SOCIEDADE CIVIL CONDENA VEEMENTEMENTE DECISÃO DE PRESIDENTE JOMAV DE DEMITIR O GOVERNO

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O Movimento da Sociedade Civil da Guiné-Bissau, condenou esta quinta-feira, 13 de Agosto, veementemente a decisão do Presidente da República, José Mário Vaz, de demitir o governo dirigido por Engenheiro Domingos Simões Pereira.
O comunicado do Movimento das Organizações da Sociedade Civil, foi lido na voz do seu presidente, Jorge Gomes, durante uma conferência de imprensa realizada na sua sede, em Bissau.
No referido comunicado, a sociedade civil desafiou o Chefe de Estado guineense a apresentar as provas das suas acusações de corrupção ao Ministério Público, que de acordo com a lei, é único detentor da acção penal, para que este possa abrir o inquérito. O movimento exige ainda o respeito pelos valores democráticos e a vontade popular manifestada nas urnas.
O movimento instruiu todas as organizações da sociedade civil a accionarem os mecanismos cívicos à sua disposição para manifestarem a sua indignação face à decisão do Presidente da República.
O comunicado da sociedade civil exorta as forças de defesa e segurança a permanecerem calmos e serenos nos quartéis, permitindo a resolução pacífica, com base nos mecanismos cívicos e políticos existentes.
A nota apela por último à calma e tranquilidade ao “martirizado povo guineense”, instando-o a manter sempre confiante nas organizações da sociedade civil que tudo farão para preservar a paz e tranquilidade que há muito aspiram.
De referir que o Movimento da Sociedade Civil guineense é constituído por várias organizações nacionais, designadamente a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau, Sindicato Nacional dos Professores, Organizações Juvenis e Associações de Mulheres.

O LÍDER DO PARLAMENTO GUINEENSE, CIPRIANO CASSAMÁ, APELOU HOJE AO PRESIDENTE DO PAÍS, JOSÉ MÁRIO VAZ, PARA QUE "BAIXE AS ARMAS E OIÇA O POVO"



O líder do Parlamento guineense, Cipriano Cassamá, apelou ontem ao Presidente do país, José Mário Vaz, para que "baixe as armas e oiça o povo" que, diz, clama pela paz e estabilidade.

No seu discurso de encerramento das sessões plenárias que vinham decorrendo desde o dia 18 de julho no Parlamento - que entra de férias até novembro - Cipriano Cassamá apelou a José Mário Vaz "como o mais velho que é" para que escute os clamores do povo.

"Vou-te dizer em público o que já te tinha dito em privado: não há guerras pessoais entre líderes que o povo ganhe. Baixa as armas, que têm sido as tuas palavras, ouve e escuta o povo", defendeuCassamá.

Com a voz embargada, visivelmente emocionado, o líder do Parlamento guineense afirmou ser "incerto"o futuro que se espera do país o que, disse, já não se pode aplicar do seu comportamento enquanto dirigente.

"Aqui estamos firmes e determinados a que se respeite o povo e que se pense pelo povo", pediu Cassamá, que ainda não sabe quais os passos a serem dados pelo Presidente do país depois de demitir o Governo.

Na sua primeira comunicação logo na abertura dos trabalhos parlamentares, Cipriano Cassamá afirmou não ter dúvidas em como o próximo passo de José Mário Vaz seria "a dissolução do Parlamento".

Nesse aspeto, vários deputados, sobretudo, os da bancada que suportava o Governo demitido, advogam pela realização de eleições gerais, legislativas e presidenciais.

Quanto ao facto de mais uma vez um Governo eleito não ter chegado ao final do seu mandato, Cipriano Cassamá disse estar triste, embora esteja disponível para encontrar "uma solução de consenso" para o futuro do país.

Sobre as acusações que lhe foram feitas pelo chefe de Estado - por ter revelado uma conversa privada aos deputados, na qual José Mário Vaz lhe terá dito que perdeu a confiança no primeiro-ministro -, Cipriano Cassamá destacou ter-se limitado apenas a cumprir "com os seus deveres constitucionais".

"Ninguém conhece o Cipriano neste país como mentiroso", sublinhou Cassamá, merecendo a solidariedade da maioria de deputados.

Lusa

ONU VAI ESPERAR PRÓXIMOS PASSOS DO PRESIDENTE GUINEENSE

imageO representante especial do Secretário-geral das Nações Unidas (ONU) na Guiné-Bissau, Miguel Trovoada, declarou hoje que a comunidade internacional aguardará os próximos passos do Presidente guineense, José Mário Vaz, que demitiu o governo.

Em declarações à Rádio ONU a partir de Bissau, Miguel Trovoada deu conta dos planos do Presidente, que terá prometido pedir ao partido que venceu as últimas eleições legislativas, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), ao qual o Chefe de Estado também pertence, que proponha um novo chefe de governo.
“Estamos convencidos que toda a gente quer trabalhar no interesse do povo da Guiné-Bissau”, declarou o diplomata, acrescentando que a comunidade internacional apenas pode apelar “à solução pacífica de todos os problemas, manutenção de um clima de estabilidade, e que o respeito dos direitos humanos e o respeito pelas regras constitucionais seja observado”.
Miguel Trovoada apelou ainda para que a solução para a crise seja encontrada “no entendimento, no diálogo, e no bom senso”.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas irá discutir a situação na Guiné-Bissau em sessão agendada para o fim de agosto.

fonte: Lusa

ALBERTO NAMBEIA FAZ APELO A CALMA


Alberto Nambeia líder do Partido da Renovação Social (PRS), e segunda maior força política do país, afirmou ontem em Bissau que a demissão do Governo do Domingos Simões, era mesmo de esperar, devido à intensidade do colapso entre o PR e o PM.

Nambeia disse efcetuaram varias tentativas do diálogo envolvendo as partes, mas sem sucesso. 

O político dos renovadores disse a queda do Governo representa um retrocesso para a Guiné-Bissau e abertura do caminho para uma nova instabilidade no país que poderá desembocar-se na realização de eleições gerais antecipadas que poderão ser ganhas pelos renovadores. 
Falando sobre eventual derrube do parlamento guineense, o Presidente do PRS disse não esperar que isso vai acontecer. Com tudo, aponta o diálogo como forma de ultrapassar a crise.

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...