PAIGC - Novos militantes, a força do DSP


Imagem do Sede nacional do PAIGC 

 Com o despontar dessa nova crise e com as posições assumidas de um verdadeiro homem do Estado, Domingos Simões Pereira ganha a cada dia novos simpatizantes. Alguém do secretariado do partido confidenciou que nunca viu tanta aderência de novos militantes a inscrever-se no partido.

"Mesmo nos tempos de vacas gordas (Nino Vieira e CADOGO), coisa nunca vista!, jovens, mulheres e mais velhos, todos com o um denominador comum - estamos a inscrever por causa do DSP."

E este dirigente disse que finalmente "está-se a começar sentir novos ventos a soprar no partido, as maçãs podres estão a desaparecer. As estruturas de base estão a funcionar, o Comité Central está calmo e tranquilo e há uma disponibilidade total dos militantes a oferecerem os seus serviços para servir o partido."

«ENSINO GUINEENSE» SINDERPROF REIVINDICA 162 MIL FRANCOS CFA COMO SALÁRIO MÍNIMO AOS PROFESSORES



Bissau, 02 Mar (ANG) - O Sindicato Democrático dos Professores (SINDEPROF) pretende que o governo fixa os 162 mil francos CFA como salário mínimo para todas as categorias dos professores existentes na Guiné-Bissau.

A pretensão foi revelada pelo porta-voz do SINDEPROF Armando Vaz em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné-ANG.

Armando Vaz sublinhou que foi um dos pontos constantes no Pré-Aviso de greve entregue terça-feira ao governo e que engloba ainda o pagamento de 12 meses de diuturnidade e dos retroactivos aos professores. 

O sindicalista explicou que reivindicam igualmente a aplicação da Carreira Docente que foi aprovada desde 2011 mas que por infelicidade não está a ser aplicada por parte do governo.

"Já entregamos o Pré-Aviso de greve e vamos aguardar a reacção por parte do governo. Se no entanto não chegarmos à um acordo iniciaremos a greve de 7 à 18 do mes corrente", explicou Vaz.

O porta-voz do sindicato apelou os professores a manterem firme e unidos no processo de reivindicação, acrescentando que a referida luta é simplesmente para o bem da classe.

Armando Vaz disse que está e estará disponível para dialogar com finalidade de garantir o bem-estar de todos. 

ANG/AALS/SG\\Conosaba

TRÊS CIDADÃOS DA GUINÉ-BISSAU DETIDOS POR LIGAÇÕES À AL-QAEDA



Três cidadãos da Guiné-Bissau estão detidos por suspeita de terem sido treinados pela Al-Qaida no Magrebe Islâmico (AQMI), naquele que é o primeiro caso do género no país, informaram fontes judiciais.

Os homens com idades entre os 25 e os 34 anos, sem profissão conhecida, foram detidos entre janeiro e fevereiro pela Polícia Judiciária (PJ) guineense por terem participado na fuga de um mauritano, condenado por terrorismo, que cumpria prisão perpétua. Durante os interrogatórios, terão relatado que foram treinados em 2009 numa base da AQMI em Kidal, norte do Mali, disse à Lusa fonte da PJ.

A Guiné-Bissau parecia estar imune à presença de grupos extremistas islâmicos que já se movimentam pela África Ocidental, mas a versão contada pelos detidos levanta, pelo menos, duas suspeitas, explica a mesma fonte da PJ. Estes podem ter sido apenas treinados para ir combater noutro local pela causa ‘jihadista’, tal como o são pessoas de outras nacionalidades – um dos detidos terá contado que esperava que o chamassem para ser enviado para a Líbia – ou poderiam servir para angariar mais membros na Guiné-Bissau.

A investigação ainda decorre e os locais que eram frequentados pelos três homens estão sob a mira das autoridades que os consideram fundamentalistas islâmicos, sem interesse directo em luxos ou fontes de rendimento. Ainda de acordo com os relatos dos próprios, todos terão sido convidados a juntar-se à causa ‘jihadista’ pela mesma pessoa, que conheceram através de um grupo religioso islâmico de que os três faziam parte. Cada um seguiu viagem com esse recrutador até Tambacounda, sudoeste do Senegal onde, um a um, em diferentes ocasiões, se juntaram a outros elementos para uma viagem em viaturas preparadas para atravessar o deserto.

O recrutador levava-os até meio do caminho, sendo depois interceptados por elementos da AQMI para receberem treino durante dois a seis meses em Kidal e depois regressarem ao país de origem, já com os nomes que os identificam perante a organização. Dois destes alegados terroristas guineenses foram detidos em janeiro, quando davam guarida no leste da Guiné-Bissau a Saleck Ould Cheikh, um ‘jihadista’ que tinha escapado da prisão na Mauritânia. Treinado pela AQMI, fugiu às autoridades mauritanas a 31 de dezembro: conseguiu atravessar todo o Senegal e encontrou refúgio na Guiné-Bissau, depois de atravessar a fronteira na zona de Pirada, no leste, acredita a PJ com base nos relatos dos detidos.

