de 1959 – 1960, importa dizer que neste mesmo ano ganhou o Campeonato da Zona – Norte; jogou o final com C.F. Cantchungo, o resultado foi C.F. «Os Balantas» 1- 0 C.F. Cantchungo, o golo dos Balantas foi marcado por Cipriano Dantas, ‘’Iano’’.

A primeira equipa do C.F. “Os Balantas” de Mansoa naquela época era constituída por seguintes Jogadores: 
Guarda-redes: “Mascote, Tchutchu, Defesas: Bambo Cassama, Marcelino Cassama; Manuel Feliz, Augusto Gomes Correia (Tiago).
Médios: Filipe Martins; Armando Forbs; Zé Coro; Pinto Martins.
Avançados: Tató, Iano e Pedro Sá, Pérola e Aníbal.

Na época seguinte de 1960-1961 C.F. «Os Balantas» revalidou o título de Campeão Nortenha e da Província da Guiné.

Em 1961-62 «Os Balantas» de novo alcança a proeza de vencer o Campeonato-ZN e da Província da Guiné e da taça Jornal Arauto. 

Este desafio da final da taça Jornal Arauto realizado no então Estádio «Sarmento Rodrigues” (actual Lino Correia), entre C.F. «Os Balantas» de Mansoa, e F.C. «Cantchungo», despertou o mais vivo interesse em toda a população Desportiva de capital dividindo-se opinião sobre o vencedor. Por um lado, os anseios e as dúvidas das duas equipas eram bem palpitantes e conheciam-se em suma «Os Balantas» de Mansoa – F.C. «Cantchungo» todos do norte e eram considerados grandes clubes da Guiné.

Tal como se concebeu e concretizou. F.C. de “Cantchungo”, com relativa facilidade criada pela linha defensiva dos azuis de Mansoa, marcaram três golos na primeira parte; marcaram: os irmãos Bernardo da Vela e Nené da Vela e o Adão.

Novidades deste encontro que talvez poderá ficar na história, do Futebol Guineense não foi a maneira como as duas equipas entraram em campo e jogaram. E que na segunda metade do encontro choveu em pleno mês de Abril, este fenómeno não foi considerado por muitos como sendo um fato natural.

Na segunda parte C.F. «Os Balantas» entraram a perder por 3-0, não desanimaram com a vantagem e antes pelo contrário estava disposto a dar volta ao resultado a sorte lhe sorria acabando por vencer por 6-3. 

C.F. «Os Balantas» alinharam: Guarda Rede: Mascote, Defesas: Bambo Cassama, Marcelino Cassama,Manuel Feliz e Tiago Correia. Médios: Filipe Martins, Armando Forbs e Pérola, Avançados: Zé Coro,Tató e Iano.

Marcaram: Armando Forbs - 2 golos, Tató - 2 golos, Santos – 2 golos.

Aproveitando o final de época de 1963, «Os Balantas» deslocou-se à Portugal, esta deslocação como se verificava pela notícias posta a circular na altura por meios da comunicação social, reinava grande entusiasmo por parte dos visitantes, por ser o primeiro Clube de Futebol da Província da Guiné a deslocar a Portugal, por um desafio de futebol. Naquela altura C.F. «Os Balantas», é dos melhores equipa da Província, fazendo parte dele bons jogadores formando um grupo que prova o seu grande valor, nessa deslocação C.F. «Os Balantas» contava com alguns reforços vindos dos outros clubes: 
Armando Benfica, Luís Djatô e Mário Nharita- ambos U.D.I.B; Nula Bolama Ténis Clube.
Em Portugal C.F. «Os Balantas», Jogou contra Lusitano da Évora, Sporting de Braga, Desportivo de Cuf, Académica de Coimbra e contra Selecção de Beja. Destes 5 encontros não venceu nenhuma.

Nas épocas 1963/64 e 1964/65 C.F. «Os Balantas» levou para 5 vezes a conquista do campeonato da zona norte e tricampeão Província da Guiné.

