TRIBUNAL DE CONTAS GUINEENSE CAPACITA INSTITUIÇÕES ESTATAIS EM MATÉRIA DE GESTÃO


Dionísio Cabi

Bissau, 23 Fev 16 (ANG) - O Tribunal de Contas da Guiné-Bissau iniciou esta segunda-feira uma acção de capacitação dos responsáveis das instituições estatais com o domínio da gestão das contas publicas.

O seminário financiado pela União Europeia, terá a duração de cinco dias e nele serão abordados os temas que visam reforços das capacidades e noções básicas do Tribunal de Contas, Modalidades de Controlo, Prestações de Contas e Noção de Prestações de Contas.

Na cerimónia de abertura do seminário, o Presidente de Tribunal de Contas Dionísio Cabi disse que é incontestável a importância dos órgãos de controlo da coisa pública na salvaguarda de democracia e do próprio modelo do Estado Social principalmente nas épocas de crise como o que se verifica no momento.

Aquele responsável acrescentou que o referido seminário promoverá o trabalho de prestação de contas públicas na base de transparência.

“Os temas acima referidos inserem no trabalho do Tribunal de Contas que é de fiscalizar as contas do Estado nos diferentes serviços nomeadamente os serviços autónomos como administração local, empresas públicas e as entidades que utilizam fundos obtidos com as intervenções do governo”, explicou Dionísio Cabi.

Apelou aos formandos a aproveitarem do seminário de forma a poderem mudar certos procedimentos da prestação do serviço na administração pública.

Por sua vez, em representação do Embaixador da União Europeia no país, Chiara Gidete disse que o referido seminário servirá para melhorar a governação de modo a desenvolver a Guiné-Bissau. 

Acrescentou que o curso foi destinado as pessoas afectas às diferentes instituições de controlo das receitas públicas de modo a fazer com que cada um, no seu sector, possa trabalhar pensando no bem da Guiné-Bissau e no próprio povo guineense.

ANG/AALS/ÂC/SG\\Conosaba/MO

«ZONA MARÍTIMA COMUM» GUINÉ-BISSAU E SENEGAL VOLTAM A REENCONTRAR-SE NA QUINTA-FEIRA, EM DAKAR


Artur Silva

Bissau,23 Fev 16(ANG) - A Guiné-Bissau e o Senegal voltam a sentar-se à mesma mesa na próxima quinta-feira, em Dakar para a reapreciação do dossier da gestão da fronteira marítima comum dos dois países.

Para o efeito, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, partiram ontem para a capital senegalesa para participar no encontro onde igualmente será analisado o relatório apresentado pela Agência de Gestão e Cooperação entre os dois países, em Janeiro.

Em declarações à RDN, Artur Silva traçou um quadro favorável na perspectiva do país alcançar bons resultados na terceira ronda negocial.

"Vamos para a terceira ronda negocial com o Senegal no próximo dia 25 do corrente mês em Dakar. Da nossa parte já analisamos o Relatório e fizemos duas sessões de trabalho sobre esta questão e já temos o nosso ponto de vista sobre o referido documento", explicou.

Artur Silva afirmou que a Agência de Cooperação tem uma zona de delimitação que são os limites do paralelo 268 e 220 graus medidos a partir do Cabo Roxo ou seja limite norte 268 e sul 220", informou o governante.

O chefe da diplomacia guineense afirmou que a agência tem um mandato para as duas áreas especificamente que são as da pesca e do hidrocarbonetos.

"Foi uma analises bastante profunda e só posso garantir que a parte guineense já tem uma visão que irá apresentar à parte senegalesa e que vai ser divulgada no momento oportuno", disse. Os dois países exploram a referida zona há 20 anos.

ANG/ÂC/SG\\Conosaba/MO

«CRISE POLÍTICA» ALIANÇA SOCIALISTA GUINEENSE DEFENDE PROMOÇÃO DE DIÁLOGO PARA ULTRAPASSAR IMPASSE


Líder da ASG, foto arquivo

Bissau, 23 Fev 16 (ANG) – O Partido Aliança Socialista Guineense (ASG) afirma defender o diálogo, como “única” via para resolver qualquer diferendo.

Em reacção à crise instalada e num comunicado de imprensa à que a ANG teve acesso, a ASG acrescenta que o diálogo tem que ser feito no respeito à Constituição e demais leis da república.

Por isso, os socialistas guineenses solicitam ao Presidente da República a continuar a encetar esforços na procura duma solução airosa para o actual impasse.

Esta formação política na oposição exorta à comunidade internacional no sentido de continuar a ajudar a Guiné-Bissau, com vista a minimizar o sofrimento do seu povo.

“Agradecemos as nossas Forças Armadas Republicanas, pelo facto de terem assumido um papel de neutralidade, em obediência aos órgãos de soberania competentes, nos termos da Constituição da República e das Leis das FARP”, lê-se no comunicado.

Finalmente, a ASG alerta a opinião pública nacional e internacional sobre a sua posição de pretender ser parte da solução e não do problema.Razão pela qual diz não subscrever a carta dos partidos políticos extra-parlamentares dirigida ao Presidente da República.

Carta essa, em que estas formações política exigem, nomeadamente ao José Mário Vaz a demissão do actual governo do PAIGC, por alegadamente ser “um executivo inconstitucional”.

