Sociedade civil guineense apela ao desbloqueamento rápido dos fundos prometidos

O primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, esteve na conferência de Bruxelas (fotografia de arquivo) 


O Movimento das Organizações da Sociedade Civil da Guiné-Bissau apelou, esta segunda-feira, à comunidade internacional para que seja feito um rápido levantamento dos fundos prometidos ao país durante a realização da mesa redonda de doadores, em Bruxelas (Bélgica), que decorreu a 25 de março.

A sociedade civil guineense exortou também, em comunicado, aos «titulares dos órgãos de soberania a terem maior cooperação, colaboração institucional e diálogo de forma a garantirem a estabilidade político-institucional condição essencial para que o país possa merecer a confiança da comunidade internacional e desta forma desbloquear os fundos anunciados».

A conferência internacional reuniu diversos parceiros internacionais, tendo marcado presença uma comitiva guineense, na qual figuraram o primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, e o Presidente da República, José Mário Vaz.

Na altura, recorde-se, Portugal comprometeu-se a ajudar com 40 milhões de euros, enquanto a União Europeia prometeu cooperar com um total de 160 milhões de euros.


Associações promovem cultura local

 
 Um conjunto de associações da Guiné-Bissau vai promover a realização do espetáculo «Chill Out Cultural», esta quinta-feira, na capital Bissau, com o objetivo de promover a cultura local.

O «Chill Out Cultural» tem entrada gratuita e inclui atuações de dança, teatro e música ao vivo e um desfile de moda com peças tradicionais, no espaço ao ar livre do X-Club de Bissau.

A iniciativa representa «uma etapa inicial para uma série de eventos organizados pelo Movimento Cultural Ubuntu, pela Artissal Cabaz di Terra e ainda pela Associação Pé Na Djon, em parceria com diversas organizações de apoio ao desenvolvimento cultural na Guiné-Bissau», refere a organização em comunicado.

Reunião da Confederação da Publicidade da CPLP

A cidade da Praia acolhe de 31 de março a 1 de abril a 11ª sessão ordinária da Confederação da Publicidade dos Países de Língua Portuguesa (CPPLP), tendo como tema "A internacionalização das agências publicitárias no espaço lusófono".


O evento contará com a participação dos representantes das empresas e agências publicitárias de Cabo Verde, Portugal, Angola, Moçambique e Brasil, segundo informações avançadas à Inforpress pelo representante da Associação Cabo-verdiana de Profissionais e Entidades de Publicidade e Marketing (MARKA).

Giordano Custódio indicou que durante o encontro de dois dias vai ser elaborado um guia de boas práticas que permita informar e balizar, numa perspectiva construtiva e positiva, os requisitos aconselháveis para a internacionalização das agências e empresas publicitárias.

O foco vai ser colocado, sobretudo, nas questões que têm afectado os países cujo mercado ainda não está devidamente regulado.

Aponta como exemplo o caso cabo-verdiano, que segundo adiantou tem sido confrontando com situações de empresas internacionais, que "captam" trabalho no mercado sem se quer estarem instaladas no país.

"Cabo Verde, Angola e Moçambique vamos tentar juntamente com aqueles países que têm um conhecimento maior nesta área, caso de Portugal e Brasil, encontrar formas de proteger o nosso mercado", disse Giordano Custódio, indicando que a ideia não é de fechar o mercado às agências internacionais.

"Nós queremos que essas agências quando vêm para o nosso país e se estabeleçam aqui, que paguem os impostos como as empresas nacionais, que recrutem profissionais nacionais e criem postos de trabalho, porque caso contrário é o país que fica em prejuízo", explicou.

Por isso durante esse encontro de dois dias vai-se analisar os mecanismos para "evitar casos de trabalho à distância", ou seja, que as agências de outros países façam trabalho num país terceiro sem a sua devida instalação.

