PR LAMENTA “INEFICÁCIA” DAS AUTORIDADES NA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS DO PAÍS


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O Presidente da República afirmou que “na Guiné-Bissau tudo é difícil, nada funciona e ninguém é responsabilizado perante várias denúncias de corrupção”.
José Mário Vaz falava no passado dia 24 perante os deputados da Nação quando presidia a cerimónia da abertura da 1ª Sessão Ordinária do IIº Ano da IX Legislatura da Assembleia Nacional Popular. O chefe de Estado disse que perante muitos estados de coisas, as autoridades competentes não têm sabido encontrar uma resposta nem atempada e eficaz por forma a atender as legítimas preocupações dos guineenses.
“O tempo passa e a resposta de quem de direito tarda a chegar gerando assim um sentimento generalizado de falta de confiança nos políticos e nas instituições do Estado”, salientou o chefe de Estado.
O Presidente da República disse que importa lembrar que durante o período da campanha eleitoral percorreram o país de norte à sul e visitaram cidades, aldeias e tabancas onde falaram com as pessoas e ouviram as populações e testemunharam várias notícias de desmandos e crimes de varias ordens e que punham em causa a sustentabilidade dos recursos do pais.
O chefe de Estado sublinhou que, com base nas suas promessas eleitorais e que determinaram as suas vitórias eleitorais, os concidadãos guineenses estão justamente convencidos de que daríamos uma resposta atempada e eficaz as referidas denúncias.
“De forma que ninguém podia esperar, as primeiras denúncias do tempo de transição, vieram acrescentar-se às denúncias durante o primeiro ano do nosso mandato”, referiu, questionando , “porque razão, apesar das nossas comprovadas riquezas haliêuticas e das licenças de pescas emitidas, ainda existe escassez de pescado no mercado nacional”.
José Mário Vaz questionou ainda porque razão e apesar dos contratos celebrados entre as partes existem, as obras públicas em especial de construção e manutenção das estradas, há muito iniciadas, continuam inacabadas?
“Apesar do consenso nacional nessa matéria. Na moratória determinada pelo executivo com os madeireiros legalmente estabelecidos ainda continuam conflitos no sector”, disse.
O chefe de Estado revelou que não deixará de passar essa ocasião para de novo colocar o ênfase no papel e na função do parlamento como órgão máximo do poder legislativo e fiscalizador da acção governativa.
“O parlamento ao exercer o dever de fiscalização permite que se possa acompanhar os níveis de execução das metas governamentais e contribuir para que o executivo tenha maior performance no seu todo e facilita a identificação dos elos mais fracos que possam comprometer os resultados do colectivo”, avisou.
O Presidente da República disse sublinhar na ocasião que ANP tenha muitas responsabilidades das quais não poderia demitir-se ou delegar e que poderia ser apoiado em alguns momentos pela Inspecção Geral das Finanças, a Polícia Judiciária, o Ministério Público e o Tribunal de Contas.
José Mário Vaz disse que igualmente chamou a atenção de que o Orçamento Geral de Estado enquanto lei das finanças não deve ser objecto de despesas extraorçamentais ou de despesas não tituladas e que o seu não acompanhamento poderia pôr em causa os princípios fundamentais da prestação de contas, de transparência e de justiça social.
Contudo, prosseguiu o chefe de Estado, foram várias vozes, desde um cidadão comum e até algumas figuras da praça que ergueram para denunciar derrapagens na execução orçamental e a multiplicação das despesas não-tituladas bem como actos de corrupção nos sectores económicos.
“Mas em alguns sectores da nossa sociedade estas denúncias não passam de rumores, invenções, calúnias e até de inveja. Todavia e diariamente somos obrigados a conviver impotentes perante claros e evidentes sinais exteriores de riqueza incompatíveis com as conhecidos cortes de rendimentos de algum servidor de Estado em função a bem pouco tempo”, criticou.


