ASSINALADA JORNADA MUNDIAL DAS ZONAS HÚMIDAS


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O Gabinete da Planificação Costeira, assinala hoje, 02 de Fevereiro, a “Jornada Mundial das Zonas Húmidas” com a realização de um debate de reflexão envolvendo a Rede de Jornalistas Ecológicos e os técnicos do Instituto da Biodiversidade e Áreas Protegidas(IBAP).
Ao presidir a abertura da jornada, subordinada ao lema, ” Zonas Húmidas para o nosso futuro”, o Director-geral do Ambiente e Ponto Focal da Convenção Ramsar na Guiné-Bissau, Seco Cassamá disse que o referido Tratado, assinado na cidade iraniana de Ramsar no ano 1972, visa defender e preservar as zonas húmidas do planeta.
Cassama destacou que o homem é o principal beneficiário das zonas húmidas “porque é ali que procura a água e recursos haliêuticos para a sua alimentação e serve-se ainda destas zonas para o turismos, transporte e outras funções.
“A Guiné-Bissau enquanto pais costeiro, com enormes recursos hídricos, depende muito das zonas húmidas para a sobrevivência das suas populações e para o desenvolvimento da sua economia”, disse.
Seco Cassamá sublinhou que a celebração do Dia Mundial das zonas húmidas deve servir de oportunidade para alargar as acções de sensibilização sobre a importância da preservação dos ecossistemas para a vida futura das populações.
“No dia em que deixarmos de ter os recursos existentes nas zonas húmidas, o futuro da sobrevivência dos seres vivos e da humanidade estarão em causa”, explicou o Director Geral do Ambiente.
Perguntado pelos jornalistas se existe uma Política Nacional que proteja as zonas húmidas, o Director Geral do Gabinete da Planificação Costeira respondeu que não.
Joãozinho Sá disse que gostariam de o ter mas que não o tem “devido ao seu elevado custo financeiro”.
Relativamente ao reconhecimento de apenas duas zonas húmidas num pais de variadíssimas zonas húmidas Sá disse que tal se deve a falta de cumprimento de requisitos exigidos para o efeito.
Joãozinho Sá afirmou contudo que já estão a trabalhar no sentido de fazer com que o pais se desponha de uma terceira zona húmida de reconhecimento internacional, neste caso, o Parque Natural de Tarrafes de Cacheu.

CERCA DE 40 PROFESSORES DIPLOMADOS EM CACHÉU


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Um grupo de cerca de 40 jovens vindo de diferentes zonas do país concluiu sexta-feira com sucesso a formação do ensino básico no âmbito de um projeto destinado a melhoria do sistema educativo nas áreas rurais da região de Cachéu, precisamente na vila de Bachil norte do país, a 87 quilômetros da capital Bissau.
O projeto vai beneficiar seis mil crianças em 55 comunidades da zona e visa desenvolver melhorias do acesso ao sistema educativo de qualidade e das condições educativas nas áreas rurais da região de Cacheu.
São os primeiros professores graduados da escola de formação de professores na região de Cacheu, que teve o seu início em Fevereiro de 2012, com objectivo de colocar a escola primária no seu centro, com um enfoque em cada criança como componente crucial do desenvolvimento.
Victor Daniel Bôssé, um dos formandos, falando em nome dos professores recém-formados, encara o novo desafio com satisfação. Garante, no entanto, pôr em evidência todos os conhecimentos adquiridos.
Lúcio Balincante, régulo local, lembra aos formandos que têm uma missão árdua de transformar o país com cada palavra que sai da boca.
O financiamento total de cerca de 680 milhões de Francos CFA foi suportado a 86 por cento pela União Europeia e a 14 por cento pela organização não-governamental guineense Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo (ADPP Guiné-Bissau), nota um comunicado da União Europeia.
A coordenação do projeto está entregue à ADPP e à Fundação Fé e Cooperação (FEC), subcontratada para a execução de atividades relacionadas com a formação em exercício e a capacitação nas comunidades.
O Director Nacional da ADPP, Arger Nurup, agradeceu a todos os parceiros que se envolveram de forma directa na realização deste projecto.
Aos Estudantes enaltece a coragem que tiveram de serem os pioneiros deste curso iniciado em 2012
O projecto promove a ligação escola e a comunidade e contribui para a criação de uma escola aberta, onde os pais e os encarregados de educação e toda a comunidade participam e ganham.
A intervenção apoia o incremento das capacidades e dos conhecimentos no meio da população rural e os: F efeitos das actividades não se limitarão a Cacheu, mas terão influências nas outras regiões da Guiné-Bissau e ao nível da África Ocidental, para onde os estudantes vão durante e após a conclusão da sua formação.

