LIGAÇÕES AÉREAS ENTRE CIDADE DA PRAIA E BISSAU SERÃO RETOMADAS EM BREVE




 


Cidade da Praia - As ligações aéreas entre Cabo Verde e a Guiné-Bissau deverão ser retomadas "em breve", indicou, na Cidade da Praia, o ministro dos Negócios Estrangeiros guineense, Mário Lopes da Rosa, citado nesta quarta-feira pela imprensa cabo-verdiana.

Mário Lopes da Rosa, que se encontra em Cabo Verde na qualidade de enviado especial do primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, falava aos jornalistas após ter sido recebido quarta-feira em audiência pelo presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca. 

O chefe da diplomacia guineense informou que o assunto já foi discutido com o primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, mas não precisou a data do início dos voos, suspensos há cerca de dois anos. 

O encontro foi aproveitado para apresentar uma mensagem de solidariedade de Simões Pereira ao povo cabo-verdiano, ligada às consequências do vulcão do Fogo que assola há 19 dias Chã das Caldeiras, e abordar questões relacionadas com as "grandes expectativas de dinamizar" a normalização das relações bilaterais.

"A relação esteve suspensa durante os dois últimos anos, mas estou convencido de que, com a disponibilidade total do Governo de Cabo Verde (que nunca reconheceu as autoridades de transição guineense após o golpe de Estado de Abril de 2012), iremos encontrar novos horizontes e definir uma nova filosofia de cooperação", sublinhou. 

Simões Pereira deverá visitar o arquipélago cabo-verdiano em finais de Janeiro de 2015 para o relançamento da cooperação, após o que José Maria Neves se deslocará a Bissau, numa data ainda por definir. 

Durante a estada em Cabo Verde, Mário Lopes da Rosa encontrou-se terça-feira com o primeiro-ministro cabo-verdiano, a quem entregou um cheque no valor de 75 mil dólares às autoridades da Cidade da Praia para apoiar as vítimas da erupção vulcânica da ilha do Fogo. 

António Indjai agora é lavrador e não quer mais nada com armas





O general António Indjai, líder dos militares no golpe de estado de 2012 na Guiné-Bissau, exonerado em setembro, disse hoje que não pensa voltar a pegar em armas para intervir no rumo do país, dedicando-se apenas à agricultura.

“Podem confiar que o general está na lavoura. A pegar numa arma? Não é verdade. Não penso nisso, nem hoje, nem amanhã, para sempre”, referiu numa entrevista em crioulo à RTP África, numa das suas quintas em Bambadinca, leste da Guiné-Bissau.

“Quero ver o país em desenvolvimento, pelo menos para os nossos filhos poderem estudar. Um general vai pensar em problemas a cada dois anos”, questiona.

Na primeira entrevista desde que foi afastado da liderança das forças armadas, Indjai pediu ao governo para esquecer o que está para trás, para trabalharem juntos daqui em diante.

“Lembrar, falar do passado, traz problemas e inimizade. Falo ao povo e governo da Guiné-Bissau para fazermos como o Presidente da República disse: pormos a mão na lama”, uma expressão guineense que significa, “vamos ao trabalho”.

Indjai foi exonerado do cargo de Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMFGA) a 16 de setembro pelo novo Presidente da República, José Mário Vaz, eleito este ano (de par com o novo parlamento e governo), pondo fim ao regime de transição que saiu do golpe de 2012.

O general classifica o Presidente como um amigo de longa data e considera que o seu afastamento da liderança militar faz parte do jogo democrático. “Saí das forças armadas sem problemas, sem nada. Saí porque é assim a democracia”, referiu.

Para além da lavoura (culturas de sésamo e arroz), Indjai diz que espera vir a receber uma pensão de reforma adequada à patente de “general de quatro estrelas”.

“O povo deve ficar tranquilo (…), mas se alguém me expulsar da minha quinta, está a criar um problema: como é que eu vou comer? Tenho a certeza que ninguém vai dizer que eu não posso lavrar a terra”, acrescentou o militar que os norte-americanos ainda querem capturar, por alegado envolvimento no tráfico de droga.

O general faz um pedido ao povo e ao governo da Guiné-Bissau: “que guardem a minha vida para que eu possa trabalhar. Se pensarem que estou a fazer alguma outra coisa, que mandem uma delegação [para verificar]. Não tenho nada”, sublinhou.

Inocente

Na entrevista à RTP África, António Indjai desvaloriza as acusações da justiça dos EUA e volta a dizer-se inocente em relação às suspeitas de tráfico de droga internacional. A 18 de abril de 2013, foi acusado pelos norte-americanos de participação numa operação internacional de tráfico de drogas e armas, processo que se mantém em aberto, recaindo sobre o general um mandado de captura.

A acusação surgiu depois de um antigo líder da Marinha guineense, contra-almirante Bubo Na Tchuto, ter sido detido dias antes, a 04 de abril, em águas internacionais, perto de Cabo Verde, por uma equipa da agência de combate ao tráfico de droga norte-americana, juntamente com outros quatro guineenses.

Indjai foi afastado por José Mário Vaz através de um decreto presidencial que já era esperado nos círculos políticos e militares, dada a saída de cena das figuras que tinham tomado o poder após o último golpe de estado. Lusa

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, no Senegal










O primeiro-ministro da Guiné-Bissau encontrou-se esta quinta-feira com o presidente do Senegal. Em cima da mesa estiveram questões como a cooperação bilateral e o Ébola. Domingos Simões Pereira encontra-se em Dakar no âmbito de uma visita de trabalho.

Domingos Simões Pereira encontra-se no Senegal para uma visita de trabalho de dois dias. Em Dacar, o primeiro-ministro guineense foi recebido em audiência, no Palácio da República, pelo presidente do Senegal Macky Sall. Os dois governantes abordaram questões de cooperação bilateral e também a situação sociopolítica da Guiné-Bissau.

De acordo com o chefe do Governo guineense, o grande motivo da deslocação prende-se com a mesa-redonda com os doadores a ter lugar em Fevereiro, em Bruxelas, Bélgica. Bissau contratou o mesmo gabinete que assistiu Dacar, na sua mesa redonda.

A epidemia de ébola não ficou de fora da conversa entre Macky Sall e Domingos Simões Pereira. A Guiné-Bissau que reabriu esta semana as suas fronteiras, depois de ter encerrado em Agosto para evitar a entrada de casos de ébola no país. Medida que nunca foi adoptada pelo Senegal. Dacar que, de resto, registou um único caso de ébola. Ambos, Senegal e Guiné-Bissau, fazem fronteira com a Guiné-Conacri, um dos países mais afectado pela epidemia.


Domingos Simões Pereira e Macky Sall tempo tiveram ainda para abordar o incidente fronteiriço entre os rebeldes de Casamança e o ex-ministro da Administração Interna. Em Novembro, uma comitiva do governo da Guiné-Bissau liderada por Botche Candé teria sido interceptada por rebeldes de Casamança em território guineense.


“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...