A reunião, que será marcada pela ausência de São Tomé, Guiné-Bissau e Timor-Leste será oportunidade para actualização o Estatuto da Confederação, elaboração do programa de actividades até a 12ª sessão da Assembleia Geral, que terá lugar em Abril de 2016 e fazer um ponto de situação das suas relações existentes no seio do grupo.


Algumas mensagens de Ramos Horta

Nova Iorque: Mais de 100 Chefes Militares reúnem-se para falar de Paz


Por iniciativa do Secretário-Geral da ONU reuniram-se na sua sede em Nova Iorque mais de 100 Chefes de Estado-Maior das Forcas Armadas para reflectirem sobre as ameaças à paz e segurança no mundo. Um encontro nunca antes realizado em qualquer lugar do mundo em que os "Chefes de Guerra" são chamados para falar de como fazer a paz.

Timor-Leste esteve representado pelo Chefe de Estado-Maior Adjunto Brigadeiro-General, Filomeno Paixão, militar e jurista.

O Chefe do Painel Independente de Alto Nível da ONU para as Operações de Paz, José Ramos-Horta, e vários colegas membros do Painel - Ameerah Haq, Gen. Guha, Rima Salah e a Prof. Henrieta Mensa-Bonsu - também participaram como intervenientes.

Acabado de regressar de Timor-Leste, Ramos-Horta fez duas intervenções: no dia 26 e 27 de Marco em que reflectiu sobre os desafios e ameaças à paz e segurança mundiais e delineou possíveis medidas de prevenção de conflitos e de intervenção armada quando estão esgotados os esforços de solução via diálogo.

Como já foi publicitado nesta página, o Painel dirigido por Ramos-Horta, empossado em Novembro de 2014, já realizou muitas consultas públicas e à porta-fechada, em várias cidades-capitais do mundo, com vista à elaboração de um Relatório e Recomendações ao Secretario-Geral da ONU no final do próximo mês de Maio. Estão previstos debates sobre as recomendações do Painel em sessões do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral.

Algumas mensagens transmitidas frequentemente por Ramos-Horta:

1. A prevenção e solução de conflitos dependem da qualidade das lideranças e elites nacionais que terão ou não o sentido de Estado, coragem e humildade para o diálogo e a busca dos caminhos da paz e unidade.

2. A ONU ou qualquer entidade internacional externa poderá contribuir ajudando a criar condições de segurança e espaço para o diálogo entre as partes em conflito mas não se substitui aos actores nacionais e regionais.

3. A ONU pode e deve aperfeiçoar os mecanismos de Paz e Segurança para que ela possa intervir mais rapidamente e com maior eficácia na prevenção e resolução de conflitos.

4. A raiz dos problemas - fragilidades dos Estados, má governação, corrupção, extrema pobreza, desigualdades sociais, exclusão e discriminação - não será resolvida a curto prazo com uma forca de intervenção de Paz da ONU. A comunidade internacional pode e deve apoiar a resolução desses desafios mas cabe às elites políticas nacionais democraticamente eleitas a responsabilidade de diálogo e construção nos consensos em torno de uma visão comum do futuro.

5. A ONU não deve intervir em todas as situações de conflito. O Secretário-Geral deve explicar claramente os limites da capacidade de intervenção da ONU e devendo ela ter lugar só quando existe um consenso internacional e forte vontade política dos Estados Membros, comprovada pela disponibilização pronta de meios financeiros e materiais adequados, proporcionais ao mandato exigido.

Depois de dois dias intensos em Nova Iorque, Ramos-Horta e os seus colegas seguiram para Salvador da Bahia, Brasil, a convite do Governo Brasileiro, para a realização de mais uma consulta regional alargada, a última da série, completando-se assim as consultas regionais alargadas.

Mais de 20 Países estarão representados nesta consulta regional co-presidida por Ramos-Horta e pelo Ministro de Defesa do Brasil.
(via: Ramos Horta)


“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...