Com início da Guerra em 1963, não foi possível realização do campeonato da zona norte nas épocas que vai de 1965 à 1969. Por esta razão C.F. «Os Balantas» passou a participar num campeonato restrito com 8 equipas: Benfica Sport Clube de Bissau, Sporting de Bissau, Ajuda Spor, Clube, Ténis Clube de Bissau, Ancar, U.D.I:B. de Bissau e Sacor.

E neste campeonato “Os Balantas” classificou em 2º lugar. Na época seguinte de 1970/71, «Os Balantas» venceu a taça da Guiné e representou a Guiné na Taça de Portugal em Cabo Verde e jogou encontra F.C. de Mindelo e perdeu por 1-0. 

Nesta deslocação «Os Balantas» alinhava com: Guarda-redes Luís Filipe «Montijo» (soldado Português). Defesas Seco Camará, Pedro Ialá (capitão), Pinto Martins e Mário Coro. Médios:Júlio Dias, Rui Baio, Formigas (soldado Português). Avançados: Silla Djaló, Pires (soldado Português) e Leandro. Suplentes: Damas, António Cruz Vieira «Verinha», António Sambú «António Músculos». 

«Os Balantas» foi também o vencedor do campeonato da época desportiva de 1971/72 e voltou a erguer a taça de Campeão na época de 1974-75 depois da independência total do nosso País e ainda nesta senda de proeza levou para sua vitrina a primeira taça de Pindjiquiti.

Os anos 2000 - 2012, ficaram marcados pela gestão do major Quicala Baldé, o presidente que lançou definitivamente «Os Balantas» como um dos mais importantes clubes nacionais. C.F. «Os Balantas - Mansoa» conquistou por duas vezes Campeão (2005-06 e 2008-2009), 
C.F. «Os Balantas» passava a impulsionar todo o desporto guineense. Ano após ano, conquista após conquista, o C.F. «Os Balantas - Mansoa » tornou-se grande, não só na ambição, mas também nas potencialidades desportivas. Somou títulos e surpreendeu o país quando na época 2005-2006, com equipa técnica comandado por Bacari Sanhá, alcançou sétima vitória consecutiva façanha única na historia de futebol guineense. 
Os anos 2000 a 2013 foram os mais memoráveis. 

Em 2007 a 2010, representou o País nas Taças de Clubes Campeões Africanas (Alegria e Marrocos), feitos impressionantes, provas evidentes de uma filosofia especial. Alguns anos mais tarde, C.F. «Os Balantas - Mansoa» arrecadando também a Supertaça.


A LÍDER DO PAICV EM CABO VERDE RECONHECE DERROTA




A líder do PAICV, Janira Hopffer Almada, reconheceu hoje a derrota nas eleições legislativas em Cabo Verde e felicitou o até agora principal partido da oposição (MpD) pela vitória, prometendo agora preparar o partido para as eleições autárquicas.

Em declarações à imprensa numa altura em que estavam contados mais de 90% das mesas votos,Janira Hopffer Almada, agradeceu os candidatos, militantes e amigos do Partido Africano para a Independência de Cabo Verde (PAICV) e disse que "respeita o veredicto do povo".

A presidente do PAICV disse que nos próximos dias vai convocar o Conselho Nacional do partido para analisar os resultados saídos destas eleições.

Mas, na noite eleitoral, assumiu "as responsabilidades da derrota", prometendo fazer uma "oposição construtiva" no Parlamento cabo-verdiano.

Mais de 350 mil eleitores cabo-verdianos foram hoje às urnas para eleger os 72 deputados ao parlamento nacional, de onde sairá o Governo para os próximos cinco anos.

Quando estavam contados mais de 90% das mesas, o Movimento para a Democracia (MpD) é o partido mais votado, com cerca de 53% dos votos, contra 37% do PAICV.

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...