Guineenses marcham em Cabo Verde para apelar à ordem constitucional

A sociedade civil guineense residente em Cabo Verde, «ciente e preocupada» com a situação política no país natal, decidiu organizar mais uma marcha pacífica para «apelar à ordem constitucional» na Guiné-Bissau.

A marcha, que vai decorrer no final da tarde desta quarta-feira, nas principais artérias da cidade da Praia, capital de Cabo Verde, terminará no bairro do Palmarejo, onde fica situado o Consulado da Guiné-Bissau. 



 

«AUSCULTAÇÕES» PCD PEDE RESIDENTE DA REPÚBLICA GUINEENSE PARA PÔR FIM AS QUERELAS POLÍTICAS



Bissau,27 Jan 16-(ANG) - O Presidente do Partido da Convergência Democrática (PCD) pediu terça-feira ao Presidente da República na sua qualidade do primeiro magistrado da Nação para usar a sua influência para pôr fim as querelas políticas no país.

Vicente Fernandes que falava à imprensa após a saída de audiência com o Presidente da República disse que a Guiné-Bissau está cansada de viver os momentos altos e baixos ou seja de estar na boca do mundo de dois em dois meses, por maus motivos.

Fernandes acrescentou que, as partes envolvidas no conflito interno devem respeitar a vontade popular, e considera que há ainda deputados que não conseguem entender o seu papel.

O líder do PCD disse que os deputados devem respeitar os valores do direito e as liberdades fundamentais em vez de estarem a fazer o uso da força desrespeitando as leis.

Acrescentou que o PAIGC tem problemas internos e sancionou os seus deputados conforme o seu estatuto, razão pela qual se sentiram conformados com esta situação.

Referiu que, no entanto, como gente civilizado e irmãos devem recorrer as instâncias judicias e não estar a fazer uso da força. 


Por sua vez, o líder do partido União para a Mudança (UM ) realçou que o chefe de Estado prometeu não dissolver a ANP para respeitar a vontade da maioria parlamentar e dos diferentes partidos políticos que constituem o parlamento guineense .

Agnelo Regala sublinhou que compete ao PAIGC, que ganhou as eleições de 2014 com a maioria absoluta, continuar a governar e tomar medidas para salvar o país desta actual crise política.

Regala defendeu a promoção de diálogo franco e aberto para se ultrapassar a crise que se vive no parlamento. 


ANG/PFC/SG\\Conosaba/MO

«AUSCULTAÇÕES DA PRESIDÊNCIA» "SUPREMO TRIBUNAL GUINEENSE NÃO EMITE JUÍZO DE VALORES SOBRE SITUAÇÃO POLÍTICA VIGENTE", DIZ DR. PAULO SANHA




Bissau, 27 Jan 16 (ANG) -O Presidente do Supremo Tribunal de Justiça (PSTJ), declarou ontem que a instituição não vai pronunciar de forma extrajudicial sobre qualquer que seja a questão, salientando que os tribunais pronunciam em sede própria quando interpelados judicialmente.

Paulo Sanha referia-se a crise política vigente no pais, a saída de um encontro com o Presidente da República.

Disse que não podem dar qualquer conselho ao Chefe do Estado em relação a actual situação política no país, acrescentando que a presidência tem um gabinete jurídico para fazer o seu trabalho e aconselhar o Presidente sobre aspectos jurídicos.

“Não emitimos nenhum juízo de valores, fomos chamados como entidades judiciais para analisar a actual situação política vivente no país, a nossa posição não é para ser conhecida extrajudicialmente por isso evitamos pronunciar sobre o assunto em causa” afirma Paulo Sanha.

Por seu turno, o Primeiro-ministro, Carlos Correia igualmente recebido pelo Chefe de Estado disse que recomendara ao Presidente para tomar as medidas de acordo com os interesses do povo da Guiné-Bissau.

O Presidente da República está a ouvir diferentes entidades nacionais sobre a crise politica que impede o debate e aprovação do Programa de Governo pelo parlamento, despoletada com a expulsão de 15 deputados do PAIGC e consequente declaração de perda de mandato dos mesmos pelo parlamento, decisão entretanto não acatada pelos visados. 

ANG/MSC/SG\\Conosaba/MO

«JUSTIÇA GUINEENSE» PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA NÃO ESCLARECE RAZÕES DE AUDIÇÕES DE ANTIGOS MEMBROS DE GOVERNO DEMITIDO



Bissau, 27 Jan 16 (ANG) – O Procurador-geral da República, disse hoje ter tido conhecimento das audiências que o Ministério Público está a fazer a figuras do governo demitido de Domingos Simões Pereira através de órgãos de comunicação social.

António Seja Man falava à imprensa, a saída do encontro com o chefe de Estado no quadro das auscultações que José Mário Vaz leva a cabo com os partidos políticos, a sociedade Civil, as autoridades religiosas, e autoridades judiciais sobre a crise politica vigente no pais.

Dois antigos ministros do governo de Domingos Simões Pereira foram ouvidos terça-feira pelo Ministério Publico no âmbito de um processo relacionado a alegada facilitação dos dois à funcionários públicos para tratamento médico no exterior.

Sedja Man respondeu a jornalista dizendo que a audição das pessoas no ministério público compete aos magistrados titulares dos respectivos processos, e que por enquanto, se encontram no segredo da justiça.

Igualmente, José Mário Vaz reuniu-se com o presidente do Tribunal de Contas, Dionísio Cabi, que a saída da audiência recusou prestar qualquer declaração à imprensa. 

ANG/JD/JAM/SG\\Conosaba/MO

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...