SECTOR BANCÁRIO ESTA "DE BOA SAÚDE" NA GUINE-BISSAU, DIZ DR. ALADJE FADIA



Os bancos da Guiné-Bissau estão "de boa saúde", referiu ontem Aladje Fadia, diretor da delegação guineense do Banco Central da África Ocidental (BCEAO).

"O setor bancário da Guiné-Bissau está de boa saúde", dispondo de liquidez junto do BCEAO, referiu, acrescentando o facto de terem adquirido metade dos títulos de dívida pública emitida pelo Governo - entretanto demitido.


Aladje Fadia falava aos jornalistas à saída do Palácio da Presidência, onde participou num encontro convocado pelo Presidente da República com representantes da comunidade internacional e entidades nacionais.

A reunião serviu para trocar ideias sobre a necessidade de "criação de riqueza" na Guiné-Bissau, referiu, e nesse âmbito assegurou a capacidade do setor bancário para apoiar o setor econômico privado.

O encontro de hoje decorreu depois de José Mário Vaz ter demitido o Governo liderado por Domingos Simões Pereira, no dia 12, e de ter designado na quinta-feira um novo primeiro-ministro, Baciro Djá - que também esteve presente na reunião.
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ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL DA GUINE-BISSAU APELAM A DESOBEDIÊNCIA CIVIL





Luís Nancassa.
Lusa

Organizações da sociedade civil da Guiné-Bissau apela para uma paralisação total do país na quarta-feira para responder ao que considera serem "decisões erradas" do chefe de Estado, José Mário Vaz, por este ter demitido o Governo saído de eleições.

Em declarações à imprensa hoje à saída de uma audiência com o líder do Parlamento guineense, Luís Nancassa, porta-voz das organizações da sociedade civil, referiu que todo o dia de quarta-feira deve ser marcado por uma "desobediência civil" na Guiné-Biss

Porta-voz da Aliança Nacional para Paz e Democracia na Guiné-Bissau, plataforma criada por organizações da sociedade civil para fazer face à crise política no país, Nancassa afirmou que o apelo é extensivo aos transportes públicos, comércio e serviços.

"Tudo o que podermos paralisar será paralisado, queremos até que o mercado se feche, que os transportes não circulem, que os trabalhadores fiquem em casa", observou Luís Nancassa.

Segundo Nancassa, o povo guineense deve demonstrar a José Mário Vaz que, tal como teve forças para o eleger como chefe de Estado, pode da mesma forma posicionar-se para o contestar.

As organizações da sociedade civil faltaram hoje a uma audiência solicitada pelo Presidente guineense.

"Não fomos porque entendemos que não devemos ir", referiu Nancassa, explicando que Vaz "virou costas a todo mundo e agora quer que fossemos lá fazer o quê".

A sociedade civil não pode aplaudir "os maus atos" do Presidente, acrescentou.

A sociedade civil faltou, mas, ainda assim, José Mário Vaz reuniu-se com os embaixadores, representantes das missões internacionais sedeadas em Bissau e diretores dos bancos comerciais.

A todos pediu apoios para o futuro Governo, a ser criado, para ser dirigido por Baciro Djá, primeiro-ministro por si indigitado.

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Porta-voz da Aliança Nacional para Paz e Democracia na Guiné-Bissau, plataforma criada por organizações da sociedade civil para fazer face à crise política no país, Nancassa afirmou que o apelo é extensivo aos transportes públicos, comércio e serviços.

"Tudo o que podermos paralisar será paralisado, queremos até que o mercado se feche, que os transportes não circulem, que os trabalhadores fiquem em casa", observou Luís Nancassa.

Segundo Nancassa, o povo guineense deve demonstrar a José Mário Vaz que, tal como teve forças para o eleger como chefe de Estado, pode da mesma forma posicionar-se para o contestar.

As organizações da sociedade civil faltaram hoje a uma audiência solicitada pelo Presidente guineense.

"Não fomos porque entendemos que não devemos ir", referiu Nancassa, explicando que Vaz "virou costas a todo mundo e agora quer que fossemos lá fazer o quê".

A sociedade civil não pode aplaudir "os maus atos" do Presidente, acrescentou.

A sociedade civil faltou, mas, ainda assim, José Mário Vaz reuniu-se com os embaixadores, representantes das missões internacionais sedeadas em Bissau e diretores dos bancos comerciais.

