PRIMEIRO-MINISTRO DA GUINÉ-BISSAU ENCONTRA-SE COM COMUNIDADE GUINEENSE EM PORTUGAL


O "Encontro de Sua Excelência o Senhor Primeiro Ministro, Eng. Domingos Simões Pereira com a Comunidade Guineense residente em Portugal", marcado para o próximo sábado, dia 18 de Abril de 2015, terá lugar no ISG- Instituto Superior de Gestão do Grupo Lusófona, sito na Rua Vitorino Nemesio N5- ameixoeira ( junto à saída do metro da Ameixoeira- linha amarela do metro ) , terá início às 15H e terminará às 18H.

PRIMEIRO-MINISTRO GUINEENSE SUBLINHA IMPORTÂNCIA DA CONSTRUÇÃO DE REDE ELÉCTRICA DE ALTA TENSÃO NO PAÍS


Domingos Simões Pereira em reunião, no Palácio de Belém, com Aníbal Cavaco Silva

O primeiro-ministro guineense sublinhou ontem, em Lisboa, a importância do projeto de construção de uma rede elétrica de alta tensão na Guiné-Bissau, no âmbito de um programa regional, que entrará em funcionamento em 2016.
"Este projeto é importante no quadro da OMGV (Organização para o Aproveitamento da Bacia do Rio Gâmbia, na sigla francesa) que deverá entrar em funcionamento no próximo ano. Cada um dos países membros desta organização deve subscrever a sua cota dentro do programa", declarou Domingos Simões Pereira.
O primeiro-ministro guineense fez estas declarações à imprensa após uma reunião, no Palácio de Belém, com Aníbal Cavaco Silva, a quem foi apresentar uma atualização da situação na Guiné-Bissau e "ouvir os conselhos" do Presidente português.
"A Guiné-Bissau tem uma cota muito importante, se não me engano cerca de 30 megawatts, é algo importante para a Guiné-Bissau nesta fase e, por isso, chega em boa altura o pronunciamento de alguns parceiros no sentido de apoiarem a subscrição da cota da Guiné-Bissau para a sua conexão às duas barragens", afirmou Simões Pereira.
A Guiné-Bissau vai receber um financiamento de 78 milhões de dólares (73 milhões de euros) do Banco Mundial para a construção de 218 quilómetros de rede de transporte de energia de alta tensão e de dois postos de transformação em locais estratégicos de distribuição, Saltinho e Bambadinca.
A concretização do projeto deverá passar agora pelos concursos para obras e permitirá aproveitar a eletricidade que será produzida a partir deste ano na barragem de Kaleta, na Guiné-Conacri. Ao mesmo tempo deverá avançar a construção da segunda barragem no quadro da OMGV em Sambangalou (no Senegal).
Com as duas infraestruturas em funcionamento e com os cabos de interconexão ligados, o Governo estima que a Guiné-Bissau tenha 40 por cento das suas necessidades energéticas resolvidas.
A OMGV vai organizar ainda em maio uma mesa redonda de doadores para construir uma barragem de irrigação agrícola na Guiné-Bissau orçada em 80 milhões de euros.
Sobre a conferência internacional para a Guiné-Bissau, realizada em Bruxelas em março, Simões Pereira mostrou-se grato pela participação ativa de Portugal, que tenciona assinar até junho um novo programa estratégico de cooperação com o país africano num montante de cerca de 40 milhões de euros.
No total, a comunidade internacional irá mobilizar uma ajuda à Guiné-Bissau de mais de mil milhões de euros.
Segundo o primeiro-ministro, "outro dos aspetos importantes que é compreender qual é a forma física deste 'cheque' e como é que se montam as estruturas para uma implementação cuidada e criteriosa deste pronunciamento que a comunidade internacional fez. Há um trabalho a ser feito e a comunidade internacional se afirma disponível a trabalhar connosco (..)."
"Nós apresentamos em Bruxelas 151 projetos. Isto poderia ser considerado uma lista de intenções. Nós, neste momento, estamos a trabalhar com a perspetiva de nos próximos três meses convocar um fórum económico, no qual esperamos poder desenvolver programas específicos. Um 'business plan' para cada um dos projetos que aí apresentamos", afirmou.
"Sempre chamamos a atenção que nós não desenvolvemos um plano estratégico para a mesa redonda. Nós apresentamos uma visão de futuro, desenvolvemos uma visão estratégica e agora estamos a implementá-la", assinalou, dizendo que todas as componentes são importantes.
O primeiro-ministro também disse que o lançamento da campanha da castanha de caju, nomeadamente o ano agrícola e sua a comercialização, será no sábado, lembrando ainda que é um "produto estratégico" para a Guiné-Bissau.
"(O país) já tem um potencial (de produção) de cerca de 200 mil toneladas, ou um pouco mais, de castanha por ano. Temos ainda um espaço de progressão, porque o nível de transformação local é muito baixo e há muitos desafios que enfrentamos no passado que gostávamos de poder prevenir a esta distância do início da campanha", concluiu.
CSR (LFO) // EL