Fonte: ANG

GUINÉ-BISSAU: GOVERNO REUNIU COM A COMUNIDADE MUÇULMANA SOBRE PROIBIÇÃO DO VÉU INTEGRAL



Bissau – Preocupação das autoridades guineenses face à proliferação do uso de véus islâmicos no país levou o Governo a reunir esta segunda-feira 22 de Novembro com a comunidade muçulmana.

Um encontro que foi presidido pelo Secretário de Estado da Ordem Pública, Luís Manuel Cabral, e no qual participaram representantes do Conselho Nacional Islâmico e o Conselho Superior dos Assuntos Islâmicos da Guiné-Bissau.

Falando em nome do grupo que reuniu com o Secretário de Estado, Tcherno Siradjo Bari disse que no mundo estão em curso vários conflitos, esta situação de conflituosidade justifica que cada Estado tem o dever se prevenir das consequências, no entanto é necessário respeitar a religião islâmica.

Neste âmbito, Siradjo Bari disse que concordava com a iniciativa do Governo em proibir o uso de véu integral por alguns membros da comunidade islâmica. “Fomos informados que o Governo quer tomar medidas, mas pelo respeito a nossa comunidade ele chamou-nos para pedir informação e consulta em relação ao assunto”, disse Bari.

Para Luís Manuel Cabral a situação de vulnerabilidade da Guiné-Bissau em termos de segurança obriga à prevenção da criminalidade e particularmente à circulação e acção de fundamentalistas islâmicos.

Face a estas ameaças Luís Manuel Cabral disse que os líderes religiosos concordaram com a posição do Governo em proibir o uso véu integral no país. “Não estamos contra qualquer prática religiosa, o que está em causa é o controlo das pessoas e a segurança interna do país” mas também porque “no ponto de vista operativo, ficamos com inquietudes, porque não sabemos com quem relacionam dia-a-dia”, disse confirmando que vai informar o chefe do Governo sobre as conclusões do encontro.

Por fim Luís Manuel Cabral reconheceu que a situação é preocupante e lembrou que a Guiné-Bissau é um país laico, pelo que qualquer pessoa é livre de praticar a sua fé de acordo com as leis vigentes no país.

«ABERTURA DA NOVA SESSÃO PARLAMENTAR NA GUINÉ-BISSAU» "AS NOSSAS DIFERENÇAS NÃO DEVEM NOS LEVAR À DIVERGÊNCIAS", EXORTA PRESIDENTE DE ANP




Bissau, 23 Nov 15 ANG- O Presidente de Assembleia Nacional Popular (ANP) Cipriano Cassamá disse hoje que o mais importante para o desenvolvimento da Guine-Bissau é os políticos não deixarem que suas diferenças os conduzam a divergências.

Cipriano Cassamá que falava no acto da 1a sessão do segundo ano legislativo da nona legislatura, sublinhou que a promoção do dialogo é o melhor caminho a seguir com vista ao desenvolvimento do pais

“A comunidade internacional está em alerta com as situações do governo da Guiné-Bissau. Avalia se o país merece ou não as suas confiança”, alertou o Presidente de ANP.

O Chefe do parlamento guineense acrescentou que tendo em conta essa situação cabe os políticos guineenses mostrarem que merecem a credibilidade internacional.

“Muitas das vezes acabamos por não nos entender no parlamento nas horas de discussões, mais como a discussão é a lei da democrácia e é diferente da confusão voltamos sempre a normalidade”,disseCipriano Cassamá.

O presidente da ANP pediu desculpas ao povo guineense pelos erros cometidos muitas vezes no país, sublinhando que o povo não merece os acontecimentos que abalam a sociedade guineense nalgumas circunstâncias.

Cipriano Cassamá prometeu que o parlamento guineense irá apresentar as suas contas ao longo do segundo ano da nona legislatura,e acrescentou que quando exige dos outros o parlamento deve ser o primeiro a dar exemplo.

O Presidente da ANP esclareceu que as viagens que tem efectuado ultimamente trazem simplesmente benefícios para a instituição que dirige e para o povo guineense em geral.