A todos pediu apoios para o futuro Governo, a ser criado, para ser dirigido por Baciro Djá, primeiro-ministro por si indigitado.

PAIGC E PRS PREPARAM EVENTUAL PEDIDO DE INVESTIGAÇÃO CRIMINAL A PRESIDENTE DA REPUBLICA




Partidos maioritários preparam eventual pedido de investigação criminal de José Mário Vaz

O PAIGC e o PRS, os dois partidos mais votados nas eleições de 2014 na Guiné-Bissau, começaram negociações nesta terça-feira, 25, que podem levar à impugnação do Presidente da República, soube a VOA junto de fontes seguras em Bissau. Aqueles partidos que possuem 98 dos 102 deputados admitem avançar com um pedido de investigação criminal do Presidente da República ao Ministério Público.

A legislação da Guiné-Bissau exige que um terço dos deputados agende uma petição de investigação por actos ilícitos ao Parlamento que deve ser votada por dois terços dos 102 deputados da Assembleia Nacional Popular.

Caso for aprovada a petição, a mesma será encaminhada para a Procuradoria Geral da República que, por sua vez, deverá investigar os actos citados pelos partidos requerentes.

Depois, e em caso de haver crimes, a acusação segue para o Supremo Tribunal de Justiça que julgará o caso.

Ao que soube a VOA, o PAICG e o PRS começaram a negociar este cenário hoje, depois de o Parlamento ter aprovado ontem, com votos de 75 dos 102 deputados, uma petição a solicitar ao Presidente da República que exonere o novo primeiro-ministro Baciro Dja e nomeie um novo Chefe de Governo indicado pelo PAIGC.

No entanto, fonte da Presidência da República garantiu hoje à VOA que José Mário Vaz não irá recuar na sua decisão, tendo o Chefe de Estado pedido nesta terça-feira a diplomatas acreditados em Bissau e a militares, num encontro conjunto, que apoiem o novo Governo.

Para o jurista e analista Pedro Murato Milaco, a solução passa pelos dois partidos maioritários.

“São eles que podem encontrar soluções e estão à procura delas, a partir de hoje em reuniões que podem levar a moções de censura contra o futuro Governo”, explica Milaco.

No imediato, e caso aqueles dois partidos não avancem com o pedido de impugnação do Presidente da República, avistam-se eleições legislativas antecipadas já que muito dificilmente o novo Governo poderá fazer aprovar o seu programa.

E caso houver duas moções de censura contra o Executivo de Baciro Djá, o Chefe de Estado terá de convocar eleições, como diz Milaco.

“Nesse caso, o Presidente da República será obrigado a convocar eleições legislativas antecipadas, o que configura a sina da Guiné-Bissau de realizar eleições e depois de meses ou ano voltar a cair numa crise política”, considera aquele analista que aponta o dedo também à comunidade internacional.

“A comunidade internacional parece estar interessada apenas em financiar eleições, e em vez de trabalhar na prevenção, surge sempre depois como parte da solução que, até agora, não tem resultado”, acusa Pedro Murato Milaco, lembrando que desde 1994 a Guiné-Bissau nunca financiou qualquer eleição.

Para vários analistas, tudo aponta para um cenário de impasse institucional a curto prazo.

Entretanto, o Presidente da República José Mário Vaz deve viajar nas próximas horas à Nigéria.

Desconhece-se se o faz a convite da Cedeao ou do Presidente da Nigéria Mummamud Buhari que na passada sexta-feira considerou de lamentável da decisão de Vaz de nomear um novo Governo.

PR GUINEENSE PEDE A DIPLOMATAS E MILITARES PARA APOIAREM O NOVO GOVERNO



Organizações da sociedade civil não comparecem ao encontro com José Mário Vaz.

O Presidente da Guiné-Bissau pediu nesta terça-feira, 25, aos diplomatas acreditados no país e militares que apoiem o novo Governo.

O encontro foi agendado por José Mário Vaz, que também convidou associações da sociedade civil, mas optaram por não estar presente.


A VOA apurou que, além de pedir o apoio dos países amigos e dos militares, o Presidente garantiu que "a ajuda prometida na conferência de doadores em Março passado virá e que o Governo precisa de apoio para realizar o seu trabalho".

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...