FUNÇÃO PÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU TEM FUNCIONÁRIOS A MAIS E SEM QUALIFICAÇÕES


O ministro das Finanças da Guiné-Bissau, Geraldo Martins, admitiu ontem a existência de funcionários públicos "a mais e sem qualificações" o que impossibilita aumentos dos salários nos próximos tempos.
Geraldo Martins falava numa conferência de imprensa de balanço de uma missão de consultas do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a assinatura de um programa de assistência técnica com o Governo guineense.
A existência de funcionários "sem qualificações" na função pública foi apontada pelo chefe da missão do FMI para a Guiné-Bissau, Félix Fisher.
"Herdámos uma situação bastante complicada. Houve uma entrada massiva de pessoal na função pública, sobretudo nos últimos dois anos ", disse o ministro das Finanças guineense.
Geraldo Martins adiantou que essa entrada originou um aumento substancial da folha de pagamentos aos servidores públicos desde 2012, com a massa salarial a subir dos 2,4 para 3,5 mil milhões de francos CFA por mês (de 3,6 para 5,3 milhões de euros).
Em termos globais, registou-se um aumento na massa salarial em cerca de 30%, declarou o ministro das Finanças, realçando as dificuldades do Estado em pagar e aumentar os salários aos servidores públicos, como reclamam os sindicatos.
Para Geraldo Martins, o caminho passa pelo saneamento do pessoal "sem qualificação" para desta forma pensar-se nos aumentos salariais.
Lusa, 5 de Maio de 2015

MINISTRA DA DEFESA DA GUINÉ-BISSAU ANUNCIA DESMOBILIZAÇÃO DE 500 MILITARES


A ministra da Defesa da Guiné-Bissau, Cadi Seidi, anunciou ontem que até final do ano serão desmobilizados 500 elementos das forças armadas e de segurança do país, no âmbito da reestruturação do setor.
"Se tudo correr bem, até 31 de dezembro vamos tirar das fileiras das forças armadas e de segurança 500 pessoas", referiu a governante.
Cadi Seidi falava aos jornalistas à margem de uma cerimónia de doação de equipamentos avaliados em 3,5 milhões de euros por parte da China para o Ministério da Defesa guineense.
A passagem à reforma de 500 elementos deverá abranger as categorias mais altas da hierarquia: "provavelmente não haverá muitos soldados, haverá mais oficiais" nesta fase, explicou a ministra.
"Vamos dar o pontapé de saída", mas a reestruturação do setor é "um trabalho para vários anos" com o objetivo de transformar as estruturas militares e de segurança "em Forças Armadas republicanas da Guiné-Bissau" - ou seja, submetidas ao poder político.
A Guiné-Bissau conta com cerca de 4.200 militares nos diferentes ramos e estão identificados cerca de 2.000 dispostos a sair, uns voluntariamente, outros por motivo de doença e outros ainda por terem alcançado o limite de idade, disseram à Lusa fontes militares ligadas ao processo.
Para o efeito está prevista a criação de um Fundo de Pensões.
A reestruturação do setor visa manter os efetivos das forças de defesa e segurança afastados da esfera política, em que têm intervindo com sucessivos golpes de Estado e outras insurreições, sendo um dos focos de instabilidade ao longo dos 40 anos de independência do país.
O último golpe militar aconteceu em 2012 e conduziu a um período de crise de dois anos, ultrapassado a nível constitucional com as eleições gerais de 2014.
Lusa, 5 de Maio de 2015

JORNALISTAS DA GUINÉ-BISSAU CONTINUAM A ENFRENTAR LIMITAÇÕES



O presidente do Sindicato dos Jornalistas da Guiné-Bissau afirma que ainda é utópico falar da liberdade de imprensa, não obstante as melhorias registadas no último ano após a restituição da ordem constitucional.

Mamadu Candé sustenta a sua afirmação, baseando-se no facto de não haver ainda condições humanas e materiais para o exercício profissional, condicionando assim, de forma indirecta, a actividade dos jornalistas.

O presidente do Sindicato dos Jornalistas, que falava hoje, 5, no debate aberto sobre a liberdade de imprensa no mundo, em geral, e particularmente na Guiné-Bissau, reconhece que, mesmo não havendo perseguições ou violências sobre os homens da imprensa, tal como se verificava há alguns tempos, pode-se considerar que o exercício profissional nos órgãos da Comunicação Social carece de liberdade efectiva e de independência. 

voaportugues

«COOPERAÇÃO» PARLAMENTO DA GUINÉ-BISSAU E MAURITÂNIA DEFINEM ESTRATÉGIAS


Presidente do parlamento da Mauritânia à chegada a sede da ANP em Bissau

Bissau,05 Mai 15(ANG) - O Presidente da Assembleia Nacional Popular da República Islâmica de Mauritânia afirmou que irão focalizar com o seu homologo guineense as pistas de cooperação entre os dois parlamentos.

Mohamed Ould Boilil que se encontra desde segunda-feira em visita de 4 dias no pais, disse aos jornalistas à saída de um encontro com o seu homólogo guineense, Cipriano Cassamá, que a sua deslocação á Bissau visa o aprofundamento da cooperação entre os dois parlamentos e análise da actual situação sociopolítica da Guiné-Bissau.

“Como sabem o meu país tem excelentes relações com a Guiné-Bissau. Para nós a Guiné-Bissau é um país irmão e é por isso que estamos aqui e também quero vos dizer que está aqui uma grande comunidade mauritana que vive em condições aceitáveis de segurança económica e social e que está bem integrada", elogiou.

Ould Boilil declarou que igualmente em Mauritânia há uma grande comunidade guineense que vive lá e participa no processo de desenvolvimento do seu país, e que se comparta de uma forma exemplar.

"Eu e o meu amigo vamos focalizar várias pistas de cooperação parlamentar que vamos discutir durante a minha estada aqui. Em princípio a minha visita iniciou bem e vai também terminar bem. Temos muito respeito para o povo guineense e vamos reforçar as vantagens da nossa cooperação parlamentar.” disse Mohamed Ould Boilil.

Presidente do parlamento da Mauritânia ainda efetuará uma visita de cortesia ao Presidente da República, José Mário Vaz e ao Primeiro-Ministro Domingos Simões Pereira.

Antes de deixar Bissau, Mohamed Boilil, vai depositar coroa de flores no Mausoléu Amílcar Cabral, deslocar-se-á à região de Bafatá onde visitará a casa onde nasceu o fundador da nacionalidade guineense e cabo-verdiana, Amílcar Lopes Cabral.

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...