Anúncio de concurso: contrato de serviços Apoio ao gestor orçamental regional (Comissão da CEDEAO) na implementação de projetos do FED

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Programas de ajuda externa – Contrato de prestação de serviços – Anúncio de concurso – Concurso limitado

DOMINGOS SIMÕES PEREIRA: Elogio fúnebre à memória de Fafali Koudawo


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Este faz parte do rol de privilégios que todos certamente preferimos não ter, ou pelo menos não exercer…

o de falar em despedida de um amigo e sobretudo de alguém com esta estatura e dimensão…
Fafali Koudawo era grande em todos os domínios e competências. Enquanto homem, enquanto analista ou enquanto académico: cientista político, historiador ou sociólogo. Quem tinha a oportunidade de conversar com Fafali descobria tratar-se de uma mente ordenada e muito desenvolvida. Quem lê seus escritos e dissertações, certamente compreende uma linha de pensamento coerente e objectivo. Quem observou sua postura terá se surpreendido com a sua deslumbrante humildade, mesmo que guardando sempre uma impressionante verticalidade.
Fafali era intelectualmente honesto. Tinha convicções e as defendia de forma assumida e declarada. Mas tinha sobretudo uma linha de análise bastante estruturada. Conhecia a história das coisas, ia à raiz das substâncias, tinha um rol de referências e sabia comparar as grandezas. Associava a esta elevação um pragmatismo que sempre nos surpreendia.
Fafali era crente e cristão, e por isso se achava sempre limitado, mesmo naqueles tributos em que todos lhe reconheciam Excelência.
Hoje, tudo parecerá claro e evidente… mas também terrivelmente tardio…
Fomos muito infelizes ao retardar o direito do Fafali portar e exibir a nacionalidade. Ele conquistou e suplantou esse direito pela identificação com os valores mais nobres que seguimos perseguindo para a construção da nação prometida; seus feitos e factos sempre o colocaram no pedestal da representação do que a Guiné teve de mais nobre e mais culto.
Hoje, o Conselho de Ministros acaba de outorgar a Fafali Koudawo, a título póstumo, o estatuto de cidadão nacional, com a esperança de redimir deste destino já fatal; cumprir o preceito de uma homenagem mais que merecida e nos justificarmos perante quem tem seu sangue e seu nome.
Mas, visamos ainda, enquanto membros desta entidade do poder dos homens, estancar uma distorção hereditária e social, conferindo aos herdeiros de Fafali, a plenitude dos direitos legais que este país manda aplicar. O resto, julgamos saber, o Fafali já os legou pelos ensinamentos de que os não terá poupado.
Fafali era um <Homem Grande> e estes normalmente não se circunscrevem a espaços, a momentos, nem às vontades. Estes limitam-se a existir e, na sua interação quotidiana com a realidade, vão deixando impressões e sinais que aqueles que os seguem, muitas gerações seguintes têm de decifrar, para de facto acederem aos ensinamentos de incalculável valor e pertinência assim deixados.
Ellen G. White, numa dedicatoria no seu livro “o último trem” dizia: <a maior necessidade do mundo é de homens – homens que no intimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que nãoi temam chamar o pecado pelo seu nome exacto; homens cuja consciência seja tao fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é recto, ainda que caiam os céus>.
Flavien Fafali Koudawo, Professor, amigo, conterrâneo. Pai, marido, irmão, Camarada. Foste demasiado cedo para tantas tarefas que ainda cá tinhas. Eu próprio questiono: quem agora responderá às várias inquietudes e as interrogações que te dirigia; Quem poderá cuidar em teu lugar e à tua maneira do Colinas do Boé; Quem apontará com a tua precisão e acutilância mas também com a tua neutralidade, o ponto de equilíbrio do nosso incessante debate político. Quem lerá os meus rabiscos sempre desordenados e com dois toques fazê-los textos.
Sim, arriscamos ficar de novo órfãos, apesar de que , 1973 já devia nos ter ensinado ser esta a sina de quem tem Homens tão grandes.
Parece irem sempre mais cedo que o seu tempo. Que seja então porque Deus tem outras missões a lhe confiar e que estas incluam o olhar por nós, por este seu povo, repartida por vários quadrantes, da Guiné e do Togo, pela África e um pouco por todo o mundo.
Até sempre Fafali!

“ESTADO É MAIOR DEVEDOR DE APGB COM MAIS DE CINCO BILHÕES DE FRANCOS CFA

  Não dá para acreditar mas leia a notícia para tirar ilações. “Estado guineense é maior devedor de APGB, com mais de cinco bilhões de fr...