Lusa/fim

«COOPERAÇÃO» EMBAIXADA DA CHINA OFERECE LIVROS CIENTÍFICOS A UNIVERSIDADE LUSÓFONA DA GUINÉ-BISSAU



Bissau, 16 Abr 2015 (ANG) – A Embaixada da República Popular da China ofereceu hoje um lote de cerca de 100 livros Científicos escritos em Francês, Português Chinês e Inglês a Universidade Lusófona da Guiné (ULG).
No acto da entrega, o Assessor Cinético da Universidade Rui Sá, considerou o gesto da Embaixada chinesa sinal de amizade entre este pais asiático com a Guiné-Bissau.
Disse acreditar que com os novos livros, os estudantes universitários terão a possibilidade de aprofundar seus conhecimentos da língua e cultura chinesa.
“Estes materiais vão servir sobre tudo para promover o encontro e reencontro dos estudantes guineenses com a cultura milenar da China,” frisou Rui Sá, que qualificou a China como um gigante econômica a emergir, dai a importância dos alunos aprenderem muito sobre aquele país.
O Embaixador da República Popular da China na Guiné-Bissau, explicou que a oferta se enquadra no que chamou de intercâmbio educacional entre os dois povos irmãos e vai fortalecer o conhecimento dos educandos guineenses naquele estabelecimento de ensino.
Wan Ghua destacou ainda que a importância do relacionamento do seu pais com os estados membros da língua lusófonos (CPLP). “Estabelecemos já um fórum de Cooperação Econômico e Social entre a china e os países da língua Portuguesa e, logicamente, com a Guiné-Bissau incluída,” disse o Embaixador da China.
Wan Ghua revelou que a língua chinesa poderá vir a ser leccionada na Guiné-Bissau, tal como o francês e inglês, se tudo correr bem entre os governos dos dois países.

EM BISSAU, REPRESENTANTE DA UNIÃO AFRICANA REVELA APOSTA PARA DETER O TERRORISMO


Ovídio Pequeno. Foto: Rádio ONU/Amatijane Candé
Em declarações à Rádio ONU, embaixador Ovídio Pequeno abordou as ameaças de milícias como Boko Haram e Al Shabaab; pirataria marítima também preocupa União Africana.
O representante residente da União Africana, UA, na Guiné-Bissau disse haver ações coordenadas com entidades sub-regionais para combater o Boko Haram no norte da Nigéria antes que se torne numa ameaça à paz sub-regional.
Ovídio Pequeno falou à Rádio ONU, na Guiné-Bissau, após a cimeira conjunta que na Guiné-Equatorial reuniu a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Cedeao, e da Comunidade Económica dos Estados da África Central, Ceeac.
Ameaça
O Conselho de Segurança pediu a essas entidades que criassem um plano comum para combater a ameaça do grupo terrorista nigeriano.
Numa entrevista à Rádio ONU, Ovídio Pequeno apontou também as milícias Al Shabaab no Quénia, a situação na Somália e a problemática da pirataria marítima como questões que põem em risco a segurança do continente e que a UA promete combater.
Ao falar de outros fenómenos políticos, Pequeno destacou as várias eleições que devem acontecer este ano no continente. De acordo com ele, vários pleitos têm se revelado difíceis tendo em conta a falta, não só da vontade política de alguns políticos africanos, mas da primazia pelo respeito a vontade da maioria.
Problemas
"Nós, a nível da União Africana, temos uma mão cheia de problemas e pensamos que só com a vontade política e pensar, sobretudo, nas razões que levam as pessoas a terem que votar, que optar, poderemos agir para que a África ultrapasse essas situações."
Acompanhamento
O chefe do Gabinete da União Africana em Bissau garantiu que a organização continental continuará a acompanhar os esforços de estabilização política e de criação de condições de desenvolvimento socioeconómico da Guiné-Bissau.
Pequeno chamou ainda atenção sobre a necessidade de se gerir as expectativas criadas em torno do resultado da Mesa Redonda, pois trata-se apenas do início de um longo processo, acrescentou.
Grupo de Pressão 
Ovídio Pequeno aponta a criação de mecanismos de seguimento e acompanhamento da Mesa Redonda e o estabelecimento em paralelo de um grupo de pressão junto aos parceiros como melhores vias para traduzir os anúncios em coisas concretas.
"Nós que participamos da Mesa Redonda e temos acompanhado todo esse processo desde a transição até aqui, continuamos a pensar que é preciso que o governo, a classe politica, os fazedores da política nacional saibam gerir esse processo. A Mesa Redonda, alguns têm dito, e com muita razão, não é o fim de um processo, é apenas o início de um longo processo porque comporta anúncios, anúncios esses que levarão algum tempo para poderem ser materializados."
Estabilidade
Depois da transição, a Guiné-Bissau vive um momento de certa estabilidade social e política, disse o representante. Ele disse que “nem tudo está nos carris" e mostrou-se otimista em relação a dinâmica de busca de consensos na ação governativa, adotada pelo atual governo liderado por Domingos Simões Pereira.
Ovídio Pequeno exorta entretanto aos líderes guineenses a primarem por uma maior coesão e coordenação internas, pondo de lado possíveis desavenças, pois "estão condenados a caminhar juntos”.
De Bissau para a Rádio ONU, Amatijane Candé.

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...