A Guiné-Bissau acolhe a 67ª sessão do Comité Executivo da União Parlamentar Africana(UPA) que decorre entre 02 e 06 de Dezembro próximo e a 38ª Conferência dos Presidentes de Assembleias Parlamentares Nacionais da União Parlamentar Africana (PAPNUPA) que decorrerá de 05 à 06 do mesmo mês.

Segundo Cassamá estes encontros são resultados das suas deslocações ao exterior, acrescidas ainda com a retoma da cooperação, ao nível ,parlamentar, com a república de Timor-Leste, depois deste pais ter suspendido a sua cooperação com o povo da Guiné-Bissau depois da queda do governo liderado porDomingos Simões Pereira em Agosto último.

ANG/AALS/JAM/SG\\Conosaba/MO



PRESIDENTE DA GUINÉ-BISSAU VOLTA A QUESTIONAR «CORRUPÇÃO» NO APARELHO DE ESTADO




O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, voltou ontem a questionar os níveis de "corrupção" que diz continuar a ser praticada no país por parte de responsáveis do Estado, sem apontar nomes.

A existência de elevados níveis de corrupção no país é reconhecida há vários anos por vários relatórios internacionais - em 2014 o país ficou entre os piores (161.º entre 175) na avaliação da organização não-governamental Transparency International.

O tema já tinha sido invocado em agosto por José Mário Vaz quando demitiu o Governo e o chefe de Estado guineense voltou hoje ao assunto na abertura do ano legislativo 2015/2016 na Assembleia Nacional Popular.

Sem se referir a casos em concreto, o Presidente guineense disse que apesar das suas chamadas de atenção continuam a persistir sinais de corrupção por parte de responsáveis ou servidores do Estado.

José Mário Vaz apontou o dedo aos membros do Governo por si demitido no mês de agosto, mas sem apontar nomes.

O Presidente guineense afirmou ter chamado a atenção sobre a necessidade de haver rigor na execução do Orçamento Geral do Estado, mas, mesmo assim, disse que continua a haver derrapagens nas contas públicas, despesas não tituladas e sinais de ostentação de riqueza.

"São várias as vozes, desde o cidadão comum e até algumas figuras da nossa praça, que se ergueram para denunciar derrapagens na execução orçamental e multiplicação de despesas não tituladas, bem como atos de corrupção" em vários setores económicos, sublinhou Mário Vaz.

O Presidente guineense observou, contudo, que as suas denúncias não foram levadas a sério por certos setores do país, que as tomaram como "rumores, invenções, calúnias e até inveja".

"Diariamente somos obrigados a conviver, impotentes, perante claros e evidentes sinais exteriores de riqueza incompatíveis com as conhecidas fontes de rendimentos de alguns servidores de Estado em funções há bem pouco tempo", notou José Mário Vaz merecendo palmas de alguns deputados.

Entre os pontos de agenda para a discussão na sessão hoje iniciada, o parlamento vai analisar o relatório da comissão de inquérito às denúncias de corrupção feitas pelo Presidente guineense, em agosto.

Fonte da comissão disse à Lusa que, apesar de todas as diligências, não foi possível obter do chefe de Estado elementos que confirmassem as denúncias por si feitas contra o Governo demitido em 12 de agosto passado.

José Mário Vaz diz-se disponível para colaborar com todas as comissões criadas pelo parlamento,"desde que revelem níveis de seriedade" nas suas ações, referiu.

Sobre a ação do executivo, o chefe de Estado deixou perguntas aos parlamentares sobre o que diz ser o "estado de coisas", questões para as quais as "entidades responsáveis não têm dado resposta", nomeadamente sobre a falta de pescado no mercado nacional, delapidação de recursos naturais e obras de estradas inacabadas.

Para "dar uma resposta mais eficaz" aos anseios do povo disse ter decidido mudar o Procurador-Geral da República e o presidente do Tribunal de Contas para que ajudem a clarificar os "cancros que continuam a minar" o funcionamento da justiça no país.

Lusa\\Conosaba/MO

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...