ANG/QC /SG\\Conosaba/MO

Cultura: CARNAVAL 2016 TERMINA COM ONDAS DE CONTESTAÇÕES

Vídeo de CARNAVAL GUINE

O grupo cultural Chão de Papel Varela e a Região de Biombo, segundo e terceiro classificados respectivamente, contestaram os resultados do desfile nacional do carnaval 2016, publicados pela Comissão Nacional Organizadora, da maior festa cultural do país.
A Região de Biombo, por exemplo, terceiro classificado a nível de grupos já ameaçou não participar do desfile nacional de carnaval do próximo ano e, consequentemente dos desfiles subsequentes, alegando irregularidades na classificação dos grupos concorrentes.
De acordo com o delegado da Regiao de Biombo, Ildo José Lima, o critério estabelecido para o desfile foi violado pela Comissão Nacional Organizadora do Carnaval, desobedecendo a originalidade definida pela própria comissão.
“Dentre as regras estabelecidas consta que os grupos deviam pautar mais pela inovação, criatividade, expressividade, originalidade e identidade, mas tudo isso acabou por falhar. A Região de Biombo ficou revoltada com actuaçao da comissão, sobretudo com a violação do regulamento interno que não permitia a participação de mais de cem pessoas num só grupo”, observa.
Segundo Ildo José Lima, lamentavelmente a Região de Biombo será forçada, no futuro, a organizar o seu próprio carnaval como sinal de repúdio às “irregularidades ocorridas” na classificação dos grupos.
O representante do grupo alega que a Região despendeu muito investimento a volta das actividades carnavalescas, pelo que reclama a compensação como forma de valorização do mesmo. Afirma, no entanto, que o grupo local não atingiu a classificação almejada, porque não havia na Comissão uma figura de influência que pudesse ajudar a colocá-lo na posição merecida.
“De 2009 a 2016, a Região de Biombo conseguiu apenas fazer parte do círculo dos melhores classificados. Onde está a originalidade da nossa cultura?”, questiona, lamentando a atitude da Comissão Nacional do Carnaval.

REACÇÃO DO GRUPO DO CHÃO DE PAPEL VARELA
Reagindo ao anúncio dos resultados, Inocêncio Gomes Correia, representante do Grupo Cultural Chão de Papel Varela alega que o seu grupo é o justo vencedor do carnaval, porque foi o único grupo que se apresentou ao desfile respeitando os critérios definidos pela comissão: Carnaval festa de N´Turudu.
Inocêncio Gomes Correia diz que estranhamente não compreende em que bases e critérios o corpo de jures do desfile nacional se baseou para atribuir ao grupo de Sintra a primeira posição na categoria de máscaras, uma vez que no desfile realizado ao nível dos grupos de Bissau, e que este grupo participou, Chão de Papel Varela ficou em primeiro lugar. E, fora com essas mesmas máscaras que Sintra se apresentou aos dois desfiles.
“Seria mais justo se tivéssemos ficado em segundo lugar na categoria das máscaras do carnaval nacional, perdendo apenas o primeiro posto a favor de uma das regiões concorrentes. O que não pode ser, é ganhar primeiro lugar na categoria das máscaras ao nível do Sector Autónimo de Bissau e depois perdê-lo no desfile nacional a favor de Sintra, que já havia perdido connosco no anterior concurso, apresentando-se com tudo o que tinha.  É muito estranho! ”, lamenta.
Para Inocêncio Gomes Correia, o resultado da classificação do desfile nacional coloca em causa a capacidade dos jures do SAB. Insiste ainda que não tem dúvidas, o seu grupo apresentou-se no desfile conforme as normas da comissão.
NETOS DE BANDIM – CRITICA GRUPOS QUE CONTESTAM RESULTADOS
Por sua vez, o Coordenador do grupo vencedor do desfile carnavalesco, Hector Cassamá (Negado), diz que o prémio recebido reflecte o esforço do grupo e, consequentemente é uma resposta ao facto do grupo ter abdicado do carnaval de 2015 para se preparar melhor para este ano.
Hector Cassamá espera ainda que o fundo conseguido vai permitir ao grupo dar um “passo gigantesco”, continuando a desenvolver o seu trabalho.
Reagindo às contestações dos grupos adversários, o responsável do grupo cultural “Netos de Bandim” chama a atenção para que o Carnaval não se resuma apenas a um simples espaço de desfile de trajes tradicionais, ou seja, um campo de dramatizações, mas sim um mega espectáculo para oferecer ao povo, e este poder estar cativado com o que lhe é apresentado.
“As pessoas acusam sempre sem fundamentos, mas nunca olham para suas acções. Será que a de florestação não é um crime. Arrancar todos anos uma palmeira para o exibir no carnaval não é um crime. Se um grupo tiver que participar vinte anos consecutivos nos desfiles significa que vinte palmeiras serão arrancadas do solo. Como ficará a nossa floresta? As pessoas que estão a criticar têm que ter primeiro a consciência do que estão a críticar e saber distinguir uma simples passarela de um carnaval propriamente dito”, assinala Hector Cassamá.
Em entrevista ao Jornal  “O Democrata”, a Comissão Nacional Organizadora do desfile nacional, que foi liderada por António Spencer Embaló disse que tinha proposto aos grupos a assinatura de um termo de compromisso, em como aceitariam os resultados divulgados pela comissão organizadora do Carnaval. Assim sendo, e como contrapartida a Comissão decidiu abrir as mãos as inscrições, ou seja, abdicou de cobrar as mesmas aos grupos concorrentes.
O carnaval 2016 decorreu sob o lema: Resgate e Valorização da Nossa Cultura: Guiné-Bissau – Terra de N´turudu. O grupo Netos de Bandim ficou na primeira posição com um prêmio de oito milhões de francos Cfas. O grupo de Chão-de-Papel conseguiu o segundo lugar obtendo seis milhões de Francos Cfas, e o terceiro classificado foi a Região de Biombo, arrecadando quatro milhões de Francos Cfas, respectivamente. Os resultados foram contestados por esses dois últimos grupos, alegando irregularidades e desvios às regras estabelecidas pela comissão, pelo colectivo de jures.

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...