Em 2011, Saleck fora condenado à morte na Mauritânia, por “atos terroristas”, depois de liderar uma operação da Al Qaida para tentar matar o presidente Mohamed Ould Abdel Aziz com um carro-bomba – e em que teve como cúmplice um nacional da Guiné-Conacri, Yusuf Galissa, que cumpre prisão perpétua em Nouakchott. De fuga em fuga, a 19 de janeiro, o ‘jihadista’ fintou uma operação da PJ guineense na zona de Bafatá, centro do país, quando alegadamente já fazia contactos para encontrar um esconderijo numa aldeia remota. Foi perseguido pela polícia até ser detido por guardas da Guiné-Conacri, poucos metros depois de atravessar de mota, com a ajuda de cúmplices, a fronteira na zona sul, em Kandiafara.

Dos três guineenses que terão sido treinados no Mali, um ficou logo na altura detido em Bissau, outro em Conacri (onde permanece a aguardar transferência) e um terceiro elemento foi detido a 19 de Fevereiro. Todos aguardam para audição por um juiz de instrução criminal que decretará as respectivas medidas de coação.

Luís Fonseca, agência Lusa na Guiné-Bissau/MO

PRESIDENTE DO CNAPN PROMETE PROPORCIONAR ÀS MULHERES ATIVIDADES GERADORAS DE RENDIMENTO




Bissau, 02 Mar 16 (ANG) – A Presidente do Comité Nacional para o Abandono das Práticas Nefastas à Saúde da Mulher e Criança (CNAPN) promete implementar este ano actividades de reforço de capacidades para mulheres guineenses nos domínios da alfabetização e actividades geradoras de rendimentos para a sua independência económica.

Numa recente entrevista à RDP/África, Fatumata Djau Baldé disse que a medida permitirá que as mulheres façam as suas actividades económicas e tenham meios de subsistência nos seus lares, não dependendo na sua totalidade dos seus maridos. 

A presidente do CNAPN reconheceu que ainda há muito trabalho a fazer neste domínio, apesar dos progressos já conseguidos, por se tratar de práticas seculares que não são fáceis de abandonar.

“As dificuldades são precisamente das mulheres que não têm poder de decisão e até querem tomar decisões mas não querem ir contra a vontade dos maridos por serem estes os senhorios das casas , e quem decide por tudo dentro das famílias”, explicou.

Fatumata Djau Baldé enalteceu os trabalhos já realizados pelo CNAPN no que diz respeito ao fanado da mulher, que outrora era considerada tabu, mas que agora é debatido em todas as localidades do país.

“Esta prática que na Guiné-Bissau é sustentada como uma recomendação corânica, hoje em dia é debatida dentro das mesquitas. É uma prática tida como parte da identidade cultural das comunidades que a praticam e hoje em dia são as próprias comunidades que estão a declarar o seu abandono”, explicou.

Djau Baldé afirmou que mesmo dentro da Assembleia Nacional Popular (ANP) não se podia falar desse fenómeno, mas foram os próprios deputados que vieram votar com 94 por cento dos votos a favor a lei que criminaliza a prática da mutilação genital feminina.

Segundo aquela responsável esta prática com prevalência mais na zona Leste do país, concretamente nas regiões de Bafatá Gabú reduziu-se consideravelmente com o apoio das autoridades daquelas zonas que estão de mão dadas com o CNAPN no combate ao fenómeno , tendo as ex-fanatecas declarado publicamente o abandono da excisão feminina.

“Tabancas como Bidjini e mais outras na zona leste que outrora eram de tradição e de conservação das culturas islamizadas do nosso país, hoje em dia estão a declarar publicamente o abandono dessa prática nefasta”, contou.

A excisão feminina enfrentou varias tentativas de abolição e uma delas tem sido o chamado “Fanado alternativo”.

Segundo Djau Balde essa iniciativa foi deixada de lado porque as fanatecas que receberam compensações financeiras para em contrapartida abandonarem a excisão não honraram os compromissos.

Aplicaram o dinheiro recebido em outras actividades e continuaram a praticar a excisão. Djau Balde contou ainda que no quadro dessa iniciativa constatou-se que muitos elementos da comunidade , que não pertencem à famílias que tradicionalmente se dedicam a excisão passaram a praticar o fenómeno para poder beneficiar dos fundos através dos quais se procurava abolir a excisão.

“Em vez de a pratica diminuir aumentou nesse periodo”, recordou Fatumata.

Esta activista dos direitos humanos disse que hoje em dia nos grandes encontros religiosos, mesmo sem a presença do CNAPN, faz se sensibilização às pessoas para o abandono desta prática nefasta a saúde feminina.

A prática de excisão feminina foi proibida por lei mas ultimamente um grupo de crentes muçulmanos tem estado a lutar contra aplicação dessa lei com promoções de campanhas de sensibilização das autoridades inclusive o parlamento para que a proibição seja anulada.

Segundo os Inquéritos aos Indicadores Múltiplos (MICS), promovido pelo Governo e Nações Unidas, em 2010 a excisão feminina afectava metade (50 por cento) das mulheres da Guiné-Bissau com idades entre os 15 e os 49 anos, mas em 2014 esse nível desceu para 45 por cento. 

ANG/FGS/ÂC/SG\\Conosaba

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...