QUEDA DO GOVERNO: EUA apelam ao diálogo e ao consenso


Os Estados Unidos apelam aos líderes da Guiné-Bissau que procurem um consenso para resolver da melhor forma a crise política, que resultou no afastamento do primeiro-ministro Domingos Simões Pereira.

"Com a demissão do primeiro-ministro, a Guiné-Bissau enfrenta a sua primeira crise governativa desde as eleições livres e justas de 2014", refere em comunicado o Departamento de Estado norte-americano.

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, demitiu na quinta-feira o Governo liderado por Domingos Simões Pereira, num decreto presidencial.

«GUINÉ-BISSAU» PRESIDENTE DA REPÚBLICA INICIA CONSULTAS PARA NOMEAÇÃO DE UM NOVO PRIMEIRO-MINISTRO



O Presidente da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, dá hoje início às consultas com vista à nomeação de um novo primeiro-ministro, anunciou a Presidência da República em comunicado.

O processo, baseado no "cumprimento das formalidades constitucionais", arranca com "a audição dos partidos políticos com assento parlamentar", refere-se no documento.

O Presidente da República demitiu na quarta-feira o Governo liderado por Domingos Simões Pereira,num decreto em que se justifica com quebra mútua de confiança, dificuldades de relacionamento e sinais de obstrução à Justiça por parte do Executivo.

Num discurso à nação, Vaz acusou ainda o primeiro-ministro e o Governo de corrupção, nepotismo e de falta de transparência na gestão pública.

Domingos Simões Pereira anunciou na quinta-feira estar "chocado" pela maneira como o Presidente faltou à verdade e remeteu-o para documentos como o mais recente relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) que enaltece o trabalho do Governo.

O Executivo estava em funções há um ano, depois de o PAIGC vencer as eleições com maioria absoluta e de ter recebido duas moções de confiança aprovadas por unanimidade no Parlamento - para além de ter o apoio da comunidade internacional.

Apesar de todas as forças políticas e várias entidades, dentro e fora do país, terem feito apelos públicos dirigidos ao Presidente no sentido do diálogo e estabilidade, José Mário Vaz decidiu derrubar o Governo e deverá agora pedir ao PAIGC que indique um novo nome para primeiro-ministro.

Os dirigentes do partido já reiteraram a confiança em Domingos Simões Pereira, presidente daquela força política, pelo que o seu nome deverá ser novamente apresentado a José Mário Vaz.

Lusa/SOL

«OPINIÃO» "SOLUÇÃO DA CRISE POLÍTICA SÃO ELEIÇÕES ANTECIPADAS NA GUINÉ-BISSAU" - PEDRO MORATO MILACO




O nosso Convidado é Pedro Morato Milaco, Politólogo da Universidade Colinas de Boé, na Guiné Bissau, que analisa connosco a crise política naquele país, depois da demissão do Primeiro-ministro, pelo Presidente da República.

O Presidente guineense, José Mário Vaz, alegou grave crise política geral, pondo em causa o bom funcionamento das instituições do Estado, para demitir, na noite, de 12 de agosto, o Chefe do governo,Domingos Simões Pereira.

Para o Politólogo guineense, Pedro Morato Milaco, "a decisão do Presidente da República, não surpreende, ninguém, porque desde a formação do governo, que começou a haver um mal-estar entre, os dois, [José Mário Vaz e Domingos Simões Pereira] e a situação agudizou-se, até chegar a este ponto."

"Mas, só que, a decisão do Presidente da República, não está de acordo com a própria constituição. A constituição, diz que o Presidente da República, pode, demitir o Primeiro-ministro, quando haja grave crise, que ponha em causa, o funcionamento das instituições (...)"

"Eu acho que tem havido crise, mas a crise que existe, não põe em causa, de maneira nenhuma, o funcionamento das instituições(...)"

"Os Presidentes da República, têm tido um procedimento um bocado contrário à constituição; sempre que demitem o Primeiro-ministro, criam um governo iniciativa presidencial, ou um governo de unidade nacional, mas este figurino, não existe na constituição (...)"


Mapa da Guiné Bissau, de novo em crise política, com o Presidente a demitir o Primeiro-ministro, na noite de 12 de agosto de 2015.
DR

"A única coisa é ir para eleições gerais legislativas e as próprias presidencias, no sentido de legitimar, de novo, os órgãos, devolver o poder ao povo, para o povo escolher, novos órgãos." 

Palavras de Pedro Morato Milaco, Politólogo da Universidade Colinas de Boé, na Guiné Bissau.

portugues.rfi.fr

CIPRIANO CASSAMA PEDE DESCULPAS AO POVO GUINEENSE


O Presidente do Parlamento guineense pede desculpa ao povo da Guiné-Bissau, por enquanto o Governo do Domingos Simões Pereira, não ter cumprido o seu mandato. 
“Povo da Guiné-Bissau. Desculpem-nos por mais uma vez não temos conseguido ter uma governação que terminasse o seu mandato. E mantenha a calma. Da nossa parte, a ANP, estamos serenos e a tentar ser parte da solução e não mais um problema.” Concluiu
Cipriano Cassamá, lamentou o estado de espírito do PR, do seu posicionamento incompreensível e de que a intenção dele como presidente de ANP era de servir de um ponte de dialogo e de mediar as partes, mas não de meter a chama na fogueira tal como foi entendido e interpretado pelo PR.
Nisso, recorda Cassama, num espaço de sete meses reuniu varias vezes o PR e PM,  para procurar uma boa coabitação entre os dois e de evitar o que agora aconteceu.
Contudo, Cassama considera de falsas e sem nível as acusações lançadas pelo  Presidente da República contra a sua pessoa e garante não estar incomodado, por isso está sossegado.
E só está preocupado e incomodado desse mal estar da classe politica que até então nao está na conseguir traduzir os exercícios da atividade politica para o bem estar social do povo. E pelo contrario, continuam a dar péssimos exemplos do que é ser homem de estado...
Mas seja como for, cassama tranquiliza os guineenses como homem de paz e que muito sonha com a estabilidade do país, afiançou que não vai responder a mesma moeda ao PR e nem vai parar de servir do papel de apaziguador,  sempre e quando necessário para bem do povo guineense.
Quinta-feira, 13 de Agosto, no discurso de enceramento da quarta sessão ordenaria da nova legislatura da ANP, o líder do parlamento afirmou que não ha guerras pessoais entre lideres onde povo ganha e pediu o Chefe de Estado para baixar as suas armas e ouvir o povo... Porque os homens políticos passam mas o povo fica.
Com voz emocionado e quase a embargar no discurso, Cipriano Cassama repisou pedir calma ao povo e que ninguém recorra a violência ou no desrespeito na reivindicação dos seus direitos.
Por fim, nº 01 da ANP, lamentou pelo facto de ANP não ter recebido até agora nenhum comunicação por parte da Presidência da República sobre a queda do Governo conforme manda a lei.

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...